Uma Revelação
5 Capítulo 5
Notas iniciais
Dean decide voltar ao motel, afinal deixou Sam e Benny sozinhos e isso poderia dar errado. O loiro estava totalmente confuso. Deixou seu irmão com o vampiro, sabendo que ambos não se davam bem. Não entendia (ou não queria admitir) o motivo de querer tanto Castiel perto dele.
Quando o caçador retorna, espera encontrar tudo, menos o que vê. Sam está com um facão afiado apontado para Benny, para tirar a cabeça caso seja necessário. Já o vampiro, estava ajoelhado, com espasmos de dor.
- Sammy – diz Dean entrando no quarto – o que você fez com ele?
- Nada – responde Benny com um fio de voz – Eu que pedi para ele pegar o facão por precaução. Ao contrario de você, se fosse necessário Sam teria a coragem de me matar.
Lentamente o vampiro se levanta do chão e senta-se na cama.
- Pode baixar a guarda Sam, acho que passou o perigo.
- Será que um de vocês pode me explicar o que está acontecendo? – Dean diz. Ele realmente estava cansado dessa situação. Ainda mais por Castiel estar de segredinho com todos – Deixo vocês em paz e quando volto quase estão se matando.
- Estávamos conversando amigavelmente. Sim, Dean, amigavelmente. Benny começou a se sentir mal, foi para o outro canto do cômodo e falou para eu pegar o facão. E se ele não conseguisse se controlar, era para eu ataca-lo.
- Essas crises estão se tornando mais frequentes.
- Dean, Sam, acho que o mais sensato é vocês me vigiarem. Me amarrem. Eu sinceramente não quero machucar nenhum de vocês. E como tem estoque de sangue... Logo o anjo estará de volta e espero que com algumas respostas.
Os três consideram o que foi dito. Com as crises mais frequentes, com Benny temendo machucar alguém, com o sumiço de Castiel e aparecimento de Sam... Não era a melhor ideia, mas a mais viável nesse momento, pelo menos.
Dean pegou o primeiro turno, pois ainda estava agitado com as coisas que pensou enquanto estava fora do motel.
Tudo estava muito estranho. Quanto mais ele pensava, menos ele entendia.
Sam dormia tranquilamente e Benny estava com um sono agitado, mas nada que pudesse ser considerado como alerta. A noite estava silenciosa. O loiro largou o notebook ligado e foi até frigobar pegar alguma coisa para tomar, quando ouve um barulho de asas. Seu coração para de bater por um segundo e vagarosamente se encaminha na direção do som.
- Cas! – O caçador diz, tentando conter a emoção.
- Oi Dean!
Dean se aproxima do anjo e o abraça. Castiel fica sem reação.
- Por que está me abraçando?
O loiro percebe que agiu por impulso e se desfaz do abraço.
- Estava preocupado contigo. Você sumiu, me ignorou, trouxe meu irmão para cá. O que esta acontecendo Castiel?
O anjo ignorou a pergunta. Foi quando Dean percebeu que Castiel estava com uma mala, a do Sam. Por causa do teletransporte repentino, o caçador mais novo deixou tudo onde estava antes.
- Vim aqui trazer as coisas do Sam – responde Castiel – Ele não teve tempo de pegar nada.
- Precisamos conversar Cas.
- Não, não precisamos. Salvarei o Benny. Não precisa se preocupar. Essa situação vai acabar logo.
- Por que você esta me evitando?
Castiel para ao ouvir tais palavras. Será que Dean não percebe o motivo disso tudo? Ele, um anjo, salvará um vampiro por amor a seu protegido e ele ainda quer o que? Que presencie a relação dos dois? Isso é puro egoísmo. O anjo respira fundo antes de responder:
- Você não precisa de mim Dean. Você tem ao Sam e ao Benny.
O que deu nesse anjo, pensava Dean. O loiro não sabia se dava uma surra ou se mandava ele a merda. Como assim eu não preciso de você? O anjo era tão cego assim?
- Que porcaria é essa que esta falando Castiel?! Realmente, senta ai que precisamos conversar. E muito!
- Não Dean. Eu já disse que não. Preciso ir embora.
O loiro não pensa. Se aproxima do moreno, o puxa pela cintura e com um movimento rápido junta sua boca na dele e o beija apaixonadamente.
O beijo é desfeito. Castiel olha para seu protegido ofegante e surpreso. E desaparece.
Dean, em silêncio, volta para o lugar onde deixou o notebook ligado, senta-se na cadeira e leva a mão aos lábios. Um sorriso forma-se em seu rosto,mas logo é substituído por uma expressão séria. Agora ele tem certeza que a sorte dele foi lançada ao vento. Agora é esperar! Pois depois desse beijo, depois de ter o anjo em seus braços e sentir-se correspondido... Ah, ele teria a conversa que tanto desejava com Cas. Por bem ou por mal!
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