Uma Realidade Mágica!
14 Operação Chapeuzinho Vermelho
Notas iniciais
Venho me desculpar pela demora em postar a continuação, eu não andei muito bem esses dias, crise básica de enxaqueca que durou três dias.
Ruby’s POV:
Fiquei tão espantada quanto qualquer um ali presente, quando Gold disse que eu era a pessoa certa para levar a poção até Emma. Assim que minha surpresa passou, me enchi com a coragem necessária para cumprir minha tarefa. O mais difícil seria convencer a vovó a me deixar sair da cidade, ainda mais durante a lua cheia. David, Mary e Henry foram comigo até o Granny’s explicar a ela o que estava acontecendo. Ela encarou nós quatro com um olhar severo por baixo dos óculos de grau.— Não.— Mas vovó...— Não, Ruby.— Por favor, vovó. – Mary insistiu.— A Ruby tem controle, nós confiamos nela. – David interveio.— Não.— Por favor, pela minha mãe. – Henry a olhou, pidão.— Desculpe querido, mas não quero minha neta correndo e uivando como um bicho por lugares que eu não conheço.— Vovó! – fiquei indignada.— Quieta Ruby! Desculpe Mary, David, mas não podemos ajudar. Não confio na Ruby solta fora de StoryBrooke na lua cheia. Vovó me forçou a entregar o frasco de volta às mãos de Snow, embora eu estivesse visivelmente emburrada e os três com feições desanimadas. Mary ainda manteve seu doce sorriso, mesmo que esse estivesse bem mais apagado que o de costume. Assim que a família se retirou, vovó jogou em minhas mãos um avental e fez com que eu começasse a trabalhar. O dia passou lento e silencioso, nenhuma palavra minha que não fossem as velhas frases rotineiras: “Querem pedir?” e “Aqui está sua conta.”. Vovó sabia que era um protesto, mas Belle não fazia ideia. Ela deve ter me observado grande parte do dia pois, a noite, durante o jantar na pensão, ela tentou quebrar o gelo, sem sucesso. Recebia apenas frases curtas, tanto minhas como de minha avó. Assim que o jantar acabou, subi correndo pro meu quarto, sem olhar para trás. Tinha planos em mente e precisava ser rápida se não quisesse ser impedida pela vovó. A batida de Belle na porta foi ignorada, mesmo assim a moça de cabelos castanhos entrou, flagrando-me enquanto arrumava uma pequena bagagem.— Ruby, o que é isso? Você vai fu...— Shiiiu! – Interrompi a moça colocando o indicador sobre seus lábios assim que ela se aproximou e sentou-se na cama. Com a porta devidamente trancada, me voltei a ela e expliquei. – Emma precisa de ajuda. Regina e Gold fizeram a poção, você sabe. Mas só eu posso levar o encanto para ela fora de StoryBrooke e vovó não deixou. Eu vou mesmo assim. Belle arregalou os olhos azuis em minha direção, um sorriso empolgado enquanto me aproximava da cama para voltar à minha pequena arrumação.— Nossa! Ruby! Ver o mundo fora da cidade, como você é sort...— Shiiiiu! – meu dedo voltou a tocar seus lábios. – Vovó não pode desconfiar ou nunca sairei desse quarto. Fale baixo! Seus lábios se voltaram em um sorriso e Belle confirmou com a cabeça que seria discreta. Ser discreta, para ela, não era o mesmo que não ser curiosa.— Para que o pano enrolado na alça? – Ela sussurrou e apontou minha bolsa.— O lobo vai carregá-la. Meus dentes ficam afiados demais e, bem, não quero baba de lobo na bolsa toda quando voltar a ser eu. Belle soltou uma pequena gargalhada e cobriu a própria boca com as mãos, me fazendo rir com o jeito dela. Ela abaixou as mãos, deixando seu sorriso à mostra. A última coisa que acrescentei à bolsa foi minha capa vermelha, fechando-a e colocando sobre o ombro. Belle se levantou da cama e veio me abraçar forte.— Boa sorte, Ruby. Ela disse baixo em meu ouvido e deu um beijo no meu rosto, em seguida se retirando do quarto para que eu seguisse viagem. Eu tinha certeza que vovó ficaria de vigia a noite toda na sala de estar da pensão, assim como tinha de que ela viria me verificar alguns minutos antes da meia-noite, garantindo que eu estivesse com a capa e que ficaria em casa. Eu não tinha muito tempo. Consegui sair pela janela e, pela primeira vez, agradeci a força extra que a ocasião me dava. Passei na casa de Snow para pegar o frasco, foi Henry quem me atendeu. Contei a ele o meu plano, ele adorava operações secretas. O garoto me entregou o frasco e um mapa onde ele tinha marcado o caminho que achou mais seguro com caneta vermelha.— Se você seguir essa linha ficará bem. – Ele sorriu. – Boa sorte, Ruby! Agradeci com um sorriso, guardando tudo na bolsa e corri, imediatamente, para a floresta. Parei a alguns metros de distância da linha pintada no chão e esperei. Faltava cinco minutos. Coloquei meu relógio de punho na bolsa e deixei a mesma no chão. Não demorou muito e a transformação aconteceu. A loba apanhou a bolsa com os dentes firmes e saiu, em disparada, rumo ao desconhecido.
Notas finais
Espero que tenham gostado do capítulo, vou dedicar esse à minha xará Thais Fungaro e para as meninas do grupo RedBeauty!
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