Uma Nova Ameaça.
8 Tarde demais.
Estava escuro, e eu não via absolutamente nada. Eu estava me movendo. Tentei levantar, mas bati a cabeça só de me apoiar nos cotovelos. Eu tentei chamar pela escuta, mas tiraram meu relógio, meu óculos, minha mochila e minhas escutas, mas a câmera do colar estava intacta. Eu não conseguia me mover direito, e arrisquei que estava em um porta malas de um carro, afinal, nenhum lugar seria tão apertado assim, a não ser o caixão onde Abby dormia. Então, nós paramos, e eu ouvi um pessoal descendo, e fingi que ainda estava desacordada. Eu ouvi um homem falando em hebraico, e como nunca ouvi nada parecido, não tinha ideia do que ele quis dizer, e então alguém me pegou no colo, com muita delicadeza, e começou a andar comigo, e eu comecei a pensar em como sairia dali. Primeiramente, a van não estava perto desta sede, com certeza. Então eu teria que esperar que Gibbs conseguisse me achar como? E se eles levavam prisioneiros para lá também, quem poderia negar que Ziva poderia estar em qualquer lugar de Israel? Aquele by InstantSavings\">plano foi tão precipitado, que eu me senti mal, afinal, eu estava lá para salvar a Ziva, ok. Mas quem iria me salvar?
O homem que estava me levando me segurou em um braço por um momento, e abriu uma porta, depois me colocou em uma cadeira e disse:
– Eu sei que você está fingindo, pode parar agora, está tudo bem.
Eu abri os olhos, e por Deus! Era Caleb!
– Eu estou com suas escutas – ele disse, e as tirou do bolso e me deu. Eu as peguei – e estou com sua mochila, mas isto eu tenho que confiscar. Seus amigos me disseram que está procurando Ziva David, mas nenhum de nós sabe onde ela esta. Somente Rivkin e o pai dela.
– O pai dela está envolvido nisso? – foi à primeira coisa que eu falei.
– Ah está, com certeza. Olha, não posso te soltar, mas posso facilitar pra você – ele disse isso, e eu percebi que a cadeira onde eu estava sentada, tinha dois tipos de algemas em cada lado, bem grossas e eram coladas nela. Ele as fechou em volta das minhas mãos, mas não as trancou.
– Obrigada – eu disse.
– Boa sorte, e olha, se achar sua amiga, use isso — ele disse, e me deu uma copia da chave que, pelo jeito, abriria as trancas que estavam nas cadeiras.
Eu coloquei as escutas, e preferi não ter feito isso. No momento que eu as coloquei em meus ouvidos, várias pessoas começaram a falar ao mesmo tempo, no NCIS e na van, Abby, Gibbs, Mcgee, Dinozzo e até mesmo Vance no MTAC estava muito nervoso.
– Eu estou bem – eu disse, e todos se calaram por um momento.
– Estou indo te buscar agora – Gibbs disse.
– Espera, posso tentar descobrir onde Ziva está, Rivkin sabe, eu posso tentar descobrir!
– Nem pensar – Gibbs disse, e então antes que eu pudesse contraria-lo, ouvi alguém entrando na sala.
E então, a pessoa acendeu a luz e revelou uma sala muito maior que eu imaginava, bem grande mesmo. E revelou o rosto também. Rivkin era tudo o que eu precisava.
– Ora, ora, olha quem temos aqui, a garota dos olhos de Gibbs, certo?
– Não sei o que você quer dizer – eu disse, abaixando a cabeça – não conheço nenhum Gibbs.
– Hahaha, eu sei muito bem quem você é, não adianta tentar negar, Jessy.
– Meu nome é Tali – eu disse, tentando ser grossa, mas o máximo que consegui foi soar meio rouca.
– Então não é você que tinha uma amiga, que de tão burra, entrou na frente de uma bala? E outra, que vivia de remédios que nem se lembrava do próprio nome nos últimos dias?
Aquilo foi demais. Eu quase me levantei, mas lembrei de que tinha que permanecer sentada então apenas abaixei a cabeça, quieta, digerindo aquelas palavras.
– É você mesmo, não é? – ele disse, e quando eu não respondi, ele me pegou pelos cabelos e me puxou para cima, então eu ouvi Gibbs dizendo “Já é demais” e levantando, e outra pessoa levantando e indo atrás dele. E Abby estava totalmente quieta, o que era estranho.
– Não vai me responder, é? – ele disse, e então me deu um tapa tão forte que se eu não estivesse sentada, cairia no chão, com certeza – Então ok, vamos ver se quando eu voltar, você não me responde – ele disse isso, e saiu.
– Já chega – Gibbs disse – Mcgee, rastreie essa coisa já. Abby!
– Gibbs, eles tem um tipo de bloqueio, só conseguiríamos rastrear se a Jess sair pelo menos do prédio – Abby disse.
– Como assim? – Dinozzo disse, um tanto contrariado.
– Jess – Mcgee disse, ele estava se mantendo muito calmo.
– Diga Timothy.
– Fale baixo, eu acho que tem mais alguém aí com você.
– Como você sabe? – eu disse, automaticamente olhando para o lado.
– Atrás de você, eu vi algo na câmera assim que você entrou.
– Vou verificar – eu disse, e antes que alguém disse algo contrariando, eu me levantei.
Eu fui andando até a sala escura, até que esbarrei em uma cadeira, bem longe de onde a minha estava. Mcgee disse que estaria vigiando as câmeras do corredor, para que eu pudesse estar sentada quando Rivkin voltasse. Então, quando meus olhos se acostumaram com o escuro, eu consegui ver uma silhueta, não conseguia dizer se era homem ou mulher, mas estava de cabeça baixa e as mãos agarravam a ponta da cadeira com força, parecia sentir dor.
– Com licença – eu disse, me aproximando.
Silêncio.
– Olha, eu preciso de ajuda, será que poderia me ajudar?
– Ajudar? Eu é que preciso de ajuda – a pessoa parecia ou um homem com voz meio afeminada, ou uma mulher com voz bastante masculina.
– Eu posso te ajudar, se puder me ajudar, eu estou procurando uma amiga, e em troca, posso te dar liberdade.
– Como é sua amiga? – a pessoa perguntou.
– Volte Jessy – Mcgee disse, e eu me apressei.
– Ela é Ziva David, você já deve ter ouvido dela por aqui!
– Jessy, volte agora! – Tony disse, se alterando, na escuta.
– Perda de tempo – a pessoa disse.
– Mas como assim? – eu disse, ignorando os avisos de todos os que tinham acesso à escuta, a esse momento.
– Ziva David está morta.
Eu me calei, e todos do outro lado também.
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