Uma Noiva Sem Noção

24 Um pouco de felicidade para nossas vidas.


Notas iniciais
Oi gente, feliz 1º de abril kkkkkkkkkkk tive um congresso e por isso postei hoje, obrigada por cada comentário e estou sentindo falta de uma recomendação hein )):
Cap cheio de emoção e coloquei um link de uma musica brasileira que eu amo, ela já é um pouco antiga, mas escutem, além do som lindo do violão a letra é perfeita e descreve bem os sentimentos da Bella. Então não façam desfeita e escutem a musica durante o capitulo.
Não vou prometer quando sai o próximo capitulo, mas talvez ainda essa semana, talvez.
Espero que gostem tanto quando eu gostei e comentem. Boa leitura.

POV EDWARD

Antes de subir com Bella para nosso quarto passei avisando para Ann arrumar o quarto de hóspedes pra Tania, Bella continuava calada e já estava ficando preocupado, que diabos ela estava pensando? Quando entramos em nosso quarto Bella foi se trocar e colocou uma camisola curta e eu apenas uma calça de moletom.

– Você está bem, Bella?

– Eu é que deveria perguntar isso a você.

– Eu estou bem, só estou preocupado com você. O que foi?

– Nada. Nada mesmo.

– Eu sei que aconteceu alguma coisa, você está quieta e... estranha. Foi por causa de Tania?

– Olha Edward, na verdade sim.

Bella se sentou na cama e eu me sentei ao seu lado.

– Então o que foi?

POV BELLA

Ver Edward insistindo para que eu contasse o que tanto me atormentava era tentador de mais, eu não poderia falar, pelo menos não agora. Eu realmente poderia abrir minha boca e contar a Edward sobre a ligação de Tania com Viollet, mas eu não deveria. Sabia que elas estavam aprontando alguma coisa e se eu revelasse isso a ele com certeza elas mudariam de o plano, eu não poderia correr esse risco, era melhor lutar contra todos os planos dela, afinal, o que eu ganharia com tudo isso?

– Eu, bom, não me sinto confortável com ela aqui.

– Nem eu, mas eu não pude fazer nada, iria ser briga tirar ela daqui.

– É só por hoje, sim?

– Sim, apenas hoje.

[Pra você guardei o amor — Nando Reis]

Aquilo me tranquilizou, me senti ameaçada com Tania tão perto assim de Edward. Ela poderia ama-lo ainda, e poderia reconquista-lo, que seria o pior de tudo. Não deveria me preocupar com isso, eu realmente não deveria, só que não dava mais para mentir, pelo menos não para mim. Eu amava Edward, desde de o começo, mas guardei esse maldito sentimento juntos comigo para que ninguém descobrisse e acabei esquecendo ele dentro de mim. Mas agora estava mais evidente que nunca.

Pra você guardei o amor que nunca soube dar,

O amor que tive e vi sem me deixar,

Sentir sem conseguir provar, sem entregar e repartir.

– Você ainda a ama? – Não hesitei em perguntar. – Digo, ainda sente algo por ela?

– Eu.. – Edward parou para pensar. – Diabos! Tania me tira do sério e sempre aparece nos momento em que não é chamada, eu sinto algo por ela, mas é... – Meu coração se apertou e meus olhos marejaram, eu não poderia mais competir com ela, não depois disso. Abaixei meu rosto tentando esconder um lágrima teimosa que insistia em cair e logo em seguida mais outra.

Pra você guardei o amor que sempre quis mostrar,

O amor que vive em mim vem visitar,

Sorrir, vem colorir solar

Vem esquentar e permitir.

– Você a ama. – Exclamei em um baixo murmúrio.

Edward se levantou da cama, ajoelhando-se em minha frente. Pegou minhas mãos com uma das suas e com a outra levantou meu rosto, enxugando algumas lágrimas, corei por ser descoberta.

– Como eu estava dizendo, eu tenho sentimentos por Tania. Mas são os piores, como raiva, nojo e muita mágoa por tudo o que ela fez, mas amor não, nunca. Ela me machucou de mais e eu não quero passar por tudo isso de novo. – Deu um sorriso simples, mas lindo, o que me deixou mais aliviada e um pouco feliz. – Mas agora me diga, porque você está chorando?

Guardei, sem ter porque nem por razão,

Ou coisa outra qualquer,

Além de não saber como fazer,

Pra ter um jeito meu de me mostrar.

Corei mais ainda, droga, não tinha o que dizer.

– São os hormônios! – Falei a primeira coisa que me veio em mente.

– Hormônios? Tem certeza? – Perguntou desconfiado.

– Tenho sim, são os hormônios de gravidez.

– Mas até agorinha você n...

– Cala a boca Edward, eu já disse que são os hormônios. – Edward arregalou os olhos assustado e sorri amarelo. – Quer dizer... É... sempre estou assim, uma hora brava, outra triste, outra feliz... se acostume que isso vai durar mais alguns meses.

– Hum, tá bom. – Disse meio arisco e se levantou. – Com sono?

– Um pouco. Ah, amanhã tenho uma ultrassonografia de manhã, vai pedir ao motorista para me levar?

– Não, eu mesmo levo, vou junto.

– Vai? – Perguntei incrédula.

– Vou.

– É, bom, hum, tá.

– Ótimo, vamos dormir?

– Achei que gostaria de falar sobre seu mais novo filho com Tania. – Joguei verde.

– Não quero nem lembrar disso! Você não está brava, ou está?

– Claro que não, imagina. Você não tem culpa disso, bom, na verdade tem sim, mas isso não vem ao caso.

– Vou deixar pra resolver isso depois, não quero me estressar ainda mais.

– Ok, boa noite.

Dei a volta na cama me deitando do lado direito e Edward se apossou de seu lado na cama.

Achei vendo em você, explicação nenhuma isso requer,
Se o coração bater forte e arder, no fogo o gelo vai queimar.

– Boa noite Bella. – Edward enlaçou minha cintura me puxando para si e afundou seu rosto em meus cabelos. – Durma bem.

Pra você guardei o amor que aprendi vendo os meus pais,
O amor que tive e recebi e hoje posso dar livre e feliz,
Céu cheiro e ar na cor que o arco-íris, risca ao levitar.

– Mãe? – Um garotinho loiro chegou perto de mim com certa timidez, seus olhos eram verdes, os mais lindo tom de verde, o tom dos olhos de Edward.

– Sim querido? – Respondi automaticamente.

– Aquela senhora.. – Apontou para o lado e quando olhei em sua direção senti um aperto de saudade em meu peito. Era minha mãe com um sorriso doce nos lábios. – Disse que está muito feliz por você.

– Mãe? – Sussurrei para a imagem a poucos metros.

– Bella? – Ouvi a voz de Edward e logo ele se sentou no banco da praça onde eu estava com meu filho.

– Edward, olhe. – Apontei para minha mãe que agora estava com meu pai ao seu lado. – São meus pais. – Uma lágrima quente desceu por meu rosto. – Eu senti tanta saudade deles!

– Bella minha filha. – A voz de minha mãe era calma e suave. – Nós te amamos querida e estamos do seu lado, muito felizes por você.

– Edward. – Meu pai o cumprimentou com um sorrisinho envergonhado. – Cuide bem da nossa princesa e agora do nosso principezinho, logo terão outros pra você cuidar.

Deixei mais lágrimas escaparem e então um soluço.

– Pode deixar, Bella é a minha vida e nosso filho é o maior presente.

Então os dois sumiram em meio a paisagem, chorei mais ainda, sentindo falta de meus pais que eu já não via a mais de 6 anos. Chorei por não ter minha mãe ao meu lado e chorei por estar sozinha e senti os braços de Edward em volta de mim.

– Nós dois te amamos, Bella. Te amamos.

(...)

– Bella? – Acordei com uma voz rouca ao pé do meu ouvido. – Acorde, vamos tomar café.

– Hum, estou com sono.

– Eu também estou, mas você tem consulta, vamos Bella.

Acordei após minutos de insistência de Edward e fui tomar banho enquanto ele descia e preparava nosso café da manhã. Coloquei um vestido solto e um pouco acima dos joelhos e uma sapatilha simples, combinei com uma bolsa onde coloquei meus papeis de exames e documentos necessários. Depois de quase pronta desci para tomar café com Edward. A mesa estava posta com muitas coisas, bolo, pão, bolachas, tortas e mil tipos de frutas, acompanhado de chá, leite, suco e café.

– Edward, convidou mais alguém para tomar café da manhã conosco? – Edward olhou para a mesa e negou.

– Não, porque?

– Porque é muita coisa para nós dois.

– Errado.

– Claro que é muita coisa.

– Digo da parte de nós dois, porque agora somos três ou até quatro, quem sabe?

– Se dermos sorte, talvez hoje saberemos.

Sorri e me sentei ao lado de Edward para tomar nosso café da manhã em meio a adivinhações sobre o sexo do bebê, que – talvez – saberíamos hoje. Depois de alguns minutos em uma calorosa conversa tivemos uma surpresa.

– Bom dia! – Uma voz estridente e irritante cortou nosso assunto.

Edward olhou para a porta da cozinha e só faltou voar em Tania.

– O que diabos você está fazendo aqui?

– Oras Edward, vim tomar café da manhã. – Falou se aproximando. Tania estava com a mesma roupa de ontem e com alguns fios de cabelo fora do lugar. – Bom dia Isabelle.

– É Isabella. E eu não tinha sido bem claro? Assim que acordar: RUA!

– Poxa Edward, ainda é cedo. – Resmungou pegando uma torrada na maior cara de pau, a mas eu já estava perdendo a paciência com ela.

– Tania são quase 10 horas, não tem nada de cedo.

– Credo, eu só vou tomar o café da manhã e pronto, ai eu vou embora tá?

– Logo que você terminar quero que vá embora. – Tania assentiu dando uma mordida na torrada e enchendo o copo com suco. – Pronto Bella, vamos?

– Pronto sim Edward.

– Vão aonde?

– Não interessa Tania, entendeu não é? Assim que terminar vá embora.

– Tá bom, tá bom.

– Ótimo!

Edward e eu saímos da casa deixando Ann tomando conta de tudo e dispensamos Benjamim, nosso motorista. Edward pegou o carro e dei o endereço da clinica.

– Nervoso? – Perguntei enquanto estava a caminho.

– Um pouco. – Sorriu de lado. – E você?

– Também.

Conversamos amenidades pelo caminho e o assunto Tania foi completamente ignorado, a prioridade agora era nosso filho ou filha. Quando chegamos fui atendida rapidamente por uma medica atenciosa que me fez perguntas sobre a alimentação e coisas do dia a dia, Edward ficou ao meu lado todo o tempo e quando finalmente passaram aquele gel em minha barriga Edward pegou minha mão com delicadeza e um sorriso torto nos lábios. A médica começou a sessão e o que aparecia no monitor eram apenas borrões preto e branco.

– Ansiosos papais? – Assentimos. – Querem saber o sexo agora?

– Já da pra ver? – Edward perguntou empolgado.

– Sim. – Assentimos novamente. – Parabéns papai, parabéns mamãe. É um meninão saudável!

Sorri olhando para Edward que também tinha um enorme sorriso estampado no rosto, coisa mais linda. Era um menino, assim como no sonho com meus pais, um menino provavelmente lindo e saudável, o nosso menininho. Era impossível estar mais feliz, meu sorriso quase rasgava a cara.

Achei vendo em você, explicação nenhuma isso requer. Se o coração bater forte e arder, no fogo o gelo vai queimar. Pra você guardei o amor que nunca soube dar, o amor que tive e vi sem me deixar sentir sem conseguir provar, sem entregar e repartir.

Notas finais
Amo essa musica, amo mesmo e quis compartilha-la com vocês. Espero que tenham gostado do cap, e a proposito, algumas pessoas queriam que a Bella tivesse gêmeos, mas para deixar a fic mais realista eu coloquei apenas um menino, porque eu acho mais fácil para escrever a tal, e já estou acostumada com um menininho, porque em breve vai ter um aqui na minha casa, daqui a alguns dias, então eu já tenho experiência no assunto.
Quero ver se sai uma recomendação né gente, assim me alegra e o outro cap vem mais rápido do que vcs imaginam, é isso ai, comentem e recomendem para me deixar feliz essa semana. Beijos e até breve (vai depender de vocês.)