Uma História de Amor
5 4º capitulo
Notas iniciais
Quinn’s POV
Voltei da viagem sem o Sam. Esta viagem tinha sido ruim tanto para mim quanto para Nagisa. Passei pelo aeroporto correndo segurando a mão dela e com as nossas malas. Chamei um taxi e quando estava entrando uma voz falou por trás de mim.
— Não vai dar tchau pros seus primos?
— Rachel! –corri para abraçá-la – Como assim seus primos?
— Oi Quinn. – Finn a pareceu
— Não me diga que... – ela me mostrou a aliança – Ai meu deus! Só falta você ta grávida? – olhe pra cara dela e percebi – Ai não me diga que...
— Ahã!
— Que bom Rachel!
— Ela é tão linda dormindo. – falou enquanto olhava pra Nagisa dormindo no meu colo
— Ta bom Rachel. Agora tenho que ir.
— Vem de carro com agente.
— Não obrigada! – praticamente pulei dentro do taxi
Fui até a casa da mamãe, precisava falar com ela.
— Mãe! Mãe!
— Filha! – veio me abraçar – A Rachel me ligou falando que você estava um pouco estranha.
-Eu preciso muito falar com você!
— Cadê o Sam?
-É exatamente sobre isso que eu queria te falar. É que o Sam... Não exatamente oque você achava dele.
- Como assim?
- Quando ele me levava pra cama ele... – comecei a chorar
- O que foi filha?
- Ele batia em mim mãe! E quando eu ameaçava contar pra policia, ele dizia que ia me matar com uma faca. Ele me ameaçava pra eu não voltar e ele bateu até na Nagisa uma vez. Quando eu vi ele batendo nela, peguei a faca da bolsa dele mas ele me empurrou para um armário e trancou eu e Nagisa lá.
- Que horror! E ele ta na cadeia?
- Por porte de drogas. Foi pego em um parque depois que nos trancou no armário. A polícia invadiu o quarto da gente e nos destrancou. Eu denunciei ele depois que ele já tava atrás das grades e já providenciei os papéis do divórcio.
— Ah minha querida, vem cá! – rolavam rios de lágrimas de meus olhos enquanto ela me abraçava
Rachel’s POV
Estava farta de trabalho, a editora encomendou três livros e eu estava ficando louca. Não tinha tempo pra nada. E isso estava deixando o Finn louco.
-Oi querida!
- Oi.
Ele deitou na cama.
- Quer vir aqui “conversar”?
- Não dá. Eu já to terminando o capitulo quatorze.
— Ah vem amor, você pode terminar depois.
- Não! Eu tenho que acabar.
- Agente se casou pra eu assistir você preparando as suas historinhas?
- Historinhas?! Eu não vou no seu consultório pra te dizer como seus pacientes são ridículos e esquizofrênicos. E alem do mais, eu estou grávida! Mas você liga? Não! Você é a pessoa mais inútil que eu conheço. – parei de berrar e refleti – Desculpa, eu não quis dizer isso.
- Não, tudo bem.
Ele saiu do quarto com lágrimas escorrendo dos olhos. Abriu a porta e saiu na rua.
- Amor! Espera! – deitei na cama e comecei a chorar
Quinn’s POV
Coloquei a Nagisa para dormir e fiquei fitando-a. Depois pensei no Sam e comecei a chorar.
- Não! Você não vai ficar triste! Você é muito melhor do que isso! – falei pra mim mesma
Troquei a roupa e fui até uma boate. Procurei um bonitinho pra ficar mas não achei ninguém. Então eu vi um homem lindo e bêbado dançando, fui até ele e só então percebi que ele era o Finn. Mas eu estava triste de mais pra ligar e ele bêbado demais pra perceber. Dei um beijo nele e começamos a nos agarrar, dançamos um pouco até que eu levei ele pra minha casa. Estava me sentindo culpada pela Rachel mas se esse era o único modo de eu me recuperar teria que fazer o que era preciso. Quando cheguei em casa já estava bêbada e não me lembro de mais nada daquela noite.
Acordei de manhã com Finn me fitando.
- Finn,olha...
- O que eu estou fazendo aqui?
- Eu estava bêbada e... – parei – Ta bom eu não tava bêbada, foi de propósito!
- Porque?
- Quando eu me abrir com a Rachel você...
- Rachel! Ela nunca vai ficar sabendo disso ok?
- Ta eu também não quero que ela saiba e...
Ele saiu do quarto e foi embora. Logo em seguida eu saí e a casa estava completamente vazia.
Finn’s POV
Cheguei em casa muito culpado pela Rachel. Assim que pus um pé dentro de casa ela pulou em cima de mim.
- Finn! Me desculpa! Eu sempre vou ter tempo pra você! Sempre!
Um mês depois:
Quinn’s POV
Fui até a casa de Rachel porque não havia contado pra ela do Sam. Contei tudo pra ela e minha prima disse que estaria sempre do meu lado pra me apoiar. Finn estava no quarto. Eu pedi pra ir ao banheiro e fui falar com ele.
- O que você quer?
- Eu tenho que falar um negócio muito sério com você.
- Fale.
- Eu to grávida! – sussurrei
- Que? E como você sabe que não é do Sam?
- Fui na médica.
- Eu quero ir com você.
Fomos na médica e ela disse tudo pra ele. Ao perceber que o filho só podia ser dele começou a chorar.
- Você ta muito tranqüila!
- Não! Eu to péssima por dentro. Mas eu já passei por isso lembra?
Ele me deixou falando sozinha e foi embora.
Finn’s POV
Cheguei em casa e eu estava péssimo.
- Finn ta tudo bem?
— Eu tenho que te falar a verdade!
- Que?
- Eu dormi com a sua prima!
- Como?
- Agente tinha brigado eu fui pra uma boate. Estava muito bêbado, nem percebi que era ela.
- Ai meu deus!
- E agora ela esta grávida e eu não sei o que fazer! – chorei mais do que nunca.
- Não se preocupe!
- Que? –estranhei
- Você falou a verdade e eu entendo as loucuras que fazemos quando estamos bêbados. Você foi sincero, falou a verdade. Vamos ver se a Quinn vai ser assim também.
Eu abracei ela e nunca mais queria largar. Tenho muita sorte por ter encontrado alguém como ela.
Meses depois:
Puck’s POV
Santana tinha acabado de dar a luz. Nosso filho tinha nascido prematuro de sete meses.
- Ele não é lindo? — perguntou ela enquanto eu tava com o Raymond no colo
- Sim. Ele não é só lindo. Ele é nosso! NOSSO!
Quinn’s POV
Minha mãe estava namorando um homem chamado John. Ele era milionário e os dois estavam planejando passar uma temporada na Itália. Antes de ela ir abri o jogo pra ela.
- Mãe. Eu tenho que falar com você.
- Sim querida?
- O filho de quem eu estou esperando não é do Sam que nem eu falo pras pessoas.
- Ué é de quem?
- Do Finn! Sei que é horrível mas eu estava triste...
- Ah você estava triste por isso resolveu trair sua prima? Você devia ter vergonha de me falar isso assim! Na cara dura!
Ela foi embora logo em seguida. Fiz força pra chorar mas não conseguia, era impossível. Porque não estava triste? Tinha alguma coisa de errada comigo? Dois meses se passaram e estava na hora do bebê nascer. Por azar era no mesmo dia da Rachel.
Finn’s POV
Estava muito nervoso. Meus dois filhos iam nascer. Cada um com uma pessoa diferente.
-Ola. Eu sou a enfermeira Tina. Suas filhas acabaram de nascer.
Meninas.
- Elas estão bem?
- Vem velas.
Primeiro fui falar com a Rachel.
— Não é linda? Tive uma idéia de nome. Shelby.
- É uma linda homenagem. – falei
- Vamos falar com a Quinn. Mulan!
— Meu nome é Tina senhor!
— Eu sei mas você é idêntica a Mulan.
— O que você quer?
— Me ajuda a me levantar Mulan. — falou Rachel – Desculpa,Tina.
Levei ela até o quarto de Quinn.
— Rachel?
— Eu sei que o filho é dele Quinn?
-Você contou?
— Sim. Ele foi honesto comigo e eu o perdoei. Já você...
— Quer honestidade? Eu transei com ele de propósito pra esquecer o desgraçado do Sam! Mas vocês tem razão! Eu sou uma pessoa horrível. Horrorosa. Fiquem com a minha filha! Eu imploro!
— Mas... – Rachel começou
— FIQUEM! Mas façam um favor! Dêem o nome dela de Leyla.
— Leyla! É uma ótima homenagem! — falei
POV off
Os anos passaram, Leyla cresceu ao lado de Shelby achando que Rachel era sua mãe. Quinn se mudou para uma fazenda afastada em Montana com Nagisa que já estava com 17 anos. Leyla se mudou de vez pra Itália com John e nunca mais viu Quinn nem Rachel. Raymond morreu com um ano de idade e Finn e Rachel se mudaram pra tão sonhada mansão perto da praia.
Shelby’s POV
Leyla estava apoiada em uma pedra dentro da água.
— Ei Leyla! Vamos caçar conchas?
— Demorou!
Nós procuramos conchas por bastante tempo.
— Já chega cansei! — Leyla falou
— Só porque as minhas conchas são melhores que as suas.
Na verdade eu só achei conchas por causa de um menino fantasminha que me ajudou. Não estou louca. Eu consigo ver fantasmas. É como se fosse um dom.
— Ta bom! Admito! – falou – Mas eu sou uma cuspideira melhor que você – cuspiu água em mim
— Isso não é comportamento para damas!
— Eu não quero ser dondoca! Vou ser uma pirata!
— Mas eles são maus!
— Eu vou ser boa!
— Eu quero ser princesa! Como nós somos gêmeas sendo tão diferentes?
— E quem disse que nós somos?
— É óbvio Leyla! Amanha nós fazemos dez anos. Somos filhas dos mesmos pais!
— Mas eu te amo mesmo assim!
— Eu também! – nos abraçamos
No dia seguinte:
— Shelby! Shelby acorde!
— Mãe eu quero dormir!
— Então eu acho que a Leyla vai receber seu presente...
— Acordei!
— Aqui!
— Que colar lindo! – era em formato de concha – Te amo mãe! – dei um beijo nela
— Eu também! – falou Leyla – Olha esse brinco de Estrela – do- mar Shelby.
— Eu sei que vocês amam praia! O colar foi da minha mãe Shelby!
— Isto não é justo! O da Leyla não tem nenhum valor sentimental!
— Eu não preciso. Meu maior presente é ter você como irmã! – corri e a abracei
Rachel’s POV
Fui para a sala tirar o bolo do forno quando vi uma mulher sentada no sofá.
— Quem é você?
— Ola, eu sou Katy a ex-namorada do seu marido.
— Rachel! Essa é Katy.
— Oi!
— Não o vejo a vinte sete anos. Tivemos que terminar porque fui seguir careira de modelo em Paris.Não deu muito certo. Fui procurar ele em Detroit e sua mãe me contou tudo.
— O engraçado é que ela achou que eu ia esperar por ela depois de tantos anos.
— O engraçado é que você não foi pra lá que nem agente combinou.
— Mas porque você veio aqui? – perguntei
— Vim conversar com ele!
— Mas agente não tem nada para conversar!
— Você esta me expulsando daqui? Ok! Mas não se esqueça que você prometeu ser meu pra sempre. – saiu correndo chorando
Finn se sentou no sofá e parecia abalado.
— Ta tudo bem querido?
Ele contou toda a história sobre o relacionamento dele com a Katy.Como eles se conheceram três anos antes de a gente se reencontrar. Ela ficou grávida com desesete anos mas ele morreu antes de nascer. E por culpa ele continuou com ela, já que ela era muito controladora e meio psicótica.
— Que triste! Você deve voltar pra Detroit e conversar com ela. Você deve na verdade!
— Eu sinto muito!
— Ta tudo bem!
— Eu tenho você,as nossas filhas...
— Você ainda a ama?
— Não Rachel! Já faz vinte e sete anos! Eu não me lembrava dela até hoje. Se não fosse o pobre bebe essa historia já teria sido encerrada...
— Vai lá e encerre essa história. Só depois volte pra mim!
Finn’s POV
Voltei para Detroit e encontrei Katy. Estava com a impressão de que ela escondia alguma coisa de mim, por isso fingi que voltei a se apaixonar por ela. Encontrei ela no mercado.
-Katy!
— Finn?!
— Eu voltei pra você! Eu te amo!
— Sabia que você ia perceber mais cedo ou mais tarde!
Ela me levou pra casa dela e eu a embebedei.
— Você esconde alguma coisa de mim?
— Ah, sabe o nosso bebe? Então, eu fiz aborto só pra te culpar e você não me largar.
— Oque? – empurrei ela no chão
Puck’s POV
-Hoje é aniversario de dez anos dele.
— Na verdade Puck foi a dois meses.
— Mas era hoje que nós comemorávamos pra esquecermos que ele era... Ai eu sou um péssimo pai. Não aceitava nem meu próprio filho.
— Você é a melhor pessoa que eu conheço. E Raymond concorda comigo esteja onde estiver.
Katy’s POV
“Rachel deve morrer”
Rachel’s POV
Estava sentada em uma pedra vendo Shelby e Leyla brincarem quando vi um homem se aproximar. Era Finn. Corri até ele e ele me levantou e me beijou.
— Eu fui enganado Rachel! Esse tempo todo eu fui enganado!
POV off
Esta noite Shelby teve um sonho estranho.
Shelby’s POV
Estava em uma floresta e uma voz cantando ecoava.Uma mulher de cabelos negros que parecia a mamãe.
— Quem é você?
-Você é Shelby?
-Como você sabe meu nome!
— Eu sou sua avó!
— Minha avó? Eu morri?
— Não você esta dormindo! Pode me visitar em seus sonhos! Eu também tenho esse poder.
— Você pode ver fantasmas também?
— Eu podia quando eu dormia. Você esta usando meu colar?
— Mamãe que me deu hoje!
— Dê essa presilha para sua mãe.Ela vai saber do que se trata.
— Claro que dou.
— Então te vejo amanhã!
— Te vejo amanhã vovó! – a abracei
— Já tem muito tempo que ninguém me abraça. Fale pra sua mãe sobre mim!
-Mas se ela não acreditar em mim?
— Mande ela fechar os olhos e pensar em mim.
Acordei bem cedo e saí correndo pela casa.
-Mamãe,papai,Ley, eu vi ela! Minha avó!
Então minha mãe apareceu.
— Shelby! Vai dormir!
— Mas eu vi a vovó!
— Impossível.
— Feche os olhos e pense nela!
— Shelby!
— Feche!
Ela fechou
-Você tinha razão! Eu vi ela!
— Ah! – coloquei a mão no bolso – Ela mandou eu lhe dar isso!
— Minha presilha de criança!
Então meu pai e Leyla chegaram.
— Vão dormir todos! – papai mandou
— Mas ela viu minha mãe querido!
— Rachel não da corda!
— Foi só um sonho Shelby! – Leyla falou
— Não foi muito mais do que isso!
— Ela morreu!
— Achei que você seria a primeira a acreditar em mim! Que tipo de irmã é você?
Desci as escadas chorando e sentei no sofá.
Rachel’s POV
— Viu Rachel, nisso que da!
— Ela viu minha mãe! Eu acredito! A Leyla não pode porque... Você sabe...
— Resolve com elas, eu vou me deitar.
Fui falar com Leyla. Ela estava deitada chorando.
— Oi querida!
— Eu estou com ciúmes mãe! Porque eu não consigo ver a vovo´? Porque eu não ganhei o colar?
— Leyla, se você quer ter alguma relação com a vovó a Shelby é o seu portal. Vocês se amam,devem pedir desculpas e...
— Tem razão! Te amo mãe!
Shelby’s POV
— Shelby, me desculpa!
— Leyla?
— Eu te amo!
— Eu também! – nos abraçamos
— Da próxima vez que ver a vovó, fala pra ela sobre mim?
— Claro. Ela te ama!
— Eu também a amo.
Katy’s POV
— Você veio sozinha? Bom.
— Você me pediu.
— Quem vai ser?
— A menina dessa foto, ninguém mais!
— Ela?
— Sim!
— Só com o dobro do pagamento!
— Te dou meu colar de prata!
— Ok!
Fale com o autor