Uma Grávida Em Hogwarts.
22 Ironias do destino, ou não.
Notas iniciais
Rose ▬ POV.
Acordei e corri para o banheiro. Me certifiquei que tinha trancado a porta e comecei a colocar para fora tudo que estava no meu estomago, e quando já não tinha mais nada comecei a vomitar sangue.
- Rose... amor, está tudo bem? — ouvi a voz de Scorpius.
- Está sim, só estou tomando banho. — menti, ligando o chuveiro para abafar o som.
Quando tudo aquilo havia acabado fui tomar banho. Cada parte do meu corpo estava fraca, e eu sentia que podia desmaiar a qualquer momento.
Uma semana. Uma semana havia passado desde que eu havia ido no médico e eu sabia que a cada dia meu tempo estava se esgotando, eu morria a cada segundo.
Hoje eu tinha uma consulta marcada, e usei como desculpa uma visita a casa da minha mãe. Scorpius aceitou e disse que cuidaria das crianças para mim.
Depois de uns bons minutos embaixo do chuveiro sai e me sequei com um feitiço. Me olhei no grande espelho e quase me assustei com o que vi.
Meus cabelos ruivos que antes eram cheios de brilhos e digamos que invejável estava agora seco e sem vida. Meus olhos estavam fundos e eu estava bem mais pálida que o normal.
Antes que as lágrimas começassem a cair eu sai do banheiro e encontrei Scorpius na cama.
- Bom dia amor. — ele falou, me dando um beijo.
- Bom dia, dorminhoco. — brinquei, rindo.
- Você se esqueceu que quando estava grávida dormia mais que eu, não é? — ele respondeu, se fingindo ofendido.
Apenas ri.
- Vou acordar as crianças, logo tenho que ir para a casa da mamãe. — falei.
- Tudo bem. — ele falou, fazendo bico.
- Desculpe Scorpius, eu queria que você fosse, mas ela disse que quer conversar comigo. — falei, dando ombros como se fingisse que não sabia o assunto.
- Eu entendo, acho que vou aproveitar para visitar meus pais. — ele falou. — Posso levar as crianças?
- Claro que pode. — falei, revirando os olhos.
Fui primeiro ao quarto de Percy e dei um beijo em sua testa que estava coberta por cabelos ruivos.
- Acorde meu amor, seu pai vai leva-lós a casa do vovô Draco. — falei.
Percy abriu os olhos preguiçosos e me abraçou, todo manhoso. Sorri e peguei ele no colo. Aquilo me causou dor e tontura.
- Vamos acordar Phebe? — perguntei, tentando sorrir. Ele apenas concordou com a cabeça.
Assim que entrei no quarto de Phebe, Percy pulou do meu colo e foi em direção a irmãzinha.
- Acorda Phoenix, vamos visitar o vovô Draco e a vovó. — ele falou.
Assim que ela abriu os olhos veio correndo para mim e me abraçou. Percebi que ela chorava.
- O que foi, pequena? — perguntei, passando a mão em seus cabelos loiros.
- Eu... eu sonhei que você morria mamãe. — ela falou, em meio a soluços. — Você promete nunca morrer mamãe?
Aquilo me fez chorar. Vi Percy e ela me olhando em expectativa. Eu queria tanto prometer aquilo, eu queria tanto cuidar deles para sempre.
- Eu prometo. — falei, embora soubesse que aquilo era uma mentira.
Scorpius entrou no quarto rindo, e quando se deparou com a cena ergueu a sobrancelha.
- Quem morreu? — ele falou.
- Eu que sonhei que mamãe tinha morrido. Mas ela me prometeu que nunca iria morrer. — Phebe falou, mais calma. Vi ela correndo e pulando para o colo do pai.
- Claro que ela não vai morrer. Acredite filhinha, sua mãe é dura na queda. — Scorpius falou, sussurrando no ouvido dela como se aquilo fosse um grande segredo.
***
Cheguei ao hospital e fui na recepção. A mulher que estava lá, e tinha uma cara de nojo horrível, me encaminhou para uma sala de espera.
O hospital ficava no centro da Londres trouxa, e segundo a minha mãe era um dos melhores.
Na minha mão estava mais um monte de exames que eu tinha feito. Assim que cheguei na sala de espera meu coração foi quebrado em mil e um pedaços.
Uma menina, que aparentava ter 16 anos, chorava enquanto a mãe passava a mão por sua cabeça, já que a menina estava careca.
- Mãe, não quero. Eu não quero voltar lá, machuca mãe, me deixa fraca. — ela falou, chorando.
- Eu sei filha. — a mãe falou desesperada. — Mais a quimioterapia é a nossa única esperança. — ela falou.
A menina não parava de chorar, e logo os médicos chegaram e levaram ela, agora sedada para a sala de quimioterapia. A mãe ficou para trás, colocando para fora todo o seu desespero.
- O que ela tem? — perguntei, ainda abalada.
- L-e-leucemia. Não conseguimos achar nenhum doador. — ela falou. — Ela sofre tanto com o tratamento, tira todas as suas energias, é como se... como se ela não fosse mais minha filha. — ela falou, chorando.
Aquilo me cortou o coração, mas ao mesmo tempo me deu medo. A quimioterapia era a única solução para o meu problema, mas eu não queria terminar igual aquela menina.
- E então Rose, pensou sobre a quimioterapia? — o Doutor perguntou, assim que eu entrei no seu consultório.
- Quanto tempo de vida eu tenho? — perguntei quando ele analisava os exames.
- Apenas 6 meses. — ele falou. Aquilo foi um choque para mim.
- Então vou viver mais do que tudo esses 6 meses. Não quero fazer a quimioterapia. — falei, firme.
O médico olhou para mim assustado, mas não tinha o que discutir. Eu não tinha ninguém na minha família que podia me ajudar, e não queria terminar meus últimos dias sofrendo como aquela menina.
Suspirei, e sai do hospital de cabeça baixa e chorando. A dor, e o peso da culpa parecia que pesava 100x mais.
Pensei em Phebe chorando, em Percy chorando. Em Scorpius me culpando por não ter sido corajosa o suficiente para lutar pela minha vida. Mas eu estava tão cansada, tão fraca... tão sem vida.
Talvez eu já estivesse morta a muito tempo, desde que essa doença reapareceu, mas não queria admitir a mim mesma.
Eu estava andando de cabeça baixa, então nem percebi quando esbarrei em alguém. Subi meus olhos para encarar a pessoa e quase não pude acreditar no que eu via.
Ele estava de volta? Quando ele havia voltado? E o que ele estava fazendo ali?
- Olá Rose. — ele falou, sorrindo.
- Luke? — sussurrei.
LEIAM AS NOTAS FINAIS. LEIAM AS NOTAS FINAIS.
Notas finais
E o mais importante: O QUE VOCÊS ACHARAM DA VOLTA DE LUKE?
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