Uma História JakeNess - Como Acho Que Deveria Ser
68 Capítulo 69 - Despedida?
Notas iniciais
Boa Leitua!
Pov Jake
Fazia uma semana que tudo tinha voltado ao normal. Ou pelo menos quase tudo. Edward mudou completamente. Eu não sei o que ele e a minha pequena conversaram naquele quarto, só sei que do nada, ele se tornou super legal a respeito do meu relacionamento com a Ness. Ele deixa a gente se beijar, se agarrar... Tá muito estranho. E meu amor não se afasta mais de mim como estava fazendo. Nós voltamos a ter nossos momentos quentes. Que particularmente, eu adoro. Nós só não fomos adiante, porque sempre nos interrompem. Cada hora é um. E por incrível que pareça, nenhum era meu sogro. Estranho... Fiz nota mental de perguntar isso pra Ness depois.
Nessa semana, eu e os meninos voltamos à rotina normal de rondas, por causa do visitante que Edward presenciou. Agora, todos estão no meu comando. Sam deixou de se transformar a alguns meses para poder viver com sua família.
A respeito do que aconteceu na floresta com Edward, a gente anda bem preocupado. Ultimamente, eu e os meninos estamos sentindo cheiros diferentes em alguns pontos de Forks e La Push, mas nunca conseguimos achar ninguém. E isso está me frustrando. Não vou deixar encostarem nem num fio de cabelo do meu amor.
- Chegamos. – Falei estacionando o carro em frente ao Cheesecake Factory. Ness tinha voltado a sua antiga rotina de trabalho, desde que Edward voltou pra casa.
— É... – Ness disse tirando o cinto. Ela estava estranha hoje. Desde a manha.
— Aconteceu alguma coisa, pequena? – Perguntei a fazendo olhar pra mim.
— Não, ta tudo bem. – Ela disse mentindo mal pra caramba.
— Nessie, não minta. – Falei com obviedade. Ela suspirou.
— Você vai realmente ter que fazer ronda hoje à noite? – Ness perguntou receosa. Fiquei confuso.
— Sim, por quê?
— Você... Não... Pode ficar em casa? Somente hoje. – Ela disse rápida.
— Não dá pequena. Eu tenho que ir. É pra sua proteção. – Falei fazendo carinho em sua bochecha. Ness suspirou. – Por que você não quer que eu vá?
— Eu estou com um mau pressentimento, Jake. – Ness disse seria. – Não sei por que, mas só hoje, eu queria que você não fosse.
— Eu tenho que ir.
— Mande outro em seu lugar. Sinto que não é uma boa ideia.
— Nessie, eu sei que você ta com medo. – Falei me virando de frente pra ela. – Mas eu preciso fazer isso. Preciso proteger você.
— Jake...
— Confia em mim. – Falei lhe dando um selinho demorado. Nessie suspirou.
— Tudo bem... – Ela disse meio receosa. – Deve ser só coisa da minha cabeça.
— Isso. – Falei dando um meio sorriso. – Te amo.
— Também te amo. – Ness disse me abraçando apertado. Parecia que ela tinha medo que eu desaparecesse. Ela me olhou, sorriu, e abriu a porta do carro.
— 04h30min meia eu volto pra te buscar. – Falei antes que ela saísse. Ness assentiu, e foi trabalhar. Fiquei a olhando entrando na lanchonete, com a cabeça baixa. Será que o pressentimento era tão ruim assim?
Achei melhor ignorar. Não queria deixar minha pequena com mais medo ainda.
***
Pov. Nessie
Eu estava no banquinho que tinha no quintal de casa, escrevendo minha historia. Tudo o que eu sentia, eu colocava ali. Naquele papel. Só queria escrever, e ir pra outro universo. Não queria deixar minha cabeça no mundo real.
Hoje de manha, logo que acordei, senti uma coisa estranha. Uma pontada no peito. Ignorei. Não devia ser grande coisa. Mas só quando eu ouvi Jake falando que ia ter ronda hoje à noite, percebi o porquê daquela pontada no peito. Era um mau pressentimento. Não entendia o que poderia acontecer, só sei que se Jake não saísse nessa noite, eu agradeceria.
E o incrível é que algo me dizia que nessa ronda, em específica, Jake não deveria ir. Não deveria botar os pés pra fora de casa. Não essa noite.
— Algum problema, Renesmee? – Ouvi a voz do meu tio Jasper. Olhei pra porta de casa, e lá estava ele. Encostado no batente da porta, provavelmente sentindo o que eu estou sentindo.
— Está sentindo, não está? – Perguntei fechando meu livro.
— Talvez. – Ele disse vindo até mim. – O que está acontecendo?
— Tio, você já sentiu um mau pressentimento? – Perguntei enquanto ele se sentava ao meu lado. – Sabe... Você sente como se algo vai dar errado?
— Sim. Mas nunca chegou a se concretizar.
— Por quê? – Perguntei confusa.
— Porque eu não deixei. – Jasper deu de ombros. – Simplesmente, achei um jeito de tirar esse sentimento de mim.
— Como?
— Não sei. Depende da situação. Mas porque está assim?
— Não sei. – Falei triste. – Hoje de manha, quando Jake disse que ia à ronda, senti uma pontada no peito. Como se dissesse pra eu o impedi-lo.
— Então o impeça.
— Eu conversei com ele, mas ele disse pra eu não me preocupar. – Falei cabisbaixa. Eu sabia que tinha algo errado.
— Não fique assim, Nessie. – Meu tio Jasper passou um de seus braços por meu ombro. – O que quer que seja tudo vai dar certo.
Meu tio disse com simplicidade. Não acreditei. Nesses momentos, ele sempre me dava bons conselhos. Sempre me ajudava, principalmente porque sentia tudo o que eu estava sentindo, mas nesse momento, não me ajudou. Porque eu tinha certeza que algo iria acontecer. E eu não tinha a mínima ideia do que era. Mas tinha a garantia de que não era coisa boa.
— Nessie? – Ouvi Jake chamar na porta. Ele estava com os cabelos molhados. Ele tinha tomado banho, afinal ficou todo sujo de graxa, após o trabalho na oficina.
— Vou deixa-los a sós. – Meu tio disse indo pra dentro de casa. Jake veio até mim, e se sentou ao meu lado.
— Escrevendo? – Ele perguntou.
— Uhum... – Murmurei. Jake me olhou desconfiado.
— Você tá bem?
— To sim. – Falei dando de ombros.
— Não parece. – Jake disse com obviedade. Suspirei.
— Eu ainda estou com aquele mau pressentimento, Jake. – Falei triste.
— Ness, eu já disse pra não se preocupar. – Ele disse passando um de seus enormes braços por meu ombro. – É só uma ronda.
— Numa ronda pode acontecer qualquer coisa. Não sabemos com o que estamos se metendo. – Falei com obviedade.
— Um hibrido. – Jake falou dando de ombros. – Seu pai já disse.
— Mas Jake, nunca vi ninguém de minha espécie, ter um poder tão... Diferente.
— Não precisa se preocupar, pequena. Já derrotei vampiros antes. Um hibrido vai ser fácil. – Jake disse convencido. Bufei. – Tá desculpa. Mas é serio... Não precisa ficar assim. E eu não vou sozinho. O Embry, o Seth... A maioria vai. Temos muito território pra cobrir.
— Mas a questão não é de quantos vão. Estou com um mau pressentimento em relação a você, Jacob. – Falei brava. – Se algo lhe acontecer...
— Mas não vai. – Jake disse me apertando contra seu peito. – Eu vou hoje, e amanha antes mesmo de você acordar, eu já vou estar aqui.
— Tome cuidado.
— Eu vou tomar. Prometo estar aqui antes do amanhecer. – Ele disse fazendo carinho em minha bochecha.
— Promete?
— Com certeza. – Ele disse dando um beijo em minha bochecha. – Mas agora para de ficar assim, ok? Nada vai acontecer.
— Ok. – Falei dando um meio sorriso. E lhe apertando. Não queria que ele fosse. Mas também não o podia impedir. É só eu ter fé. Tudo vai dar certo. Pensei querendo convencer a mim mesma.
Ficamos um tempo, abraçados. Trocando caricias. Seus toques me arrepiavam, enquanto eu fazia carinho em seu peito.
— Eu tenho que ir. – Jake disse nos meus cabelos.
— Tudo bem. – Falei meio triste. Tentei não demonstrar. Jake nos levantou, e segurou minhas mãos.
— Confia em mim, pequena. – Ele disse fazendo um carinho em minha bochecha. Assenti sem vontade. – Vem cá. – Ele sussurrou, e me tocou os lábios de maneira suave. Senti vontade de chorar. Por alguma razão, senti como se fosse uma despedida.
Engoli o choro, e apoiei minhas mãos em seu peito, enquanto Jake me puxava, colando-me ao seu corpo. Pediu passagem com a língua, e eu cedi de bom grado, querendo gruda-lo a mim, a aquele momento, e nunca o deixar ir. Sim. É uma simples ronda. Mas sinto que algo vai acontecer.
Eu beijava Jacob, com ansiedade. Eu me agarrava em seus cabelos, o puxando pra mim, querendo que ele ficasse. Jake explorava minha boca com voracidade, passando sua língua por toda sua extensão, me deixando arrepiada. Ele apertava minha cintura, e ao mesmo tempo fazia carinhos em mim, como se dissesse que tudo ia ficar bem. Que ele me ama. Que voltaria como prometido.
Jake foi parando o beijo aos poucos, com vários selinhos. Deu-me mais um beijinho demorado, e eu senti aquele nó na garganta, querendo chorar. Mas não me deixei abalar.
— Tenho que ir pequena. – Jake disse com sua testa colada a minha. – Eu te amo.
— Também te amo. – Falei beijando o canto de sua boca. Jake sorriu, e se virou, indo em direção a floresta. Mas antes me olhou profundamente.
— Até logo. – Ele disse dando um meio sorriso. Se virou, e a ultima coisa que vi, foi Jake correndo entre as arvores. Deixando-me com um aperto no coração.
Nunca sabemos quando aquele “Até logo”, pode se tornar um Adeus.
Notas finais
Comentem e recomendem
Bjs
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