Uma Breve Carta
1 Uma Breve Carta
Cada momento que se passaram nesses anos de minha existência, somente alguns pude vive-los. Prendemo-nos as pequenas coisas que nos atrasam, que nos destrói, que nos afastam de quem amamos. Muitas vezes afastamos as pessoas ao nosso redor, por causa da religião, de opinião, se não concordamos nas mesmas coisas, nos afastamos e à condenamos. “A religião é o ópio do povo.” Digo isso, pois vivi em uma, e nunca me estive completo, nunca me senti parte dela. No momento em que me desliguei da religião e comecei a viver o amor, e o humanismo (Que era o que Jesus na bíblia pregava), comecei a viver, a viver em paz, a viver o amor, a tranquilidade. Claro que nunca estamos 100%, sempre tem aquele amor não correspondido, aquele triste término de relacionamento, aquela morte de um grande ente querido. Vivemos no mundo, e no mundo, o bem está no mal e o mal está no bem. Muitas vezes não enxergamos que nós mesmos fazemos o mal para nosso próximo. Enxergamos muito os defeitos do próximo e não vemos os nossos. Quando vemos que somos ruins, que somos imperfeitos, que erramos e buscamos evoluir, tudo melhora; nosso amor, nossa compaixão, nossa forma de ver o mundo, nossa forma de enxergar como as pessoas são. Começamos a ver que somos o universo dentro de outro universo. Um universo sem exploração. Que cabe a nós mesmos nos explorar.
Não podemos mudar nosso destino, mas, podemos mudar o que somos, como agimos diante as situações em que a vida nos põe a viver. Temos que mudar, e deve ser hoje.
Vejo cada situação uma oportunidade de evoluir, de amar, de me entregar, de me melhorar como ser humano.
Permita-se sentir. Sentir você principalmente, seus sentimentos, que, por muitas das vezes são desconhecidos, mas qual seria a graça em saber de tudo? Nenhuma. Só se permita sentir. Tente se compreender um pouco, nem que seja 1% e os outros 99% seja desconhecido. Quando nos conhecemos, passamos a nos aceitar, a nos amar. Sentimo-nos completos.
Vivia tentando me esconder, para que as pessoas não ficassem sabendo da minha sexualidade. Hoje, conheço um pouquinho do que é ser eu, e me amo. Há e como me amo... Quando começamos nos conhecer e ver que cabe a nós decidir ser feliz, livre, leve e solto, apenas somos.
E hoje, devo agradecer a todos que estão presentes nesse momento. Porque nem que seja por um minuto, fizeram parte da minha história.
Peço que vocês aproveitem mais o tempo que vocês tem de vida. Ao lado de quem amam. Viva!
Quero que saibam que eu fui completo, feliz. Que me sinto infinito.
20/06/1995 – 15/12/2013
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