Uma História JakeNess - Como Acho Que Deveria Ser
26 Capítulo 27 - Acontecimentos um tanto...engraçados
Notas iniciais
Pov Nessie
Acordei no outro dia com a garganta seca. Já fazia alguns dias que eu não caçava, e meu lado vampiro já estava começando a reclamar. Levantei ansiosa. Como seriam as coisas hoje? Eu e Jacob já tínhamos se beijado, mas ele nem mencionou a palavra namoro. Sei lá! Depois me preocupo com isso.
Tomei banho e troquei de roupa. Eu estava ansiosa demais pra colocar uma roupa “fashion” como diz tia Alice. Então, coloquei qualquer coisa que achei no guarda-roupa. Apurei meus sentidos, e percebi que meus pais estavam na cozinha. Desci as escadas correndo. Quase caí.
– Oi gente! – Eu disse os abraçando.
– Parece que alguém acordou feliz hoje. – Disse minha mãe me servindo umas panquecas.
– Talvez.
– Já sei até o motivo. – Disse papai revirando os olhos.
– Pai, não começa. – Ele me olhou com cara de inocente. – Mas mudando de assunto, não estou com vontade de tomar café.
– Posso saber o por que? – Disse minha mãe colocando as mãos na cintura. É engraçado vê-la como mãe, afinal, aparentamos a mesma idade.
– Já faz dias que ela não caça, Bella. – Disse meu pai, lendo meus pensamentos. – Se quiser, poderíamos fazer uma caçada em família? – Disse ele sorrindo pra mim.
– Eu adoraria! – Falei animada. Minha mãe adorou a ideia. Ela ficava um pouco brava às vezes, porque, segundo ela, eu passo mais tempo com o pessoal de La Push, do que com ela.
– Mas pior que é verdade. – Disse papai me olhando com obviedade. Mamãe ficou sem entender.
– Parem de se falar telepaticamente e vamos caçar logo. – Ela disse bufando, por não poder participar da conversa telepática. Dei risada.
– Ok. Vamos! – Eu falei saindo pela porta dos fundos, que ficava na cozinha.
Para os humanos, um passeio em família é ir ao shopping ou no parque. Para nós é caçar. E sempre é muito divertido. Como papai tem medo que eu me machuque, ele sempre me ajuda a pegar os animais. Sempre pegamos pumas ou cervos. De vez em quando minha família resolve ir mais alem, para caçar leões da montanha. Mas eu quase não vou, porque uso esses dias pra convidar os meninos e as meninas de La Push pra ir lá em casa fazer o que tem de melhor: Comer, conversar e jogar videogame.
Minha mãe, embora esteja nessa outra vida, a só 6 anos, é uma das melhores caçadoras de nossa família. Papai, tio Em e ela, são o trio parada dura, como eu costumo chamar. Pegam sempre os grandes. E como minha mãe já venceu meu tio numa queda de braço, ele sempre quer pegar um maior que ela. Eu dou risada com as tentativas dele. Mas em fim...
Durante nossa caçada, eu abati 2 cervos pequenos. Papai e mamãe pegaram pumas. É interessante como o sangue nos revigora. Logo que eu drenei todo o sangue dos pobres animais, me senti mais forte. É sempre assim. Como se fosse um energético, sei lá.
– Filha, venha se limpar. – Disse mamãe interrompendo meus pensamentos.
– Claro. – Eu respondi.
Fomos até um rio ali perto para se limpar. Lavamos-nos e meus pais resolveram ir a mansão.
– Eu encontro vocês lá. Tenho que pegar uma coisa. – Eu disse indo em direção ao chalé. Eles assentiram receosos. Meus pais são muito preocupados. Credo!
Quando entrei no chalé fui direto pro meu quarto. Resolvi pegar minhas coisas. Eu só dormi aqui esta noite, pois não queria estardalhaço, mas eu prefiro dormir na mansão. Peguei meu celular, IPod, carteira, livro de historias. Fui pegando um monte de coisa e enfiando na bolsa. Por ultimo, peguei o livro “O Iluminado” e o bichinho de pelúcia que Jake me deu. Sorri com esse pensamento.
Fechei a porta do quarto, e desci as escadas em velocidade vampiresca. Eu queria chegar rápido na mansão. Com sorte, Jake já estaria lá. Mas se bem que, nós não poderíamos nem nos abraçar com meu pai lá. Fora que meu tio Em vai ficar fazendo piadinhas. Ridículo...
Corri o mais rápido que pude, mas infelizmente, ele ainda não tinha chegado. Mas sei que ele vai vir, afinal combinamos de tomar um sorvete hoje.
– Oi! – Falei entrando em casa cheia de coisa.
– Que bicho de pelúcia GIGANTE é esse? – Disse minha tia Alice olhando com uma cara confusa.
– O Jake me deu. – Eu falei meio envergonhada. Tio Emmet deu uma risadinha.
– Nem começaram a sair, e o cachorro já esta dando esses presentes ridículos pra ela. – Disse tia Rose mal humorada.
– Bom dia pra você também, tia. – Eu respondi sarcástica. – E não é ridículo. – Eu disse fazendo biquinho e subindo as escadas pra entrar no meu quarto. Ouvi alguns resmungos dela, mas nem liguei. O meu bichinho de pelúcia não é ridículo!
Entrei no meu quarto e joguei tudo em cima da cama. Eu sou organizada, mas tem dias que eu simplesmente jogo as coisas. Dá uma preguiça de arrumar!
– Vem jogar videogame, monstrinha! – Ouvi meu tio Em dizer do andar de baixo. Desci correndo. Seria uma boa forma de passar o tempo antes que o Jake chegue. Quando cheguei na sala, só tinham meu pai e meus tios.
Sentei no sofá e perguntei:
– Cadê os outros?
– As meninas estão na cozinha, vendo qual vai ser o cardápio de seu aniversario, e seu avo está trabalhando. – Respondeu meu pai.
– Hum...Que tipo de jogo, tio?
– Corrida. – Respondeu meu tio com um olhar malicioso.
– Você vai perder feio! – Eu e ele às vezes fazíamos campeonatos de videogame. Com o passar do tempo, comecei a ganhar todas.
– Só nos seus sonhos, baixinha! – Ele disse me dando o controle.
Começamos a jogar que nem loucos. Às vezes a gente dava uns gritos, principalmente porque às vezes o meu tio corria tanto, que o carro capotava. Eu ria da cara dele, e ele fazia biquinho que nem uma criança de 5 anos. Meu tio Jazz dava uma risada discreta e balançava a cabeça negativamente.
– Merda!– Tio Em estava bravo por eu ter ultrapassado ele. Eu dei risada. Meu pai deu um tapa no braço dele. Ele não gosta que fale palavrões perto de mim. Eu nem ligo.
O telefone tocou e antes que meu pai atendesse, e minha tia Rose saiu “voando” da cozinha, e atendeu. Não sei por que todo esse desespero de atender ao telefone.
– Ela está esperando uma ligação de um lugar. – Respondeu meu pai. – Tem a ver com seu presente.
– Ata. – Falei.
– Oi, posso falar com a Ness? – Percebi que era o Jake no telefone. Ela nem o respondeu e já foi dizendo:
– O fedorento quer falar com você. – Ela me entregou o telefone. Eu revirei os olhos. Ela gostava de falar mal dele... Peguei o telefone e o coloquei entre o ombro e a orelha, afinal eu estava jogando, e não ia perder pra Emmet Cullen.
– Alo.
– Oi Ness.
– Oi Jake. – Quando dei oi, meu tio Em ficou fazendo barulho de beijo. Revirei os olhos.
– Que barulho é esse? – Perguntou Jake confuso.
– Meu tio Em fazendo palhaçada. Nada demais. – Eu disse mostrando a língua pro meu tio.
– Ata. – Ele deu risada. – O que você está fazendo?
– Ganhando dele no videogame. – Falei tirando sarro. Meu tio fez um muxoxo.
– Como sempre.
– É, pois é. – Eu disse convencida. Meu pai estava dando risada atrás de mim.
– Liguei pra avisar que depois lá pelas 2 eu vou aí.
– Ok. – Eu disse sorrindo meio envergonhada. Meus tios e meu pai estavam praticamente do meu lado. Eu não podia demonstrar tanta alegria. Se bem que meu pai le mentes, e meu tio Jazz sente emoções. Sou uma tonta de ainda tentar esconder algo dessa família!
– Beleza. Tchau, beijo. – Quando ele falou a palavra beijo, meu tio Em quase enfarta de gargalhar. Não sei se é possível um vampiro enfartar, mas no caso do meu tio, eu não duvido muito.
– Er...tchau, beijo. – Respondi a ultima parte rapidamente, e desliguei o telefone. – O que tem de tão engraçado? – Falei sem tirar os olhos da tela do jogo.
– Nada não, Senhora Black! – Ele respondeu zoando da minha cara. Corei.
– O nome dela é Renesmee CULLEN e vai continuar assim por um bom tempo. Agora pare de falar asneiras e vá cuidar da sua vida. – Disse meu pai nervoso. Pareia que a cabeça dele ia explodir. Eu até me assustei.
– Desculpe Edinho. – Disse meu tio segurando o riso. Meu pai estava pronto pra atacar ele, quando meu tio Jazz o interrompeu:
– Acalmem- se rapazes. Você sabe que ele só estava brincando, Edward. E Emmet, pare de provoca-lo, e ainda por cima, esta deixando nossa sobrinha desconfortável.
Eles se acalmaram, mas depois disso meu pai saiu da sala batendo o pé. Meu tio Jazz saiu da sala logo depois. Segundo ele, meu pai saiu da sala ainda borbulhando de raiva. Eu fiquei meio preocupada, mas não tenho nada haver com isso. Meu tio que fica falando merda. Aff...
Depois de meia hora de revanches do tio Em, das quais ele não ganhou nenhuma. Eu fui almoçar.
– Oi gente! – Eu disse chegando na cozinha. Elas ainda estavam vendo o cardápio.
– Oi. – Elas responderam ao mesmo tempo.
– Tia, posso pelo menos escolher o sabor do bolo? – Perguntei esperançosa.
– Ta, né. – Ela falou se rendendo. – Mas só isso.
– Eu quero de brigadeiro ou prestigio. – Falei.
– OK, vou pensar no seu caso. – Ela falou cerrando os olhos. Revirei os olhos.
– Sente aqui, querida. Eu fiz macarrão ao molho branco. – Disse minha vó. – E de sobremesa, temos salada de frutas.
– Oba! – Eu disse parecendo uma criança. Ela sorriu e me serviu.
Enquanto eu comia, estava uma faladeira danada! Minhas tias queriam fazer um monte de coisas. Um bolo de 5 andares! Minha mãe queria algo simples, que nem eu. E vovó tentava acalmar as coisas, dizendo que eu deveria decidir tudo.
– Chega! – Gritei. – Gente, calma! É só um aniversario! Não vou me casar pra vocês ficarem com esse alvoroço. Eu não preciso de coisas extravagantes para ter um aniversario legal.
Elas me olharam e voltaram com a faladeira. Aff... Nessa casa é tudo ao contrario. Nos aniversários, a aniversariante não pode escolher nada! Droga! Melhor eu ir fazer outra coisa...
Terminei de comer e resolvi ir ler um livro. Eu não ia ler o livro de terror da aposta, porque parei numa parte tensa e estou com medo de continuar. Então, resolvi ir à biblioteca do meu vo pra vê se tinha algum livro legal. Lembrei que tinha um livro que falava de lendas de feitiços e tals. Resolvi ler esse.
Entrei na biblioteca e percebi que o livro que eu queria, estava lá num cantinho da ultima prateleira. É tipo a uns três metros do chão. Eu teria que subir na escada pra pegar. Sabe aquelas escadas presas às estantes, que se movem com rodinhas? Então, é tipo isso.
Eu poderia simplesmente pegar impulso e alcançar o livro, mas vovó não gosta que a gente “pule” dentro de casa. A ultima vez que tio Em fez isso, ele quebrou o lustre. Foi trágico... Mas continuando.
Fui empurrando a escada para o lado do livro, mas ela emperrou numa parte. Tentei força-la, mas achei melhor não, afinal vai que eu quebro a escada do vovo. Ele não ia ligar, mas meu pai ia me dar uma bela bronca. Subi nas escadas e tentei pegar o livro dali mesmo. Fui me inclinando, inclinando...
Até que a escada meio que desemperrou e foi com tudo para o lado. Eu, como sou filha de Bella, acabei caindo. Quando pensei que ia me estatelar no chão, braços fortes e morenos me pegam no colo. Um raio eletrizante passou por minha espinha.
Olhei assustada e vi Jacob me olhando intensamente.
– Er...toma mais cuidado, Ness.
– Ah...pode..deixar. – Eu respondi hipnotizada por aquele par de olhos negros. Ele foi me soltando devagar, com suas mãos passando na lateral de meu corpo. Tal contato me fez ficar arrepiada.
Ele me colocou no chão, mas ainda segurava minha cintura. Nós ficamos nos olhando e se aproximando. Corações acelerados. Respirações irregulares. Quando faltava um centímetro para nos beijarmos, ouvimos um pigarro. Voltei pra realidade na hora! Afastei-me de Jake assustada, e quando olhei pra trás, vi meu pai com uma cara de poucos amigos.
– Err.....então, Jake, eu vou pegar minha bolsa e aí a gente vai tomar sorvete. – Eu disse tentando mudar de situação.
– Ahh..claro. Vai lá, Ness. – Disse ele também envergonhado.
Fui saindo da biblioteca, e quando passei pelo meu pai dei um sorriso amarelo. Ele me olhou de relance, mas não falou nada. Resolvi ficar na minha e ir pegar minha bolsa. Algo me diz que o papai não está lidando um tanto bem com essa historia.
Pov Jake
Logo depois que a Ness saiu da biblioteca, depois do nosso “momento”, Edward ficou me olhando com serio. Não entendi por que ele estava assim.
– Queria que eu deixasse ela se estatelar no chão? – Perguntei inocente.
– Não, mas também não precisava “soltá-la” daquele jeito. – Ele falou se aproximando. – Eu só não te ataquei, porque Nessie iria ficar muito brava comigo. Mas eu não quero você agarrando minha filha . E ainda por cima, na minha casa.
– Eu não estava fazendo isso. – Falei dando de ombros.
– Jacob, eu vi o jeito que vocês estavam. Se eu não tivesse aparecido, vai saber o que vocês estariam fazendo agora. – Ele disse fazendo uma careta. – Eu fico feliz que vocês se amem, mas você não tem o direito de fazer isso com ela.
– Como assim?
– Estou dizendo que você nem é namorado dela ainda pra fazer essas coisas. E NEM MESMO QUANDO FOR, vou deixar vocês se agarrarem. – Ele falou com se fosse um aviso.
– Eu sei disso. Ia pedir ela em namoro hoje. – Eu falei sorrindo quem nem um bobo.
– Você não pediu minha permissão para isso. – Ele falou cruzando os braços. Revirei os olhos.
– Tá! – Suspirei. – Edward Cullen, você me daria a honra de ser namorado de sua filha, Renesmee Cullen? – Falei implorando.
– Não. – Ele disse dando de ombros.
– O QUE? – Ele deu risada.
– Estou brincando, Jacob. – Suspirei aliviado. Ele veio até mim, e apertou minha mão. – Eu deixo você pedi-la em namoro. – Ele sorriu, mas de repente apertou mais minha mão, quase quebrando meus dedos. – Mas se você magoa-la eu te mato!
– Ok-k. – Eu gaguejei. O Edward sabia mesmo dar medo nas pessoas. Ele sorriu e foi saindo da biblioteca. Mas antes e virou e disse:
– Sei que você a fará feliz.
E nisso ele saiu. Deixando-me sem falas. Às vezes acho que o Edward é bipolar...
Mas nada disso importa. Hoje vou pedir Renesmee Cullen em namoro!
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