Uma História JakeNess - Como Acho Que Deveria Ser
60 Capítulo 61 - É Natal! Ou Saturnalia....
Notas iniciais
em fim, espero que vcs gostem.
obs: o presente do sheldon, eu me baseei nisso aqui:
http://www.youtube.com/watch?v=9Tni5lQUFHI
boa leitura!
Pov. Nessie
Eu e Jake descemos as escadas de mãos dadas. Todos já estavam conversando animados sobre os planos e viagens de fim de ano. Quando notaram nossa presença, sorriram, e voltaram a conversar. Papai deu risada do meu gorro de papai Noel. Digamos que todo natal eu uso. É meio que uma tradição pra mim. Jake fala que eu fico fofa. Eu dou risada.
Descemos as escadas e eu fui de encontro aos meus pais. Jake foi falar com Billy.
– Adoro seu gorro, princesa. – Papai falou com um sorriso divertido. Sorri lisonjeada.
– Renesmee e suas tradições. – Mamãe falou balançando a cabeça em negativa. Dei risada.
– O que? Essa é uma das maiores tradições do natal. – Falei convencida. – Todos nessa festa deviam ter um gorro.
– Com certeza. – Mamãe falou brincando e dando risada. Sorri, e fui conversar com as outras pessoas. Fui até meu vo Charile, que olhava pro Jake com um olhar fulminante. Revirei os olhos.
– E aí, vô? – Perguntei divertida.
– Oi querida. – Ele disse sem tirar os olhos de Jake.
– Vô, você já percebeu que o Jake já notou o seu olhar ridiculamente ciumento? – Perguntei arqueando uma sobrancelha. – Coitado do papai, quando namorou a mamãe. – Falei fazendo careta. Ouvi risadinhas escoarem pela sala.
– Não sou ciumento, ta legal? – Ele disse jogando as mãos pro alto. – Mas mudando de assunto, você e esse bendito gorro.
– É uma tradição, ta legal? – Falei me retirando. Ouvi sua risadinha logo atrás de mim.
Olhei em volta e sorri. Todos estavam felizes e reunidos do jeito que deveria ser. Quem diria? Lobos e vampiros num mesmo ambiente, sem envolver lutas ou qualquer coisa do tipo... Isso me deixa cada dia mais feliz.
– Fala monstrinha. – Embry falou me dando um abraço de urso.
– Eu preciso respirar. – Falei com dificuldade. Ele me soltou na hora. – Valeu. – Falei recuperando o fôlego.
– OI Ness. – Seth disse simpático.
– Oi. – Falei sorrindo.
– Quando vão servir o jantar? – Eles perguntaram ao mesmo tempo.
– Sei lá, pergunta pra minha tia. – Falei dando de ombros.
– Tá. – Eles disseram e foram atrás de minha tia. Vi ela revirando os olhos. Dei risada, e sentei no sofá. Claire e Zuri vieram até mim.
– Ness! – As duas gritaram em abraçando.
– Oi! – Gritei dando risada. – Vocês tão bonitonas, hein?
– Ah eu sei! – Zuri falou convencida. Sorri. Claire cruzou os braços e fez careta.
– Deixa de ser convencida, Zuri. – Ela disse brava. – Todo mundo sabe que meu vestido é mais bonito que o seu.
– Não é não! – Zuri retrucou. – O meu é rosa! E tem brilho!
– O meu é rosa choque, e tem muito mais brilho! – Claire falou balançando a cabeça de uma forma engraçada. – Quer ver? Vamos perguntar pro Quil. – Ela disse puxando a Zuri pelo braço. Dei risada. Essas duas...
Cumprimentei o resto do povo, e fui pra cozinha atacar a geladeira. Minha tia me deixou quase 2 horas trancada no quarto, para se maquiar. Não deu nem pra comer. Afs...
Fui até a cozinha e senti o cheiro delicioso de frango assado com batatas e molho. Deu água na boca. Balancei a cabeça tentando tirar a ideia de anunciar o jantar mais cedo. Dei risada com esse pensamento... Fui até a geladeira, e vi que ainda tinha umas latinhas de meu refrigerante. Sorri animada, e peguei a minha Coca Cola. Gente, como eu amo refri!
– Assaltando a geladeira, Ness? – Tomei um susto e olhei pra trás. Vi Jake com um sorriso divertido nos lábios.
– Ai que susto, Jake! – Exclamei brava. Ele deu risada. – Sim, estou! Tia Alice me trancou durante duas horas naquele bendito quarto.
– Eu sei, vim aqui pra preparar alguma coisa pra você. – Ele disse com obviedade. Sorri. Ele é um doce. – Mas vejo que já está assaltando a comida de natal.
– Não to não. – Falei emburrada. Ele deu risada. – Só peguei o refri, que por direito, é meu!
– Tá, tá. Sai daí, que eu preparo alguma coisa pra você. – Ele disse se aproximando. Me deu um selinho, e se virou pra geladeira. – Hum... Interessante.
– Qual o resultado? – Perguntei animada. Essa era uma das nossas brincadeiras.
– Sanduíche natural saindo pra já. – Jake disse divertido. Sorri e me sentei no balcão.
Ficamos conversando amenidades enquanto Jake preparava meu sanduiche. Ouvíamos umas risadinhas vindas da sala, mas não ligamos, e continuamos conversando. Jake serviu o prato na minha frente e se sentou do meu lado. Sorri. Quando eu ia morder, ouvimos alguém entrando na cozinha. Me virei e vi Embry e Seth.
– Eu também quero, Jake. – Embry disse imitando uma vozinha de menina ridícula.
– Cala a boca. – Jake disse fazendo careta. Dei risada e mordi meu sanduíche.
– Não cara, é serio! To morrendo de fome. – Seth disse desanimado. – Faz alguma coisa pra gente aí.
– Aff... – Jake falou se levantando.
– Qual é Jake? Só sua namorada recebe sanduiche? – Embry perguntou se sentando na minha frente.
– Lógico! – Jake falou com obviedade. Seth deu uma risadinha. – Alias, porque vocês mesmo não pegam alguma coisa pra comer?
– Porque seria desrespeitoso. – Embry falou se fingindo de inocente. Olhei incrédula pra ele.
– Serio? Toda vez que vocês vêm aqui, vocês nem batem na porta, e já vão abrindo a geladeira. – Falei com obviedade. – Resolvem pedir permissão agora?
– Relaxa Ness. É só pra irritar o Jake. – Ele falou dando de ombros. Jake bufou e voltou a se sentar do meu lado.
– Quer saber? Se quiserem alguma coisa, vão pegar. – Jake disse nervoso. Os meninos bufaram e foram atacar a geladeira.
Terminei de comer o sanduiche em velocidade máxima, afinal a fome me consumiu.
– Vou falar com as meninas. – Falei me levantando.
– Se eu fosse você, eu não ia atrás delas não. – Seth disse fazendo careta.
– Por que não? – Perguntei confusa.
– Rachel e Paul estão discutindo. – Embry disse. – E Leah ta se agarrando com o Fred por aí. Esses dois são uma coisa só. – Ele disse fazendo cara de nojo. Dei risada.
– O Paul aprontou é? – Jake perguntou bravo.
– Sei lá. Sei que a conversa envolve casamento. – Seth disse preocupado. Jake ficou confuso.
– Acho que já sei o que é. – Falei e todos se viraram pra mim. – A Rachel meteu na cabeça que o Paul ia pedir a mão dela, mas eu e a Leah falamos pra ela não ficar tão esperançosa, afinal o Paul meio que não gosta dessas coisas. – Falei fazendo careta. Os meninos concordaram. – Sei que ela insistia na ideia, e parece que ela ta esperando esse tal pedido faz um bom tempo.
– Não entendo o Paul. – Seth disse. – Eu e o Embry nunca tivemos imprinting. O Paul tem, não quer casar, e ainda por cima fica reclamando da vida. Afs...
– Paul sempre será Paul, Seth. – Embry disse. – Não questione a criatura divina. – Ele disse. Demos risada do jeito que ele falou do Paul.
– Eu acho que temos que entender os dois lados da historia. – Falei sugestiva. Eles me olharam confusos. – Eles namoram a milhares de anos. É normal que a Rachel queira casar logo. Mas talvez tenha algum motivo que deixe o Paul desconfortável com essa historia.
– Ser amarrado na coleira, só pode. – Embry disse debochado. Revirei os olhos.
– Ah sei lá! Só sei que se for pra ficar do lado de alguém nessa briga, fico no da Rachel. – Falei dando de ombros. – O Paul fica dizendo que ama ela e tals, mas não tem iniciativa na hora do compromisso. E sem falar que o cara é mó folgado. – Falei fazendo careta. –Segundo Jake, ele não ajuda em nada na casa. Só fica no sofá.
– Nem me fale. – Jake falou com desgosto.
– Nossa Ness. Você parece uma adulta falando desse jeito. – Seth disse impressionado.
– Ah Seth, tá na cara que já era pra eles terem casado há muito tempo. – Falei com obviedade. Todos concordaram. – Eles namoravam mesmo antes de eu nascer! Já tem tempo esse rolo aí.
– Podes crer. – Embry disse. – Mas parece que o Paul não ta a fim de ser amarrado não.
– Não o entendo. – Falei pensativa.
– É melhor nem tentar Nessie. – Jake disse com obviedade.
– Ah, mas eu fico meio triste pela Rachel. Foi ontem mesmo que ela disse que estava toda esperançosa.
– Criou esperança no lugar errado. – Seth disse. – Por mais que ela seja o imprinting dele, o Paul nunca mencionou a palavra casamento. E faz mó tempão que os dois estão juntos.
Ouvimos as vozes da Rachel e do Paul, e paramos de falar na hora. Jake fez careta de preocupação. Arregalei os olhos. Pelo tom de voz da Rachel, as coisas estavam feias.
– Seu idiota! – Ela gritou entrando na cozinha.
– Para de me pressionar! – Paul disse nervoso.
– Pressionar?! – Ela perguntou incrédula. Eles nem notavam a nossa presença. Eu abaixei a cabeça, e achei melhor ficar na minha. Os meninos fingiram nem estar ouvindo a conversa. E parece que na sala, as pessoas estavam tentando fingir que nada estava acontecendo. – EU estou te pressionando?! Faz anos, Paul! Anos!
– E daí? Já estamos juntos, o que mais você quer Ray?! – Ele disse bravo.
– Um compromisso, seu imbecil! – Ela disse tacando um prato nele. Eu e os meninos nos levantamos.
– Ah... Rachel... – Tentei falar alguma coisa. Mas ela ignorou e continuou gritando com o Paul. Jake tentou acalma-la, mas ela quase tacou um prato nele. Ele voltou ao meu lado. As pessoas na sala começaram a ficar caladas.
– Ah é! Já que é assim, Acabou! – Ela gritou e saiu da cozinha. Todos ficaram chocados. Paul ficou mais pálido que sei lá o que! Mas como ele também é bem esquentadinho, gritou algo que não deveria:
– Ótimo! – Gritou e saiu pela porta dos fundos batendo o pé. Ouvimos barulhos de patas correndo no meio da floresta. O silencio predominou durante alguns minutos. Eu e os meninos ficamos chocados. Isso aconteceu mesmo? Nos olhamos.
– O que aconteceu aqui? – Seth sussurrou pálido.
– Er... – Jake tentou pronunciar algo, mas não conseguiu.
– Eles terminaram? –Embry perguntou com os olhos arregalados.
– Ah... – Tentei falar algo, mas a única coisa que vinha a minha cabeça era Rachel chorando. – Tenho que ver a Rachel. – Falei alarmada. Jake concordou. Saí em disparada da cozinha. Passei pela sala, onde minha família estava mais pálida do que já é. Olhei pra eles, e fiz um gesto pra continuarem conversando. Não queria deixar o clima mais pesado do que já é. Eles assentiram, e voltaram a conversar meio desconcertados.
Ouvi as vozes de Leah e Rachel na varanda, e fui até lá. Pra minha surpresa, Rachel estava sorrindo como se nada tivesse acontecido.
– Rachel? – Perguntei estranhando seu comportamento. Leah olhou pra mim, concordando com o olhar. Nenhuma de nós estava entendendo nada.
– Oi Ness! – Rachel disse animada.
– Você está bem? – Perguntei.
– Nunca estive melhor. – Ela disse dando de ombros. Mas conseguia ver a grande tristeza estampada em seu olhar. – Não era pra ser, né?
– Er... – Tentei responder, mas não sabia o que falar numa situação dessa.
– Ta tudo bem. Talvez esse negocio de imprinting seja uma pura idiotice. – Ela disse fazendo careta. Gelei ao ouvi-la dizendo aquilo. Leah também ficou espantada. — Claro que pra vocês não, né. – Ela disse dando risada das nossas caras.
– Ah claro. – Falei recuperando o ar que esvaiu de meus pulmões.
– Vamos voltar pra festa? – Rachel perguntou.
– Tá, a gente já vai. Pode ir na frente. – Falei olhando comunicativa para Leah. Ray assentiu e saiu dando de ombros.
– Tá na cara que ela está triste. – Leah falou cruzando os braços vendo Rachel sussurrando algo com Sam, Emily e Billy.
– Eu também acho. – Falei triste pela minha amiga. – Mas acho que só não caiu a ficha pra ela. Talvez daqui a pouco ela perceba a burrada que fez.
– É verdade. Mas deixa quieto. Ela só estava estressada. Falou por falar. Amanha volta atrás. – Leah disse dando de ombros. – Paul pode ser um idiota, mas é só ela balançar o sininho que ele volta correndo.
– Não sei não. Nunca vi eles brigarem assim. – Falei preocupada.
– Ah Ness, não fique assim. Daqui a pouco eles voltam. – Leah disse dando de ombros. – Mesmo com imprinting, o casal briga às vezes, sabia?
– Não. – Falei desconcertada.
– Nunca aconteceu comigo e com Fred, mas num relacionamento em que tem dois cabeças quente, briga é o que não falta. – Ela disse fazendo careta. – Mas não se preocupe com você e o Jake. Quando um não quer, dois não brigam.
– Como assim?
– Você dificilmente fica brava, e Jake nunca se estressa quando ta com você. – Ela disse com obviedade. – A única discussão que vocês terão no maximo, é sobre o sabor do sorvete. – Ela disse divertida. Dei um meio sorriso. – Mas não fica assim, não. Também estou triste pela Rachel, mas daqui a pouco eles voltam.
– É, vamos esquecer isso, afinal é natal. Temos é que sorrir. – Falei tentando parecer mais animada. Ela sorriu e saiu. No fundo, senti um pouco de tristeza também por imaginar que podia ter sido eu e Jacob naquela briga. Nunca quero me separar do meu lobinho.
– Não vai, filha. Não vai. – Papai disse aparecendo do meu lado com uma voz confiante. – Pode acreditar.
– Valeu pai. – Falei lhe dando um abraço.
– Não há de que. – Ele disse dando de ombros. – Mas agora vamos, está na hora do jantar.
Fomos para a grande mesa de jantar que tia Aly decorou com uma toalha bem natalina, e que por cima tinha todas as comidas gostosas que Emily e vovó fizeram. Sentei ao lado de Jake, e ele perguntou se estava tudo bem. Assenti. Mas aí ele deu aquele olhar de conversamos depois. Revirei os olhos, e dei risada.
Minha família e os Denali fingiam comer, enquanto os lobos praticamente engoliam a mesa. Era engraçado de se ver. Sheldon os olhava comendo, com nojo. Ele achava os lobos uns porcos na mesa.
Conversávamos e dávamos risada, mas sempre desviando de qualquer assunto que levasse a rompimentos, casamentos... Rachel e Paul, resumidamente. Ela parecia estar feliz, mas se olhasse bem no fundo de seus olhos, ia ver uma grande tristeza contida. Mas ela sempre se distraia vendo alguma palhaçada dos meninos, ou até mesmo as conversas engraçadas de Zuri e Claire.
Olhei pro meu tio Jasper e perguntei num tom que humanos seriam incapazes de ouvir. Perguntei sobre Rachel. Ele não respondeu. Só fez uma cara preocupante. Suspirei e voltei a comer. Jake percebeu e também suspirou. Por mais que ele não gostasse de Paul, sabia que ele que fazia sua irmã feliz. E sem Paul, as coisas iam começar a ficar difíceis.
– Nessie. – Senti alguém puxando meu pé embaixo da mesa. Tomei um susto, e todos deram risadinhas. Me abaixei e vi Zuri e Claire ajoelhadas no meu pé.
– O que foi? – Sussurrei tentando manter as aparências. Mas na verdade, praticamente todos naquela festa estavam ouvindo a conversa.
– Quando a gente vai abrir os presentes? – Zuri perguntou. Fiz sinal pra ela esperar, e me levantei. Olhei no relógio da sala de jantar.
– Falta um pouquinho. – Sussurrei pra elas, me abaixando de novo.
– Ah Ness, dá uma forcinha né? – Claire perguntou.
– Como assim?
– Eu pedi pra minha mãe, e ela não deixou a gente abrir os presentes agora. – Zuri disse.
– Então obedeçam, e voltem a jantar. – Falei me levantando. Todos me olhavam divertidos. Sam que podia ouvir a conversa balançou a cabeça em negativa. Ele sempre falou que sua filha era espoleta.
Senti outro puxão no meu pé. Bufei e me abaixei de novo.
– O que foi agora?
– A gente quer abrir os presentes. – Claire disse emburrada.
– E eu quero poder terminar de jantar, sem duas pessoinhas ficarem puxando meu pé. – Falei em tom de repreensão. Ouvi risadinhas na mesa.
– Desculpa Nessie. – As duas falaram ao mesmo tempo.
– Estão desculpadas. – Falei sorrindo. – Agora voltem pros seus lugares, e terminem de jantar.
– Promete que vai tentar agilizar o jantar? – Claire perguntou.
– Tá, tá. – Falei revirando os olhos. –Agora vão pra lá. Vai... Vai... – Falei enquanto elas voltavam engatinhando rapidamente por debaixo da mesa até seus lugares. Me levantei de volta, e todos me olhavam divertidos. Jake deu uma risadinha, e eu o chutei por debaixo da mesa. Ele segurou o riso, e ficou quieto. Todos nos olharam e voltaram a comer e a conversar.
Depois de um tempo, conversando e com muitas reclamações das meninas, resolvemos ir abrir os presentes. Enquanto todos se dirigiram para a sala de estar onde estava a arvore de natal, fui pegar os presentes do povo que eu tinha comprado. Peguei as sacolas, e voltei para a sala, onde estavam todos me aguardando.
Sheldon ficou me olhando ansioso. Fiquei desconfiada, mas não disse nada.
– Oh que legal Nessie. Você está aqui para a troca de presentes. – Sheldon disse cordial de mais pro meu gosto. Estranhei até por ele falar de um jeito como seu eu não morasse aqui. Fiz careta. Jake revirou os olhos.
– Pelo jeito, acho melhor a Ness começar a dar os presentes. – Disse papai olhando a animação de Sheldon. Todos concordaram. As meninas ficaram mais ansiosas ainda.
– Gostaria de lhe informar que estou preparado para qualquer coisa que você tem a me oferecer. – Sheldon disse com um sorrisinho presunçoso.
– Ok. – Falei estranhando seu comportamento. Peguei o presente dele da sacola. – Aqui está. – Falei sorrindo e lhe dando o embrulho. Ele pegou e começou a abrir, mas antes se virou pra mim como se estivesse esquecendo-se de dizer algo.
– Eu devo informar que estou com um problema gástrico. – Ele disse serio. Jake balançou a cabeça em negativa como se já soubesse de algo. – Então, se eu me retirar abruptamente, por favor, não fiquem alarmados. – Sheldon disse e todos fizeram caretas. Só minha família e Jake suspiraram como se já soubessem do que ele está falando. Resolvi ignorar sua fala, afinal eu não queria saber dos problemas gástricos de Sheldon. Afs...
Ele abriu o embrulho, e olhou meio desapontado.
– Oh, um guardanapo. – Ele disse desconcertado. Sorri.
– Vira do outro lado. – Falei com obviedade. Ele me olhou confuso, e virou. Na hora que ele leu o que estava escrito, se apoiou no braço do sofá admirado.
– Para o Sheldon. Vida longa e prospera. Leonard Nimoy. – Ele leu o que estava escrito em voz alta. Todos olharam chocados e animados. Sheldon sempre falou desse cara. É o ator que fez Spock em Jornada nas Estrelas. Sorri ao ver a cara do Sheldon.
– Eu vi ele quando fui comprar os presentes. – Expliquei animada. Jake sorria. – Desculpa a manchinha, é que ele limpou a boca com isso. – Sheldon levantou num pulo do sofá. Arregalei os olhos. Ele começou a tremer, e seus olhos começaram a ficar vermelhos.
– Eu possuo o DNA de Leonard Nimoy?! – Sheldon perguntou segurando o guardanapo tremendo. Eu não sabia o que responder. Pensei que ele ia ficar animado com o autografo. Oras... Jake olhava a cena, curioso. Todos davam risadinhas.
– É, eu acho. Mas olha. Tá autografado. – Falei apontando pro guardanapo. Sheldon começou a chorar. Comecei a ficar assustada. Será que eu tinha feito alo errado?
– Você tem ideia do que isso significa? – Ele perguntou tremendo e chorando. Soluçava que nem uma criança. Todos olhavam a cena, com um misto de divertimento e curiosidade. – Tudo o que eu preciso é de um óvulo saudável, e eu posso criar meu próprio Leonard Nimoy! – Sheldon disse chorando. Arregalei os olhos.
– Tá legal. Tudo que eu to te dando é um guardanapo, Sheldon. – Falei fazendo careta. Ele é meio doidinho, né? Todos deram risadinhas. Ele ficou serio, e me olhou.
– Eu volto já. – Ele disse e saiu correndo. Estranhei. Será que era o problema gástrico que ele tava falando?
– Como você conseguiu isso, filha? – Minha mãe perguntou.
– No dia em que fomos comprar os presentes, eu vi o Leonard Nimoy na praça de alimentação do shopping. E como eu não sabia o que dar pro Sheldon, e sabia que ele gosta dessas coisas, fui lá e pedi um autografo. – Falei dando de ombros.
– Leonard Nimoy estava em Forks? – Eleazar perguntou confuso.
– Não. Minha tia Aly insistiu de a gente ir comprar presentes em Nova York. – Falei revirando os olhos. – Um exagero, mas tudo bem. – Falei dando de ombros. Tia Aly me mostrou a língua.
– Gente, o Sheldon chorou. – Leah falou de olhos arregalados. Todos concordaram dando risada. – Isso que é presente pra dar para um nerd.
– Verdade. – Seth disse divertido. Olhei pro Jake e ele estava sorrindo feliz da vida.
Ouvimos um barulho. Olhei pra escada e vi Sheldon com um monte de cestas de produtos de beleza. De vários tamanhos. Fiquei pasma. Aquilo tudo era pra mim?
Ele veio até mim, e despejou tudo na minha frente. Todos olhavam espantados. Só minha família e Jake olhavam, divertidos.
– Sheldon! O que é isso? – Perguntei olhando abismada os presentes.
– Eu sei! – Ele falou colocando as mãos no rosto. – Não é suficiente, não é? – Dei risada quando ele perguntou aquilo. – Venha cá. – Sheldon falou se aproximando. Olhei confusa pra ele.
Ele foi abrindo os braços lentamente, todo desajeitado, e foi se aproximando. Gente!! Ele ia fazer aquilo que eu estava pensando? Olhei pro Jake confusa, ele olhou a cena, impressionado. Sheldon se aproximou e rodeou meus ombros com seus braços, me dando uma espécie de abraço desajeitado. Fiquei impressionada, e claro, retribui o abraço. Todos olhavam a cena sorrindo.
– Jake, o Sheldon ta me abraçando. – Falei impressionada e emocionada ao mesmo tempo, enquanto Sheldon se curvava pra ficar da minha altura rodeando meus ombros. Jake sorriu.
– É um milagre de saturnalia! – Ele disse divertido. Minha família deu risada. Os outros ficaram sem entender, mas ficaram felizes por Sheldon ter me abraçado.
Sheldon me soltou todo sem graça, e curvou os lábios num sorriso.
– Muito obrigado, Renesmee. – Ele disse todo envergonhado. Sorri.
– Não há de que, querido. – Falei sorrindo. Ele assentiu, e se sentou no sofá todo feliz. Minha família sorriu. Ela estava toda emocionada, junto com minha avó.
– Hora dos outros presentes! – Claire e Zuri falaram felizes da vida. Demos risadas e nos juntamos para trocar outros presentes.
Trocamos presentes felizes da vida, e por incrível que pareça, Rachel não parecia tão abalada assim. Depois eu falo o que eu ganhei pra vocês. Garanto que foi tudo de coração. Sorri com esse pensamento. Pro Embry eu dei umas coisas lá, e dei o meu exemplar do livro “Adoráveis Mulheres”. Sim, o livro da aposta. Por mais que ele tenha chorado lendo, outro dia, quando estávamos conversando, ele disse que foi um dos melhores livros que ele já leu. Por isso, resolvi dar o meu pra ele.
– Mas Ness, esse livro é seu. Se você tivesse comprado outro pra me dar, tudo bem, mas esse é seu. – Embry disse abismado com o presente que te dei.
– Eu acho que quando você ama seus amigos, tem que dar algo especial pra eles. E não seria especial, se não fosse meu. – Expliquei casualmente. – Se eu comprasse um outro exemplar do mesmo livro para dar pra você, não seria especial. Por isso estou de dando o meu mesmo. Pode ficar. Sei que você adorou.
– Poxa... Valeu Nessie! – Ele disse me abraçando. – Prometo que vou ler de novo.
– Ok. – Falei animada.
Ele sorriu e saiu todo feliz pra sentar no sofá. Ouvi um barulhinho, e olhei pra trás. Vi Jake sorrindo num canto da sala. Revirei os olhos, e fui até ele. As pessoas nem notavam. Estavam entretidas trocando um monte de presentes.
– Jake, eu falei que não queria nada. – Falei cruzando os braços.
– Não estou te dando nada. – Ele disse se fingindo de inocente. – Ainda.
– Jake!
– Olha, Ness, eu sei que você não queria nada e tals, por causa do nosso trato de não dar nada um pro outro, mas senti na obrigação de dar algo. – Ele disse. Bufei. – Mas não se preocupe. É exatamente o que você pediu.
– Você ao meu lado? – Perguntei confusa.
– Sim, mas com um pouquinho mais de coisa. – Ele disse dando um sorriso de gente que vai aprontar.
– Olha lá Jake. – Falei desconfiada. Ele deu de ombros. – Tá legal, o que é?
– Só vai descobrir amanha. – Ele disse. Revirei os olhos.
– Seu tonto. – Falei lhe abraçando. Jake deu risada e me de um beijo no topo da cabeça. – Tá, agora, vem. O Charlie já está te matando com os olhos.
Jake deu risada, e nós voltamos ao centro da sala, para comemorar o natal entra famílias e amigos. E acho que essa foi uma das noites mais felizes da minha vida. Todos unidos e felizes. Nada pode atrapalhar esse momento. Esse é o espírito natalino! Dei risada com esse pensamento.
– Com certeza, filha. – Papai falou sorrindo. Sorri e suspirei olhando todos trocando presentes e abraços. Todos felizes.
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