Uma Grávida Em Hogwarts.
21 Posso te segurar pertinho de mim?
Notas iniciais
Eu simplesmente chorei minha vida pra fora escrevendo esse capítulo, sério TPM é foda uehe.
E como a maioria escolheu a segunda temporada: ELA VAI ACONTECER! IRL.
Mas devo falar que a segunda temporada vai ser bem, digamos que: tensa euheuh.
Enfim, espero que gostem! ♥
Rose ▬ POV.
Leucemia. O papel de um hospital em minha mão dizia claramente que isso era o meu grande problema.
Suspirei passando a mão por meus cabelos. Aquilo não poderia estar acontecendo comigo.
Olhei em volta no hospital e vi uma mãe sorrindo e segurando sua filha no colo. Tudo parecia tão simples para ela, e porque não poderia ser simples para mim?
- Rose Jean Weasley Malfoy. — a enfermeira chamou.
Depois de lembrar ao meu cérebro como fazia para se movimentar, fui em direção ao consultório médico.
- Bom dia Sra. Malfoy. — o médico falou.
- Bom dia. — falei, automaticamente.
- Me dê seus exames. — apenas entreguei a pasta aberta para ele.
Os minutos que se seguiram foram os mais torturantes da minha vida. O médico a minha frente não tinha a feição nada animadora, e naquele momento quis mais do que nunca estar na Mansão Malfoy, junto com os gêmeos e Scorpius.
- Seu estado realmente não é nada animador Sra. Malfoy. — ele falou.
- Rose, me chame de Rose. — pedi, triste.
- Tudo bem, Rose... — ele começou. — Você me disse que tem gêmeos certo? — ele falou.
- Sim, o que isso tem haver? — perguntei confusa.
- Durante o parto houve algum tipo de complicação? — ele perguntou. Suspirei. Sim houveram complicações, e muitas.
- Eu tive deslocamento de placenta e perdi muito sangue. Os médicos na época fizeram tudo que podiam para me manter viva, e ainda bem que conseguiram. — suspirei, tomando cuidado para esconder a parte de que eram medi-bruxos.
- Bem, talvez isso tenha agravado o que a Sra. já tinha. — ele comentou. — Temos duas opções de tratamento, o transplante de médula óssea, e a outra é a quimioterapia. Infelizmente sua doença teve um avanço muito rápido e o tratamento deve ser feito o mais rápido possível. Receio que não seja possível encontrar pessoas compatíveis, e então vamos ter que apelar para o quimioterapia. — ele explicou.
Aquilo tudo parecia informação demais para minha cabeça. Coisas demais. Eu sentia meu corpo fraco, e tudo em mim doia, inclusive minha cabeça.
- Quando você diz quimioterapia, isso quer dizer o que? — perguntei, receosa.
- Quimioterapia é uma forma de tratar a doença, caso não exista mais nenhum outro recursos. Tenho que lhe informar que terão consequências como por exemplo: seus cabelos vão cair, você vai sentir muitas dores. Infelizmente a Leucemia é uma das doenças que mais reagem de forma ruim a esse tratamento, por isso sempre o usamos como última alternativa. — explicou.
Aquela resposta não foi nada animadora. Mas uma sombra de esperança se acendeu, a família Weasley era enorme, não é possível que ninguém tivesse compatibilidade comigo.
- Obrigado Doutor, voltaria com a minha família para o exame de compatibilidade. — falei, tentando sorrir.
Assim que sai do hospital achei um lugar seguro para aparatar. Ao invés de ir para a Mansão, fui para a casa dos meus pais.
Suspirei ao sentir o cheiro de torta de chocolate invadir meu estomago. Era tudo tão familiar ali, tão bom. Sorri ao me lembrar de todos os momentos bons, e ruins que passei ali.
De todas as brigas que tive com Hugo. De todas as vezes que Lily entrava correndo pela porta só para poder me chamar para brincar.
Meu coração doia de forma boa, se é que isso é possível.
- Saudades de alguma época filha? — ouvi a voz de minha mãe.
Me virei e a abracei. Com ela eu poderia ser eu. Sem o peso de uma Malfoy, sem um peso de ser mãe (não que eu achasse isso ruim), sem todas as responsabilidades. Com ela eu podia ser só eu: Rose Weasley.
- Mãe, eu estou doente. — falei chorando.
Ela me levou para meu antigo quarto que estava intacto desde a ultima vez que eu havia ido ali. Contei para ela tudo que havia acontecido, o que o médico havia me falado, e então contei sobre a minha esperança. Nesse momento minha mãe começou chorar.
- Ó minha filha, como eu queria poder falar que suas esperanças estão certas. — ela falou, chorando com as mãos no rosto.
- O que você quer dizer com isso? — falei, sentindo meu sorriso vacilar.
- Nosso sangue não é totalmente trouxa filha, justamente por isso não podemos ajudar. É claro que somos como qualquer outro ser humano que fica doente, você é a prova disso. — ela falou, e eu senti as lágrimas vindo. — Mas quando se trata de tratamentos trouxas nós não podemos nos meter, séria simplesmente suicido, por parte do doador e do recebedor.
- Isso, isso não pode ser verdade. — falei, chorando. Minha mãe me abraçou e eu me senti fraca, sem saída.
E então depois de muito tempo eu senti novamente aquele medo que eu odiava sentir. O medo de deixar para trás tudo o que eu mais amo.
- Infelizmente é. — ela falou. Vi desespero nos olhos da minha mãe, e senti que ninguém merecia aquilo, ninguém merecia se desesperar por mim.
Controlei o choro e a fiz olhar para mim.
- Mãe, — falei colocando seu rosto entre minhas mãos. — me prometa que não vai contar para ninguém. — pedi.
- Filha... — ela falou, nervosa.
- PROMETA. — falei, mais nervosa ainda. Ela pareceu perceber o quanto aquilo era sério.
- Tudo bem. Eu prometo. Faça a quimioterapia filha, você pode melhorar. — ela falou, seus olhos praticamente imploravam por isso.
Não respondi nada, apenas beijei sua testa e desapartei. O portão da Mansão estava aberto, como geralmente costumava ficar.
Atravessei o enorme jardim e através da grande porta de vidro vi a cena mais linda da minha vida.
Scorpius estava com Percy no colo enquanto Phebe tentava trançar os cabelos do pai. Sco ria de tudo e deixava que ela embraçasse seus cabelos.
- Olá família. — falei, depois de ter me certificado que tinha parado de chorar.
- Mamãe. — eles falaram, largando Scorpius e vindo me abraçar.
- Então é assim, usam e abusam e depois me trocam? — Scorpius falou, fazendo drama. Eu comecei a rir com a cara de Phebe.
- Sem drama. — falou, ela.
- Você é bem filha da sua mãe viu. — ele falou, jogando ela pro alto, fazendo ela rir.
- Mamãe, hoje papai me ensinou a pilotar uma vassoura. — Percy falou.
- E ele não quis me ensinar. — Phebe falou, com a cara fechada.
- Está mais que certo! Nem você deveria estar aprendendo. — falei pegando no nariz de Percy.
- Mãe! — ele falou, bravo. — Para com isso, já sou grande demais.
- Ah é? Então você deve ser grande demais para carinhos e abraços. — falei.
- Não disse isso. — ele falou, emburrado.
Olhei para sua cara e comecei a rir. Era incrível como ela podia parecer tanto com Scorpius.
- Como foi no médico? — Scorpius perguntou. As crianças me olharam, curiosas.
- Você tá doente mamãe? — perguntaram.
- Claro que não, foi uma consulta de rotina. Vão lá para cima para eu e seu pai conversarmos está bem? — pedi. Elas assentiram e então subiram as escadas correndo.
- Eu estou bem! Tudo foi apenas um alarme falso. — menti, tentando parecer verdadeira.
Simplesmente não me pareceu justo acabar com toda a felicidade dele, simplesmente não me pareceu justo preocupar meus filhos. Simplesmente não me pareceu justo acabar com a vida deles, por um problema meu.
Notas finais
Muitas coisas ainda vão acontecer, e talvez alguém que vocês não esperam vai aparecer novamente!
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