Uma Espiã em Minha Vida
21 Capítulo 21 A FUGA
_Voltei gente que me ama! Justin falava rindo. Eu estava no banheiro, que na sala tinha. Dava pra ouvir tudo que se falava dentro da sala.
_Justin que história é essa de namoro? Você tem que falar comigo antes de tomar essas decisões. Tenho medo filho de que seja mais um desses seus caprichos, Ela é uma garota linda e simpática, não mereci ser enganada e eu não vou deixar justin. Não desta vez! Ela falou serio com ele, antes de sair pela porta da sala.
_Onde está Ágatha?Ele perguntou para alguém do outro lado da porta. E Yasmim prontamente respondeu.
_Ela foi ao banheiro, não se sentia bem. Mais já faz tempo que ela foi. Eu estava paralisada, Eles com certeza viriam aqui, eu tinha que fazer algo.
Eu estava correndo pelo corredor, fugi de lá pela janela. Estava no estacionamento. Ligaria de lá para Yasmim, assim ela saberia onde me encontrar para me levar para casa. Eu queria ficar só, era como se o que fiz estivesse voltando para mim, eu tinha tanta informação em minha cabeça.
_Yasmim escuta bem e não fala meu nome! Estou no estacionamento, vem pra cá. Quero ir para casa, inventa alguma coisa por favo se manda daí. Eu falei sussurrando como se eu estivesse do lado dele.
_Está bem mãe! Estou indo para casa. Ela desligou o celular em seguida, fiquei admirada com sua percepção para mentir. Mais essa era mesmo uma boa hora, estava do lado do carro. Do carro que ele tinha me dado.
_O que está acontecendo Ágatha? Ela falou desligando o alarme do carro e entrando no mesmo. Parando agora para respirar. Eu fiquei em silêncio sentada na poltrona de couro, Coloquei o cinto e ela ligou o motor.
_Não quero falar nada, respeita o meu silêncio. Eu olhei para os prédios e deixei uma lágrima descer. Ele estava me fazendo chorar, e eu era uma idiota por ama- lo com tanta intensidade.
_Mais como vai ficar a entrevista? Eu pensei que...
_Mais você pensou errado, agora dirige é não fala nada. Eu falava alterada e chorando, me xingava incontrolavelmente. Queria que chegasse mos logo, mais tinha um trânsito infernal no caminho. Meu telefone começou a tocar dentro de minha bolsa que havia sido jogada por Yasmim no banco de trás do carro.
_Não vai atender? Com certeza é ele. Ela falava me olhando, já que o trânsito não se movia. Ela estava impaciente e notoriamente agoniada com minha posição.
_Você não percebeu que eu estou fugindo dele, como vou atender ao telefonema dele. Eu falei seca apesar de estar com os olhos molhados. Minha voz não saia com firmeza, e sim com dor e um pouco de magoa. Não dele mais sim de mim.
_Amiga você pode desabafar comigo, lembra que sempre estarei contigo. Ela disse passando a mão em meu rosto, eu virei o mesmo para a janela do carro.
Meu celular voltou a tocar e nosso movimento foi sincronizado, ela ficou irritada e virou se para pegar o tosco que tocava.
_É ele, atendi diz que você está indo para casa. Que teve uma emergência, inventa alguma coisa mais atende! Ela falava olhando para a foto no visor do celular.
_Está bem me dá aqui. Eu falei vencida, sim ela era muito insistente. Acho que não me deixaria em paz se não atende- se.
_Alo Ágatha? Ele fez uma pausa, como se estive se esperando alguma atitude minha ou reação. Mais ao meu entender eu deveria era sumir do mapa, e deixa lo em paz para sempre.
_Desculpa ter ido embora deste jeito sem falar com você, não estava me sentindo bem. Eu tentava segurar a vontade de vomitar tudo que estava na minha garganta.
_Era só você ter falado comigo, você bem sabe que eu largaria tudo para ir com você. Ele estava mais tranqüilo, eu queria morrer, uma dor me consumia o peito, não agüentaria por mais muito tempo.
_Claro que você faria isso, eu sou mais um capricho seu, um brinquedo de estimação. Eu me livrava do nó, mais não diminuía a dor. Ela me preenchia cada espaço com raiva e um pouco de incapacidade.
_Do que você está falando? Eu não entendendo nada, como assim brinquedo? Ele falava confuso e me deixando com mais raiva.
_Escuta, eu preciso te falar uma coisa mais tem que ser pessoalmente. Então me encontra em casa agora, vou te esperar lá. Eu estava mandando e não pedindo como de costume.
_Eu não posso sair daqui agora, assim sem uma boa desculpa, mais se você..... Ele ia falar alguma coisa mais fui com certeza mais rápida.
_Se você não for agora, não precisa ir mais. Eu falei seca e sem dar a ele chance de falar. Pois desliguei em seguida. O trânsito finalmente foi liberado, havia tido um acidente mais a frente. Foi o que um guarda falou a minha amiga.
_Ágatha você não preferi ir para a minha casa? Ela disse quando depois de uma meia hora chegamos à frente de meu apartamento.
_Não Yasmim, vou conversa com o Justin. Têm muitos “I” sem pingo, escuta leva o carro para sua casa. Amanhã você trás. Eu falei tirando o cinto e saindo do carro.
_Então está bem, mais qualquer coisa estarei em casa do lado do telefone. Ela disse antes de ligar o motor do carro e sair no mesmo.
_Senhorita? O porteiro falou ao me vê andando de um lado para outro, olhando no relógio.
_Oi diga. Eu falava um pouco impaciente.
_O seu namorado pediu para lhe avisar que está lá em cima lhe esperando. Ele falou abrindo o portão que ainda estava fechado.
_Obrigado, mais ele não é meu namorado. Eu falei seca e indo para o elevador que estava aberto. Pois uma mulher havia acabado de chamar.
_A senhora vai para o andar 13º? Eu falei vendo com ela uma câmera digital. Tinha medo de que ela disse se que sim.
_Sim, Justin está lá. Ficarei de tocaia no apartamento. Ela disse sem saber ou mesmo fazer idéia que eu era a dona do apartamento que ela iria vigiar.
_Que bom para você, mais pareci que ele está no 15º. Eu andei me informando com o porteiro. Eu falei vendo os andares passar e a porta se abrindo para o 13º.
_Obrigado pela informação, você não vai lá? Ela disse quando eu saia do elevador.
_Vou pegar minha câmera em casa, e depois vou. Não perderia por nada. Falei com um sorriso forçado no rosto e virando quando o elevador se fechou. Estava de frente para a porta, com a chave na mão quando ele a abriu.
_Bom inicio de noite, achei que você já estava em casa? Ele disse indo para o sofá. Eu entrei e fechei a porta, coloquei minha bolsa em cima da mesa e indo para me sentar junto dele.
_Temos que conversa, eu preciso ser sincera com você. Meus olhos já se inundavam em uma água que me cegava. _Pode ser que depois você nunca mais queira falar comigo. Eu tentei continuar, mais minha respiração saia com dificuldade.
_Ei por que você está falando isso? Eu te amo sua boba, e nada fará que eu deixe de te amar. O que ele dizia era lindo, mais a verdade e que isso ia mudar.
_Você pensa que eu sempre gostei de você? Quando fui ao seu ensaio meu único intuito era de cumpri um trabalho novo. Ele me olhou sem entende o que estava sendo dito. _Aquele seria o dia em que eu iria começar meu trabalho, que era me infiltrar em sua vida. Ele agora estava um pouco surpreso e agora parecia juntar as peças.
_O que você está dizendo? Para Ágatha, isso não faz sentido. Ele ficou em pé ao lado do sofá em que estávamos sentados. Eu não queria mostrar a ela as lágrimas que jorravam em meu rosto, escondia o rosto como uma covarde.
_Justin eu menti para você, eu não te amava no começo. Mais depois você abriu um lugar só seus em meu coração. Eu agora tentava a todo custo olhar em seus olhos.
_Por que agora você está me dizendo isso? O que mudou? Ou agora você vai me dizer me ama. Que não consegui viver sem mim. Ele dizia deixando algumas lágrimas descerem seu rosto perfeito.
_Agora você que está me julgando sem me ouvir, eu sei que fiz muito mau a você. Mais também me machuquei. Isso não torna meu pecado menor por isso, mais eu não posso com este peso. E difícil para mim me olhar no espelho a ver a minha imagem refletida. Eu dizia como se ele tivesse entendendo minhas palavras, a única dor que ele entendia era a dele.
_Não seja falsa e mentirosa, me diz logo. Qual proveito você tirou dessa história toda? Ele agora falava com ódio nos olhos e dor, uma dor que me fazia encolher.
_Justin! Eu não tirei proveito, mais eu posso com certeza disser que nunca faria nada para te prejudicar. Eu estava de pé ao seu lado, tentei abraça- lo. Mais foi inútil, suas mãos não permitiram tal aproximação.
_Eu nunca pensei que você fosse assim, duvidei de minha mãe, que no começo achou que eu estava muito envolvido com você. Ele foi então para mais perto da porta e se afastou de mim, quase cuspindo as palavras. Que agora perfuravam meu coração. _Você não se preocupou em me machucar, o que você quis? Se queria destruir o meu sentimento por você, parabéns está conseguindo. Ele falava ironicamente e olhava para meu rosto que estava fitando o chão._Não fala assim, você não sabe o que eu passei, olhar para o espelho e sentir seu rosto desfigurado. Eu tentava respirar mais tudo estava ficando escuro, o pequeno mundo estava rodando. _Justin por favor, me perdoa. Eu preciso do seu perdão para morrer em paz. Eu não sabia o que estava acontecendo comigo, falei a primeira coisa que me pareceu mais convincente. Dizem que quando estamos morrendo, tudo fica escuro. E vemos nossa vida toda em cinco minutos em nossa frente.
_Do que você está falando? Para de tentar me confundi. Você riu quantas vezes da minha cara? Ele falava com raiva e se aproximando de mim, gesticulando com a mão muitas vezes.
_Justin vai embora. Eu não estou passando bem, e você assim não esta ajudando. Eu falei caindo no sofá, despencando depois no chão, ouvi ao fundo do meu consciente uma voz dizer. “O que você tem”?.
Acordei horas depois no hospital, Michel estava ao meu lado. Parecia que eu tinha voltado aos antigos e bons tempos, em que Michel cuidava de mim sempre que eu caia ou me maxucava. Brigando com os meninos, dentro e fora de casa. Mais não conseguia ver Justin, eu estava começando a me desesperar. Foi ai que ele entrou no quarto, estava com uma blusa azul listrada com branco. A calça era preta. E é claro calçado com um all star.
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