Uma História JakeNess - Como Acho Que Deveria Ser
32 Capítulo 33 - Deixando os meninos curiosos...
Notas iniciais
:)
Pov Nessie
Estávamos a mais ou menos uns 3 metros da casa de Jacob. Primeiro, contaríamos para o Billy e depois para os meninos, que hoje provavelmente, estarão na casa de Leah. Ela e Fred estão morando juntos numa cabana perto daqui...
Mas continuando, nem preciso dizer que estou uma pilha de nervos! Não que eu tenha medo, longe disso. Mas estou ansiosa pra contar que finalmente, eu e meu lobinho estamos juntos. Aposto que os meninos vão fazer gracinhas, e as meninas vão me puxar para um canto pra falar baboseiras como:
Vocês se beijaram? Foi gostoso?
Foi romântico?
Ele te deu um anel? Que lindo! Deixa eu ver!
Rachel e Leah são minhas melhores amigas, mas mesmo assim, elas enchem o saco de vez em quando, ave Maria!
– Ta pronta? – Jake perguntou interrompendo minha linha de raciocínio. Nem percebi, mas já estávamos em frente a velha cabana vermelha desbotada.
– Claro! – Eu disse animada. Ele sorriu.
Entramos de mãos dadas, e encontramos Billy e Charlie assistindo TV. Jake pigarreou e eles olharam pra gente. Billy deu um meio sorriso, e Charlie fez uma careta confusa.
– Eu e Ness viemos dizer que estamos juntos. – Disse Jake sorrindo.
– Como assim? Tipo namorado e namorada? – Perguntou meu vô cruzando os braços.
– Deixa de ser burro, Charlie. É claro que é. – Disse Billy vindo com sua cadeira de rodas em nossa direção. – Fico feliz! Alias, digo Aleluia! Já estava na hora. – Ele disse dando um sorriso.
– Obrigada, Billy. – Eu disse sorrindo.
– Não há de que. – Ele olhou pra Jake. – Venha ajudar seu velho na cozinha, filho. – Jake deu de ombros, me deu um beijo na bochecha e foi à cozinha com o pai.
Fiquei ali parada, esperando Charlie dizer algo. Percebi que ele ia falar algo. Fechei os olhos e pensei: La vem discussão.
– Isso é estranho, mas estou feliz por você, Nessie. – Abri os olhos, desacreditada. – O Jacob é um bom rapaz. – Eu sorri. Parece que o universo está conspirando a meu favor. Ele me deu um abraço.
– Obrigada, vovo. – Eu disse retribuindo o abraço. Vovô tem cheiro de hortelã...
É reconfortante.
– Mas quero te dar uma coisa. – Ele disse pegando algo de seu bolso. – Spray de pimenta.
– Vô! – Eu disse emburrada. Eu sabia que Jake estava ouvindo tudo. – Se sabe que o Jake é um bom rapaz, por que está me dando esse treco? – Perguntei cruzando os braços.
– Porque sei que homem, quando tem os seus... desejos, vai até o fim. – Ele disse fazendo careta. Ouvi Jake tossir descontroladamente da cozinha.
– Meu Deus! Está parecendo o meu pai. – Disse pegando o spray de sua mão. Eu sabia que ele não ia desistir, então é melhor pegar logo. – Você anda com esses Sprays pra tudo que é lado?
– Sim. – Ele respondeu normalmente. – Há muito tempo atrás, dei um pra Bella. E eu sabia que caso tivesse netas, teria que dar um pra elas também. Afinal, quero todas protegidas. Eu só esperei o momento certo pra te dar.
– Mas vô, meu namorado está no outro cômodo. Isso é desconfortável. – Falei sussurrando. Mas eu sabia que o Jake estava escutando do mesmo jeito. Ele sorriu descaradamente.
– Melhor ainda. Assim ele sabe, que com minha neta não se brinca. – Ele disse a ultima parte mais alto. Revirei os olhos. Esse treco de ciúmes é coisa de família. Só pode ser!
– Tá. Vamos mudar de assunto. – Falei, percebendo que Jake e Billy já estavam voltando pra sala. Ele deu uma piscadinha pra mim, e sorriu como se nada estivesse acontecendo. – Então Jacob... – Charlie começou a falar e foi se aproximando. – Fico feliz por vocês, mas cuide bem da minha neta. – Ele falou serio. – Se não... – Vovo deixou um suspense no ar. Billy balançou a cabeça negativamente. Jake fingiu estar com medo. E eu estava segurando o riso. Acho que mesmo Charlie sabendo que Jake é um lobo, ele não percebeu que nunca conseguirá machucar meu amor.
– Acho que já esta na hora de irmos, né Jake? – Falei puxando Jake pela mão, em direção à porta. – Tchau Billy, Tchau vô. – Billy sorriu e Charlie nos olhou desconfiados. Antes de eu fechar a porta, vovo me chamou.
– Não esquece, hein? – Charlie fez um gesto imitando um Spray.
– Tchau, vô. – Falei e saí de cena. Coitado do Jake.
Quando estávamos um pouquinho mais longe da casa do meu lobinho, resolvi me pronunciar:
– Desculpe amor. – Falei o abraçando. Ele me abraçou sorrindo. Enterrei meu rosto em seu peito.
– Ness? – O olhei. – Você não precisa se desculpar.
– Mas quase todo mundo fica te acusando. Não quero que fique triste. – Falei o apertando mais.
– Não estou triste. – Ele falou com obviedade. – O seu pai é meio neurótico, tenho que admitir. – Concordei. — Mas o Charlie é normal. Só faz isso pra te proteger. Se bem que eu não sou o tarado que eles pensam. – Ele falou divertido.
– Ok, mas fique sabendo que não penso nada disso de você. – Falei enterrando novamente meu rosto em seu peito. É tão bom ficar assim...
– Eu sei que não. Não precisa se preocupar. – Ele falou beijando o topo de minha cabeça. – Agora vamos. Temos que contar pro povo. – Jake me deu um selinho e me puxou.
Andamos abraçados pelo resto do caminho. Jake sempre tão carinhoso comigo. Acho que mesmo que eu quisesse ficar longe dele, ( coisa que não vai acontecer) eu não poderia. Parece que tem um imã nos atraindo. E eu sei que não é só por causa do imprinting. Quando olho nos olhos do meu lobinho, percebo que tudo não passa do verdadeiro e eterno amor. Ai..ai...
Suspirei.
– Você está feliz. – Jake afirmou sorrindo.
– Como sabe? – Perguntei divertida.
– Quando esta pensando numa coisa que a deixa feliz, você suspira, sorri e faz essa cara fofa. – Jake disse tocando a ponta do meu nariz. – No que você estava pensando?
– Em você. – Respondi e lhe dei um selinho. Percebi que ele ia me dar um DAQUELES beijos e me afastei.
– Que foi? – Ele perguntou confuso.
– Se a gente começar, não conseguiremos parar tão cedo. – Ele sorriu divertido. — E precisamos ir logo. – Falei sorrindo. – Daqui a pouco vai chover. Agora vamos. – Falei o puxando pelo braço.
Depois de alguns minutos, chegamos a casa de Leah. Já dava pra perceber os murmurinhos vindos de dentro da casa. Nos olhamos, e entramos. Quando colocamos os pés lá dentro, todos pararam de falar e nos olharam. É agora que eu morro de vergonha!
Eles se entre olharam.
– HUMMMMMMMM... – Fizeram aquele maldito som malicioso. Eu e Jake reviramos os olhos.
– Vamos ao que interessa: Estão juntos ou não? – Leah perguntou cruzando os braços. Jake olhou pra mim e sorriu. Suspiramos e respondemos.
– Sim! – Quando falamos isso começou uma bagunça geral. Seth quase pulou no colo de Jake o abraçando. Os meninos começaram a falar coisas maliciosas e ao mesmo tempo gritaram uma grande Aleluia! As meninas me puxaram pra dentro do quarto de Leah e começaram a falar que nem sei lá o que!
– Como foi o encontro? – Rachel.
– Vocês se beijaram? – Leah.
– Quando ele te pediu em namoro? – Rachel.
– Ele te deu algum presente? – Leah.
– E por que ele não dormiu aqui em casa ontem? – Rachel maliciosa.
Fizeram mais um monte de perguntas. Esperei sentada, e perguntei:
– Acabou? – Elas assentiram. – O encontro foi ótimo! Ele foi me buscar lá em casa. Aí... – Quando ia contar tudo nos mínimos detalhes, Rachel me interrompeu:
– Não queremos saber de tudo isso. Vamos ao ponto critico. – Ela falou decidida, como se estivesse falando do descobrimento da cura do câncer. Exagerada... – Como foi o beijo? E o pedido? – Ela falou e nisso as duas pularam na cama e se sentaram com os olhinhos brilhando. Percebi que na sala, um silencio se predominou.
– Não vou responder isso. – Falei com obviedade.
– Ah Ness...deixa de ser santa e agarra logo ele! – Leah disse. Fiquei um pimentão.
–Leah! – A repreendi. Ouvi umas risadinhas da sala. Eles, definitivamente, estavam ouvindo nossa conversa.
– É Leah! A Ness não pode fazer isso. – Disse Rachel concordando comigo. Ou não. – Antes ela tem que contar sobre o encontro. E depois armamos uma de novo. Mas aí, o bicho vai pegar! – Ela disse maliciosa. Leah concordou. Ouvi Jake sussurrar um “Essa minha Irmã é louca.”
– Parem com essa safadeza e vamos logo pra sala. – Falei fazendo nervosa.
– Ah não. Pelo menos nos conta do beijo. – Rachel falou.
– De jeito nenhum. – Respondi brava.
– Por que não? – Leah perguntou emburrada.
– Porque tem CERTAS PESSOAS INTROMETIDAS ouvindo nossa conversa. – Ouvi uns murmurinhos na sala. – E sem falar que ele é seu irmão Rachel, falar disso com você é estranho. – Fiz careta. Elas concordaram. Ouvi uns sons de insatisfação na sala. Aposto que eles queriam saber tudinho. Mas eu não vou responder isso. Muito menos aqui. Com o Jake presente. É constrangedor. Mas sei que ele é também quer saber o que eu acho do seu grande e saboroso beijo.
– Ness? – Chamou Leah. – Usa seu dom e nos fala. Mas é pra falar. Não quero suas memórias nojentas. – Ela falou fazendo careta. Revirei os olhos e coloquei minha mão no seu rosto.
Quer a verdade? Ele beija MUITO bem!! Me deixou sem fôlego. O melhor primeiro beijo que alguém poderia ter! E depois desse aconteceu outros...
– Hum... Safadinha. – Leah falou sorrindo maliciosamente. Ouvi alguns murmúrios na sala.
Tive uma ideia! Fiz um gesto, e elas entenderam! Vamos deixar os meninos curiosos.
– Eu também quero saber!!! – Disse Rachel. Fui até ela e falei o que sentia. – Menina!! O que é isso! – Ela arregalou os olhos. – Vocês dois, hein? – Eu sabia que elas estavam fazendo todo esse drama de propósito, a minha frase não era tão... Apimentada. Mas queríamos ver a cara dos meninos quando chegássemos na sala.
– Eu não disse?! – Falei dando um sorriso divertido. Ouvi uns murmurinhos curiosos na sala. Aposto que eles estavam se remoendo por dentro.
– Acho que já foi o suficiente. Vamos. – Disse Leah dando uma piscadinha. Hora de deixar os meninos curiosos.
Chegamos na sala como se nada tivesse acontecido. Os meninos nos acompanhavam com os olhos. Sentei do lado do Jake, que me olhava fixo. Dei um sorriso e fiquei lá, fingindo que estava tudo normal. Minhas amigas fizeram o mesmo.
– Então meninas... O que vocês conversaram? – Perguntou o Embry.
– Vocês estavam ouvindo. Sabem o que a gente conversou. – Leah respondeu normalmente.
– É, mas do nada, vocês falaram umas coisas... – Seth continuou. – O que era? – Ele falou com um brilho de esperança no olhar.
– Nada que interesse a vocês. – Falou Rachel empinando o nariz. Dei uma risadinha. Todos se viraram pra mim, com esperança que eu contasse.
– Nem perguntem. – Falei com obviedade.
Era engraçado vê-los assim. Principalmente o Embry, que era o tarado da turma. Adorava saber de tudo que envolvia beijos, lingerie... E coisas. Mas nós não íamos falar. Se o Jake insistisse muito, eu só falaria pra ele. Afinal, que é verdade é. Jacob Black beija muito bem.
Notas finais
comentem e recomendem
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