Uma História JakeNess - Como Acho Que Deveria Ser
76 Capítulo 77 - Voltando à rotina...
Notas iniciais
Algumas leitoras me perguntaram quando a fic vai acabar, e posso garantir a voces que vai demorar... muita coisa pra acontecer ainda kkk... em fim, aí vai mais um capitulo... beijinhos
Pov. Jake
Faz duas semanas que eu acordei, e tudo voltou ao normal. E Nessie voltou a ser a menina que era antes. Cara, se as pessoas soubessem o quanto estou arrependido de não a escutado... Me sinto horrível só de pensar no que fiz minha pequena passar.
Logo depois do ataque, coisa que eu ainda estou lembrando aos poucos, eu só me lembro de uma escuridão tomar conta de mim.
Por muito tempo, eu não conseguia ouvir nada. Só sentia que meu amor estava sofrendo. E eu sabia que a causa era eu. Afinal, em quanto eu estava em coma, eu não tinha noção de tempo. Na minha cabeça poderia ter passado dias, semanas, meses, e até anos... A questão é que depois de um tempo indeterminado eu comecei a ouvir minha Nessie, e eu sentia tristeza em sua voz. E eu queria poder ir até ela e abraça-la. Dizer que ia ficar tudo bem. Mas por mais que eu tentasse, me sentia incapacitado.
Eu não conseguia me mover, falar, abrir os olhos... Aquilo era frustrante. Até que um dia, pela primeira vez, depois de muito tempo, eu ouvi Renesmee chorar. A ouvi dizer através de uma musica, que acho que jamais esquecerei, que em outra vida nós estaríamos juntos de novo. E foi aí que eu entendi. Nessie estava perdendo a esperança, e a cada palavra, a cada nota tocada em seu violão, meu amor chorava mais e mais.
Não sei exatamente o que aconteceu. Só sei que sua voz me guiou. Não sei se foi por ouvi-la chorando, ou se foi só o momento certo... Só que eu consegui abrir os olhos. E finalmente, consegui abraçar minha pequena.
E cara! Como eu chorei! Chorei pela saudade de meu amor, chorei de arrependimento por não a ter escutado, chorei de alivio por finalmente estar com ela em meus braços. E chorei ainda mais, ao vê-la chorando.
Desde então, às vezes me pego pensando em como seria se eu tivesse a escutado. Não faria Ness passar tanto sofrimento. Pedi tantas desculpas a ela. Mas Nessie sempre diz que não importa, só importa que eu esteja aqui agora. E finalmente, nós estamos felizes. E jamais nada vai nos separar.
Pov. Nessie
Faz duas semanas que meu amor voltou. Faz duas semanas que eu voltei a ter um motivo pra viver. E nunca estive tão feliz. Tudo parece estar em seu eixo agora.
Voltei a ser como antes, e todos estão felizes com isso. Minha família está mais feliz. Principalmente tio Jasper, que estava muito mais retraído, afinal sentia tudo o que eu sentia. Meus pais estão felizes, e voltei a ficar normal com minha mãe. Antes, o clima entre mim e ela tava muito estranho... Meus amigos estão todos felizes, principalmente Seth, que disse que não gosta de me ver triste. Realmente, Seth sempre será um irmão pra mim.
— Nessie? – Ouvi a voz de Sheldon atrás de mim. Eu estava no meu quarto lendo um livro de romance.
— Oi. – Falei me virando. Fazia tempo que eu não conversava com ele. Cheguei até pensar que ele tinha se mudado.
— Eu queria te dizer uma coisa. — Sheldon disse meio desconcertado.
— O que? – Perguntei confusa.
— Eu queria dizer que te considero minha melhor amiga, e que estou contente que você esteja feliz. – Ele disse meio envergonhado. – E também... – Antes que ele dissesse algo, o interrompi com um abraço. Mesmo ele não retribuindo, eu o abracei apertado. Ninguém sabe como é receber palavras assim, depois de um momento tão difícil. Principalmente de alguém que quase não demonstra nenhuma emoção.
Sheldon levantou um braço e deu um tapinha nas minhas costas, mas continuou meio desajeitado.
— Tudo bem, Nessie. – Ele disse tentando se afastar meio desconcertado. Continuei o abraçando, e sorrindo. – Só porque te considero no meu grupo de amigos, não significa que pode me abraçar. – Ele disse bravo. Ouvi risadas da sala. Dei uma risadinha e continuei o abraçando. – Pronto. Já está bom...
— Obrigada. – Falei sorrindo.
— Não há de que, mas já pode me soltar. – Sheldon disse emburrado. O soltei e dei risada. – Ótimo. Agora se me der licença, preciso ir trabalhar. – Ele disse serio, e saindo da biblioteca passando as mãos na blusa, como se estivesse limpando. Revirei os olhos.
— Oi. – Ouvi a voz que eu amo atrás de mim. Fui correndo o abraçar. Desde que Jake acordou, ficou ainda mais difícil o deixar ir trabalhar e tals. Pareço uma neurótica. Só sossego quando ele chega em casa. – Calma pequena. – Jake disse dando risada, em quanto eu o apertava.
— Calma nada. – Falei mandona. – Demorou demais. – Disse emburrada. Jake deu risada, e me pegou no colo, nos sentando na cama.
— Nada vai acontecer, Nessie. – Jake disse me dando um selinho.
— Eu espero. – Falei preocupada.
— Não vamos falar nisso, ok? – Jake perguntou fazendo carinho em minha bochecha. Assenti sorrindo. – Mudando de assunto... Meu pai chamou a gente pra almoçar lá em casa amanha.
— Eu quero ir! – Falei animada. Jake sorriu.
— Beleza então. – Ele disse dando de ombros. – Aliás, as meninas já estavam quase me batendo por não levar você lá. – Dei risada. Desde que Jake acordou, estamos mais grudados do que nunca. Mais do que antes.
— Tudo bem. – Falei dando risada. Jake sorriu, e me puxou mais pra perto, roçando nossos narizes. Já conseguia sentir nossas respirações pesarem, e os corações acelerando.
Jake fez um carinho em minha bochecha, e desceu com sua mão até minha nuca, me prendendo a ele. Apoiei minhas mãos em seu peito, enquanto ele me torturava, roçando nossos narizes. Eu só queria sentir aqueles lábios com gosto de canela nos meus. Jake sorriu, e tocou meus lábios levemente.
Ficamos uns segundos absorvendo o gosto do outro. Jake respirou fundo, e desceu sua outra mão até minha cintura, me colando ao seu corpo de forma delicada. Sorri e lhe dei mais um selinho demorado. Como uma deixa, Jake pediu passagem com a língua, e eu cedi de bom grado.
Sua língua invadiu minha boca de uma forma torturantemente lenta, me deixando ainda com mais ânsia de seus toques. Fechei meus punhos em seu peito, agarrando sua camisa. Jake sorriu e começou a guiar o beijo segurando minha nuca. Nossas línguas se encostavam fazendo um choque por todo meu corpo.
Jake me beijava de forma carinhosa, em quanto subia e descia com sua mão em minhas costas, me dando arrepios intensos. O beijo cada vez mais tentador, com sua língua deliciosa explorando todos os cantos de minha boca.
— Dá para vocês irem pra um lugar mais reservado? – Ouvimos a voz de meu pai atrás da gente. Paramos o beijo, e ficamos de testas coladas. – Estou falando serio. – Meu pai disse. Ouvimos risadas por toda a casa. – Em baixo do meu nariz nada vai acontecer... Se quiserem vão pra clareira, mas aqui não. – Jake fez careta. Ele ainda estava se acostumando com esse lado liberal de meu papis.
— Pai, cai fora. – Falei debochada.
— Caiam fora vocês. – Ele disse vindo até nós, e tacando uma almofada na cabeça de Jacob. Jake deu risada, e tacou de volta. – Jacob, eu estou falando serio. Vão pra outro lugar.
— Aff Edward... Você está acabando com o clima. – Jake reclamou. Dei risada.
— Graças a Deus. – Papai disse fazendo careta. – Não estou voltando a ser neurótico, só peço pra vocês fazerem isso em outro lugar.
— Isso o que? – Perguntei me fazendo de inocente.
— Se eu não tivesse interrompido, vai saber onde vocês já estariam...
— Verdade. – Jake disse com um sorriso malicioso. Dei um tapa em seu braço, envergonhada. Papai bufou e saiu do meu quarto batendo o pé.
— Seu safado. – Falei dando risada.
— Sou realista. – Jake disse me dando um selinho. Corei. – Te amo.
— Também te amo. – Falei e voltei a lhe beijar. É... Estamos voltando à rotina...
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