Uma Grávida Em Hogwarts.
28 How to love - Segunda temporada.
Notas iniciais
Obrigado a todos que acompanharam a fanfic! De coração mesmo, esse é o ultimo capítulo e eu não me arrepende, e nunca vou me arrepender do dia em que postei o primeiro capítulo aqui no Nyah. Da primeira review, a primeira recomendação. Tudo foi absolutamente perfeito. As risadas, as lágrimas, tudo que a gente compartilhou durante essa fanfic foi extremamente importante para mim. Eu sei que alguns estão morrendo de raiva com a morte da Rose, mas entendam: a morte é uma coisa natural, e nem sempre a vida termina em final feliz. E eu quis a todo momento retratar o máximo da vida REAL aqui, também misturada com o mundo mágico de Harry Potter.
Acho que nenhuma dessas leitoras sabem, mas minha fanfic é baseada em partes em fatos reais que aconteceram com minha amiga, desde a gravidez, até o câncer. Espero que vocês tenham gostado, e bom, esse capítulo é o ultimo, e nele é explicado tudo que aconteceu 11 anos depois da morte de Rose. Espero que gostem, e bom quero saber a opinião de vocês, querem a segunda temporada? Sim ou não? Se sim, vou ler todas as fichas que foram mandadas e vou começar a escrever, a segunda temporada iria ser a vida de Phoenix e Perseu, a visão do ponto de vista deles de como a vida se seguiu depois da morte de Rose, e como a morte dela afetou todos que tinham ela como presença na vida deles. Espero que gostem do último capítulo e obrigado a todos que acompanharam até o final! Amo vocês, de verdade. Espero vocês na próxima temporada, se vocês quiserem.
E esse capítulo é também uma prévia da próxima temporada.
LEIAM AS NOTAS INCIAS, E RESPONDAM!
Phoenix ▬ POV.
11 anos haviam se passado. Os 11 anos mais longos e dolorosos que eu poderia viver.
Meu nome é Phoenix Violeta Malfoy, tenho 16 anos, e sou da Sonserina. Perdi minha mãe com quatro para cinco anos, e com ela perdi também minha alegria de viver.
Idiota essa minha atitude? Talvez fosse. Mas em uma casa aonde ninguém se importa com o que você faz ou deixa de fazer, as coisas se tornam mais fácies de ficar frias e sem vida.
Tenho um irmão gêmeo, o nome dele é Perseu, mas ele gosta de ser chamado de Percy. A unica coisa parecida entre nós dois são os olhos, e o sobrenome Malfoy.
Percy é da Grifinória, ruivo como minha mãe. Sempre achei ele frio e orgulhoso demais para ser da Grifinória, mas nunca me preocupei em saber o porque dele ser daquela casa.
Meu pai? É Scorpius Malfoy, o homem mais sem vida, sem emoção, e sem esperança que eu conheci na vida. Não, nem sempre ele foi assim. Mas as coisas mudaram depois da morte da minha mãe.
Meus pais eram um casal cheio de amor, vida e de histórias para contar. Durante toda a vida de ambos houveram dificuldades as quais eles enfrentaram todos juntos. Mas a doença da minha mãe veio para acabar com tudo isso.
Eu tinha apenas quatro anos quando recebi a pior notícia da minha vida. Minha mãe estava morta. No momento eu não queria acreditar, ela havia prometido para mim que nunca iria me deixar, e então ela se foi. Sem porque, sem razão, sem aviso.
As coisas se tornaram piores quando meu pai entrou em depressão e pareceu esquecer que havia dois filhos pequenos para criar. E foi ai que o inferno começou.
Eu tinha apenas oito anos e via todas as noites meu pai chegar em casa tão bebado ao ponto de não reconhecer o meu irmão. Meu irmão assustado, com medo, e querendo me proteger gritava com meu pai e tentava esconder as coisas de mim.
Me lembro que até meus onze anos eu fiquei sofrendo por ver meu pai daquele jeito. Até que em uma noite tudo mudou, em uma noite eu me tornei o que eu sou hoje.
Eu me tornei o lixo que sou hoje.
Eu estava feliz e sorridente. Finalmente a minha carta de Hogwarts havia chegado, e aquilo era um motivo para comemorar. Pelo menos na minha cabeça.
Estava esperando meu pai chegar da rua para lhe contar a novidade. Percy havia falado para mim desistir disso, mas eu sabia que papai ficaria feliz por mim. Eu estaria indo para a mesma escola que ele e mamãe foram.
- Você vai ficar ai? — Percy perguntou.
- Claro que vou, papai precisa saber disso. — falei, ainda sorridente.
- Tudo bem então, vou me deitar — ele falou, depois de um longo suspiro.
Ele murmurou alguma coisa sobre papai ser um bêbado idiota, mas eu ignorei isso.
Já eram quase quatro horas da manhã quando meu pai apareceu. Eu havia dormido no sofá da sala a sua espera.
Ele chegou derrubando tudo que estava a sua frente, mas eu continuei indo em sua direção. Quando ele me viu pareceu tomar um susto.
- O que você está fazendo acordada? — ele perguntou, frio.
- Papai, sabe o que chegou hoje? Minha carta de Hogwarts — falei, lhe estendendo o papel.
Meu pai riu com descaso e rasgou o papel que estava em minha mão. No mesmo momento eu olhei para ele com lágrimas nos olhos, porque ele havia feito aquilo?
- Grande bosta essa carta ter chegado! — gritou. Eu me encolhi de medo.
- Ma-m-mas papai... — tentei falar, mas ele me cortou.
- Sabe porque a sua mãe não está viva Phoenix? — ele perguntou, e eu neguei. — Imaginei, você é um lixo, nunca sabe de nada. Fica só andando escondida atrás do seu irmão, outro lixo. O maior arrependimento da minha vida foi ter falado para mãe de vocês que eu queria que vocês nascessem. Sua mãe está morta graças a você e ao lixo do seu irmão. Se vocês não tivessem nascido ela estaria aqui.
Eu sai correndo para as escadas. As lágrimas já caiam pelo meu rosto. Por que meu pai não me amava? Era tão difícil assim ele aceitar que mamãe havia ido, mas ela ainda nos amava? Meu coração doía muito, e e eu sentia vontade de morrer.
Eu sempre repreendia esses pensamentos porque vovó Hermione falava que era feio pensar em morrer, mas eu queria mais que nunca morrer agora.
Ouvi meu pai chorando e quebrando alguma coisa na cozinha, mas ignorei o barulho e corri até o quarto de Percy. O mesmo me abraçou e chorou junto comigo.
A partir daquele momento eu jurei que nunca mais iria amar ninguém, ou nada.
Ri com ironia para as lágrimas que haviam se formado nos meus olhos e dei mais um trago no cigarro que estava em minhas mãos.
Cigarros, minha válvula de escape. Embora isso fosse um vício trouxa eu nunca mais o larguei depois que um homem me apresentou o mesmo quando eu tinha 14 anos.
Eu era considerada uma vadia sem coração em Hogwarts, não que eu me importasse. Durante o sexo era a unica hora que eu me sentia boa em alguma coisa, que eu sentia todo o vazio dentro de mim indo embora, logo não me importava de pular de cama em cama com caras desconhecidos.
Eu era a pior pessoa do mundo, mas a vida havia me transformado naquilo.
Desliguei meus pensamentos e subi na garupa da moto que havia acabado de parar na minha frente. Joguei o toco do cigarro no chão e pisei em cima.
Eu teria que aproveitar meus últimos dias antes de voltar para Hogwarts, e iria fazer isso no melhor estilo Malfoy.
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