Uma História JakeNess - Como Acho Que Deveria Ser
34 Capítulo 35 - Filmes de terror
Notas iniciais
Queria pedir desculpas a leitora yy por nao ter agradecido antes. Nao tinha visto a recomendacao, mas mesmo assim muito obrigada.
Em fim, o capitulo hoje vai ser longo!!!
bjs
boa leitura!
Pov Nessie
Pedimos umas pizzas, alias varias, devido aos lobos, e começamos a conversar futilidades.
– Ei Ness, eu comecei a ler o livro “Adoráveis Mulheres.” – Disse Embry.
– Legal. O que você está achando? – Perguntei.
– Tá legal, mas aquele Jo é meio feminino. Se bem que o romance dele com a Laurie vai muito bem. – Ele disse com os olhinhos brilhando. Parece que o Embry tem um lado romântico...
– Mas A Jo é uma mulher. – Falei estranhando a confusão de personagens.
– Ah... Então, é aquela “coisa” entre mulheres? – Ele perguntou malicioso. Aff... Esse Embry não tem jeito.
– Não. Laurie é homem. – Falei com obviedade.
– Ata, entendi algumas partes da historia agora. – Ele respondeu.
– Mané. – Falou Paul. Quil deu risada. Embry bufou, mas não falou nada.
– Tem sorvete? – Seth perguntou dando um arroto no final da frase. Dei risada. Jake fez careta.
– Ai credo Seth! – Disse Leah. – E não. Não tem sorvete. Vou ir ao mercadinho agora, vamos meninas?
– Nem vem. – Eu e Rachel dissemos.
– Por que não? – Ela perguntou revoltada.
– Porque toda vez que vamos lá, você começa a contar a historia de como conheceu o Fred. E a gente já ouviu essa historia 500 vezes. – Eu falei. Rachel concordou.
– “Foi na sessão de congelados...” – Rachel falou imitando a Leah com voz de apaixonada. Fred deu uma risadinha envergonhada, e Leah me mostrou a língua. Jake deu risada.
– É né Rachel? Mas na hora de falar do folgado do Paul... – Retrucou Leah. Paul bufou. E nisso elas começaram a discutir.
– Parem meninas! – Falei um pouco mais alta. – Só sabem brigar por causa de besteiras. – Falei balançando a cabeça em negativa.
– Besteiras? Ela xingou o meu amor de folgado! – Rachel falou indignada. Os meninos olhavam a cena, confusos.
– Mas é verdade! – Gritou Leah.
– Concordo. – Falou Jake. Dei um tapa no braço dele. Ele fez cara de inocente. To tentando aparar a situação e ele fica botando lenha na fogueira?!
– Quer saber? Se matem. – Falei desistindo. As duas se adoram, mas na hora de brigar, só tendo litros de paciência pra aguentar.
– Parem com essa briga idiota e vamos fazer algo que preste. – Falou Seth se levantando. – Não precisa ir mais ao mercado, mana. Eu como outra coisa. – Ele disse. Isso é engraçado. Come, come e ainda tem fome.
– Concordo. Vamos assistir a um filme de terror. – Falou Paul batendo as palmas fortemente.
– Acho melhor não. – Jake falou. Ele brigou feio com meu tio Em, quando o mesmo me desfiou a assistir o Massacre da Serra Elétrica. Eu fiquei dias sem consegui dormir sozinha.
– A monstro tem medo? – Perguntou Paul debochando da minha cara. Babaca.
– Não a chame de monstro, Paul! – Gritou Rachel. Ele abaixou a cabeça na hora.
– Desculpe. – Ele falou baixinho. Sorri. Eu não sei se sou muito coração mole, mas acredito que por baixo dessa casca dura, BEM, BEM lá no fundo, Paul tem um bom coração. Por mais que ele só tenha se desculpado porque para Rachel, seu imprinting, ele não nega nada, sei que TALVEZ ele seja uma boa pessoa.
– Ta tudo bem, eu concordo com o Paul. Devemos assistir a um filme de terror. – Falei tentando parecer animada. Não ia acabar com a diversão de todos, por causa de um trauma de infância.
– Tem certeza? – Perguntou meu lobinho.
– Claro! Que filme tem aí? – Perguntei pra Leah. Os meninos sorriram. Eles adoravam um bom filme. Principalmente, quando era de ação ou terror.
– Têm vários. Vamos fazer votação. – Disse Leah pegando e colocando um monte de DVDs em cima da mesa. – Alias, podemos fazer uma maratona com 3 filmes ou mais, se quiserem. – Disse Leah olhando pro Fred. Sei... Ela só quer a maratona pra ir agarrar o Fred no meio dos filmes. Que pouca vergonha!
– Eu topo. – Disseram os meninos. Sorri e olhei pro Jake. Ele parecia animado, embora a preocupação estivesse estampada nos seus olhos. Segurei em sua mão, e mandei uma mensagem. Agora que meus poderes evoluíram, posso passar a mensagem por qualquer parte do corpo.
“Não precisa se preocupar Jake. Vou ficar bem. É só um filme. Qualquer coisa eu te abraço.”
Terminei de mandar a mensagem e ele sorriu. Sorri de volta.
– Sem querer atrapalhar os pombinhos, mas já atrapalhando, que filme vocês querem ver? – Perguntou Leah.
– Qualquer um. – Respondemos eu e Jake ao mesmo tempo. Leah nos olhou maliciosamente e foi falar com os meninos. Só tenho amigo doido. Sorri com esse pensamento.
– Decidido. Primeiro, assistimos Atividade Paranormal 2, depois O chamado e por ultimo Sobrenatural. – Leah disse animada.
Fui ajudar as meninas a fazerem pipoca, afinal com esse bando de menino esfomeado, só sendo cozinheira de marca maior!
– E aí Ness? Vai dar uns pega no seu namorado durante o filme? – Indagou Leah quando chegamos na cozinha.
– Leah! Só pensa nisso, é? – Perguntei tentando sussurrar o mais baixo possível. Os meninos deviam estar ouvindo tudo.
– Qual é o babado? – Perguntou Rachel entrando na cozinha.
– Perguntei pra nossa baixinha se ela vai dar uns pega no Jake. – Falou Leah como se fosse a coisa mais normal do mundo.
– Hummmm... – Rachel fez maliciosa. – E aí, vai? – Ela perguntou curiosa.
– Gente para! Que saco! – Ouvi os meninos dando risada na sala. – Vocês estão muito taradas pro meu gosto. – Falei colocando o milho na panela.
– Não somos taradas. Mas a nossa monstrinha está crescendo. Queremos saber dos detalhes. – Falou Leah como se fosse minha mãe.
– Concordo Lele. – Falou Rachel. – Agora que vocês são namorados, podem se pegar a vontade. – Rachel sussurrou. Murmúrios surgiram na sala. Ouvi Jake sussurrar um “Ai Meu Deus...”
– Chega desse assunto. É muito... Inapropriado. – Falei brava. Devia estar um pimentão.
– Aff... Ness! Assim não tem graça! Você é muito santa. – Falou Leah me mostrando a língua.
– Graças a Deus! – Falei sentando numa cadeira. As duas bufaram, mas não falaram nada.
Esperamos todos os quilos de pipoca ficarem prontos, pegamos umas garrafas de refrigerante e fomos pra sala.
Na sala tinha um monte de travesseiros no chão. Afinal, com um bando de brutamontes, não ia dar pra todo mundo caber no sofá. Sentei no cantinho do sofá, junto com Jake. Ele passou o braço por meus ombros, me aconcheguei em seu peito. Os meninos olharam a cena, e deram uns sorrisinhos. Revirei os olhos. Até o Seth, que embora seja pegador, não é tão malicioso. Mas hoje, ta que ta.
Leah colocou o primeiro filme no DVD, enquanto os meninos se acomodavam na sala do jeito que dava. Uns no sofá e outros no chão. Olhei na janela e percebi que já estava escurecendo, e um chuva forte ameaçava cair. O cenário de terror perfeito. Agora eu iria me cagar de medo. Droga!
O filme começou e me apertei mais em Jacob. Às vezes eu nem via a cena, só me enterrava no peito de meu lobinho, e esperava a hora aterrorizante passar. Jake ficava fazendo carinho nas minhas costas e me apertando junto a ele, em algumas partes que eram bem assustadoras.
Todos estavam entretidos com o filme. Os meninos nem piscavam. Só pegavam a pipoca e enfiam na boca. Às vezes o Embry soltava um palavrão nas horas de susto. Era engraçado, principalmente pra nós que sempre estamos atentos a tudo, mas quando se trata de um filme, tudo é imprevisível.
Teve um momento que bem na hora que a mulher possuída pula no cara, o telefone da casa de Leah tocou. Todos gritaram, inclusive eu. Embry parecia que ia ter um enfarto.
– Calma gente. É só o telefone. – Leah falou dando risada. Os meninos estavam pálidos do susto. – Ness, é seu pai. – Leah falou. Peguei o telefone meio atordoada.
– O-oi. – Falei ainda respirando entrecortadamente devido ao susto.
– Filha, está tudo bem? – Meu pai ficou preocupado com meu tom de voz.
– Ta sim. Só levei um susto do caramba quando o telefone tocou. – Falei me enfatizando. Quil deu risada.
– Por quê? Você e Jacob estavam fazendo algo? – Papai perguntou desconfiado. Meninos deram risada e Jacob revirou os olhos.
– Não. – Falei com obviedade. – Alias o senhor falou que ia parar com essa neura.
– Desculpe. – Ele falou baixinho. – Mas por que levou susto?
– Porque estamos vendo um filme de terror. E bem na parte critica, o telefone tocou. Sinceramente, quase enfartei. – Falei arregalando os olhos. Meu pai deu uma risada, mas logo ficou serio.
– Tem certeza que é uma boa ideia você assistir esse tipo de filme, filha? Lembra o que aconteceu da ultima vez? – Papai perguntou com um tom preocupado.
– Ta tudo bem. A maioria das cenas eu não assisto mesmo. – Falei dando de ombros. E é verdade. Eu só fico abraçando o Jacob, afinal o medo é grande.
– Por que não assiste? Esta fazendo algo? – Ele começou de novo.
– Pai. – Falei o repreendendo calmamente.
– Ok, vou parar. Em fim, só liguei pra saber que horas vai chegar em casa.
– Na hora que acabar os filmes. Beijos, Tchau. – Falei e desliguei. – Dá o play. – Falei tentando não encarar os olhares divertidos pra cima de mim.
Começamos a assistir o filme novamente. Já estava no final. E novamente, levamos um susto. Bem na hora que terminou o filme, dá um raio e acaba a luz. Que merda! Por mais que eu seja meia vampira, sou filha de Isabella Cullen, e por nascença sou desastrada. E medrosa.
Apertei-me mais ao Jake. Ele deu um beijo no topo de minha cabeça.
– E agora? – Perguntou Seth.
– Esperamos a luz voltar. – Falou Leah simplesmente.
– Não sei não. – Falou Embry medroso.
– Ta com medinho? – Perguntou Quil divertido.
– Não começa. Depois de assistir filme de suspense, qualquer um fica com medo. – Embry falou emburrado, com voz de criança. Quil deu risada.
Do nada, Fred acendeu a lanterna bem embaixo de seu rosto, e me dá mais um susto.
– Que susto, Fred! – Reclamei.
– Desculpa aí. – Ele falou colocando a lanterna em cima da mesa, de cabeça pra cima, pra poder iluminar um pouco a sala. – O que vocês querem fazer agora? – Ele disse sentando do lado de Leah.
– Mesmo que não tenha filme de terror, podemos contar historias de terror. – Paul disse com um olhar maligno, que a luz de lanterna, fica assustador. Rachel também sorriu maligna. Esses dois, viu....
– Eu topo. – Disseram os meninos. Menos Jake, eu e Embry.
Paul começou a contar umas historias de La Push. De algumas casinhas abandonadas que tinham por aqui. Ele não chegou nem na metade da historia, e eu dormi feito pedra.
Eu já nem prestava atenção no que falavam, e ainda por cima, com o perfume do Jake... Dormi rapidinho.
Pov Jake
Percebi que Ness dormiu em meu colo, e resolvi ligar para o Edward vir pegá-la. Eu iria junto. Nunca dormi um dia se quer, sem dar um beijo de boa noite em minha pequena.
Levantei-me cautelosamente, colocando sua cabeça levemente no sofá. Peguei meu celular e disquei o numero do Ed.
– Alo? – Ele atendeu.
– Oi Edward. A Ness dormiu. Pode vir nos buscar? – Perguntei.
– Como assim “nos buscar”? – Ele perguntou bravo.
– Não adianta discutir, eu vou junto. – Falei decidido. Se a Ness deixar, eu irei morar com ela. Sempre dormi lá, a não ser quando tenho coisas pra resolver aqui em La Push, mas mesmo assim, agora que sou NAMORADO dela, me sinto mais realizado. Sorri com esse pensamento.
– Tudo bem. A Bella ia me convencer mesmo. – Ele falou bufando. – Mas nada de abusar de minha filha!
– O que? Não sou tarado Edward. – Falei me defendendo. Ele acha que vou abusar dela enquanto ela estiver dormindo? Esse cara é louco!
– Desculpe, mas ainda está sendo difícil me controlar. – Ele parecia realmente arrependido.
– Ok, vem logo. – Falei e desliguei. Essa família Drácula é meio ciumenta...
– Problemas com o sogrinho, Jacob? – Perguntou Embry fazendo graça.
– Cala a boca! – Falei. – Pelo menos eu tenho um, já você... – Retruquei. Ele ficou quieto depois dessa. Os meninos deram risada.
Depois de alguns minutos, ouvi a buzina do Edward. Ele deve ter corrido pra caramba pra chegar tão rápido.
Fechei o zíper do casaco da Ness, afinal lá fora estava frio, e mesmo que eu seja quente, me preocupo com ela. Dei tchau pro povo e a peguei no colo. Ela é tão fofa! Estava toda encolhidinha.
Saí da casa de Leah e esperei Edward abrir a porta numa velocidade vampiresca. Sentei no banco de trás, com Ness no colo. Ed não gostou muito, mas eu nem ligo. Não vou fazer nada e não sou o tarado que ele pensa.
– Já falei que não te acho um tarado, Jacob. – Disse Edward respondendo aos meus pensamentos e dando partida no carro.
– Então por que fica tão neurótico quando ela está comigo? Não vou fazer nada. – Falei indignado com suas atitudes de pai ciumento.
– Nada que ela não queira. – Ele respondeu com obviedade.
– Mas Ed, eu a respeito muito! E mal começamos a namorar, não vou fazer nada!
– Primeiramente, não me chame de Ed. – Assenti bufando. – Segundo, sei que a respeita e que não vai fazer nada. Mas o problema é que conheço a filha que tenho, e se for como a mãe, se quiser algo, vai até o fim. Não tenho medo de você e sim dela. – Concordei. Realmente, a Ness quando quer algo... — E sei que estou sendo chato. Estou tentando me controlar, mas é difícil me desligar tão rapidamente de minha filha. Eu e ela sempre tivemos uma boa relação, e fiquei com medo de que isso mudasse, mas percebi que não vai. E também fiquei meio frustrado porque ela quase não teve infância. Não aproveitou a melhor fase da vida, e isso me preocupa, Jacob. – Comecei a entender seu ponto de vista. – E sem falar que sou de outro século. As coisas eram muito diferentes. E pelo que estou vasculhando em sua mente, Leah e sua irmã são bem doidinhas.
– Nem me fale. – Concordei lembrando-me das coisas que elas falaram pra minha pequena.
– Em fim, quero que saiba que não sou contra vocês dois. Sei que ter você ao lado dela, a deixa muito feliz. E esse sentimento é recíproco. – Sorri. – Porem, sou pai. Entenda que é difícil para eu aceitar que minha filha cresceu, mesmo só se passando 6 anos.
– Desculpe, Edward. – Fui sincero. — Mas você poderia maneirar um pouquinho. Você pergunta umas coisas constrangedoras. – Eu falei fazendo careta. Ele deu risada.
– Ok, ok. Vou tentar maneirar. Em todos os sentidos. – Ele falou dando um meio sorriso. Em um minuto, já estávamos na porta da mansão Cullen.
Edward abriu a porta pra mim, e saí do carro carregando meu anjo. Já fui entrando com os xingamentos da loira oxigenada, mas não retruquei. Estava muito cansado pra essas besteiras. Talvez amanhã...
Fui colocar Ness em sua cama, mas percebi que seus braços não se desgrudavam do meu pescoço. Ela já devia ter acordado.
– Fique Jake. – Ela falou cansada. Sorri.
– Eu vou ficar, pequena. Mas antes você tem que ir tomar banho. – Falei já sacando que ela estava fingindo há algum tempo. Pra quem é filha de vampiros, a Ness dorme demais. É muito preguiçosa. Tem preguiça até de tomar banho. Dei risada.
– Tá! – Ela falou mal humorada, e saiu meio cambaleando em direção ao seu banheiro.
Saí do seu quarto e fui em direção ao quarto de hospedes. Alice montou um guarda roupa pra mim nesse cômodo, pra quando eu dormisse aqui, que é quase todo dia. É praticamente meu quarto, mas Edward não queria que chamasse assim porque pensava que estava me influenciando a morar aqui, mas acho que daqui a pouco ele muda de ideia... E sem falar, que eu praticamente já moro aqui.
Tomei um banho refrescante, escovei os dentes, e coloquei somente uma bermuda pra dormir. Eu estava com um calor dos infernos... Uma vantagem de ser transformo é nunca sentir frio...
Fui até o quarto da Ness e bati na porta. Não ouvi nenhum barulho, a não ser a respiração profunda de minha pequena. Presumi que ela estava dormindo e abri a porta. A encontrei em cima da cama, de bruços, dormindo que nem um anjo. Muito tentador por sinal. Estava usando só um shortinho preto, e uma regata colada vermelha. Que tentação...
Ouvi um rosnado do andar de baixo. Tá, parei. Se quero ganhar ainda mais a confiança do meu amigo Edward, eu tenho que me segurar.
Respirei fundo e percebi que estava um pouco mais controlado. Deitei na cama e ela automaticamente, como se soubesse da minha presença, foi pra cima de mim. ( não pensem merda) A abracei, e dormimos juntos, profundamente e apaixonadamente.
Notas finais
comentem e recomedem
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