Uma Realidade Mágica!
18 Um empurrãozinho no meio do caminho.
Notas iniciais
Oi gente, sei que fiquei algum tempo sem postar, mas não foi por mal.
A jornada das nossas meninas vai continuar, o que será que as aguarda nessa noite no hotel?
Eu coloquei minha mala dentro do pequeno guarda-roupa e abri o zíper, pegando minha própria roupa e toalha para ir assim que Remy saísse. Vi a toalha dela apontar dentro da mochila, ela havia esquecido. Eu peguei o tecido com cuidado e olhei na direção da porta entreaberta. Suspirei e me aproximei, o vapor no banheiro invadiu minhas narinas. Eu pensei em me anunciar, mas não consegui pronunciar nenhuma palavra. Meus olhos foram mais rápidos ao avistar a sombra do corpo nu de Remy logo que entrei, fazendo com que eu me esquecesse de todo o resto. Ela estava de lado, a cabeça enfiada sob o chuveiro, mantinha os olhos fechados enquanto lavava os cabelos. A toalha que eu segurava foi ao chão, não sei quanto tempo me mantive naquela posição e também não sei exatamente com que cara eu estava, mas eu poderia imaginar. Treze virou-se de costas, em seguida quando tornou a ficar de lado, estava com os olhos abertos agora e pude ver o pulo de susto que ela teve ao me ver do lado de fora do vidro escuro e embaçado, completamente paralisada. Ela tentou se esconder e acabei por despertar do meu transe. Fiquei envergonhada como nunca antes, me abaixei para pegar a toalha e mostrei a ela o motivo de eu estar ali. Tive que me aproximar do vidro, mas evitava a todo custo, com pouco sucesso, olhar para ela ou seu corpo. Deixei a toalha pendurada na alça metálica do box e virei as costas, querendo sair dali o mais rápido possível. E foi quando eu já chegava do outro lado da porta que senti a mão molhada segurar meu punho. Treze’s POV: Não posso negar que o meu susto foi enorme quando vi Emma parada como uma estátua diante de mim. Ela parecia estar lutando contra o fato de que seus olhos percorriam sozinhos por meu corpo despido. A boca aberta, demonstrando que estava tão em choque quanto eu. Minhas mãos abraçaram meu corpo, Emma ficou imediatamente com as maçãs do rosto vermelhas, ela ainda permaneceu um tempo parada, tentando desviar o olhar, até que se abaixou e pegou do chão a minha toalha. Eu tinha me esquecido totalmente dela e foi a desculpa que Emma havia encontrado para entrar no banheiro. Ela se aproximou, eu pude sentir sua luta interna enquanto ela pendurava a toalha e se virava, saindo sem dizer uma palavra. Estava tão linda envergonhada, sempre foi linda, sempre demonstrou se importar comigo e era um fato que sempre arrumava desculpas para estar ao meu lado. Eu vinha agindo de forma impensada há muito tempo, mas com ela sempre pensei antes de agir, sempre tentei protegê-la. Naquele momento tudo que eu pensava era mostrar a ela tudo o que sentia. Eu cansei de lutar, eu não me importava se estava certo ou errado. Eu a queria para mim e ponto. Corri para fora do box, escorregando ao pisar no chão de cerâmica, Emma não pareceu notar, já passava com o corpo para fora da porta do banheiro quando consegui segurar seu punho. Ela olhou-me com uma expressão surpresa no rosto, mas os olhos denunciavam que aquilo era tudo o que ela mais queria. Emma não reagiu ao contato, ela ficou estática outra vez, olhando em meus olhos. Eu sorri e me aproximei mais, com a outra mão segurei seu queixo e a trouxe para mim, dando-lhe um beijo ao qual ela não negou e nem tentou se afastar. Pelo contrário, a loira me abraçou, se entregando de um modo que, sinceramente, me surpreendeu. Eu não me apressei, ela não era qualquer garota, ela era a minha garota e eu queria aproveitar o momento. Eu queria que fosse especial. Devagar, as peças de Emma foram sendo largadas no chão, nós mal separávamos nossas bocas. Deixei minhas mãos descobrirem o corpo nu da loira e notei que ela fazia o mesmo, até mais ansiosamente do que eu, descobrindo um “mundo novo”, o que me fez sorrir ao separarmos nossas bocas outra vez. O chuveiro ainda estava ligado, eu ouvia o som da água escorrendo pelo chão do banheiro e fui levando Emma, puxando-a contra mim, até que sentimos a água morna esquentar ainda mais nossos corpos. Pressionei seu corpo contra a parede oposta à porta, já dentro do quadrado de vidro, ela estava tão ofegante quanto eu. Eu desci a boca por seu pescoço, as mãos percorrendo a lateral do corpo da loira que se agarrava a mim, arranhando minhas costas quando sentiu meus lábios em seus seios.
Fiz minha boca percorrer todo seu corpo, me demorando onde senti que seus gemidos eram mais intensos. Minha boca e língua em seu sexo foram o ápice para ela. Sua perna esquerda sobre meu ombro a deixou exposta e entregue a mim. Emma se contorceu, gemeu mais alto, sussurrou meu nome de uma forma tão sexy com a respiração ofegante que me deixou ainda mais louca. Ela estremeceu, apertava meu rosto contra seu corpo e explodiu num orgasmo, sua perna de apoio tremeu e ela vacilou. Não hesitei em me por de pé, com o corpo encostado ao dela, lhe dando sustentação. Ela sorriu, puxou meu rosto para o dela e me beijou de um jeito carinhoso. Assim que eu tinha provado o corpo de Emma e a satisfeito, fiquei apenas encostada com meu corpo no dela enquanto a loira se recuperava. Ela estava abraçada a mim de um jeito manhoso, a cabeça apoiada em meu ombro, sorrindo. Eu não estava “dormindo com uma garota”, como eu mesma classificava, não era uma transa apenas. Não, o que nós estávamos fazendo era amor. Alguns minutos depois, tentamos nos concentrar no banho, nos ensaboando e roubando beijos e passadas de mão pelo corpo uma da outra que nos faziam rir como duas adolescentes. O chuveiro finalmente foi desligado e eu abracei seu corpo por trás, nos enrolando na mesma toalha. Assim que chegamos de volta ao quarto, ouvimos o uivo. A princípio eu desacreditei nos meus ouvidos, um lobo em Boston? Emma, por outro lado, desvencilhou-se de mim com a máxima rapidez que pode e começou a se vestir.— O que foi?— Vai me dizer que não ouviu?— Ouvi, mas pode ser alguém assistindo um filme no quarto ao lado. É impossível que haja um lobo aqui tão próximo.— Ruby! – Ela não pareceu ter gostado de ter que explicar de novo. Eu tratei de me vestir também, acompanhando Emma em seguida diretamente para o quarto ao lado do nosso, os nossos cabelos ainda pingando por não terem sido secos. Ela bateu na porta de forma insistente. O quarto estava em silêncio.— Emma, ela deve estar dormindo. Não houve tempo para que eu tivesse uma resposta irritada de Emma. Ambas nos assustamos com o barulho que veio em seguida. Eram garras contra a madeira e novamente o uivo se fez presente, agora bem mais perto de nós. Cameron bateu novamente na porta, os barulhos de garra se repetiram e a maçaneta finalmente girou, fazendo a porta ficar encostada. Ela teve receio de abrir a porta totalmente e o lobo passar correndo por nós, ou pior, nos atacasse. A porta foi sendo aberta aos poucos e em movimentos rápidos, estávamos dentro do quarto com o imenso animal de pelo escuro. Meu terror foi maior que a surpresa quando encarei os olhos verdes do animal que começara a latir com a nossa presença.— Calma Ruby, calma garota. Eu preciso que fique em silêncio. Onde está sua capa? Eu tive a impressão que o animal não só entendeu Emma, como a respondeu. Ambas seguimos o focinho do animal para o local que nos apontava. Em cima da cama, a bolsa de Ruby estava revirada, peças de roupa e maquiagens espalhadas pelo quarto todo.— Ela não achou a capa vermelha. Por isso se transformou. Deve ter ficado no carro. Espero que esteja no carro, ou teremos que voltar todo o caminho para buscar a capa no meu apartamento. Eu ainda estava sem palavras. Eu encarava os olhos verdes do animal diante de mim. Emma tinha a mão sobre a cabeça do bicho, que encontrava-se sentado, lhe coçando atrás das orelhas.— Fique aqui com ela, eu vou procurar. Não a deixe uivar de novo. Ela disse aquilo e saiu em disparada, fechando a porta atrás de si e me deixando a sós com aquele animal enorme me encarando. A loba se aproximou de mim, farejando, em seguida abriu a boca cheia de dentes afiados, os olhos brilhando me fazendo lembrar das mesmas orbes verdes no rosto da moça morena enquanto ela sorria. Ela se aproximou mais, girando em volta de mim algumas vezes e sentou-se ao lado da cama, apoiando o focinho no colchão, erguendo os olhos para mim. Me aproximei e sentei ao seu lado na cama. Senti o pelo do animal em minhas mãos quando ele pousou a cabeça em meu colo.— É você mesmo, Ruby? Emma entrou outra vez no quarto, tão rapidamente que fez o lobo armar sua guarda, prevendo um invasor, e me assustou.— Desculpe meninas. Aqui, Ruby, Christian encontrou na escada e guardou esperando que alguém perguntasse por ela. O que vi depois foi difícil de acreditar, como se meus olhos me enganassem com uma ilusão. O lobo se aproximou de Cameron, a cabeça baixa, ela vestiu o animal com a capa vermelha e um brilho ofuscou meus olhos um instante. Em seguida o lobo havia sumido e quem estava embaixo da capa, se recompondo, era Ruby.— Desculpe. Eu a procurei em toda parte antes de chegar a meia noite, mas não deu tempo.— Está tudo bem, ninguém se espantou com o uivo da loba. Talvez tenham achado que era algum filme em volume muito alto. – Ela sorriu e olhou em minha direção. – Acredita agora?— Acho que não tem mais como duvidar.
Notas finais
Espero que tenham gostado do capítulo. Comentários com sugestões, críticas e elogios são sempre bem-vindos, afinal essa fic é de vocês.
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