Notas iniciais
Bem, é minha primeira fic dos JoBros e eu espero sinceramente que vocês gostem! Postarei sempre que possível - ou seja, todos os dias exceto sábados, domingos e feriados.
p.s. Nesta história o Joe Jonas e a Ashley Greene NÃO estão namorando.
Bijinhos !
Raven.

"Aviso aos passageiros, o avião já vai pousar em Dallas!" A aeromoça com cara de fadinha anunciou no alto falante, em um inglês carregado de sotaque Britânico. Após anos estutando inglês em cursos avançados, não foi difícil para mim perceber isso. Vamos esclarecer os fatos. Meu pai é Professor de Inglês e Francês. Minha mãe é Intérprete e Tradutora. Tcharãn! Disso aí eu surgi: uma menininha que aprendeu o alfabeto em inglês antes de aprender o brasileiro.

Tirei meus fones de ouvidos e os guardei em minha mala. Então esperei a turbulência passar, o avião pousar e me levantei. Deixei que saíssem primeiro e então desci do avião. Olhei em volta do portão de desembarque: não reconheci os Clinton entre os rostos presentes e nem vi nenhuma plaquinha "Welcome, Julie!".

Olhei em volta e percebi que o aeroporto estava muito movimentado. Uma multidão esperava em frente ao portão C6. Fiquei curiosa e me aproximei. Diversas garotas estendiam posteres e cartazes, com as escritas "We Love You, JoBros!" ou "Jonas Forever" com vários coraçõezinhos em volta. E os posteres com fotos do trio Jonas. Comecei a pensar. Como assim, será que eles estavam indo viajar?

O que eu sabia sobre os Jonas Brothers?

Que eram três irmãos que começaram a carreira na Disney e cantavam. Ponto final. Já tinha escutado algumas músicas — e gostado, admito. Mas não sou fã, nem nada. Só conheço.

Isso não me impede de pedir um autógrafo!

-Estamos aqui no Aeroporto Internacional de Dallas, aguardando a chegada dos irmãos Jonas. — ouvi alguém dizer e me virei. Era Nina Blanck, repórter do CNN! Continuei a ouvir. — Os irmãos voltam hoje da tão comentada turnê mundial e como se pode ver muitas fãs já esperam por eles no portão de desembarque, ansiosas. Só nos resta esperar.

Meu telefone — um protótipo de celular, construído antes da revolução francesa — começou a tocar no exato momento em que Nina terminou de falar. Cliquei em "talk".

-Oi. — falei em português.

-What? — respondeu a pessoa do outro lado da linha.

-Ooops. Hello. — eu disse.

-Julieta? É a Martie. — disse Martie Clinton, em inglês. Os Clinton era a família de intercâmbio com a qual eu iria morar por um ano. Senti um pouco de raiva ao ouvi-la dizer meu nome completo. Preferia Julie — ou Juliett como era Julieta em inglês. Mas não, insistiam em me chamar de Julieta. Tudo por culpa de minha mãe, amante alucinada de Shakespeare. Mas pelo menos é melhor do que o nome que meu pai queria me dar: Lois Lane.

-Oi, Martie. — respondi.

-Querida, vamos demorar um pouco, está bem? É que Paul está na casa de um amigo e Violet só chegara amanhã. Vamos buscar Paul. — ela disse. — Em trinta minutos estamos aí.

-Ok. Mande um abraço para o Tom.

-Claro. — ela disse desligando. Martie e Tom Clinton eram um típico casal americano, ela professora de Matemática, ele advogado. Violet era filha deles, tinha dezenove anos e acabara de ser aceita na Universidade de Dallas, para cursar Medicina. Paul era um menino de nove anos e eu já sabia — só por sua idade — que não ia gostar dele.

Guardei meu celular no bolso e coloquei minhas malas num carrinho. Resolvi dar uma passeada nos jardins, levando em consideração que os Clinton iriam demorar.

Havia uma fontezinha de água lá. Estava tudo vazio, então olhei meu reflexo. Uma menina comum de um metro e sessenta de altura, olhos verdes, pele pálida demais e cabelos escuros. Apenas mais uma menina... normal.

Decidi então que não iria esperar. Peguei meu celular e liguei para Martie.

-Alô... — ela disse do outro lado.

-Martie, é a Julie. — anunciei. — Olha, não precisa se preocupar em vir aqui. Eu consigo achar sua casa. Eu tenho o endereço.

-Mas Julie, você nem conhece a cidade! — Martie disse.

-Eu pego um táxi. — falei.

-Oh... ok. — ela disse e eu desliguei. Tirei minhas malas do carrinho e sai do aeroporto. Havia um ponto de táxi do outro lado da rua. Mas só havia mais um táxi. Eu tinha de correr. E foi o que fiz. Atravessei a rua correndo, sem olhar para os lados. Então ouvi uma busina violenta e uma faixa de luz branca me segou.

Notas finais
Reviews, sim ?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.