Notas iniciais
OI leitora queridas!!
Finalmente, o capitulo tao esperado chegou. espero que tenha ficado bom o bastante.

Essa semana eu nao sei como vai ficar as postagens devido as aulas, mas prometo atualizar assim que possivel.

por favor..recomendem minha historia, se nao vou ficar triste..

mas emfim

boa leitura!!

Pov Nessie

Eu estou com o pressentimento de que meu coração vai sair pela boca a qualquer momento. Daqui a alguns segundos, meu melhor amigo vai entrar por aquela porta, pra me levar no meu primeiro encontro. Não sei como vai ser o clima entre a gente, principalmente porque minha família, sem querer ofender, é muito intrometida. Quando ele chegar, aposto que todos vão fazer um comentário, principalmente meu pai.

Apurei meus sentidos e ouvi a respiração de Jacob. Estava irregular. Ele parecia nervoso. Não sei se tanto quanto eu, mas estava. Antes que ele pudesse abrir a porta, meu avô se apressou, e foi recebê — lo.

– Boa noite, Jacob. – Meu vô disse com um sorriso singelo no rosto. Estava tudo parecendo normal, por enquanto.

– Oi. – O Jake parecia envergonhado. Seus olhos varreram cada canto da sala, e finalmente me encontraram. – Oi Ness. – Ele falou sorrindo.

– Oi. – Eu falei envergonhada.

– As regras são as seguintes... — Meu pai começou a falar. Lá vem. – Cuide da minha princesinha, não a perca de vista. Quero ela em casa às 22 horas em ponto. – Meu pai falava, e se aproximava de Jake com um olhar mortal. – Se ela chegar em casa chateada com qualquer coisa, nem que seja com esse seu tênis surrado, você esta morto. Entendeu? – Meu pai falou serio.

– Ah..Ok. – Era a primeira vez que eu via o Jake com medo de meu pai.

– Ótimo. – Meu pai falou seco. – E só mais uma coisa: Cuidado com a mão boba. – Quando ele falou isso, cubri meu rosto com minhas mãos, da forma mais teatral possível. Eu queria sumir. Isso é coisa pra falar pro Jacob?! Só dava meu tio Em dando risada. E o Jake estava um pimentão, que nem eu.

– Pare de envergonhar as crianças, Edward! – Disse minha mãe. Valeu, mãe! – Eles só vão sair. Agora, pare com essa neura e seja mais educado. – Minha mãe que dava as ordens. Se ela falava, meu pai não podia discutir.

– Tá! – Meu pai falou se rendendo. – Tenha um bom encontro, minha filha. – Ele veio até mim, e depositou um beijo em minha testa. – E quanto a você... – Meu pai olhou para Jacob. – Está avisado. Boa noite. – Dito isso, ele foi se sentar no sofá. Eu resolvi por um fim naquilo, e comecei a andar em direção a Jake. Queria sair logo, antes que mais alguém falasse algo constrangedor.

A cada passo que eu dava, ficava mais corada. Jake me olhava de uma forma que nunca vi antes. Será que é o que estou pensando? Ficaria feliz, se Jacob me correspondesse.

– Esperem aí! – Disse minha tia Rose, interrompendo meus devaneios apaixonados. – Falta eu dar meu recado. Não magoe minha sobrinha, cachorro. – Ela falava de um jeito como se eu estivesse indo casar. É só um encontro. Credo!

– Já entendi loira azeda. – Disse Jake. Nunca perde a oportunidade de xingar minha tia. Eles nunca vão se entender. Ela simplesmente o olhou e bufou. Percebi que ela ia retrucar, mas antes que ela falasse algo, minha tia fada me salvou:

– Chega! Deixa eles irem logo. O Jacob já entendeu o recado. – Ela falava impaciente.

– Eu concordo. Vamos Jake. – Eu falei querendo sair daquela situação. Mas sempre tem alguém pra atrapalhar.

– E aí Jake, você vai...

– Tchau gente!! – Eu falei interrompendo a frase maliciosa do meu tio Em, e puxando Jake pra fora de casa. Eu devia estar um pimentão. Essa minha família é muito exagerada.

Fomos até o Rabbit de Jake em silencio. Ele abriu a porta do carro, com cavalheirismo. Eu agradeci e sentei no banco do passageiro. Ele deu a volta no carro, e entrou sorridente. Antes de dar partida, se virou pra mim e disse:

– Desculpe não ter falado antes, mas é que a situação estava meio complicada... – Eu o olhei, confusa. – Você esta linda, Nessie. – Corei.

– Obrigada. Você também não está nada mal. – Eu falei sorrindo. Eu me sentia tão eu mesma ao lado de Jake. – Aliás, me desculpe pelos comentários da minha família. Principalmente pelo meu pai. – Falei sincera.

– Ta tudo bem. Ele é seu pai. É normal que ele fale aquilo. E quanto à loira, estou acostumado. – Ele falou divertido.

Eu sorri. Mesmo sendo um encontro, estava tudo normal entre a gente. Sem constrangimento de agora ser diferente. Só espero que ele goste de mim.

Ele ligou o carro, e partimos pela estrada. Olhávamos-nos de relance, e sorriamos. Eu estava feliz. É meu primeiro encontro, e com o cara que eu amo. Nunca fui muito religiosa, mas mesmo assim: Obrigada, Grandão.

Grandão é o nome que às vezes eu digo pra me referir a Deus. Eu já li a bíblia varias vezes. Acho bonita, a historia. Se sacrificar pelos outros é uma grande decisão. Eu faria isso, caso precisasse. Principalmente pelo Jake. Amo ele mais do que minha própria vida. Sorri com esse pensamento.

– O que esta pensando? – Perguntou Jake, percebendo meu sorriso.

– Nada não. Só estou feliz. – Fui sincera. Ele sorri abertamente. Aquele sorriso era de tirar o fôlego. – Mas então, onde nós estamos indo?

– Eu pensei em pegar um cinema ou comer em algum lugar. O que você acha? – Ele falou sugestivo.

– Eu adoraria ir ao cinema. Se você quiser, é claro. – Eu falei.

– Vamos ao cinema, então. – Ele falou sorrindo. Tão lindo.

Fomos a um cinema que tinha aberto em La Push recentemente. O lugar é muito bonito. Fica numa avenida cheia de lojas e lanchonetes. É grande, e tem um letreiro que sempre indica o filme mais famoso que esta passando no momento.

– Vamos? – Disse Jake abrindo a porta do carro, e me estendendo a mão.

– Claro! – Eu sorri e peguei na sua mão. Um arrepio subiu pela minha espinha. A pele de Jake é tão macia. E seu toque tão suave. Um verdadeiro príncipe.

Fomos até a entrada. Na parede tinha milhares de cartazes com os filmes que estavam disponíveis. Tinha romance, comedia, terror, ação. Eu não sabia qual assistir. Tinha que ser um que o Jake também gostasse.

– O que você quer assistir Jake? – Indaguei.

– O que você quiser meu anjo. – Ele falou carinhoso. Corei e sorri ao mesmo tempo.

– E se assistirmos esse? – Apontei para uma comedia romântica. Ele sabe que eu não gosto de filmes terror. Sou muito medrosa.

– Ok! – Ele falou animado.

Fomos à bilheteria e compramos os ingressos. A moca que estava lá ficava olhando pro Jake de uma forma que eu não gostei nem um pouquinho. Eu sei que não sou namorada dele, mas não gosto de ver as mulheres dando em cima dele. Ela ficou olhando o corpo dele. Eu simplesmente a olhei. Acho que o instinto humano dela alertou o perigo, porque depois do meu olhar, ela se aquietou. Não sei se o Jake notou, mas nem ligo. A mulher era muito atirada pro meu gosto.

Fomos comprar umas guloseimas pra comer durante o filme. Eu pedi um refri pequeno, e o Jake, um grande. Pedimos uma pipoca, tamanho extragrande. Íamos dividir. Eu não ia comer nem metade, mas o Jake....

Em fim, entramos na sala de cinema, e fomos sentar no fundo. Eu estava nervosa. Eu já vi em vários filmes, o que os casais fazem na sala de cinema. Se bem que eu e o Jake não somos um casal. Mas mesmo assim, fico um pouco receosa.

Sentamos e o filme começou. Teve uma hora que eu fui pegar pipoca e ele também foi. Quando nossas mãos se tocaram, levei um tipo de choque. Corei na hora. O Jake só deu uma risadinha e continuou a assistir o filme.

Teve um momento no filme, que o casal principal começou a se beijar, e aí um povo que estava sentado na nossa frente, começou a dar uns amassos bem vulgares. Fiquei um pimentão. Esse povo não tem vergonha, não? Ficam se agarrando no meio do cinema. Eu e o Jake ficávamos tentando assistir o filme, mas parecia que os pombinhos, faziam acrobacias. Não dava pra ver a tela direito. Eu estava começando a ficar nervosa.

– Ness, vamos ir a outro lugar? – Perguntou o Jake. Ele também estava desconfortável com a situação.

– Vamos. – Falei me levantando. Não queria presenciar o casal safado.

Nós saímos do cinema. E jogamos o saco de pipoca vazio no lixo.

– Nossa Nessie. Você ta vermelha. – Falou ele divertido.

– Mas também, né? Aquele povo é muito safado. No meio do cinema?! Não dava nem pra ver a tela direito. – Eu falei reclamando. Ele deu uma risadinha, e passou os braços pelos meus ombros. Quando ele fez isso, embora eu estivesse envergonhada, me senti segura. O calor que emanava de Jacob era reconfortante

– Aonde você quer ir agora, pequena? – Ele perguntou gentil.

– Eu não sei. – Perguntei abaixando a cabeça.

– Você já foi num parque de diversão? – Ele perguntou. Eu neguei. – Abriu um aqui perto. Você quer ir?

– Eu adoraria. Dizem que são muito divertidos. – Ele sorriu.

– Vamos a pé. É aqui do lado. – Eu assenti.

A noite estva agradável. Embora seja Forks, não estava muito frio. Tinha estrelas no céu, e a lua estava linda. Eu particularmente, estou adorando o encontro. Principalmente, porque nesse momento, estou abraçada com o Jake, a caminho do parque de diversões. Ficar abraçada com ele é muito bom. Faz minha necessidade de contato aumentar. Tenho que me controlar, porque não sei se ele gosta de mim do mesmo jeito, mas estou aproveitando.

Chegamos no parque, e eu olhei maravilhada. É um parque típico de cidade pequena. O chão é de uma grama verdinha, que emana um perfume refrescante. Os brinquedos cheios de luzes coloridas eram lindos. Nunca tinha ido num parque de diversões antes, porque minha mãe tinha medo.

– O que acha? – Perguntou Jake interrompendo meus pensamentos.

– Aqui é lindo. Obrigada por me trazer. – Eu disse o olhando e sorrindo.

– Que bom que gostou. – Ele sorriu. – Quer ir em qual brinquedo primeiro?

– Hum....Naquele. – Apontei pra um castelinho do terror. Eu tinha medo, mas ao mesmo tempo fiquei curiosa. Não deve ser tão assustador.

– Tem certeza? – Ele perguntou receoso.

– Ah claro. É só um brinquedo. – Eu disse nem ligando. Ele sorriu e fomos em direção ao brinquedo.

Nem precisamos ficar na fila, afinal o parque não estava tão cheio. Entramos, e um cara fantasiado de mordomo morto-vivo, nos recebeu. Eu achei graça da maquiagem dele. Era bem real, mas não dava tanto medo.

– Entrem e deem uma volta no nosso castelo. – O mordomo falou com uma voz rouca, apontando para um trenzinho, que tinha o Frankstein como motorista.

Sentamos e o trenzinho começou a andar. Andava bem devagarzinho. Entrou por um corredor escuro, e do nada, luzes começaram a piscar, e deu pra ver um monte de estatuas de terror. Tinha umas, com pessoas morrendo. Um monte de coisa fajuta. Nem deu medo. O Jake só dava risada.

Nisso, o trenzinho parou e o motorista falou com uma voz temerosa:

– Agora, vocês andam sozinhos. – Aí ele simplesmente saiu, e nos deixou lá no meio do escuro.

– E agora? – Eu perguntei. Estava começando a ficar com medo.

– Sei lá, vamos seguir em frente. – O Jake falou dando de ombros.

Começamos a andar, e de repente, ouço um grito agonizante. Assustei-me e apertei o braço do Jake.

– Calma pequena. Como você disse, é só um brinquedo. – Ele disse me puxando mais pra perto dele, e me abraçando. – Vamos. – Ele é tão carinhoso.

Começamos a andar novamente. Eu tomava um susto ou outro, mas nada tão preocupante. O Jake sempre me apertava mais quando acontecia alguma coisa. Sempre atencioso.

Quando estávamos quase no final do corredor escuro, surge um cara com uma serra elétrica. Eu levei um susto do caramba e dei um grito. O cara começou a correr atrás de nós. O Jake pegou minha mão e me puxou. Saímos correndo do castelinho do terror. Quando chegamos lá fora, caímos na gargalhada.

– Que susto! – Eu disse me acabando de rir.

– Sua cara foi impagável! – O Jake disse rindo. Comecei a rir mais ainda. Depois de alguns segundos dando risada, decidimos ir na montanha russa de madeira.

Entramos no carrinho, e o moço fechou a trava. Eu estava um pouco receosa, afinal a descida era muito grande, mas o Jake estava do meu lado, então tudo bem...

O carrinho começou a subir. Dava pra ver o parque inteiro daquela altura.

– Você esta com medo Ness? – Perguntou o Jake preocupado.

– Não, ta tudo bem. – Quando terminei de falar, o carrinho desceu com tudo. Segurei na trava e no braço de Jacob. Era tão rápido, mas tão divertido. Me senti livre. O vento batia no rosto rapidamente, mas a sensação era boa. E depois de muitas curvas, descidas e subidas, o carrinho parou e nós descemos.

– Gostou? – Perguntou o Jake divertido.

– Amei! Dá um friozinho na barriga, mas é divertido. – Eu falei animada.

– Fico feliz que esteja se divertindo. – Ele falou sorrindo. – Você já comeu algodão doce?

– Não. Por que eu iria comer algodão? – Perguntei confusa. Ele deu risada. Não entendi o por que.

– Vem, Ness. – Ele falou passando o braço por cima do meu ombro.

Andamos mais um pouco, e ele falou que ia comprar o tal do algodão doce. Sentei num banco e esperei. Depois de alguns minutos, o Jake volta com um negocio cor de rosa. Parecia algodão mesmo.

– Nossa. Por que vendem algodão no parque? – Perguntei confusa. Ele deu risada e disse:

– Não é algodão , Ness. Só chamam assim, porque parece como um. Experimenta. – Ele pegou um pedacinho e me deu.

Coloquei na boca, e senti um gosto maravilhoso. Era doce e derretia na boca.

– O que achou? – O Jake perguntou.

– É delicioso. – Falei e peguei mais um pedaço. – Deviam vender esse treco no supermercado. – Eu disse olhando o negocio cor de rosa. O Jake deu risada e começou a comer também. Um minuto depois, meu telefone toca.

Peguei minha bolsa. Na hora que fui pegar o celular, meu livro de historias caiu no chão. Eu o levo pra todo lugar, desde que minha tia Aly tentou pegar escondido.... O Jacob pegou do chão e olhou. Não abriu, mas ficou examinando o livro. Enquanto ele olhava, atendi o celular

– Alo.

– Oi filha. – Era meu pai. – Como esta o seu encontro?

– Ta tudo ótimo.

– Hum, posso saber o que vocês fizeram até agora? – Meu pai perguntou. Ele queria mesmo saber, é se eu e o Jacob, se beijamos ou coisa do tipo. Ele era muito protetor às vezes.

– A gente foi no cinema, mas devido a alguns acontecimentos, nós saímos de lá e viemos para o parque de diversões. – Eu respondi. Como o Jake tinha audição boa, ele também estava ouvindo a conversa. Rezei pra que meu pai não perguntasse nada comprometedor.

– Por que vocês tiveram que sair do cinema?

– Nada pra se preocupar. Era só um casal sem vergonha que sentou na nossa frente. – Quando eu falei isso, o Jake deu risada. Ouvi as gargalhadas do meu tio Em do outro lado da linha.

– Hum. Vou passar pra sua mãe. Tchau filha. Mande o Jacob se comportar. – O papai disse. Eu e o Jake reviramos os olhos.

– Ta pai. Tchau. – Respondi sem paciência. Depois de um segundo, ouço minha do outro lado da linha.

– Oi, meu bebe.

– Oi mãe.

– Como está aí?

– Ta tudo bem. – Respondi. Ela é tão preocupada.

– Vocês já se beijaram?

– Meu Deus mãe!! Tchau. – Desliguei o telefone na cara dela. Isso era coisa pra perguntar? O Jake ouviu a conversa. Com que cara eu olho pra ele depois disso?

Olhei pro Jake e ele estava com um sorriso divertido nos lábios. Corei.

– Que foi? – Me fingi de desentendida.

– Nada... – Ele mentiu. – Que livro é esse Ness? – Ele olhou pro meu livro de historias.

– Não é nada. – Peguei o livro das mãos dele. – Só historias que eu escrevo.

– Interessante. Sobre o que? – Perguntou.

– Baseadas na minha vida, mas na historias são todos humanos. – Falei guardando o livro em minha bolsa.

– Eu estou nessa historia? – Eu assenti. — Hum..Vamos na roda gigante?

– Claro. – Respondi animada.

Fomos à roda gigante. Teve uma hora que ela parou, e nossa cabine ficou bem no alto. Dava pra ver o parque todo. A vista era linda.Sem falar que começou um show de fogos de artifício. Parecia mágico.

– A vista é tão bonita. – Eu falei admirada. – Eu estou adorando nosso encontro, Jake. — Ele me olhou e sorriu.

– Eu também. – Ele foi sincero. Achei que era a hora de perguntar.

– Por que você me chamou pra sair? – Eu estava curiosa em relação a esse fato.

– Bom... – Ele parecia envergonhado. – Eu realmente gosto de você, Ness. – Quase desmaiei quando ele falou aquilo. — Tinha medo de te chamar pra sair, mas aí a Leah disse que você meio que também gostava de mim. – Eu sabia que tinha dedo dela nisso. — E aí eu tomei coragem, e aqui estamos nós. – Ele estava meio corado. – E por que você aceitou sair comigo?

– Porque na hora, eu fiquei feliz, e também não queria te deixar magoado. – Ele abaixou a cabeça. – Mas não é só por isso, Jake. – Ele olhou pra mim. — Eu também gosto de você. – Eu falei e ele sorriu. Não sei se aquilo era realmente uma declaração, mas agora eu sabia que ele também gostava de mim também.

Ficamos nos olhando, e ele foi se aproximando. Seria meu primeiro beijo!

Jake estava tão perto. O seu cheiro amadeirado foi ficando mais forte, e eu já conseguia sentir o seu halito de menta na minha boca. Quando estávamos quase se beijando, a roda gigante deu um solavanco e começou a descer. Nos afastamos na hora. Demos um sorriso amarelo um pro outro, e ficamos meio envergonhados.

Suspirei. Aquele podia ter sido meu primeiro beijo, e com o Jacob. Mas a porcaria dessa roda gigante acabou com o clima. Droga!!

– Hora de descer pombinhos! – Disse o cara que controlava o brinquedo. Corei com o que ele falou. Estava tão evidente assim?

Fomos andando em silencio pelo parque. Aquilo estava constrangedor. Até que passamos em frente de uma barraquinha de gincanas, e eu vi um lobinho de pelúcia meio grande, que parecia com o Jake.

– Ness?

– Hum?

– O que você está olhando? – Ele perguntou confuso.

– Nada, só achei aquele lobinho de pelúcia parecido com você. – Apontei pra barraca de gincanas onde o lobinho se encontrava. Ele sorriu e foi em direção a barraca. O Segui.

– O que tem que fazer pra conseguir aquele lobo de pelúcia? – O Jake perguntou ao cara da barraca.

– Acertar naquele balde 3 vezes seguidas. 5 pratas pra cada 3 tentativas. – Disse o cara. O Jake o pagou e começou a atacar as bolinhas. Ele conseguiu acertar as três vezes consecutivas, de primeira. O homem ficou meio bravo pelo Jake ter conseguido tão rápido, e entregou o bichinho de má vontade.

– Isso é pra você, Ness. – O Jake me entregou o lobinho que por sinal era enorme.

– Não precisava, Jake. Mas mesmo assim, obrigada. – Eu agradeci e dei um beijo na bochecha dele. Não sei onde achei coragem pra isso, mas mesmo assim o fiz. Ele sorriu e passou um braço pelo meu ombro.

– Já ta hora de te levar pra casa. – Ele disse olhando no relógio.

– Ok. – Eu disse sorrindo. – Mas me deixa no chalé?

– Por que?

– Porque eu não quero aturar as perguntas da minha família. Eles fazem muito estardalhaço. – Ele deu risada e assentiu.

Andamos mais um pouco e entramos no seu Rabbit. Fiquei meio triste porque nosso encontro tinha acabado, mas foi muito divertido.

– Amanha a gente podia tomar um sorvete depois do almoço. O que acha? – O Jake perguntou cortando o silencio que se estabelecera desde que entramos no carro.

– Eu adoraria. – Sorri. – Vou ligar pro meu pai para dizer que vou ficar no chalé. – Ele assentiu. Disquei o numero de casa e meu pai atendeu. Eu aposto que ele estava do lado do telefone este tempo todo.

– Pai?

– Oi filha. Já esta na hora de voltar pra casa.

– Eu sei. Já estamos a caminho. Só liguei pra avisar que o Jake vai me deixar no chalé.

– Por que no chalé? Vocês aprontaram alguma? – meu pai perguntou desconfiado. Jake revirou os olhos.

– Não pai. Eu só não quero estardalhaço quando eu chegar em casa. Vou direto pro chalé e ponto. – Falei sem paciência. Não entendo meu pai. Ele que foi a primeira pessoa que falou pra eu me declarar pro Jake, e agora fica com essa neura. Aff...

– Tudo bem. Mas quando você chegar em casa, vou ler sua mente, mocinha.

– Ta pai. Tchau. – Desliguei o telefone. – Ele é tão neurótico. – Eu pensei alto.

– Nem me fale. – Disse o Jake revirando os olhos.

Depois dessa curta conversa, ficamos em silencio. Eu comecei a ficar nervosa. Será que eu ia finalmente dar o meu primeiro beijo? Espero que sim! Mas ao mesmo tempo fiquei insegura. O Jake já deve ter beijado, mas eu não! Não sei como é.

– Chegamos. – Disse o Jake saindo do carro. Ele deu a volta e abriu a porta pra eu sair. Saí e fiquei de frente pra ele. – Eu adorei sair com você Nessie.

– Eu também adorei, Jake. – Eu sorri e abaixei minha cabeça. Não sei o que fazer agora. Entro em casa ou fico aqui? Ai meu Deus!

– Ness?

– Hum? – Eu perguntei de cabeça abaixada. Que vergonha!

E finalmente aconteceu. Ele levantou meu queixo, e foi se aproximando. Alternava o olhar entre minha boca e meus olhos. Eu já conseguia sentir o seu halito de menta na minha boca. E de repente, senti a suavidade de seus lábios nos meus. Tinham um gosto de canela tão bom....

Ele pediu passagem com a língua e eu cedi. Não sabia o que fazer, então deixei meu instinto me levar. Uma de suas mãos foi pra minha nuca, me prendendo mais a ele. E eu finquei minhas unhas em seus largos ombros, afinal eu queria mais de Jake. Ele fez com que milhões de sensações desconhecidas se despertassem em mim. Eu tinha necessidade dos toques dele. Nossas línguas travavam uma batalha deliciosa. Pena que tudo o que é bom, tem que acabar. Nós precisávamos de ar. Nos separamos ofegantes, e ficamos com as testas coladas. Ficamos um tempo assim, até que ele me deu um selinho e disse:

– Boa noite, minha Ness. – Eu sorri.

– Boa noite, meu Jake.

Nos separamos, peguei minha bolsa e o bichinho de pelúcia e fui em direção a porta de casa. Eu ficava olhando pra trás de vez em quando, e encontrava-o sorrindo encostado em seu carro.

Olhei pra trás e tropecei de tão boba que eu estava. Acabei de dar meu primeiro beijo, e foi com o Jake. O homem que eu amo. Tão lindo e romântico...

Dei um aceno de tchau pra ele e entrei em casa. Fechei a porta e suspirei.

– Ai..ai...eu amo esse homem. – Pensei alto. E é verdade. Eu amo Jacob Black.

Notas finais
espero que eu tenha detalhado bem como foi o encontro e principalmente o beijo....comentem e recomendem...espero q vcs tenham gostado