Uma Nova Chance Para o Amor
18 O Fim
Notas iniciais
14 anos depois...
Caminhamos até o carro e Christian ajeita as malas no carro com cuidado, ele fecha o porta-malas e me olha sorrindo.
—Obrigada por carregar as malas, papai. —Phoebe diz se aproximando com a mão na barriga, que por sinal está enorme.
—Mamãe, eu queria ficar mais na casa do vovô. —Mel diz vindo atrás.
—Ei princesinha. —Christian diz pegando a neta no colo. —Nós vamos nos ver semana que vem, certo? Eu vou te levar para tomar sorvete, certo?
—Certo, vovô. —Mel diz sorrindo e vai para os braços do pai.
—Pablo, cuide das minhas meninas. —Christian diz sério.
—Pode deixar. —Pablo diz rindo e vai colocar Mel no carro.
Phoebe vem nos abraçar e depois entra no carro, ela abaixa o vidro e acena para nós.
Eu mal consigo acreditar que essa menina está tão grande.
Christian passa a mão pelo meu ombro e eu sorrio, nós nos viramos e vamos caminhando em direção a casa, e assim que entramos vemos duas gêmeas, superconcentradas, estudando para as provas finais.
—Querem algo, meninas? —Pergunto dando um beijo na cabeça de cada uma.
—Mãe, me dá chocolate? —Cassie pede e eu sorrio.
—Mãe, eu quero chá. —Ivy pede.
—Está bem. —Falo sorrindo.
Christian vai para o escritório e eu vou até a cozinha, mas passando pela sala vejo Allyson, Jennifer e Teddy em uma guerra de almofadas.
—Ei, ei, que bagunça é essa? —Pergunto colocando as mãos na cintura.
—O Teddy começou. —Allyson e Jennifer dizem juntas.
—Mamãe é mentira. —Ele diz fuzilando as irmãs.
—Se comportem. —Murmuro semicerrando os olhos e sigo para a cozinha.
Começo a preparar o chá de Ivy e o chocolate de Cassie e vejo Sophie, a filha de Taylor e Gail entrar na cozinha, ela sorri para mim de forma sapeca e passa correndo em direção ao prado. Sorrio e vou levar as bebidas das minhas filhas, depois de ter feito isso vou atrás de Clara.
—Maria? —Digo entrando no quarto. Paro na porta e sorrio ao vê-la arrumando seu uniforme. —Olá.
—Oi mamãe. —Ela diz sorrindo. —E o papai?
—Está no escritório. —Falo me aproximando. Encaro seu uniforme e sorrio novamente, cheia de orgulho. —Você está certa disso?
—Sim, mamãe. —Ela fala com ternura. —Eu quero muito seguir os passos da vovó, eu sei que vou conseguir ajudar muitas pessoas.
—Eu estou orgulhosa, mas me prometa algo?
—Qualquer coisa.
—Não suma. Eu não quero te perder.
—Eu não vou sumir, mamãe.
—Ótimo. —Digo sorrindo e dou um beijo em sua testa. —Vamos levar você no carro, certo?
—Certo, mamãe. —Clara diz sorrindo.
Ajudo-a pegar sua mala e fico vendo-a guardar seu uniforme na bolsa, ela sorri para mim e nós vamos em direção as escadas. Encontro meus outros filhos e Christian já na porta, esperando para se despedir de Maria Clara. Ela abraça um por um, e o abraço mais demorado e apertado é no pai.
Sorrio com emoção ao vê-los juntos. Ao ver minha menina, tão crescida, seguindo a carreira que sonho.
Clara pega sua mala e me abraça, um abraço apertado que dura minutos incontáveis. Solto-a e ela enxuga minhas lágrimas, depois dá um beijo no meu rosto e vai seguindo para o carro, antes de entrar, ela acena para nós, e eu me sinto ainda mais feliz, feliz por ela está fazendo o que gosta. Essa garota é realmente muito especial.
Assim que Clara se vai, o carro de Paul estaciona, e ele desce junto com o irmão Gabriel. Cassie e Ivy trocam um olhar e saem correndo para os braços dos namorados. Christian revira os olhos e suspira. Olho para o lado e percebo que só Teddy está aqui, então imagino que Jennifer e Allyson tenham ido até a casa da vizinha. Ela tem três filhos, dois homens e uma garota, e acho que minhas filhas estão fascinadas.
—Ao menos você não vai me deixar tão cedo, não é mesmo Teddy? —Pergunto olhando para o meu filho.
—Não, nunca, mamãe. —Ele diz sorrindo.
—Olá Teddy.
Teddy sorri todo bobo ao ver Manuela, a filha da vizinha se aproximar sorrindo. Ele sorri todo bobo e nem se quer me olha, vem correndo em direção a garota.
—Eu quase acreditei nele. —Murmuro e ouço Christian rir.
—Eles estão crescidos. Todos eles. —Christian diz olhando para os nossos filhos que estão por aqui. —Acho que vou sentir falta.
—Quer outro filho?
—Não! —Ele diz e eu gargalho. —Foi bom enquanto durou. Cinco filhas correndo pela casa, depois seis, e então o Teddy. Eu sou um homem de muita sorte.
—Não, Christian, eu que sou uma mulher de muita sorte. —Sussurro sorrindo. —Obrigada. Obrigada por tudo, por uma nova chance de viver, de amar, de ter uma família. Eu amo tanto vocês.
—Eu também te amo Ana, e acho que nós dois tivemos uma nova chance, uma nova chance para o amor.
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