Uma História JakeNess - Como Acho Que Deveria Ser
16 Capítulo 17 - Conversas e apostas
Notas iniciais
espero que gostem...
Pov Nessie
Chegamos na casa de Emily, e ela já estava na porta me esperando.
– Oi Emily, ta bonitona, hein? – Eu disse brincando. Ela estava com um vestido vermelho lindo.
– Obrigada Nessie. Aqui esta um dinheiro pra você pedir uma pizza mais tarde. – Ela disse me entregando quase mais de 100 dólares.
– Nossa, é muito dinheiro. Eu e a Zuri não comemos tudo isso, não. – Eu disse arregalando os olhos.
– Como, agora as redondezas estão mais calmas, alguns meninos não vão fazer ronda. E aí eles vão ficar aqui. A Leah juntou quase todo mundo, pra comer e conversar. Coisas dela. – Ela falou revirando os olhos. – E você sabe que esses aí, são um bando de esfomeados. Por isso, peça bastante pizza.
– É verdade. – Concordei.
– Ei! – Disse o Jake, se fingindo de ofendido.
– Você sabe que é verdade. – Eu disse olhando pra ele. Ele assentiu dando risada.
– Sam, vamos logo. – Gritou Emily. Em um segundo, o Sam apareceu, todo arrumado. Nunca o tinha visto assim.
– Desculpe a demora. – ele olhou pra ela. O amor deles era tão bonito. Quem me dera ter um assim. – Oi. – Ele disse olhando pra gente. – Bom, a Emily já deve ter falado com você sobre a comida. Não se esqueça de colocar a Zuri na cama as 21:00. – Ele disse. – Agora vamos, Emi. Tchau pra vocês. – Nós só assentimos.
Entramos na casa e olhamos. Quase todo mundo estava lá. Eu sorri. Pra mim o pessoal de La Push é minha família também.
– Oi gente. – Falei. Eles nos olharam e deram oi. A casa estava cheia e bagunçada.
Zuri estava brincando com Claire. Claire tinha 9 anos. Antes eu brincava com ela, mas depois que eu cresci, eu mudei meus interesses. Era estranho, afinal ela era mais velha que eu, mas eu aparentava muito mais que ela. E ela também mudou seus interesses. É nessa idade que começa aquelas paixonites de escola. É engraçado. Afinal, ela é imprinting do Quil e ele morre de ciúmes. Depois eu explico o que é imprinting. Continuando...
Embry, Seth, Quil, Paul,Fred (namorado da Leah) e Brad estavam conversando animadamente. O Collin não estava, sei lá o por que. Leah e Rachel deviam estar na cozinha.
– Oi Nessie! – Disse Claire. Eu não tinha visto ela hoje. Pra ela, a gente tinha dado a mesma explicação que demos pra Zuri. Ela sabia que eu era diferente.
– Oi. – Eu disse.
– Eu tenho uma novidade. – Ela falou, e foi me puxando pra sentar no sofá. Jake sentou do meu lado. – Eu tenho um namorado.
– O que?! – Eu perguntei assustada. Desde quando ela tem idade e mentalidade pra namorar?
– É. Ele um menininho da escola, tem a mesma idade que eu. – Ela disse orgulhosa. Devia ser aqueles namoricos de criança, mas mesmo assim é estranho.
– Ah. – Foi tudo o que eu disse. Eu olhei pro Quil procurando alguma resposta e ele disse:
– Eu tentei convencer ela, mas fazer o que. – Coitado. Ver o próprio imprinting namorando outra pessoa. Mesmo sendo só coisa inocente de criança, deve machucar.
– Oi Nessie. Eu já fiz a lição da professora chata. – Disse Zuri me abraçando.
– Que bom, Zuri. – Eu disse a pegando no meu colo.
– Nessie? — Perguntou o Seth. Eu o olhei. – Preciso de um conselho.
– Sobre? – O Seth sempre vinha me pedir conselho.
– É que... – Os meninos começaram a rir. – Eu comecei a namorar uma garota.
– Outra, Seth? – Eu perguntei decepcionada. Depois de muito tempo, procurando por um imprinting, ele desistiu, e virou pegador que nem o Embry.
– Pois é, Nessie. Parece que cada mês é uma. – A Leah disse, entrando na sala junto com a Rachel.
– Não briguem comigo. Foi ela que me pediu em namoro. – Ele se defendeu.
– Que estranho. Normalmente é você que pede. – Eu falei confusa.
– Eu sei, mas de qualquer forma, eu aceitei. Só que a garota é um grude só. Quero terminar com ela e não sei como. O que eu faço? – Seth perguntou.
– Seja sincero e gentil. – Falei.
– Todo mundo já disse pra eu fazer isso. Grande conselho. – Ele falou irônico.
– Me desculpe, mas eu não sei o que dizer. – Eu falei sinceramente. – Eu nunca nem COMECEI um namoro. Você acha mesmo que eu sei terminar? – Perguntei.
– É verdade. Mas aquela garota é muito grudenta. Vou terminar de uma vez. – Ele disse decidido.
– Vocês só sabem arrumar menina chata. – Disse Leah olhando para o Embry e para o Seth.
– É verdade. Qual o nome daquela menina que você namorou ano passado, Embry? – A Rachel perguntou.
– Valerie. – Ele respondeu.
– A menina era uma metida. – O Jake falou. Eu concordei.
– A menina era uma va...
– Leah! – Eu a repreendi. Ela não podia falar esse tipo de coisa na frente das crianças.
– Vacilona! Só ia dizer isso! – Ela se fingiu de inocente.
– Sei. – Falei desconfiada. – Eu vou pedir as pizzas, do que vocês querem? – Perguntei.
Eles falaram quase toda a lista de sabores. Meu deus! Como comem! Em fim, eu pedi umas 10 pizzas. Cada uma era meio a meio. A gente fez tipo uma vaquinha, pois não achávamos certo a Emily pagar tudo.
Como não sobrou dinheiro pra pedir refrigerante, eu, a Leah e a Rachel, fomos na casa da Leah pegar uns refris que ela tinha comprado mais cedo.
Quando chegamos lá, logo que eu entrei, a Leah trancou a porta.
– Desembucha!!! – As duas falaram pra mim.
– O que? – Fiquei confusa.
– Por que você esta fazendo isso? – A Rachel perguntou.
– Fazendo o que? – Não estava entendendo nada.
– Se afastando do Jacob. Nós vimos hoje no almoço. – Leah acusou.
– Eu ESTAVA me afastando dele, mas percebi que isso não vai adiantar. – Falei sincera.
– Percebeu que você deve se declarar logo? – Rachel perguntou.
– Eu não vou fazer isso. Ele me ama, mas não do mesmo jeito.
– Como assim?– A Leah perguntou.
– Agora a pouco, quando estávamos vindo pra cá, eu perguntei se ele já tinha namorado ou gostado de alguma menina. Ele falou que sim, mas disse que foi uma paixão meio sem fundamento. – As duas pareciam que já sabiam disso. – Aí, ele perguntou o por que de eu ter tocado no assusto. E eu falei que nunca o vi saindo com ninguém, e presumi que a culpa era minha. Aí ele fez um discurso, dizendo que não era minha culpa que eu era a garota da vida dele e não era pra eu duvidar do amor que ele sente por mim — As duas sorriram. – Mas eu sei que esse amor não é o mesmo que eu sinto por ele. – Elas reviraram os olhos.
– Você já pensou em se declarar e descobrir o que ele sente? – Falou a Rachel.
– Já, mas eu tenho medo, e na única vez que eu tentei, o meu celular tocou e eu perdi a coragem.
– Ganhe coragem de novo. – Disse Leah.
– A que custo? Ele é muito mais velho, e deve gostar de garotas mais experientes. – Falei triste. – E alem disso, como eu vou namorar ele em paz? Eu sou uma híbrida e ele um lobo. Não ia dar certo. E eu só queria um namoro normal. – Falei sentindo as lagrimas nos meus olhos. Eu nunca teria paz pra ficar com ele.
– Não fique assim, amiga. – Disse Rachel me abraçando e me puxando pra sentar no sofá com ela.
– Namoro normal, como?- Perguntou Leah, sentando do meu outro lado.
Respondi explicando como seria o meu namoro ideal. Aquele que tem o mocinho e a mocinha, tem os encontros e blá, blá,blá.
Terminei de explicar e disse:
– Eu sei que é idiota, mas eu só queria ter pelo menos, uma coisa normal na minha vida. E sem interferência dos Volturi.
– Não é idiota. É normal você querer um namoro assim. Você nunca gostou ou ficou com alguém. A maioria das meninas sempre criam grandes expectativas no seu primeiro amor. – Rachel disse.
– Mas pelo menos, a maioria das meninas é normal e não é vigiada por um bando de vampiros italianos. E pelo menos elas são correspondidas. – Falei abaixando a cabeça.
– Calma Nessie. Vai dar tudo certo. Depois a gente conversa melhor. Temos que pegar os refrigerantes. Mas não fique triste,ok? – Disse Leah me abraçando. Eu assenti.
– E não se afaste mais dele, ele pode ficar triste com você. – Disse Rachel. Pior que é verdade. Ele pode acabar pensando besteira e se decepcionando comigo.
– Ok, vamos logo com isso. – Eu disse me levantando e secando minhas lagrimas.
– Na verdade, eu e a Rachel vamos resolver uma coisa. Leve essas duas garrafas de refri pra casa da Emi. Daqui a pouco nó vamos. Pode ir na frente. – Disse Leah. Eu estranhei, mas fui mesmo assim.
Fico feliz de ter desabafado com elas. A Leah e a Rachel são as melhores amigas que alguém pode ter.
Quando cheguei na casa de Emi, não ouvi vozes. Estranho. Entrei e me deparo com todos me olhando. As únicas que não estavam me encarando eram Claire e a Zuri, que estavam entretidas com algum jogo.
Ignorei os olhares e coloquei os refris em cima da mesa da cozinha. Quando voltei pra sala, estavam todos sérios. Por que parece que ta todo mundo estranho hoje?
– Aconteceu alguma coisa? – Perguntei sem entender o por que dessa seriedade.
– Nada não. – Eles responderam.
– Então Nessie...- O Embry puxou assunto. Estavam todos me analisando. – Você e as meninas demoraram. Estavam conversando? – Não parecia que ele estava perguntando, e sim, confirmando.
– Sim, a gente conversou sobre algumas coisas. – Falei dando de ombros. Pergunta estranha.
– Interessante. – Disse o Seth. – E sobre o que vocês conversaram?
– Coisas da vida. – Tecnicamente eu não estava mentindo, mas também, eu não ia falar sobre o que exatamente.
Eles me olharam. Pareciam que queriam desvendar algo. O Jake me olhava ansioso. Parecia que estava esperando uma resposta a mais.
– Então gente, vamos comer? – Perguntei percebendo que as pizzas já tinham chegado. Eles assentiram. Mas continuaram estranhos.
No resto da noite, as garotas chegaram, também estranhas, mas em fim...A gente comeu, conversou, eu coloquei a Zuri pra dormir... Foi legal!
E dessa vez, eu não ignorei e nem me afastei do Jake. Percebi que ele ficou mais aliviado, quando viu que eu não estava mais estranha com ele.
Eu conversei um pouco com a Claire, fazia tempo que eu não falava com ela. Aconselhei ela a terminar com esse namoradinho dela, afinal ela era muito nova e também tinha o Quil, mas não o mencionei na conversa. Ela concordou. Depois de um tempo o Quil foi embora com ela, afinal já estava ficando tarde.
Depois que ela foi embora, resolvi conversar com os outros:
– Quem quer sorvete? – Eu perguntei. Todos disseram que sim.
Fui pra cozinha, abri o freezer e peguei o sorvete. Mas quando olhei melhor lá dentro, tinha um livro. Era um livro de terror chamado “O Iluminado”.Oxi!
Fui pra sala e perguntei:
– O que é que esse livro tava fazendo dentro da geladeira?
– É meu! – Disse o Embry pegando o livro da minha mão. – O livro é muito assustador.
– E por causa disso, você o coloca na geladeira? – Eu perguntei dando uma risadinha. Todos estavam rindo.
– Lógico! Como eu disse, esse livro é muito assustador. Já li milhares de vezes, mas sempre dá medo. Por isso, quando eu sinto medo, eu o coloco no freezer. – A lógica dele era ridícula. – Esse livro tem muito mais emoção do que qualquer outro. – Ele disse se gabando.
– Mas só tem terror. – Eu contra ataquei. – Tem que ter mais emoção do que isso. Um dos primeiros livros que eu li, se chama “Adoráveis Mulheres”. Se passa durante a Guerra Civil americana. São 4 irmãs que enfrentam problemas. Envolve amor, amizade, ação e mortes. – Eu disse.
– Ah é? Vamos fazer assim. Eu leio “Adoráveis mulheres”, e você lê “O Iluminado”. Vamos ver qual livro tem mais emoção, valendo 50 pratas. – Embry desfiou. Todo mundo estava nos encarando.
– Fechado. – Nós apertamos as mãos.
– Você vai morrer de medo. – Ele disse tentando me assustar. Eu só o encarei, dando de ombros.
Nisso, recebi uma mensagem de Emily, dizendo que ela e o Sam já estavam chegando e que eu poderia ir pra casa. Liguei pro meu pai, eu falei pra ele vir me buscar, e disse pra pegar o livro da aposta.
Eu já estava cansada, então o Jake se ofereceu pra ir servir o sorvete. Enquanto os outros conversavam, eu comecei a ler o livro de terror do Embry. O começo não dava muito medo, mas tenho que ler, fazer o que?
Ouvi uma buzina. Devia ser meu pai.
– Hora de eu ir. Tchau gente! – Eu falei. Eles deram tchau, dei o livro pro Embry e eu entrei no volvo do meu pai.
– Oi pai.
– Oi filha.
– Antes que eu esqueça, por que quando o Jake se ofereceu pra me levar pra casa hoje, o senhor não deixou? – Perguntei lembrando de hoje a tarde.
– Primeiro, é perigoso andar na floresta de noite. Segundo, nunca vou deixar minha filha com um menino, sozinhos, no meio da floresta, de noite. – Ele respondeu com obviedade no final da frase.
– Você fala como se o Jake fosse um tarado. – Eu falei dando risada.
– Não é tarado, mas é menino. E até os mais santos, aprontam às vezes. – Ele disse. Eu só dei risada. Meu pai é um sabe-tudo mesmo.
Não conversamos mais durantes a volta pra casa, eu apenas, adormeci.
Notas finais
comentem e recomendem
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