Uma História De Superação

2 primeiro dia de trabalho


Cap2

Eu estava em um jardim, sentado de baixo de uma árvore, de um dos lados do jardim havia um pequeno parque com balanças, gira-gira e outras dessas coisas que as crianças costumam brincar, ele ficava no centro de um emaranhado de ruas.Eu fechei meus olhos, não tinha ninguém ali então não tinha nada para se observar.

Eu já estava em meus devaneios quando ouvi alguem chorando,"alguma criança caiu..." eu pensei mas, como podia ter uma criança chorando se não havia ninguem ali? Abri meus olhos e olhei em volta, avistei uma garotinha de cabelos encaracolados debaixo de uma árvore:

-Oi, você esta bem?Onde esta sua mãe?- Olhei em volta mas não avistei ninguem mais além da gente.

-Vá embora...

-O que? Onde sua mãe esta? eu te levo até ela...

-Vá embora, não preciso da sua ajuda!- Ela agora tinha vacilado, sua voz tremia.

-Olha, não precisa ficar com medo...

-Vá embora!- ela agora gritava.- Não quero sua ajuda!

Ela se virou para mim e eu derrepente paralisei, não conseguia falar ou andar, mas eu naquele momento queria correr, para bem longe dali, eu não acreditava no que via, no lugar dos olhos daquela garota havia dois buracos vazios e, suas lágrimas eram sangue.

Derrepente tudo começou a desaparecer, eu estava com medo mas não conseguia dar nem mesmo um passo, tudo desapareceu e ficamos somente eu e ela naquele lugar.

-Eu mandei você ir embora...Franja.

Como ela sabia meu nome se eu nem mesmo a conhecia?

-Franja...-Ela repetia meu nome com uma voz que me deu arrepios.

Acordei com minha mãe me sacudindo.

-Franja, você esta frio, esta todo suado!-Minha mãe parecia bem preocupada.

-Eu estou bem mãe.

-Você quer dormir no meu quarto?

-Não...

-Quer um chá? Franja, tem certeza que esta bem?

-Tenho mãe, não quero nada obrigada...

Minha mãe saiu de meu quarto parecendo meio relutante.Não cosegui dormir o resto da noite, toda vez que eu fechava meus olhos eu via aquela garota. Quando amanheceu eu levantei peguei um pão e sai para ir a escola.

-Nossa que cara!- Nimbus havia me encontrado ja no portão.-Não teve uma noite muito boa?

-Err...

-Bom Dia meu amor!- Maria chegara beijando Nimbus.-Franja, como esta? Não parece muito bem.

-Ele nem parece ter dormido a noite!- Nimbus parecia estar sempre de bom humor, pois estava sempre sorrindo aconteça o que acontecesse.

Entrei na sala e me sentei em meu lugar.Eu estava exausto então baixei a cabeça na mesa por enquanto que o professor ainda não havia chegado, Nimbus sentou ao meu lado.

-Bom jorno my amores!- Como num passo de magica levantaram minha cabeça e sentaram em meu colo.- Como vai lindo?- Era Denise.- Parece cansado.

-Um pouco.- Olhei meio que de soslaio para Nimbus e percebi então que ele estava rindo de mim.

-Pelo jeito tve uma noite bem agitada em gato! Balada? garotas? o que te menteve acordado?- era incrivel, pois eu não conseguia falar nem oi, de tão rapido que ela falava.

-Não...- Ela começara a brincar com meus cabelos mas eu meio que tirei a mão dela, claro que não agressivamente.

-Sei...Você não é de se jogar fora sabia?!- Ela voltara a brincar com meus cabelos e, eu não sabia se aquilo era uma pergunta ou se era uma afirmação.

-Bom dia! todos em seus lugares!- Eu acho que nunca vi ninguém levantar tão rapido quanto ela quando o professor chegou na sala, mas dei graças a Deus por isso.

-Não gostou da atitude dela?-Nimbus parecia mais rir da minha cara do que se estivesse rindo apenas por rir.

-Não é isso...só não estou acostumado...

-Então é melhor se acostumar. Ela senta no colo de todo mundo.

-Ah...

-Mas você é uma graça vermelho!- Agora eu tinha certeza de que ele estava rindo da minha cara.

Chegou a hora do intrvalo e como esperado Maria já estava nos esperando.

-Oi!- Maria beijara Nimbus, mas dessa vez o beijo estava sendo mais prolongado.

-Bom... vou comer alguma coisa...- Sai para comprar meu lanche.

Como podia se prever:sim, esbarrei em alguem:

-D-desculpa...-Levantei os olhos.

-Não tem problema.- era a mesma garota que eu tinha esbarrado no dia anterior.-Pelo jeito você gostou de mim...- Ela disse, parecendo rir da minha cara.

-Er...desculpe- estava prestes a sair quando ela segurou meu braço e assim que me virei ela o soltou.

-Calma, foi só uma brincadeira!-Ela agora ria.-Prazer, Marina.

-Er...Franja.

-Posso?- ela perguntou olhando para mim.

-Er...- nem respondi, mas ela chegou perto e não sei bem o que ela fez, acho que cheirou meu pescoço, mas eu senti arrepios, mas não arrepios como os de meu sonho, era um arrepio bom... como posso dizer...um arrepio caloroso talvez.

-Bom...

-O-o que?- Eu estava meio confuso agora.

-O seu perfume, é bom!

-Ah... Obrigado.- Eu estava meio sem jeito.- bom... tem gente me esperando...

-Tudo bem... depois agente se fala...Franja.

-Ah... ta...

Quando cheguei onde Nimbus estava, ele e Maria estavam parecendo bem animados.

-Demorou!-Nimbus estava sentado com Maria em seu colo.

-Er...

-O Nimbus me contou sobre a Denise!- Maria estava rindo.

-É, foi muito engraçado!Ele disse que não estava acostumado.

-Se não estava acho que vai estar...- Maria tinha falado de um jeito meio estranho para mim, podia jurar que havia malicia ali no meio.- Ela senta no colo de todo mundo, menos do meu sonhador aqui!- Ela dera um selinho em Nimbus.

-Hum...só acho que ela não precisava ter sentado no meu colo...

-Calma, você acostuma!

-Você que acha...-Eu não era do tipo de pessoa mais social que existe, não era do tipo de pessoa que fala:"senta no meu colo" e tava tudo bem, isso era estranho para mim.

Havia acabado o intervalo e voltamos para a sala, só que sentei no lugar de Nimbus que era do lado da parede, sendo assim Nimbus sentou no meu lugar e Denise não veio falar com a gente.

Depois de acabado a escola eu fui trabalhar, achei que o lugar ia ter um monte de pessoas chatas mas até que as pessoas de lá eram bem legais, apesar de eu não falar muito.

cheguei em casa exausto.

-Como foi o serviço?- minha mãe sentou ao meu lado.

-Bem...-Pensei um pouco.-Com tudo o que fiz no dia fiquei exausto! mas fui bem. O pessoal de lá é bem legal!

A campainha tocou.

-Atende a porta pra mim Franja...- Minha mãe pediu com tanto carinho que não deu pra recusar... na verdade eu acho que ela sempre fazia isso porque sabia que assim eu obedeceria.

-Sim?- Abri a porta.

-Oi.-Era uma garota um pouco mais baixa que eu de cabelos pretos e curtos.- Minha mãe preparou pra vocês! Espero que gostem.-Ela deu uma tigela em minha mão, não pude ver o que era porque estava coberto com um pano.

- Oi! como você esta? e sua mãe?-Minha mãe parecia ter se materializado atrás de mim.

-Oi! estou bem! Minha mãe tambem, e a senhora?

-Otima! Conheceu meu filho? Este é meu filho, o Franja.

-Prazer.-Eu disse meio sem jeito.

-Prazer, ouvi falar de você. Ele esta na boca das garotas lá na escola.- Devo ter ficado parecendo um pimentão pois ela olhou para mim e sorriu.

-esse é meu filho né, esperava o que?Puxou a mãe!

-Bom...-Baixei a voz para que só minha mãe escutasse.-Vou tomar banho.

-Tudo bem.

Subi e tomei um bom banho demorado, bom, pelo menos deve ter sido demorado porque quando sai do banheiro a garota não estava mais lá.

-A Mônica disse que te vê amanhã.

-Quem?- Quem era essa?

-A Mônica, a garota que veio aqui... filha dos Souza!

-Ah...

Bom... fui para meu quarto, pois eu estava exausto como ja tinha dito. depois que deitei em minha cama não demorei nem mesmo 10 minutos para capotar e adormecer.

Notas finais
espero que esteja legal...