Notas iniciais
Mistério...

Depois de algumas horas, Valéria estava deitada, adormecida em uma cama de hospital, Bruno estava lá com ela. Em seus sonhos, ela viu Fernando assassinando a todos que ela amava, os olhos deles estavam vermelhos, cor de sangue, ele estava completamente fora de si, enquanto isso, Marcelo e Bruno agonizavam todos no chão, todos os dois estavam manchados de sangue, já sua filha, Letícia estava em seus braços, sem vida, ela olha para sua filha desfalecida e depois percebe que Fernando está mirando em direção à sua cabeça, quando ele atirava, Valéria acorda assustada:

— Valéria… Você acordou!

— Tive um pesadelo horrível… — Valéria percebe o lugar onde está — O que aconteceu?

— Eu encontrei você caída no chão da sala, toda machucada! Eu fiquei desesperado e te levei pro hospital!

Valéria sorri pra Bruno e coloca suas mãos no rosto dele

— Muito obrigada! Eu te amo!

— Quem fez isso com você?

— Amor… Deixa que eu resolvo isso!

— Eu não sou a Letícia pra você ficar escondendo as coisas de mim! Não há segredos entre nós!

Valéria olha pra ele, pensativa, abaixa a cabeça, olhando para os seus ferimentos nas mãos e decide contar

— Foi o Fernando… Ele ficou revoltado porque eu contei toda a verdade!

Bruno, que estava sentado em um banco, se levanta

— ESSE HOMEM VAI SE VER COMIGO! — Bruno fica furioso

— Não, você não vai fazer nada, Bruno… — Valéria fala preocupada

— Como não? — Fernando se vira pra ela — Olha o que ele fez contigo! Eu vou lá agora!

Bruno sai andando até a porta

— Não vai, Bruno! Vai ser perigoso pra você!

Valéria começa a chorar desesperadamente e fica arrependida de ter contado

Enquanto isso, na casa de Fernando, André e Tatiana já estão dormindo. Fernando está na sala, assistindo um filme de ação na sala, neste momento, o protagonista do filme está colocando suas luvas pretas. A sala está bem escura, mas não completamente, pois há a luz da televisão. Na cozinha, Cristina está na mesa de jantar, jogando paciência, ela tira três valetes seguidos:

— Eu tenho que embaralhar isso aqui direito!

Bárbara também está na cozinha, ela está lavando os talheres, quando deixa um garfo cair no chão:

— Um homem vai vir aqui em casa!

— Há essa hora da noite? — Cristina diz se virando pra Bárbara

— Pelo menos, minha mãe sempre falava que quando um garfo cai no chão é porque vai vir algum homem aqui!

A campainha toca

— Não falei, Cristina?

— Você deu sorte, isso sim! — Cristina volta a prestar atenção no seu jogo

Fernando abre a porta e encara Bruno, que por sua vez, já vai entrando na casa e gritando:

— COMO VOCÊ TEVE CORAGEM DE MEXER COM MINHA MULHER!

— Do que você está falando? — Fernando é cínico

— Seu covarde, batendo em mulher!

— VOCÊ TÁ NA MINHA CASA! — Fernando aponta o dedo pra Bruno

— E VOCÊ BATEU NA MINHA MULHER NA CASA DELA!

— EU NÃO TENHO CULPA SE ELA FICA FALANDO MENTIRA POR AÍ… COM O MEU NOME!

Cristina e Bárbara ficam espantadas na cozinha

— Meu Deus! O que tá acontecendo? — Bárbara para de lavar o garfo

— Esse homem doido já chegou aqui gritando.... — Cristina se levanta, indo em direção à sala — Pode parar com isso aí, cara! — Cristina fala com Bruno

— A senhora não tá entendendo? — Bruno se vira pra Cristina — O seu filho agrediu a minha esposa! Ela tá no hospital!

— Você tem como provar isso, pelo menos? — Cristina é bem cínica com Bruno

— SAI DA MINHA CASA, CARA! — Fernando grita com Bruno

— ADMITE LOGO, COVARDE! — Bruno se vira pra Fernando — TÁ COM MEDO DE MIM! VOCÊ TEM CORAGEM DE BATER EM MIM?

— IDIOTA!

Fernando dá um soco na cara de Bruno e ele revida, fazendo Fernando cair no chão, que rapidamente pega uma arma da gaveta da cômoda, levanta e aponta ela em direção à Bruno

— ME ENFRENTA, AGORA! SE VOCÊ TIVER CORAGEM! — Fernando grita

— Larga essa arma aí, irmão!

Bruno vai em direção à Fernando, mas ele dispara três tiros e Bruno cai no chão, agonizando

— FERNANDO! — Bárbara grita horrorizada

— Fica quietinha, aí, Bárbara! — Cristina fala isso, sem se desconcentrar na cena do crime, de uma maneira bem fria

Em seguida, na televisão, o mesmo personagem, agora, está guardando seu revólver e depois, tira suas luvas pretas, dizendo que a sua vingança estava feita

— Ele me provocou… Ele me provocou — Fernando fica repetindo, desorientado

— O que esse cara tinha que fazer aqui, hein! — Cristina fala se aproximando de Fernando — Larga essa arma aí

Fernando joga o revólver no chão

— Se acalma, Fernando, agora a gente vai ter que pensar em um lugar pra enterrá-los — Cristina fala bem friamente com Fernando — Já deu certo uma vez, ninguém vai saber!

— ENTÃO É VERDADE! — Bárbara grita novamente apavorada

— Fala mais baixo, garota! — Cristina se vira com uma cara fechada pra Bárbara — Você vai ajudar a gente, eu já tô de idade, você vai ajudar a enterrar e não vai falar nada pra ninguém, entendeu?

— E-Entendi… — Bárbara concorda aterrorizada e gaguejando

— Você se precipitou muito, Fernando! — Cristina xinga Fernando — Quando sou eu que penso nas coisas, tudo sai certo!

— CALA A BOCA, MÃE!

— Fala baixo, você! Quer que seus filhos saibam… Ou pior: Seus vizinhos?

Fernando se cala e anda em direção à Bárbara

— Me ajuda!

Bárbara fica cinco segundos paralisada, se fixando nos olhos de Fernando

— Eu tô do seu lado, amor… — Bárbara soa bem falsa e os dois se abraçam

— Não conta nada pra ninguém, confia em mim! Fica do meu lado! — Fernando diz no ouvido de Bárbara

— Eu… Eu não vou fazer nada, amor!

— Eu te amo, Bárbara!

— Eu também…

Continua

Notas finais
Bárbara e Valéria continuam conversando em seu apartamento...