Uma Família em Pedaços
8 Capítulo 8 - A Noite
Notas iniciais
Depois de algumas horas, Valéria estava deitada, adormecida em uma cama de hospital, Bruno estava lá com ela. Em seus sonhos, ela viu Fernando assassinando a todos que ela amava, os olhos deles estavam vermelhos, cor de sangue, ele estava completamente fora de si, enquanto isso, Marcelo e Bruno agonizavam todos no chão, todos os dois estavam manchados de sangue, já sua filha, Letícia estava em seus braços, sem vida, ela olha para sua filha desfalecida e depois percebe que Fernando está mirando em direção à sua cabeça, quando ele atirava, Valéria acorda assustada:
— Valéria… Você acordou!
— Tive um pesadelo horrível… — Valéria percebe o lugar onde está — O que aconteceu?
— Eu encontrei você caída no chão da sala, toda machucada! Eu fiquei desesperado e te levei pro hospital!
Valéria sorri pra Bruno e coloca suas mãos no rosto dele
— Muito obrigada! Eu te amo!
— Quem fez isso com você?
— Amor… Deixa que eu resolvo isso!
— Eu não sou a Letícia pra você ficar escondendo as coisas de mim! Não há segredos entre nós!
Valéria olha pra ele, pensativa, abaixa a cabeça, olhando para os seus ferimentos nas mãos e decide contar
— Foi o Fernando… Ele ficou revoltado porque eu contei toda a verdade!
Bruno, que estava sentado em um banco, se levanta
— ESSE HOMEM VAI SE VER COMIGO! — Bruno fica furioso
— Não, você não vai fazer nada, Bruno… — Valéria fala preocupada
— Como não? — Fernando se vira pra ela — Olha o que ele fez contigo! Eu vou lá agora!
Bruno sai andando até a porta
— Não vai, Bruno! Vai ser perigoso pra você!
Valéria começa a chorar desesperadamente e fica arrependida de ter contado
Enquanto isso, na casa de Fernando, André e Tatiana já estão dormindo. Fernando está na sala, assistindo um filme de ação na sala, neste momento, o protagonista do filme está colocando suas luvas pretas. A sala está bem escura, mas não completamente, pois há a luz da televisão. Na cozinha, Cristina está na mesa de jantar, jogando paciência, ela tira três valetes seguidos:
— Eu tenho que embaralhar isso aqui direito!
Bárbara também está na cozinha, ela está lavando os talheres, quando deixa um garfo cair no chão:
— Um homem vai vir aqui em casa!
— Há essa hora da noite? — Cristina diz se virando pra Bárbara
— Pelo menos, minha mãe sempre falava que quando um garfo cai no chão é porque vai vir algum homem aqui!
A campainha toca
— Não falei, Cristina?
— Você deu sorte, isso sim! — Cristina volta a prestar atenção no seu jogo
Fernando abre a porta e encara Bruno, que por sua vez, já vai entrando na casa e gritando:
— COMO VOCÊ TEVE CORAGEM DE MEXER COM MINHA MULHER!
— Do que você está falando? — Fernando é cínico
— Seu covarde, batendo em mulher!
— VOCÊ TÁ NA MINHA CASA! — Fernando aponta o dedo pra Bruno
— E VOCÊ BATEU NA MINHA MULHER NA CASA DELA!
— EU NÃO TENHO CULPA SE ELA FICA FALANDO MENTIRA POR AÍ… COM O MEU NOME!
Cristina e Bárbara ficam espantadas na cozinha
— Meu Deus! O que tá acontecendo? — Bárbara para de lavar o garfo
— Esse homem doido já chegou aqui gritando.... — Cristina se levanta, indo em direção à sala — Pode parar com isso aí, cara! — Cristina fala com Bruno
— A senhora não tá entendendo? — Bruno se vira pra Cristina — O seu filho agrediu a minha esposa! Ela tá no hospital!
— Você tem como provar isso, pelo menos? — Cristina é bem cínica com Bruno
— SAI DA MINHA CASA, CARA! — Fernando grita com Bruno
— ADMITE LOGO, COVARDE! — Bruno se vira pra Fernando — TÁ COM MEDO DE MIM! VOCÊ TEM CORAGEM DE BATER EM MIM?
— IDIOTA!
Fernando dá um soco na cara de Bruno e ele revida, fazendo Fernando cair no chão, que rapidamente pega uma arma da gaveta da cômoda, levanta e aponta ela em direção à Bruno
— ME ENFRENTA, AGORA! SE VOCÊ TIVER CORAGEM! — Fernando grita
— Larga essa arma aí, irmão!
Bruno vai em direção à Fernando, mas ele dispara três tiros e Bruno cai no chão, agonizando
— FERNANDO! — Bárbara grita horrorizada
— Fica quietinha, aí, Bárbara! — Cristina fala isso, sem se desconcentrar na cena do crime, de uma maneira bem fria
Em seguida, na televisão, o mesmo personagem, agora, está guardando seu revólver e depois, tira suas luvas pretas, dizendo que a sua vingança estava feita
— Ele me provocou… Ele me provocou — Fernando fica repetindo, desorientado
— O que esse cara tinha que fazer aqui, hein! — Cristina fala se aproximando de Fernando — Larga essa arma aí
Fernando joga o revólver no chão
— Se acalma, Fernando, agora a gente vai ter que pensar em um lugar pra enterrá-los — Cristina fala bem friamente com Fernando — Já deu certo uma vez, ninguém vai saber!
— ENTÃO É VERDADE! — Bárbara grita novamente apavorada
— Fala mais baixo, garota! — Cristina se vira com uma cara fechada pra Bárbara — Você vai ajudar a gente, eu já tô de idade, você vai ajudar a enterrar e não vai falar nada pra ninguém, entendeu?
— E-Entendi… — Bárbara concorda aterrorizada e gaguejando
— Você se precipitou muito, Fernando! — Cristina xinga Fernando — Quando sou eu que penso nas coisas, tudo sai certo!
— CALA A BOCA, MÃE!
— Fala baixo, você! Quer que seus filhos saibam… Ou pior: Seus vizinhos?
Fernando se cala e anda em direção à Bárbara
— Me ajuda!
Bárbara fica cinco segundos paralisada, se fixando nos olhos de Fernando
— Eu tô do seu lado, amor… — Bárbara soa bem falsa e os dois se abraçam
— Não conta nada pra ninguém, confia em mim! Fica do meu lado! — Fernando diz no ouvido de Bárbara
— Eu… Eu não vou fazer nada, amor!
— Eu te amo, Bárbara!
— Eu também…
Continua
Fale com o autor