Uma Nova Etapa
24 Capítulo 24
Notas iniciais
Abri meus olhos por conta da claridade que estava aquele quarto. Nós não fechamos as cortinas para dormir, o que foi um erro. Senti um braço rodeando a minha cintura, e um corpo aconchegado atrás do meu. Uma respiração quente batia em meu pescoço e um aroma bastante conhecido espalhado pelo ar.
Eu estava com o lençol envolto de meu corpo, mas isso não me impedia de me sentir com vergonha. Mexi-me com cuidado tentando sair dos braços de León. Não queria acordá-lo, deveria ser cedo demais.
_Amor... – a voz rouca dele soou pelo ambiente, e eu quase levei um susto. – Acordou pequena? – perguntou com a fala lenta e bem sonolenta.
_Uhum – fiz um som qualquer concordando. Estava com vergonha, e isso não sumiria assim do nada.
Virei-me vagarosamente, encontrando a face de León. Ele parecia cansado, mas tinha um leve sorriso nos lábios.
_Bom dia – sussurrei.
_Bom dia. – beijou minha testa. – Dormiu bem? – assenti sorrindo de lado. – Está bem? – assenti novamente. – Tem certeza? – acariciou minha bochecha.
_Tenho sim León. – ri baixinho com todo aquele cuidado. – A gente precisa voltar ao colégio. – murmurei sentindo sua mão afastar alguns fios de cabelo, que estavam atrapalhando a minha visão.
_Ainda é cedo demais, ninguém sentiu nossa falta, pode ter certeza. – sorriu. – Arrependida?
_Do que? – perguntei sem entender.
_De ontem. – respondeu e eu instantaneamente senti o calor se concentrando em minhas bochechas. – Você sabe, eu posso ter-te... Machucado, ou algo do tipo. – não consegui formular uma resposta de imediato.
_É... Eu estou bem. – falei baixo envergonhada.
_Sabe que... Acho desnecessária essa sua timidez. – León disse proferindo uma risada fraca. – Talvez você não tenha gostado, e eu entenderia isso. – continuou agora em um tom meio magoado.
_Não é isso... – sorri com sua preocupação, e aproximei nossos rostos. – É só que, eu não tenho o que dizer. – falei olhando para nossas mãos entrelaçadas. – Foi tão perfeito. – sussurrei.
_Também achei perfeito. – disse roçando nossos lábios. – Te amo. – sorri, deixando que ele me beijasse novamente.
Suas mãos estavam em minha cintura, fazendo carinho. Ele era maravilhoso. Tenho certeza que a única pessoa que eu vou ser feliz para o resto da minha vida, é o León. Continuávamos a nos beijar como loucos, o que me fez rir, e conseqüentemente ele também começou a rir, separamos nossos lábios.
_Espera um momento. – me toquei de uma coisa. – Você... Você já tinha planejado isso? – perguntei desconfiada.
_Podemos dizer que essa noite, era a segunda parte do meu plano. – ele disse acariciando minha bochecha com um sorriso nos lábios. – Por quê?
_Eu não cogitava que isso iria acontecer. – falei risonha e ele me deu um selinho. – Eu amei ser surpreendida. – rimos. – Posso te fazer uma pergunta?
Por León *
_Tirando o fato de que você acabou de fazer, pode sim. – falei rindo e ela me mostrou a língua.
_Tipo... É... Eu fui à única? – perguntou com aquelas bochechas se avermelhando pouco a pouco, mas eu não entendi, de verdade, o que ela quis dizer.
_Não entendi amor.
_Você sabe... – ela suspirou olhando em meus olhos. – Eu sei que não fui sua única namorada, e eu quero saber se eu fui à única na qual você teve... – ela chegou mais perto do meu ouvido. – Uma noite de amor como essa...
Eu realmente não sabia o que responder. Tipo, sim eu já tive muitas namoradas, mas não é legal falar das outras com a namorada atual que morre de ciúmes por qualquer uma que grude no meu pé, apesar de eu também morrer de ciúmes dela
_Desculpa se eu fui indelicada... – Violetta disse com a cabeça baixa sem olhar nos meus olhos. – Não precisa me dizer, não é da minha conta. – acho que demorei demais a responder.
_Amor... – tentei falar, mas ela interrompeu.
_Não se faz de meu interesse León, é que eu só queria saber mesmo, mas você não precisa me dizer. Você foi o meu primeiro, e espero ser o único. – disse sorrindo fracamente.
_Você foi e sempre será a única pra mim. – falei, e era verdade, eu jamais tive relações com uma garota, mesmo sendo minha namorada. – Amor, eu nunca fiz esse tipo de coisa com mais ninguém, você é a pessoa que eu amo a pessoa que me entreguei de todas as formas, e a pessoa que eu quero pra sempre na minha vida.
Olhei novamente para seus olhos e percebi que estavam marejados e antes que eu pudesse dizer mais alguma coisa, a lágrima escorreu por sua face, mas ela não parecia triste, pois tinha um sorriso satisfeito nos lábios.
_Tive a sorte de encontrar um garoto maravilhoso como você. – ela disse um limpando a lágrima que caiu de repente. – Obrigada.
_Eu tive a sorte de saber esperar, assim como você. – eu disse a puxando.
Por Francesca *
_Marco, acorda. – sussurrei, assim que vi à hora em meu relógio.
_Que horas são hein Fran? – perguntou ainda de olhos fechados com a mão em minha cintura.
_Quase sete. – falei e ele suspirou. – Você sabe que eu não gosto muito de acordar tarde. – ri da careta que ele fez.
_Tudo bem “senhorita que acorda cedo”. Já estou acordado, satisfeita? – perguntou sonolento, e eu assenti com um sorriso. – senti sua falta nos últimos dias. – continuou, com uma voz serena.
_Pode ter certeza que eu senti muito mais. – sorri feliz por aquele momento.
_Desculpa por tudo que eu te acusei. – Marco falou olhando em meus olhos. – Não tive a intenção, juro. Eu estava revoltado, magoado, não sabia o que pensar de você e nem daquele imprestável do... – o interrompi, ele já estava ficando nervoso.
_Já passou. – falei acariciando seus cabelos.
_Tudo bem, mas me perdoa, por favor. – ele pediu com os olhos brilhando, eu sorri.
_Só se você também me perdoar. – falei rindo, e ele me acompanhou.
_É claro que eu te perdôo. – disse me dando um selinho.
Por Violetta *
– Eu não acredito que enrolamos tanto pra levantar. – falei assustada olhando para o relógio. Enrolei-me no lençol branco e me levantei as pressas. Eram quase onze e meia.
_Você está se estressando a toa. – ele disse rindo se levantando também, ele já estava “vestido” com sua roupa intima.
_Vou tomar banho. – eu falei me direcionando ao banheiro da suíte na qual havíamos ficado. Ele sorriu travesso vindo até mim. – E você fique aqui Vargas. – ordenei e ele fez uma carinha triste, mas muito fofa.
Entrei no banheiro e tomei um banho bastante demorado, relaxando meu corpo por inteiro. E lembranças da minha primeira vez invadiram minha mente, e eu ri quando me recordei de algumas coisas engraçadas e constrangedoras que aconteceram.
Não tinha mais dúvida nenhuma, não que eu algum dia tivesse tido, mas às vezes temos que parar para pensar e refletir. León foi feito para mim, e eu fui feita para ele, nos completamos lindamente e...
_Meu amor, você está viva? – e a pressa dele algumas vezes me irrita.
Não respondi e desliguei o chuveiro, odiava ficar falando desse jeito, praticamente gritando um com outro. Sequei-me vagarosamente, e escutei batidas na porta. Enrolei a toalha em meu corpo e soltei meus cabelos molhados, abrindo a porta.
_Por que toda essa pressa? – perguntei com as mãos na cintura, olhando para cima, encontrando meu bobo com o sorriso mais lindo do mundo.
_Você que demorou estressadinha – ele disse beijando a minha testa. – Trouxe o café da manhã para tomarmos juntos.
Olhei para a cama que estava arrumada, em um lençol azul marinho, e em cima dela tinha uma grande bandeja com todo tipo de comida que possam imaginar. Olhei agradecida para ele que no mesmo instante sorriu de lado.
_Ai amor... Que lindo! – falei indo até a cama, puxando seu braço para ir junto. – Você me surpreende a todo instante.
_Isso é bom. – ele riu.
Tomamos café juntos, entre brincadeiras e risadas. Era bom ter toda essa paz com ele. Sentia-me literalmente nas nuvens. Ele era demais pra mim.
Por Francesca *
Eu e Marco já estávamos arrumados. Descemos até a recepção para esperar pelo León e a Violetta. Marco estava pagando a nossa hospedagem de apenas uma noite, quando a porta do elevador se abriu, revelando a imagem dos dois pombinhos.
_Pensei que não iam aparecer nunca. – falei quando eles se aproximaram. Violetta deu um sorriso tímido, vindo para o meu lado.
_Vou pagar ali, e já volto. – León a beijou e logo se retirou.
Olhei para Violetta, que parecia estar flutuando nas nuvens, olhando para León, que se distanciava até a recepção. Hm... Alguma coisa aconteceu entre esses dois.
_Então amiga... – a chamei e a mesma se desfez do transe. – Como que foi a noite? – perguntei um tanto inocente a vendo corar de imediato, eu me segurei para não rir.
_F-Foi uma noite normal, oras. – disse colocando os braços atrás das costas.
_Sei... – ri. – Olha a minha cara de quem acredita.
_Fran... – murmurou. – Nós... – ela olhou para os lados, verificando se ninguém estava prestando atenção na gente. – Fizemos amor. – sussurrou bem rápido. E eu ia me preparar para surtar, mas ela me impediu, colocando a mão na minha boca. – Nem pense criatura. – eu ri.
_Se cuidaram? – perguntei e ela assentiu. – E?
_E foi perfeito. – ela quase que murmurou, com um suspiro totalmente apaixonado. – Nunca imaginei nada parecido.
Fale com o autor