Uma Luz no Fim do Túnel
6 Capítulo 6 - Kisses
Notas iniciais
Capítulo 6 – Kisses (Beijos)
"O primeiro amor é um pouco de loucura e muita curiosidade." (George Bernard Shaw)
As últimas duas aulas haviam se passado como um borrão, todo o tempo que eu passava com Edward passava rápido demais. Mal tinha me dado conta e já estávamos no horário de saída.
- Bells, eu já vou, mamãe deve estar chegando. Até mais tarde. – disse Jazz.
- Até mais tarde Jazz.
Andamos até a entrada da escola.
- Minha mãe já chegou, Edward?
- Ainda não. Vamos nos sentar naqueles bancos enquanto ela não chega. Eu espero com você, não vou deixá-la sozinha.
- Tudo bem.
Andamos até os bancos e nos sentamos. Edward parecia meio apreensivo, estava suando muito.
- Aconteceu alguma coisa, Edward? Você parece nervoso...
- É que... eu queria fazer uma coisa, só que... eu não sei se é o certo, ou se você vai gostar.
- O que você quer fazer? – perguntei.
Ele não disse nada, só pegou meu rosto delicadamente com as mãos, acariciando minhas bochechas com o dedão. Depois eu só senti seus lábios se encostando suavemente nos meus. Seus lábios eram quentes e gentis. Por instinto abri levemente minha boca, dando permissão para ele aprofundar o beijo, o que ele fez com competência. Era um beijo cálido, suave e carinhoso, algo que eu nunca havia experimentado, a melhor coisa que eu já tinha sentido. Nunca pensei que fosse sentir algo tão maravilhoso. Eu nunca havia sido beijada, mas eu estava feliz por ter sido feito primeiro por Edward, não tinha pessoa melhor para me dar meu primeiro beijo. Naquele instante eu estava entendendo tudo que eu havia sentido quando ele me tocou pela primeira vez, entendendo a corrente elétrica que passava pelo meu corpo quando ele me tocava. Era amor, o mais puro e verdadeiro amor. Cedo demais tivemos que parar o beijo, precisávamos de ar.
- Bella, me desculpe se eu fui atrevido...
- Você não foi atrevido, é que eu... – eu hesitei.
- É que você... – ele incentivou.
Eu abaixei o rosto, envergonhada. – É que eu gostei. – confessei. – Gostei muito.
- Eu também gostei muito, Bella. Foi o melhor beijo da minha vida, não que eu tenha beijado muitas garotas. Eu quero que você seja minha namorada. Você aceita?
- Eu aceito, você só vai ter que falar com meus pais. – disse eu, feliz.
- Eu tive uma ideia. Que tal eu falar hoje? Falo com sua mãe quando ela chegar e vou com você até sua casa e falo com seu pai. Você não disse que ele chega mais cedo hoje?
- É, ele chega mais cedo hoje. Eu acho perfeito!
- Minha namorada linda! – sussurrou ele, vindo me beijar de novo. Os beijos deles eram doce como chocolate, mas muito melhores. – Eu te amo, Bella! – disse ele entre meus lábios.
- Eu também te amo, Edward! – sussurrei.
A escola estava praticamente vazia naquele momento, até que ouvimos o barulho de um carro entrando na rua.
- Deve ser minha mãe. Agora é com você, Edward.
- Deixa comigo. Eu sinto que seus pais vão aceitar nosso namoro.
Eu ouvi minha mãe sair ofegante do carro e correndo até nós.
- Desculpe minha filha! Eu acabei cochilando e perdendo a hora, acabou que seu pai que me acordou. Demorei muito?
- Não mãe, está tudo bem, Edward ficou comigo.
- Renée eu poderia falar com a senhora?
- Claro, Edward, pode falar.
- Renée, eu quero pedir permissão para namorar Bella. Você permite que Bella e eu namoremos?
- Você quer, minha filha? Você quer namorar o Edward? – perguntou minha mãe.
- É o que eu mais quero, mãe.
- Bom, se você quer Bella, eu permito o namoro de vocês!
- Obrigada mãe! – disse eu, abraçando-a.
- Obrigado Renée, eu prometo fazer a Bella muito feliz.
- Agora vocês tem que contar para o seu pai, Bella. Acho bom contarem logo, aproveitar que o humor dele está ótimo, trouxe até presentes. Você tem alguma coisa pra fazer, Edward? Podemos ligar para sua mãe e falar que você vai passar o resto do dia lá em casa, assim faz companhia a Bella, já que Jasper está com sua irmã, aí vocês aproveitam que Charlie está feliz.
- Eu acho uma ótima ideia. O que você acha, Edward?
- Vou ligar para a minha mãe nesse momento.
Rapidamente ele ligou para Esme, sua mãe, que deixou alegremente, dizendo que estava feliz pelo filho ter arranjado uma namorada. Entramos no carro e Edward foi comigo no banco de trás, segurando minha mão e, quando eu menos esperava, ele vinha e me dava um selinho. Eu estava adorando ter o Edward como meu namorado, era muito bom, era perfeito.
Chegamos em casa e entramos, de mãos dadas.
- Pai! – chamei e ele veio até mim.
- Oi filha, como foi seu dia? – disse ele, me abraçando
- Foi ótimo, pai. Você se lembra do Edward? – disse eu, indo em direção a ele.
- Claro. Como vai Edward?
- Bem, e o senhor? – perguntou Edward, educadamente.
- Muito bem. Por favor, me chame de Charlie.
- Tudo bem. Ah... – Edward começou meio nervoso. Apertei sua mão levemente, para dar apoio e, pelo que parecia, surtiu efeito. – Charlie, eu gostaria de pedir permissão para namorar a Bella. Eu a amo e, para a minha sorte, ela também me ama. O senhor pode dizer que é cedo demais, que nos conhecemos há pouco tempo ou que somos jovens demais, mas é o que eu realmente sinto. Amo Bella como nunca amei ninguém, ela sem dúvida é a mulher mais importante da minha vida e juro pela minha vida que vou respeitá-la e fazê-la feliz.
Meu pai não respondeu imediatamente, parecia que ele estava tentando digerir tudo o que estava acontecendo. Ouvi-o respirar fundo e finalmente falar.
- Bom, Edward, eu sempre protegi muito a Bella, sempre procurei fazer com que ela fosse feliz apesar de suas dificuldades. Percebi o carinho com que você e sua irmã tratam minha filha e fiquei realmente surpreso, nunca tinha visto alguém da mesma idade dela ter carinho e atenção ao invés de pena e desprezo. Por tudo o que vi e tudo que você falou, eu permito o namoro de vocês, desde que haja respeito e amor acima de tudo.
- Obrigado, Charlie, agradeço o voto de confiança. Prometo fazer o impossível para Bella ser feliz.
- E eu acredito em você, rapaz.
- Obrigada, pai! – falei, abraçando-o.
- Não é nada, minha filha, eu só quero que seja feliz e se ele lhe faz isso, então por mim está tudo bem.
- Charlie, Edward vai ficar aqui até o Jasper chegar, para fazer companhia para Bella.
- Tudo bem. Vem, filha, comprei umas coisas pra você. – ele pegou a minha mão e eu acenei para pegar a do Edward, o que ele fez.
Fomos até a sala e ele me entregou alguns CDs.
- Esses CDs são de uma cantora brasileira que a vendedora me mostrou, tinha acabado de chegar na loja. Eu disse a ela mais ou menos seu gosto e ela me mostrou esses. Eu ouvi e achei você gostaria, a voz dela é boa e os músicos também, e as músicas são boas para você tocar de ouvido, tanto no piano, quanto na guitarra e no violão. O nome dela é Marjorie Estiano.
- Coloca para eu ouvir então.
Ele pegou um cd das minhas mãos e colocou. Uma música começou a tocar, com um blues fascinante.
Marjorie Estiano – Miss Celie’s Blues — http://www.youtube.com/watch?v=wOwERG1fW20
[N/A: que eu saiba, não tem CD com essa música, mas tem no DVD Marjorie Estiano e Banda]
- É brasileira, pai?
- É sim, mas ela canta músicas em inglês e português.
- Gostei dela. A voz dela é linda e a música também. Obrigada pai, você acertou de novo. – disse sinceramente.
- De nada, minha filha. Vou falar com sua mãe, por que não mostra a sala de música para Edward?
- Boa ideia, pai. Vem Edward, vou te mostrar meus instrumentos. – peguei meus CDs e fui com Edward até minha sala de música.
- O que acha?
- É linda. Parece com a minha, só que meu piano é branco e o seu é preto.
- Vem, vou tocar pra você.
Johann Sebastian Bach — Jesus Alegria dos Homens
http://www.youtube.com/watch?v=g9Mns55msoo
- É lindo, Bella. Você aprendeu a tocar de ouvido?
- Essa sim, tem outras músicas que eu decorei quando estava nas aulas e ainda enxergava, mas a maioria que eu sei tocar aprendi ouvindo.
- Eu já disse que você é incrível?
- Eu acho que não.
- Pois então eu digo agora: você é incrível! – disse ele, se aproximando e me dando um beijo. Quando eu estava me acostumando com os abraços e beijos no rosto e de uma hora para outra estava namorando o garoto mais lindo e perfeito do mundo que me beijava de dez em dez segundos. Não que eu estivesse reclamando, de jeito nenhum, só estava assustada da forma que minha vida mudou para melhor tão repentinamente. Eu estava adorando o rumo que minha vida estava tomando.
- Bella e Edward, vocês vão querer lanchar? Eu posso trazer aqui pra vocês. – perguntou minha mãe, interrompendo nosso beijo. – Desculpe, não queria atrapalhar, já estou saindo. – disse minha mãe, constrangida.
- Não tem problema mãe.
- Vocês querem um lanche? Eu fiz uns sanduíches e suco, se vocês quiserem posso trazer aqui pra vocês.
- Não quero incomodar, Sra. Swan. – respondeu Edward.
- Primeiro: sem senhora, me sinto mais velha com isso. É Renée e pronto. Segundo: não é incomodo nenhum, meu querido.
- Desculpe Renée, é o costume.
- Tudo bem, querido, é a famosa educação inglesa, é por isso que os ingleses são sempre mais educados do qualquer outra pessoa de outro país. Mas e aí? Vão querer o lanche?
- Vamos sim, mãe, obrigada. – respondi.
- Volto em poucos minutos.
- Eu não quero incomodar. – disse Edward.
- Não é incomodo nenhum. Você está na minha casa e deve ser bem tratado.
- Pra mim já basta sua presença e eu já me sinto no paraíso.
- Posso dizer que sinto o mesmo.
Parecia que de novo eu poderia ouvi-lo sorrindo, ele se aproximou mais e quando ele ia me beijar, minha mãe apareceu.
- Aqui está o lanche de vocês. Ops! Parece que eu atrapalhei de novo. Desculpe! – pediu minha mãe de novo.
- Sem problema mãe. – disse eu.
- Bom, o lanche está aqui em cima da mesa. Não demorem a comer para o suco não esquentar. Fiquem tranquilos que eu não vou atrapalhar de novo. – disse ela saindo.
- Onde estávamos? – perguntou Edward.
- Eu acho que você ia me beijar.
Ele riu e me beijou. Era um beijo calmo e cálido, mas profundo. Era como se fossemos um só. Apesar de nunca ter beijado outro homem além do Edward, eu tinha certeza que o beijo dele era o melhor do mundo. Só paramos quando realmente precisávamos de ar.
- Vamos comer antes que minha mãe nos atrapalhe de novo.
- Tudo bem, mas depois eu vou querer mais beijos.
- Quantos você quiser. – disse eu, me levantando e indo em direção a mesa.
- Não devia ter falado isso. – disse ele, me abraçando por trás e beijando meu pescoço, me arrepiando até a raiz dos cabelos.
- Vamos senão não me responsabilizo pelos meus atos.
- Então vou continuar. Estou louco para ver você fazendo uma loucura.
- Vou fazer quando estivermos em um lugar em que não corremos risco de sermos interrompidos.
- Você vai me levar à loucura.
****
Eu tinha acabado de tomar banho e trocar de roupa quando Jasper entra eufórico no meu quarto, Edward havia saído ia fazer vinte minutos.
- Bells! Acabei de chegar e tenho duas notícias, só que uma não é boa.
- Fale, Jazz.
- A primeira é que eu estou namorando a Alice.
- Sério?
- Sério.
- Que bom! E qual é a outra que não é boa.
- Eu percebi que você gosta do Edward. Não querendo acabar com suas esperanças, mas ele está namorando.
Meu coração parou naquele momento. Pensei como Edward poderia estar brincando comigo daquele jeito.
- Como você sabe? – perguntei apreensiva.
- Hoje, quando eu estava na cada dele e de Alice, ele ligou pra lá dizendo que ia passar o resto do dia na casa da nova namorada.
Depois que eu ouvi aquilo um alívio me tomou. Ele não sabia que a nova namorada do Edward era eu, pelo visto minha sogra não havia falado o nome.
- Você não está triste? Você não gosta do Edward?
- Jasper, a namorada do Edward sou eu.
Ele parecia ter ficado sem fala. Demorou alguns minutos para ele voltar a falar.
- Você é a nova namorada do Edward? – perguntou ele pausadamente.
- Sim. Hoje, quando estávamos esperando minha mãe, ele me beijou e me pediu em namoro e eu aceitei. Nossos pais já deram permissão para o nosso namoro.
- Menos mal, assim você não sofre. Mas o namoro é sério?
- Seriíssimo. Até meu pai já aceitou. Ele trouxe presente pra todo mundo, ele já deu o seu?
- Deu sim, ele comprou um programa mais moderno de edição de vídeos e imagens. Eu adorei. O que ele te deu?
- Ele me deu alguns CDs de uma cantora brasileira chamada Marjorie Estiano. Ela é realmente muito boa, tem uma voz linda. Depois eu coloco pra você ouvir.
Ficamos ali conversando sobre tudo, sobre nossos namoros, sobre tudo, Jasper e eu nunca tivemos vergonha de conversar sobre qualquer assunto um com o outro. Felizmente minha vida estava tomando um rumo que eu gostava.
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