Notas iniciais
*Apenas umas pequenas alterações da história original pois minha escrita era horrível na época :v* Eu estava sem nada pra fazer então tive essa ideia meio maluca de juntar duas divas que simplesmente amo numa história só. Não me apedrejem >.< edhuehduehduh

Kula se deitou no sofá e sentiu as lágrimas encherem seus olhos.
–Ah, porcaria de vida! — colocou a mão na testa. Não tinha ninguém para consolá-la naquele momento, Diana havia saído e Athena estava em uma turnê.
"Já sei! Sorvete!" pensou mais animada, levantando-se e indo em direção à cozinha. Pegou um enorme pote de sorvete que estava no congelador e sentou-se na cadeira mais próxima que encontrou.
–Não, não estou com vontade de tomar sorvete agora — disse à si mesma guardando o sorvete no congelador novamente.

Foi até o quarto e deitou de bruços na cama. Tudo o que lhe vinha à mente eram os cabelos brancos e sorriso persuasivo de K'.
Por que tinha que se apaixonar justo por ele?
Mais lágrimas surgiram mas agora com um leve sorriso em seu rosto.
"Qual é o problema? Eu dou tantas evidências do meu amor mas aquele idiota não parece perceber."
Entre pensamentos e sentimentos confusos, a garota de cabelos azuis adormeceu.
–Droga, Diana! Você deixou a água da banheira escorrer de novo! — Ela resmungou ainda de olhos fechados, a mão encostando em uma poça de água no chão. — Diana? — chamou e como não houve resposta decidiu abrir os olhos. — Mas o quê...?
Metade do quarto de Kula estava praticamente uma piscina e antes que aquela aguaceira molhasse o restante dos móveis ela congelou tudo. É óbvio que Kula sabia que depois aquele gelo derreteria e molharia tudo novamente mas por enquanto já ajudava.
Ela desceu as escadas com certo medo e receio, os passos lentos e cuidadosos. Passou a ouvir um estranho ruído e encontrou a televisão da sala em estática, o volume estava alto e aquele chiado era perturbador, rapidamente a garota desligou a TV.
Deu de ombros e foi até a janela, a noite já havia chegado junto das estrelas e da bela lua-cheia.
"O céu é uma grande pedra de lápis-lazúli, a lua é a mais bela das pérolas e as estrelas os mais brilhantes diamantes!" pensou. "Uma joalheria inteira."
Ela sorriu. "Diamante, é isso o que meu sobrenome significa, não é?" seus olhos arderam "Acho que não combina comigo."
A televisão ligou novamente sem Kula ter encostado um dedo nesta ou no controle remoto sendo que só havia ela em casa. Pelo menos era o que pensava.
–Mas que droga?! — quando ela percebeu uma garota já se esticava para fora da tela, usando um vestido branco manchado de terra nas bordas, o rosto completamente coberto por longos cabelos negros que se arrastavam pelo chão.
–Hum... Olá? — disse Kula dando um sorriso confuso e ficando de frente para a menina — Como você saiu daí de dentro garotinha? — perguntou curiosa.
–Bem, tudo começou quando... Ah, não importa! Hoje é o sétimo dia — disse a garota.
–Sétimo dia? — Kula perguntou mais para si mesma do que para a menina, era alguma data importante que ela não se lembrava?
–Sim, faz sete dias que você assistiu minha fita e eu estou aqui para matá-la!
–Fita? — Levou o dedo indicador aos lábios, pensativa, dando um sorriso em seguida ao encontrar a resposta para a confusão em sua mente. — Ah, sim! Aquela fita bizarra e depois aquela ligação mais bizarra ainda. Foi você quem me ligou?
–Sim, fui eu mas agora preciso te matar — disse a menina ficando irritada.
–Tudo bem, minha vida não é a coisa mais importante do mundo no momento — Kula respondeu, completamente indiferente, como se fosse normal uma garota sair de dentro da TV e dizer que precisa matá-la.
–Qual é o seu problema? Eu disse que vou te matar! M-A-T-A-R!
–Eu sei, eu entendi perfeitamente — Kula disse, novamente sem demonstrar qualquerl preocupação. — Mas não tenho mais vontade de viver.
–O quê? Por quê? — a menina perguntou quase desistindo da ideia de matar Kula, aquilo não estava sendo divertido, sua vítima nem sequer estava com medo.
–Porque eu te diria uma coisa dessas? Eu nem te conheço e você quer me matar.
A garota estendeu a mão e cumprimentou Kula. A azulada reparou que seus dedos estavam sem as unhas mas achou melhor não comentar.

–Desculpe, sou Samara Morgan — disse a morena.
–Kula Diamond.
–Mas então, por que você quer morrer? — perguntou Samara, retomando o assunto.
–Já ouviu falar em amor não correspondido? Isso causa uma dor terrível no coração — Kula explicou, suspirando.
–Coração? Eu quase esqueci o que é isso.
–Não queira se lembrar — ela disse balançando a cabeça — Quer sorvete?
–Er... bem... — Samara gaguejou e Kula lembrou-se dos seus cabelos que cobriam o rosto.
–Posso dar um jeito nisso!
As duas foram para o quarto de Kula, que primeiro limpou as poças de água que o gelo deixara ao derreter.
–Pode se sentar na cama — ela disse e Samara assentiu, fazendo-o em seguida.
Kula pegou uma escova e começou a passá-la pelos cabelos negros de Samara.

Quando terminou ficou boquiaberta. Samara tinha o rosto pálido e grandes olhos azuis que combinavam perfeitamente com a sua pele e cor de cabelo.
–Por que o deixa cobrindo o rosto? — perguntou.
–Não sei... Sempre foi assim — a menina respondeu um pouco tímida.
–Ah... Bem, vamos tomar sorvete! — Kula exclamou animada.
–Ok — Samara deu um meio sorriso.
Kula colocou sorvete de morango em dois copos e encheu de calda de chocolate, admirando o doce com os olhos brilhantes.
–E então, por que veio me matar? — perguntou Kula.
–É uma longa história — Samara murmurou apoiando o queixo na mão esquerda. — Fui adotada pelos Morgan, que não podiam ter filhos e não me lembro muito dos meus pais biológicos. Eu tinha o que muitos chamam de "poderes paranormais" e não sabia controlá-los muito bem, eu era apenas uma criança. — Ela suspirou. -Então sem querer, eu causava alucinações na mente da minha mãe que resolveu me internar num manicômio bem longe da Ilha Moesko, onde morávamos, mas como as alucinações continuaram, Anna resolveu me tirar de lá e acabar com isso da forma mais prática: me sufocar com um saco plástico e, não satisfeita, me jogar dentro de um poço — Samara mostrou as mãos para Kula — É por isso que não tenho unhas.
–Hã?
–Eu fiquei viva por mais sete dias, tentando escalar aquele poço horrível para voltar à superfície pois tinha muito medo de água e escuro.. Muito tempo depois eu usei meus "poderes mágicos" para gravar minhas memórias naquela fita, e mato quem a assiste em uma semana.
–Mas por quê? — indagou Kula, não com medo de Samara, mas com certa pena da menina.
–Vingança, reconhecimento da minha história e diversão — ela disse e Kula a olhou espantada — Não me olhe assim! Não sou a única que mata pessoas por que quer!
Kula riu e Samara continuou.
–Você não deve saber mas tem um jeito de se livrar da minha maldição, uma solução que ninguém nunca descobriu.
–E qual é? — perguntou novamente, cada vez mais curiosa.
–Fazer uma cópia da fita e dar para outra pessoa assistir — Samara sussurrou como se contasse algum segredo e elas deram uma risadinha.
–E sua mãe? Quero dizer, o que aconteceu com Anna? — a azulada perguntou depois de uma colherada de sorvete, desviando um pouco do assunto de como quebrar a maldição.
–Muitos dizem que ela se suicidou, mas eu acredito que ela tenha fugido para Deus sabe onde e tenho expectativas de encontrá-la viva para poder matá-la com as minhas próprias mãos. — a outra respondeu friamente. — E você?
–Eu o quê?
–Sua história! Eu contei a minha, agora é sua vez.
–Bem, eu fui uma experiência da NESTS para o projeto Anti-K', tendo como ajuda Diana, Foxy e a robô Candy Diamond. Nosso objetivo era capturar K'. Tudo estava correndo como previsto quando num passe de mágica resolvi me apaixonar pelo inimigo — ela deu um sorriso bobo. — Então eu e minha equipe nos revoltamos contra a NESTS e atualmente eu moro com Diana, que é quase uma mãe pra mim.
–Oh... e sua vida antes disso? — Samara perguntou raspando a calda do sorvete que ficara no fundo do copo.
–Eu não me lembro, aqueles imbecis apagaram minha memória.
–Parece que eu não tive um passado muito feliz e você nem se lembra do seu — disse Samara dando um sorriso tímido e sem graça.
–É... Quer pirulito? — Kula perguntou, tentando deixar o clima menos tenso.
–Ah, não! Obrigada — ela olhou no relógio de cozinha cuidadosamente pendurado na parede, marcava nove e meia da noite. — Me desculpe, tenho que ir! Tenho uma vítima agora.
–Como? A fita está comigo — Kula disse um tanto confusa.
–Não existe só uma fita, as pessoas tentaram se salvar bobinha — ela disse em tom zombeteiro e sorriu.
–Mas você disse que ninguém conhecia essa solução.
–Brincadeirinha! — Samara estendeu a mão para Kula, como se fosse cumprimentá-la novamente — Amigas?
–Amigas — Kula respondeu sorrindo e apertando a mão fria da garotinha.
–A gente se vê! Talvez... — ela disse e quando já estava quase dentro da tela da TV novamente, Samara voltou — Kula?
–Sim — A garota respondeu de prontidão.
–Desculpe por molhar o seu quarto mas isso sempre acaba acontecendo.
–Não foi nada, acho que só vou ter que arrumar uma boa desculpa quando Diana chegar — As duas riram e Kula viu a amiga desaparecer por dentro da tela.
Em um dia que tudo parecia estar ruim, ela fez amizade com quem jamais imaginara.

Notas finais
Espero que tenham gostado e desculpe qualquer erro ♥ Deixe pelo menos um "oi" nos comentários ^w^
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!