Uma Estranha Mente
1 Como ela é em sua mente?
POV: Dany
Eu sempre pensei que essas pessoas que matavam as outras eram doentes e sujos que iriam para o inferno, mas agora... Agora... Agora eu os entendo, sei como se sentem.
Eu escrevo nessas páginas com esperança de alguém ler, mas ninguém se importaria com um garoto de 17 anos prestes a sair de sua escola.
Meus pais estão de viagem, tenho a casa toda para mim, então posso fazer praticamente tudo. Enfim, está na hora de ir para a escola.
15 Minutos depois
Bom, como sempre ninguém veio me cumprimentar, apenas ficaram me olhando. Oh não, ela veio hoje, ela está sentada onde eu geralmente fico. Como quase todo dia. Ela me persegue. Vou ter que falar com ela de qualquer jeito, afinal ela já me viu.
— Haaam... Oi Laury.
— Aaaaa!!! Você veio hoje Dany
Ela me deu um abraço e ficou me segurando durante alguns minutos.
— Porque você demorou?
— Eu cheguei no horário de sempre...
— Bom mesmo, senti sua falta!
— É, acho que eu também.
— Vamos para seu armário logo!
— Ok.
Nós fomos até meu armário, eu peguei minha bolsa, e quando menos esperava ela agarrou no meu braço, e falou:
— Vamos sentar aqui. Nós dois.
— Mas...
— Vai logo, sente aqui, vamos ficar aqui,
— Mas eu ia... Eu vou ir para o terraço.
— Ah, o terraço... Então vamos!
— Tudo bem, vamos.
Eu queria me livrar dela, mas ela não desgrudava de mim, me seguia, ela chegou a pedir para eu aceitar o colar que ela tinha desde criança.
— Pronto chegamos!
— É... Chegamos
— Vamos nos deitar ali!
— N-nós dois deitarmos juntos?!
— Claro, somos amigos, por mim não há nada de estranho.
— O-ok claro, vamos.
Eu fiquei sentado no chão e encostei minha costas na parede, logo depois ela veio e deitou a cabeça na minha perna, ela começou a falar de jogos e músicas que nós dois gostamos... Temos muito em comum, mas não terei nada com ela.
Depois de um tempo, ela dormiu, deitada em meu colo, tocou o sinal para a aula:
— Aah, Laury, nós temos que ir para a aula...
—Não, não precisa, vamos ficar aqui, ninguém vai notar — ela estava falando com uma voz de sono- ninguém mesmo.
— Mas...
Ela pôs o dedo em seus lábios e olhou com uma cara que me dizia para ficar quieto.

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