Uma História JakeNess - Como Acho Que Deveria Ser
29 Capítulo 30 - Imprinting
Notas iniciais
boa leitura
Pov Nessie
Eu e Jake estávamos deitados na minha cama. Eu estava sobre seu peito, enquanto ele mexia em meus cabelos. Era tão bom ficar assim. Sentir o coração acelerado de meu amado, com aquele cheiro amadeirado. Eu sabia que cada momento que eu passava com Jake, ia ficar guardado na minha memória pra sempre. E não é só porque tenho memória de vampiro, mas porque cada gesto, cada toque, é uma marca do nosso amor eterno.
Levantei e fui ao baú que ficava no pé da minha cama. Jake se apoiou sobre os cotovelos e me olhou confuso. Fiz sinal pra ele esperar. É nesse baú, onde guardo minhas coisas pessoais, inclusive meus livros. Peguei de lá, minha câmera fotográfica Polaroid. É daquelas que revela a foto na hora. Eu amo essa câmera. A peguei e tirei uma pequena foto de Jake. Ele deu uma risadinha, mas não disse nada.
– Jake, vem cá. – Eu disse indo em direção a grande janela aberta de meu quarto. Ele me olhou confuso.
– O que você ta aprontando, Ness? – Ele perguntou arqueando uma sobrancelha. Eu sorri.
– Nada. Só quero te mostrar um dos meus lugares favoritos. – Eu disse parando em frente a grande janela. Meu pai disse que quando trouxe a mamãe pra conhecer meus avós pela primeira vez, eles pularam por essa janela, e escalaram até o topo das arvores. Eu dei risada quando ele contou.
– E esse lugar é a janela? – Ele perguntou rindo.
– Não. – Dei risada. – Vem cá. – Eu disse estendendo minha mão. Ele pegou minha mão e ficou com uma cara confusa.
O olhei e lhe mostrei a escada que tinha do lado de fora de casa. Era uma escada meio desgastada, que eu fiz quando eu era bem pequena, pra poder subir no terraço. Ela é feita de cordas. O papai me ajudou a pendurar. Ela fica do lado da minha janela, é só se segurar e subir.
– Essa escada é segura, Ness? Eu sou meio pesado. – O Jake disse dando uma risadinha no final da frase.
– Não se preocupa. Vamos subir um de cada de vez. Quero te mostrar lá em cima. – Ele me olhou meio preocupado, mas assentiu.
Subi a escada. Ela balançava um pouco, mas nada preocupante. Jake ficou olhando meio preocupado, mas não falou nada. Quando cheguei em cima, chamei-o:
– Vem Jake. — Ele subiu rapidamente na escada. Parecia que estava meio preocupado de ela cair. Tudo bem que tinha uns metros à cima do chão, mas não é tão perigoso. Pelo menos, pra mim não é.
– E esse aqui é meu segundo quarto. – Eu falei o mostrando o terraço. — Antes de eu nascer, quase ninguém subia aqui. Quando eu era pequena, e fiquei triste ao saber de algumas coisas do passado, subi aqui e fiquei pensando na vida. – Me referia ao fato de quase todos quererem me matar. — E desde então, quando estou meio triste com alguma coisa,ou só quero pensar, subo aqui. Claro, que antes não tinha escada, e era muito mais difícil subir. Mas aí, conversei com meu pai, e ele me ajudou a construir a escada. Foi bem divertido.
– Nossa. Aqui é lindo. Foi você que “personalizou” o terraço? – O Jake perguntou sorrindo.
– Sim, com o passar dos anos. Cada vez que eu vinha aqui, eu trazia alguma coisa. – Eu falei indo ligar umas luzinhas que eu tinha pendurado no murinho. Como está de noite, deixa um ar mágico. São aquelas luzes de arvore de natal, mas como a gente tem dinheiro pra comprar outras,peguei essas da minha tia Alice. Ela nem percebeu.
– Aqui é bem aconchegante. – Disse o Jake se sentando num edredom que tinha ali.
O terraço foi decorado somente por mim. Tinha luzinhas douradas nos murinhos. Tinha um edredom bem fofinho xadrez no chão para imitar um colchão, tinha meu cobertor, varias almofadas e meu violão. Tinha um banco que balançava. E tinha tipo uma tenda, em cima do edredom, que eu pendurei pra não me molhar quando chovesse.
– Pois é. É um dos meus lugares preferidos. – Eu falei me sentando ao seu lado. Ele passou seus braços por meus ombros.
– E quais são os outros? – Ele perguntou sorrindo.
– A clareira passou a ser um dos meus lugares preferidos, desde que você me levou lá. – Eu disse sincera. Ele me deu um selinho. Sorri. – E você? Não tem outros lugares preferidos?
– Quando você está lá, qualquer lugar é meu preferido. – Ele falou se aproximando. Nos beijamos calmo e romanticamente. Enquanto explorávamos as bocas um do outro, Jake fazia carinho em minhas costas, braços, bochecha... Tão carinhoso. E eu só conseguia me agarrar nos seus cabelos negros, e apertar aqueles braços enormes. Daqui a pouco, isso vai se tornar um problema. Estou ficando viciada nos toques e lábios de Jacob. Se bem que é o melhor vicio que alguém pode ter...
Paramos o beijo com vários selinhos e deitamos no edredom para olhar o céu estrelado de Forks.
Pov Jake
Nessie estava deitada sobre meu peito, me fazendo leves carinhos com aqueles dedinhos delicados de pianista. Ela é tão linda! Sua pele tão macia e branca. Aqueles lábios rosados que parecem um doce morango num dia de verão. Aqueles olhos, que parecem uma imensidão hipnotizante, com um brilho intenso. Ai... Ai... Eu amo a Nessie! Com todas as minhas forças. E aposto que mesmo se eu não tivesse tido o imprinting, eu iria me apaixonar perdidamente por ela.
Comecei a ouvir uns chiados, e levantei um pouco a cabeça pra ver de onde vinha. Olhei pra Ness, e pareceu que milhões de facas atravessaram meu coração, por vê-la chorando.
– Por que você está chorando, meu amor? – Perguntei me sentando, e fazendo-a sentar junto. Nessie se virou, e ficou de frente pra mim.
– Jake, você promete que vai me amar pra sempre? – Ela perguntou seria, com aqueles olhinhos vermelhos e cheios de lagrimas.
– Prometo. Mas por que você esta perguntando isso? – Perguntei secando algumas lágrimas com meu polegar.
– Porque eu não quero acabar que nem a Leah. – Quando ela falou isso, não entendi nada. Fiz cara de confuso. – O Sam namorava ela, e dizia que a amava, mas depois que teve o imprinting com a Emily, esqueceu da Leah na hora. – Quando ela falou, tudo fez sentido. Mas antes que eu argumentasse, ela continuou a discursar. – E a Leah só se recuperou da tristeza, porque teve o imprinting com o Fred, mas eu não sou loba pra ter essas coisas. Aí, qualquer dia desses, você vai ter o seu imprinting, e vai sumir da minha vida pra sempre. – Ela falou chorando, chegava até soluçar. – Eu não quero te perder, Jake. – Ela falou cobrindo o rosto, com aquelas mãozinhas miúdas.
– Ness... – Tentei tirar suas mãos de seu rosto, mas ela não deixou. – Olha pra mim. – Ela negou com a cabeça. Eu estava com medo de como ela ia reagir, mas tinha que falar. Respirei fundo e soltei a bomba. – Você que é meu imprinting.
Quando falei, ela abriu uma frestinha entre os dedos de um jeito fofo, e olhou pra mim. Ela estava com um olhar duvidoso. Dei um meio sorriso.
– Você que é meu imprinting, Renesmee. – Confirmei novamente, e tirei suas mãos de seu rosto, as segurando.
– I- Is – Isso é serio? – Ela perguntou gaguejando e limpando o rosto com uma de suas mãos. Eu sorri.
– Sim, Ness. Você que é o amor da minha vida. – Ela sorriu e se jogou nos meus braços. Quase caí. Ela me deu um selinho e perguntou:
– Quando isso aconteceu? Por que não me falou antes?
– Aconteceu quando você nasceu. E não te contei porque eu tinha medo da sua reação. E também não queria que você se sentisse obrigada a me amar. Você tinha que me escolher por gostar realmente de mim, e não por causa de uma magia de lobo. – Falei sincero.
– Mas Jake, eu te amo por quem você é. – Ela falou com os olhinhos brilhando.
– Eu sei. – Eu sorri. – E isso é o que me deixa mais feliz. – Ela sorriu, mas depois ficou cabisbaixa. – Qual é o problema?
– Você só me ama por causa do imprinting? – Ela perguntou triste.
– Não! – Ela entendeu errado. — Nessie, eu também te amo por quem você é. O imprinting é como se fosse uma confirmação de quem é nossa alma gêmea. É um caminho pra pessoa certa. Eu te amo, Renesmee! – Falei segurando seu rosto com minhas mãos. – E nada vai mudar isso. Você é linda, inteligente, meiga... Mesmo se não tivesse o imprinting, eu iria me apaixonar completamente por você. – Ela ainda continuava triste.
– Mas Jake, você sabe que há muito tempo, eu já tinha descoberto que quase todo mundo nessa casa, inclusive você, queriam me matar. – Gelei ao lembrar disso. – Eu entendo você e os outros, afinal eu estava matando minha mãe aos poucos, e você era melhor amigo dela. Tinha direito de ficar bravo. Mas talvez, se não fosse pelo imprinting, você teria me matado. Talvez eu nem estivesse aqui hoje. – Ela falou e recomeçou a chorar.
Eu a entendia. Quando ela era bem pequena, ouviu uma conversa de Edward e Bella, falando sobre alguns acontecimentos durante a gravidez de minha amiga. Ela ouviu e ficou super triste. Mas depois de um tempo entendeu, afinal por pior que seja ela, estava causando danos a Bella. Eu não queria que ela descobrisse assim, mas aconteceu. E desde então, às vezes ela perguntava, o porquê de eu ser tão amigo dela, sendo que eu queria mata-la. Nessie não sabe que eu já gostei de sua mãe, mas sabe que eu sempre fui um grande amigo. E pensa que só estou do seu lado, pra impressionar a Bella.
– Não chore, Ness. Eu me arrependo todos os dias por ter desejado sua morte. – Engoli seco. – Me perdoa por tudo que eu te causei. Por favor! Eu te amo! Com ou sem imprinting, você é a mulher da minha vida! Nada vai mudar isso! Fica comigo, Ness! – Eu estava quase chorando. – Olha nos meus olhos. – Ela olhou. – Você não consegue ver a verdade neles? Não percebe o quanto eu te amo? – Ela deu um meio sorriso. – Eu atravessaria oceanos por você. Enfrentaria um exercito só por você! Por que eu te amo!! – Ela desabou em lagrimas.
– Eu também te amo, Jake. – Ela me abraçou. – Me desculpa por duvidar de você. Eu sei que você me ama. Consigo ver a verdade em seus olhos.
Nisso nós nos beijamos. E com muita fome. Nossas línguas começaram a travar uma batalha deliciosa. O gosto de morango da Ness se misturava com suas lagrimas, o que deixava o beijo ainda mais emocionante. Ness se agarrou no meu pescoço e aprofundou ainda mais o beijo. Eu a apertava contra mim, pra nos manter mais próximos. Como se fosse possível...
Ela subiu no meu colo, e passou suas pernas por volta da minha cintura. Meu Deus!! Essa mulher vai me levar à loucura!! Com uma das mãos agarrei seus cabelos ruivos como fogo, e ela mordeu meu lábio inferior. Foi aí que perdi minha sanidade. Com a outra mão livre, apertei sua coxa, e ela arfou. Uma mínima parte do meu cérebro dizia pra eu parar, mas a outra, que por sinal é a maior, dizia pra eu continuar. Só sei que graças ao ar escasso, tivemos que interromper o beijo. Mas acho que se não fosse por esse pequeno empecilho, eu ainda estaria provando mais dos deliciosos lábios de Renesmee.
Ficamos de testas coladas. Ness estava um pouco vermelha devido ao nosso beijo. E estava com a respiração entrecortada. Ela deitou a cabeça em meu ombro, e falou:
– Quer saber? Eu to nem aí para o que aconteceu durante a gravidez de minha mãe. – Ela falou calma e olhou no fundo de meus olhos. – Depois de tudo o que você disse, de forma tão sincera, tenho certeza que você me ama, Jake. E eu também te amo. Desculpe-me se eu duvidei disso. – Ela falou seria, mas depois deu uma risadinha. – E fico feliz que eu seja seu imprinting. Como você disse, é só uma confirmação do nosso amor. De qualquer jeito, nós iríamos nos amar. E nada vai poder nos separar. – Eu sorri. – Eu te amo, meu Jake.
– Eu também te amo, minha Ness. – Eu disse e a beijei novamente. Nunca me cansaria de beijar aqueles doces lábios.
Pov Nessie
Depois que tudo que Jake me disse, tive certeza de que ele me amava. E não foi só por causa de suas lindas palavras, mas também por causa de seu olhar. Tinha um olhar tão sincero e avassalador. Decidi não me importar com o passado. O que importa é o agora. Fiquei triste quando pensei que ele só me amasse devido ao imprinting, mas percebi que não importa. O que tá no passado, é do passado. E também, eu não poderia brigar com o Jake por causa disso. Ele nem sabia que ia ter o imprinting comigo, e ele tinha o direito de ficar bravo, afinal minha mãe sempre foi sua grande amiga. E ele não podia vê-la morrer diante de seus olhos, sem fazer nada.
Mas em fim, não me importo. Sempre vai ter algo no passado que vai nos incomodar, mas não podemos fazer nada. Não escolhemos o que pode ou vai acontecer, simplesmente acontece. E acredite se quiser, se algo ruim acontece, no futuro virá algo bem melhor. E no meu caso é assim. O Jake já quis me matar. Tenho que aceitar isso. Mas não ligo, sei que ele me ama. E Eu também o amo. Profundamente e apaixonadamente.
Notas finais
comentem e recomendem
Fale com o autor