Notas iniciais
Esse capítulo ficou bem grande... Então aproveitem!

Apesar da minha ansiedade o tempo passou mais rápido do que eu imaginei. E o tão aguardado dia da pizza party havia chegado. Gastei muito tempo escolhendo o que eu iria vestir, eu não queria passar uma impressão errada sobre mim. Depois de um tempo eu finalmente acabei me decidindo (link da roupa).

Eu estava tão ansiosa que não me contive e acabei decidindo sair mais cedo de casa. O endereço do estúdio foi enviado por email, era para estarmos todas lá as 17:00 horas. Eu não sabia direito onde era o endereço do estúdio, então sair cedo era uma boa ideia. Ao passar pela sala, me despedi de minha mãe que não estava com uma cara muito feliz.

– Tome cuidado filha. E tenha juízo. – Ela nem esperou eu responder e já foi saindo da sala rumo a cozinha.

Desci até a garagem e saí do prédio dirigindo. Segui até a metade do caminho normalmente, mas surgiu um problema: a rua em que eu deveria entrar estava em obras. Na tentativa de refazer o caminho acabei me perdendo e não tinha a mínima ideia de onde eu estava. A primeira coisa que fiz involuntariamente foi olhar para o relógio, pelo menos ainda me sobrava bastante tempo. Mas e agora? Eu não ia ligar para a minha mãe, ela ia me passar um sermão e mandar eu voltar pra casa. Como se eu soubesse fazer isso.

Tentei dar algumas voltas no quarteirão, acho que a minha situação havia melhorado. Eu tinha conseguido sair daquelas ruazinhas que pareciam todas iguais e agora estava em uma avenida. Resolvi seguir por ali e parar em algum lugar para pedir informação, antes que eu me perdesse mais ainda.

Mais a frente encontrei um café e decidi que pararia ali mesmo. Estacionei e desci do carro, entrei no café que parecia mais um Starbucks à moda antiga. Não havia quase ninguém naquele lugar. Dei uma rápida olhada nas poucas pessoas que estavam ali. A minha atenção foi desviada para um rapaz que ocupava a última mesa nos fundos do café. Ele era moreno, e mesmo estando de óculos escuros parecia olhar em minha direção.

Aquela pessoa não me era estranha, eu o estava reconhecendo. Era o Pe Lu. Não acredito, vou ter a oportunidade de conseguir duas coisas: falar com ele a sós e ainda resolver o meu problema de estar perdida. Será que ele também estava indo para o estúdio?

Respirei fundo e andei até ele.

- Pedro Lucas? – Eu disse baixinho.

- Oi linda! Sou eu sim, mas os óculos eram para ninguém descobrir isso. – Disse ele dando uma risadinha depois.

- Desculpa. Eu vou indo e...

- Não. Não vai, não. Senta aí para a gente conversar. Não vai pensar que eu sou mal educado.

Fiquei meio sem graça, mas acabei me sentando na cadeira de frente para ele.

- E então você é uma fã? – Ele perguntou.

- Sou sim, já faz algum tempo. – Respondi.

Ele me olhou de um jeito curioso, então eu fiquei confusa.

- O que foi? – Acabei tomando coragem e perguntei.

- Nada. É que você chegou assim tão discreta, que eu achei estranho.

- É porque você estava aí tão tranquilo. Eu não queria que ninguém percebesse que era você.

- Valeu, mesmo. Mas me conta o que te trouxe até aqui?

- Como assim? Você sabe que eu nunca vim aqui? – Perguntei meio espantada. Com isso, ele acabou rindo.

- Não. É que eu costumo vir aqui e nunca te vi. E então?

- Bom, eu estava indo pra um lugar e acabei me perdendo. Aí eu vi o café e decidi parar aqui e pedir informação, mas eu te vi então resolvi vir falar com você. – Expliquei a ele.

- Entendi. Você dirige? Pra onde você estava indo?

- Dirijo sim. Por que a pergunta? E acho que eu estava indo para o mesmo lugar que você vai.

- É que parece que você é mais nova. Você tem 18 anos? Peraí, eu estava indo pro estúdio. Você também tava indo pra lá?

- Sim, eu tenho 18 anos. E já me disseram que não parece. Eu estava indo pro estúdio, sim. Você esqueceu que hoje é o dia da pizza party?

- Tá brincando que você foi uma das sorteadas?

Tirei o ingresso da bolsa e mostrei a ele, junto com os números dos ingressos que foram sorteados para aquele dia. Ele pareceu surpreso.

- Não pode ser. Isso é coincidência demais! – Ele disse.

- Coincidência demais? Como assim?

- É... quer dizer você tem o ingresso sorteado, se perde e vem parar exatamente onde eu estou. – Ele se atrapalhou um pouco para responder.

- É, pode ser coincidência mesmo. – Eu acabei achando estranho o jeito que ele falou.

- Posso te fazer outra pergunta?

- Pode sim.

- Quem é o seu choose?

Por que ele estava me perguntando isso? Acho que o mais esperado era que eu fizesse perguntas para ele, e não o contrário. Essa eu não vou responder objetivamente, não.

- Eu gosto de vocês quatro. – Disse a ele.

- Tá bom, eu sei disso. Mas todas as fãs tem um preferido. E a única coisa que eu sei é que o seu choose não sou eu.

- Como você sabe?

- Dá pra perceber. Depois de um tempo a gente sabe pelo jeito que as fãs tratam a gente.

- Você está certo, o meu choose não é você. Mas eu não vou te contar quem é. – Respondi rindo.

- Só porque eu sou curioso, né? Mas hoje eu vou conseguir descobrir, quando você der de cara com os outros. – Ele disse cheio de convicção.

- Agora você é detetive? Eu acho que não sou uma pessoa tão óbvia assim. – Respondi brincando.

- É o que nós vamos ver. – Disse ele olhando para o relógio em seguida.

- Ainda tem um tempinho, mas é melhor nós irmos. – Ele falou e já foi se levantando.

Eu fiquei ali parada olhando para ele. Não sabia se ia atrás dele ou falava alguma coisa.

- O que foi? Vamos logo. Você achou que eu só ia te explicar onde era o estúdio e te deixar ir pra lá sozinha?

Eu sorri. Me levantei e fui com ele até a saída do café?

- E agora? – Eu perguntei.

- Já que você está de carro faz assim, eu vou na frente e você vai me seguindo, ok?

- Espera, como eu sou tonto. Eu nem perguntei. Como você se chama?

- Camille.

- Camille... nome bonito.

Ele andou até o carro dele e eu até o meu, então saímos do estacionamento. Não sei se ele estava pegando um atalho ou se o caminho era aquele mesmo. Só sei que eu não acharia aquele lugar sem ajuda. Fui seguindo ele por algum tempo e percebi que estávamos chegando porque ele estava entrando em uma espécie de casa que tinha uma guarita e havia parado ali. Eu parei o meu carro logo atrás do dele.

Logo depois apareceu um segurança que olhou para o primeiro carro e depois ficou encarando o meu. Vi o Pe Lu abaixar o vidro do carro e falar alguma coisa para ele. Devia ser sobre mim, pois depois vi o segurança apontar para o meu carro. Ele balançou a cabeça e se encaminhou para a guarita, abrindo o portão em seguida.

Entramos naquele estacionamento e o Pe Lu estacionou o seu carro. Eu parei o meu ao lado do dele e desci do carro. Ele fez o mesmo.

- Pronto, chegamos! Nem demorou muito. – Ele disse.

- Não demorou mais eu nuca acharia esse lugar sozinha.

- O caminho deve ter ficado estranho porque eu peguei uns atalhos, mas assim a gente chega mais rápido. – Não disse que aquilo era um atalho? Bom, segundo ele mais do que um.

- Vem, vamos entrar. – Ele disse indo em direção a porta.

Fui com ele e na entrada do estúdio havia uma recepção. Pedro Lucas cumprimentou um senhor que estava ali e continuou andando, passando por uma sala e entrando em corredor. Virou a direita e havia uma outra sala que parecia um camarim, mas não tinha ninguém lá.

- Onde tá todo mundo? – Ele perguntou mais para si mesmo.

- Eles deveriam estar aqui?

- Na verdade sim. Mas nenhum deles fica onde deveria. – Eu acabei dando risada com o comentário.

- Camille, eu vou procurar eles e já volto aqui. Tudo bem?

- Ok.

- Então tá, eu já volto. – Ele respondeu e saiu da sala, voltando a entrar no corredor.

E agora eu estava naquela sala sozinha, esperando ele voltar. E quando ele voltasse, ele iria trazer os meninos. E o Lucas estaria ali.



Notas finais
O que vocês acharam? No próximo capítulo eles se encontram, e o resto é supresa. Tenham uma boa semana :) Bjsss