Uma História JakeNess - Como Acho Que Deveria Ser

57 Capítulo 58 - Discussão sobre presentes


Notas iniciais
oi amores! Queria agradecer a leitora Lara Cris pela bela recomendação afic, e tambem a todas as outras leitoras, pois conseguimos chegar aos #500 comentarios!!! uhuhu kkkk rumo aos # 600 kkk em fim, nao sei se esse cap tem erro de digitacao. Nao prestei atencao pois estava morrendo de sono, entao voces que avaleiem....

Pov. Nessie

Falta uma semana para o Natal. E eu to super animada! Amo essa época do ano! A família se une... Todo mundo feliz, e sem falar que eu adoro a neve! Ela cobre tudo, deixando um ar romântico, e também ótimo para guerrinhas de bola de neve!

Eu já comprei os presentes de todos. Só o de Sheldon que eu não comprei, digamos que eu consegui... Mas em fim, minhas tias inventaram de ir à Nova York comprar os presentes. O pior é que fomos mesmo. Junto com as mulheres da família, e minhas melhores amigas. Eu comprei somente algumas lembrancinhas que achei que lembrariam algum momento de nossa amizade, e também escrevi um cartão dizendo as melhores coisas de cada um. Sei lá, eu queria dar algo que não fosse só material.

Desci as escadas, animada. Encontrei toda minha família meio ocupada. Sheldon e tio Em estavam jogando Wii. Jake assistia dando risada. Estava hilário...

Fui convidar Sheldon pra enfeitar a arvore comigo e com o Jake. Eu sempre pedi pra eu montar a arvore de natal. Acho muito legal. Só não montei antes porque estava ocupada com o trabalho. Mas agora que estou de folga, já vou botar meu espírito natalino em ação.

- Hey Sheldon, quer ajudar a enfeitar a arvore de natal? – Perguntei sorrindo. Eu estava tentando ser “amiga” dele. Claro que a gente se alfineta de vez em quando, mas tento me controlar afinal o Sheldon é... Sheldon.

- Não. – Sheldon respondeu pausando o jogo. – Eu não comemoro o antigo festival pagão de Saturnalia. – Quando ele disse, fiquei confusa. Embora eu já tenha estudado muito durante minha curta vida, às vezes o Sheldon falava coisas que eu nunca tinha ouvido na vida.

- Saturnalia? – Perguntei confusa.

- Preparem-se crianças! Está na hora do especial natalino de Sheldon. – Tio Em falou zoando. Não entendi nada...

- Na era pré-cristã, como o solstício de inverno se aproximava e as plantas morreram, os pagãos trouxeram ramos verdes em suas casas como um ato de magia simpática, destinada a proteger as essências das plantas até a primavera da vida. Este costume foi posteriormente apropriado por norte europeus e, finalmente, tornou-se a chamada árvore de Natal. – Sheldon explicou. Jake revirou os olhos.

- Tá, obrigada pela informação. Mas já que eu comprei uns presentinhos e gosto do Natal, vou montar a arvore. – Falei me virando.

- Espere. – Sheldon me chamou. Me virei. – Voce comprou um presente pra mim?

- Aham. – Assenti simpática.

- Por que vocês fez uma coisa dessas? – Ele perguntou indignado. Fiquei confusa.

- Não sei... Por que é natal? – Perguntei dando um sorriso amarelo.

- Oh Nessie. – Ele disse se aproximando alarmado. – Eu sei que você acha que está sendo generosa, mas o fundamento de dar presentes é a reciprocidade. Você não está me dando um presente, esta me dando uma obrigação. – Quando ele disse fiquei meio desconcertada.

- Tudo bem, querido, não precisa me dar nada de volta. – Falei sorrindo.

- Claro que eu tenho que dar. Tenho que receber o presente, o avaliar, e dar um em retorno, representando nosso nível de amizade, segundo o preço do presente que você me deu. – Ele disse alarmado. – Pudera os suicídios aumentarem nessa época. – Ele disse superior. Revirei os olhos.

- Ah quer saber? Esquece. Não vou te dar nenhum presente. – Falei me virando brava.

- Nada disso. Tarde demais. – Sheldon falou. – Você já afirmou a existência do presente. – Revirei os olhos. Ouvi risadinhas. – O dado foi jogado, a mão já escreveu, Hanniball atravessou os Alpes.

Tio Em dava risada. Jacob segurava o riso. Ele não gostava muito das regras do Sheldon, mas dava risada da minha impaciência.

- É engraçado quando não é com a gente. – Tio Em falou gargalhando. Revirei os olhos.

- Sheldon, me desculpa. – Falei me rendendo.

- Não, não. Eu provoquei isso sozinho, sendo uma parte querida e importante da sua vida. – Sheldon falou com uma simplicidade. Fiz careta. Até parece que ele era importante na minha vida. Afs... Minha família dava risadinhas. – Vou precisar de carona até o shopping. – Sheldon falou olhando pro Jake. Jake bufou.

- Ta acontecendo com você, meu amigo. – Meu tio falou zoando.

***

Eu estava ajudando a montar a arvore de natal. Minha tia deixava montar, mas tinha que ser no “estilo” dela. Eu e Jake brincávamos com os enfeites enquanto montávamos. Lembra-me de quando eu era menor. Sempre a mesma alegria na hora do natal.

- Ness, é serio. O que você quer de natal? – Jake perguntou pela milésima vez, enquanto colocava um enfeite na arvore.

- Já falei que nada, Jake. –Disse pela milésima vez também. Ele bufou.

- Mas eu preciso te dar algo no natal. – Ele falou bravo.

- Não precisa não. Você já compra aqueles doces da Fini pra mim quase todo dia. – Falei sorrindo.

- Não é a mesma coisa. Cada data é uma data. – Ele disse cruzando os braços.

- Já falei que não quero nada Jake. – Falei calma, enquanto enchia a arvore de enfeites.

- Tem que ter alguma coisa.- Jake insistiu.

- Ok. De natal eu quero um abraço. – Falei divertida.

- Af Ness... Você gosta de complicar as coisas. – Ele disse bufando Dei risada.

- Você não me deixa te dar nada de natal, e eu não reclamo. – Falei dando de ombros.

- É diferente.

- Por que é diferente? – Falei cruzando os braços que nem ele.

- Porque... O namorado que tem que dar presentes pra namorada, e não ao contrario. –Jake disse com obviedade.

- Desde quando?

- Desde sempre. É tipo uma regra. – Ele estava mentindo. Ouvi risadinhas do outro cômodo.

- Como não somos um casal normal, essa regra não vai se aplicar a nós. – Falei voltando minha atenção a arvore.

- Como assim não somos normais? – Ele perguntou.

- Eu sou uma hibrida, e você é um lobo. O que tem de normal nisso? – Perguntei dando risada.

- Não é essa a questão. – Jake disse debochado. – Nosso namoro é normal.

- Ah claro, porque todo mundo tem um sogro vampiro, que ainda por cima se parece com um adolescente. – Falei debochada me referindo a ele e meu papis. Ouvi mais risadas.

- Ah fala serio! Temos tudo o que um casal normal tem. – Ele disse com obviedade. – Tivemos um primeiro encontro, e eu até hoje aguento ameaças de morte do seu pai. É bem normal. – Ele disse obvio. Ouvi altas risadas pela casa.

- Nesse quesito, tenho que concordar. – Falei fazendo careta.

- Exatamente, por isso eu devo te dar um presente. – Jake disse vindo até mim.

- Deixa de ser meloso, Jacob. – Falei fazendo careta. – Nada de presentes e ponto final.

- Você não manda em mim. – Ele falou dando de ombros.

- OK, Jake. – Falei me rendendo. – O que você quer de presente?

- EU que vou te dar um presente.

- Se você for dar um presente, eu também vou, oras. – Falei brava.

- Ok, eu também quero um abraço. – Ele disse sacana.

- Idiota. – Falei emburrada.

- Eu sou o seu idiota. – Ele disse convencido. – Pra sempre. – Jake disse fazendo uma voz assustadora, e apontando para minha aliança de namoro. – Muah Haa Haa Haa!! – Ele gritou maligno zoando com minha cara.

- Ah vai dormir, Jake. – Falei nervosa.

- Só quando você me disser o quer de natal.

- Um abraço. – Falei dando de ombros. Ele me pegou e me abraçou apertado. Tirou-me do chão. Seu calor me invadiu em cheio. Sorri apaixonada.

- Tá, e agora?

- Jake, Jake, Jake... – Falei dando risada, e balançando a cabeça em negativa. Ele me olhou confuso.

- O que?

- Depois conversamos sobre isso. – Falei voltando a enfeitar a arvore.

- Tá. – Jake disse emburrado. – Mas eu ainda te dou alo de natal.

- Depois Jake. – Falei nervosa.

- Tá! – Ele respondeu mostrando a língua pra mim. Mostrei de volta e dei risada.

- Alias, não sei porque você pergunta o que eu quero. – Falei pensativa.

- Porque não quero dar algo que não goste.

- Jacob, no nosso primeiro aniversário de namoro, você fez um monte de coisa que eu nem sequer imaginava, e a propósito, eu adorei. – Falei e ele sorriu. – Por que ainda vem perguntar?

- Ah Ness... Eu tenho meus contatos pra cada data. É secreto, e ninguém sabe. – Ele disse convencido. – A não ser seu pai que fica fuxicando toda hora.

- Podes crer. –Falei fazendo careta. Ouvi um muxoxo no outro cômodo. – Mas de qualquer jeito, qualquer coisa que você me der está bom.

- Interessante. – Ele disse dando um sorriso malicioso. Ouvi um rosnado ecoar pela casa.

- Para com isso. – Falei dando um tapa no braço dele. Ouvi a risada de meu tio Em vinda da sala de jogos. Jake sorriu safado e me tascou um beijo. Juro que achei que meu amor tinha sido substituído por um Jacob mais safadinho. Hehe...

- Acho que eu vou ajudar a montar a arvore. – Ouvimos alguém falando. Paramos o beijo na hora. Droga! Justo quando estava ficando mais intenso, papai aparece. Ele sorria cinicamente.

- Neurótico. – Jake sussurrou debochado.

- Não sou neurótico! – Papai exclamou.

- É sim. – Falamos ao mesmo tempo. Ele bufou e saiu da sala de estar batendo o pé. Demos risadas.

- Te adoro, pai! – Gritei.

- Eu sei! – Ele falou de volta. Dei risada. Jake me puxou de volta para um beijo ardente.

Sua língua me invadia com uma voracidade, que me deixava de pernas bambas. Sua mão fazia leves carinhos em minha pele, desde minha cintura até minha nuca. Deixava um rastro de um fogo intenso. Eu agarrava seus cabelos o puxando mais pra mim, enquanto nada mais importava. Não importava se tinha 8 vampiros ouvindo tudo. Por mim, é pra ouvir mesmo. Todos os beijos são partes do grande sentimento que eu e Jake sentimos um pelo outro.

- Temos... Que... Terminar... A... Arvore. – Falei com a respiração entrecortada. Ele concordou, e me soltou delicadamente. Mas antes de se virar, se aproximou de meu ouvido, e sussurrou:

- Te amo. – Sorri envergonhada.

- Também te amo. – Sussurrei. Ele sorriu.

E nisso passamos o resto da tarde montando a arvore, e discutindo a respeito dos presentes. Jake queria me dar algo legal, mas eu disse que a única coisa que me deixará feliz, é te-lo ao meu lado.



Notas finais
oq acharam?