Uma Semideusa com Voz
5 Bad Romance
Notas iniciais
POV Rachel
Eu estava no meu chalé cantarolando No air enquanto pensava no Percy quando alguém bateu na porta, um cara com uma roupa de carteiro estava parado na frente da porta.
-Oi sobrinha. –Falou o cara.
-Você é meu tio? –Perguntei, não sabia que a minha mãe tinha irmãos.
-Bom, já que eu e Apolo somos irmãos devo dizer que sim. –Falou ele, espera, um deus carteiro? Já sei quem é.
-Deixa eu adivinhar, você é Hermes, o mensageiro dos deuses, mas por que está aqui?
-Seu pai te mandou um presente, assine aqui e posso te entregar.
-Ta bom. –Eu assinei sem entender nada, meu pai nunca deu bola para mim, por que começaria a dar agora? Assinei e meu tio foi embora, fiquei impressionada, ninguém do chalé estava curioso para saber o que era aquilo, isso é diferente do mundo lá fora. –Por que ninguém está curioso?
-Todos nós sabemos o que é isso, nosso pai sempre da um arco e flecha para os novos filhos dele. –Respondeu Mike.
-Obrigado por estragar a surpresa. –Falei, eu abri o pacote e tinha um arco prata e várias flechas de cores diferentes. –Onde eu posso testar?
-Vai no bosque e joga uma flecha em alguma árvore, mas por que você quer testar se é a mesma coisa que as nossas? –Perguntou Mike.
-Por que as de vocês não são coloridas.
-Grande coisa.
-Ta vai perder a chance de ver uma árvore com uma flecha colorida ficada nela.
-Eu também não queria.
-Fecha o zíper Mike.
-Ta me mandando calar a boca?
-Não to mandando você fechar o zíper da calça, óbvio que é para calar a boca.
Eu sai do meu chalé e fui em direção ao bosque, no meio do caminho vi Percy e... Aquelazinha treinando esgrima, eu fiquei com muitos ciúmes deles juntos e fui interromper.
-Percizinho, quer ir comigo até a floresta testar o meu arco e flecha? –Perguntei com cara de cachorrinho que caio da mudança.
-Claro amor, só vou terminar aqui com a Annabeth e... AAAHHHHH. –Annabeth deu um golpe nas costas dele e ele caio.
-Deu terminamos, pode ir Percy. –Disse aquelazinha.
-Ta, eu vou, mas da próxima vez eu te pego. –Disse ele.
-Veremos. –Disse ela.
-Vamos Rachel, por que as suas flechas são coloridas? –Perguntou ele enquanto nos afastávamos da Annabeth.
-Não sei, meu pai me deu ele assim.
-Bom, é melhor você praticar bastante para o jogo, senão você vai ser que nem uma isca de peixe. –Disse ele.
-Percy, você está tentando me encorajar ou me deixar com mais medo?
-Vai testa logo ele. –A essa altura nós já estávamos no bosque.
-Certo.
Eu peguei uma flecha vermelha e joguei, quando a flecha se chocou com a árvore ela começou a fazer um “bip” que a cada segundo aumentava e frequência, tipo mais “bips” por segundo sabe, depois de um tempo a flecha explodiu e a força da explosão jogou a mim e ao Percy para longe.
-O que foi isso? –Perguntou Percy.
-Eu não sei, eu nem sabia que flechas explodiam.
-E não é para explodir, tenta de novo
Eu peguei uma flecha azul e joguei na árvore, essa não fez nenhum “bip”, foi bem mais estranho, essa flecha fez a árvore se congelar por inteira.
-É normal as flechas fazerem isso?
-Não, tenta uma flecha verde. –Disse Percy. Eu peguei a flecha verde e joguei em outra árvore, não aconteceu nada. –Tenta jogar em alguma coisa viva. –Eu vi um coelhinho passando por ali e joguei a flecha nele, eu nem sabia que tinha uma mira tão boa, o coelho parou, sério ele parou mesmo, nem piscava.
-AI MEU DEUS, EU MATEI UM COELHINHO. –Eu berrei, Percy foi até o coelhinho e botou o dedo no peito dele.
-Não, o coração ainda está batendo, ele está paralisado, Rachel essa é a arma mais útil que alguém pode ter, pense se você estiver sendo perseguida, é só usar uma flecha.
-É, vai ser fácil, vai até perder a graça.
-Eu não diria isso filhinha. –Eu me virei e vi um cara com calça de couro e camisa regata vermelha com um sorriso arrogante no rosto.
-Pai? –Perguntei feliz.
-Eu mesmo, como eu estava dizendo, as flechas não surtem o mesmo efeito em monstro, a força deles é grande demais, elas são usadas como flechas normais em monstros, mas em qualquer outra coisa vai ter o efeito mágico. –Disse meu pai.
-Nossa pai, valeu, muito obrigada mesmo, você nunca me deu nada antes. –Falei olhando o arco e as flechas.
-Mas ainda não acabou, pense em uma espada enquanto está segurando o arco. –Eu fiz o que ele me mandou, logo que eu pensei em uma espada o arco se transformou em uma, e a espada era lindíssima, tinha até uma fitinha na haste com Rachel escrito em dourado.
-Nossa, valeu pai, só uma pergunta, por que você deu o arco especial para mim? –Perguntei.
-Não fui exatamente eu que fiz essa arma, foi a sua tia Ártemis, ela diz que talvez seja a primeira filha minha a entrar nas caçadas e está de olho em você. –Ele disse, Ártemis? Esse nome não me era estranho... Lembrei, ela é a deusa da caça, ela também lidera um grupo de caçadoras que tem que fazer um juramento de... Celibato, eu olhei para Percy que estava com cara de assustado, ele fez uma cara de “Por favor não” para mim.
-Pai diz para a tia que... –Eu olhei para Percy. –Eu NUNCA vou desistir dos homens, nunca. –Ele sorriu para mim e eu sorri de volta.
-Tem certeza? Eu ia adorar que você desistisse e...
-PAI.
-Estou só brincando filha, eu digo para ela que você não está interessada, mas se eu fosse você iria me preparar par o jogo de captura à bandeira, você é meio que uma iniciante nisso ainda.
-Certo pai, você vai me ver. –Eu perguntei esperançosa.
-Sim, vou estar te vendo do Olimpo.
-Brigada, eu vou me preparar. Vamos Percy. –Eu e o Percy estávamos indo cada um para o seu chalé.
-Você não vai entrar para as caçadoras né Rachel? –Perguntou ele.
-Nunca, eu te... Adoro. –Eu não tive coragem de dizer que amo ele, agente se conhece a três dias, eu não posso amar alguém depois de três dias, e eu ainda pensava no Finn, como será que ele está? Não o vejo desde que sai da escola, eu não sabia se já tinha deixado de gostar dele, o que aconteceu nesse momento me impressionou, eu vi o Finn entrando no acampamento, ele é um... Semideus?
-Rachel? Você está bem? Parece fora de si... –Começou Percy.
-FINN. –Eu chamei e ele se virou para mim, embora tenha feito uma careta quando me viu de mãos dadas com o Percy.
-Rachel? –Eu soltei a mão do Percy e pulei em cima dele. –Pensei que estava... Morta, ninguém te vê a três dias desde que o valentão te perseguiu e te bateu.
-Ele não me... –Eu me lembrei da névoa, ela pode ter feito com que as pessoas vissem ele me batem e eu... Morrendo, deu arrepio só de pensar. –Ata ele me bateu.
-Que bom te ver, pensei ter perdido a minha namorada. –Droga, eu me esqueci que eu estava namorando ele antes de vir para cá.
-Namorada? –Perguntou Percy atrás de mim.
-Percy, ele é o meu namorado mortal, ou quer dizer meio-sangue de quando eu tinha uma vida normal, eu vou terminar com ele eu juro. –Falei, a essa altura eu já havia me soltado do abraço a muito tempo.
-Terminar comigo? –Perguntou Finn.
-É bem, eu meio que gosto do Percy agora, me perdoa, mas agente pode ser amigo. –Falei numa tentativa sem sucesso de acalmá-lo, bom vocês sabem que ele é cabeça quente né? Então, ele meio que atacou o Percy agora. –Parem os dois. –Eles não me deram ouvidos, eu comecei a cantar, os dois pararam e botaram as mãos nos ouvidos. –Ótimo.
-Sua traidora. –Finn se levantou e foi correndo para os chalés.
-Rachel, eu estou feliz que tenha terminado com ele, pelo menos agora eu sei que você gosta mesmo de mim. –Percy disse e abriu um sorriso.
-Claro que gosto de você, você só precisa de uma higiene bocal melhor, isso demonstra que a pessoa tem auto-confiança e você não vai poder reclamar de nada porque isso demonstra que você vai agüentar os altos e baixos de namorar uma garota como eu...
CONTINUA... (Se considerem com sorte, diferente do Percy, por que ele vai ter que ouvir o famoso sermão da Rachel de “namorar uma com altos e baixos de uma garota como eu”)
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