Um romance tardio

12 Capítulo 12


Notas iniciais
Atenção! Capítulo com hot, caso alguém se sinta ofendido ou não se interesse, aqui está o aviso para não ser surpreendido. No mais, espero que todos gostem desse cap, foi divertido de escrever.

— Sakura… — Eu beijava o pescoço de Kakashi como uma gata manhosa, explorando cada centímetro com o toque leve dos meus lábios. Ele suspirava, o corpo respondendo em ondas a cada toque, e isso me encorajava, apesar do nervosismo crescente. A verdade é que, por mais que eu tivesse lido sobre esse tipo de momento nos livros de Icha Icha, nada me preparava para a realidade. Segundo os livros, a mulher usaria seu poder de sedução para colocar o homem na palma de suas mãos, mas não era isso que eu queria. Não queria poder, controle, ou ter vantagem sobre ele. Eu só queria viver esse momento — com ele, e apenas ele.

— Posso… tocar em você? — Minha voz saiu num sussurro, embargada pela emoção. Meu rosto estava apoiado em seu peito, sentindo as batidas aceleradas do seu coração, e sabia que ele também estava ofegante. Mesmo assim, meu corpo hesitava, dividido entre a vergonha e a entrega. Estranhamente, nunca me senti tão sincera como agora.

Kakashi não respondeu com palavras, mas balançou a cabeça, o olhar ainda mais profundo que o habitual. Seus olhos transmitiam uma mistura de curiosidade, ternura e até uma vulnerabilidade que eu nunca imaginaria em alguém tão forte quanto ele. Minha mão, com um toque incerto, desceu da sua nuca, traçando um caminho lento pelo pescoço e arranhando de leve sua pele com minhas unhas curtas. Vi seu corpo se arrepiar, uma reação que fez um sorriso suave surgir nos meus lábios.

Continuei descendo minha mão pelo peito dele, sentindo o tecido espesso que cobria sua pele aquecida. Me perguntei se os seus mamilos estariam rígidos, como os meus estavam. Passei os dedos suavemente sobre eles, mas o tecido ainda era uma barreira. Sem pressa, minha mão desceu um pouco mais, parando no cós de sua calça, meu coração bateu com mais força. O calor subiu pela minha pele, me surpreendendo, mas quando ergui os olhos para o rosto de Kakashi, encontrei algo ainda mais inesperado.

Ele estava com os olhos semicerrados, as orelhas tingidas de vermelho, e uma leve fumaça escapava de seus lábios, aquecendo o ar ao redor. Seu rosto parecia corado, e pela primeira vez, vi um Kakashi completamente desarmado. Esse rosto, aquele tom de pele ligeiramente rosado e a expressão indefesa… A máscara não poderia esconder isso.

— Está com frio? — Murmurei, sorrindo, sabendo que o calor que nos envolvia era bem diferente. Em resposta, ele apenas balançou a cabeça negando e na sua testa apareceram rugas, como se ele estivesse pedindo para eu não parar, mas a máscara ainda estava lá me impedindo de vê-lo em toda sua transparência.

Com a outra mão, desci sua máscara com cuidado, sentindo a intimidade e a permissão no gesto. E, finalmente, o sorriso que ele me deu em resposta era aquele que eu sempre imaginei — um sorriso real, de alguém que confiava em mim o suficiente para baixar as próprias barreiras. As bochechas vermelhas dele confirmavam essa intimidade, sorri, sem pressa, deixando que ele visse a sinceridade no meu olhar. Ao vê-lo tão vulnerável e lindo, era como se tudo o que eu queria estava bem ali, exatamente onde ele estava.

Minha mão entra finalmente por debaixo de todo aquele tecido e encontra seu membro rígido, era quente de tocar e também… Bem duro, era estranho, novo, olho para cima procurando respostas do que fazer agora. Não iria fingir que sabia o que estava fazendo, ele tinha ciência que aquilo era novo para mim e isso não me envergonhava.

O meu platinado apenas sorriu de modo amável e se inclinou para ficar com o rosto mais perto do meu, ele beijou minha bochecha e sussurrou no meu ouvido.

— Segure um pouco mais firme, mas sem machucar. — Ainda o encarado-o, faço como disse e seus olhos fecharam em um aperto, um gemido saiu da sua boca. Arregalo os olhos, será que o machuquei? Afrouxei o aperto. Ainda com as pálpebras fechadas, ele decifra para mim suas reações. — Não, vida. Estava bom, continue e faça movimento para cima e para baixo, devagar. — A voz dele sempre foi rouca desse jeito? A cada frase, eu sentia o ar tocando minha pele e isso me arrepiava toda. Eu obedecia e cada vez que minha mão se mexia ele soltava mais daqueles barulhos roucos, gemidos, sempre escutei bastante desses no hospital, mas esses são totalmente diferentes.

Um líquido cobria minha mão, eu sabia o que era, o sentir era bem diferente do saber. A voz do Kakashi estava cada vez mais rouca, encaro seu rosto, seus olhos se apertavam, a boca abria e fechava constantemente e mesmo em um local mais frio eu via um pouco de suor em sua pele. Acelerei os movimentos, quero mais daquilo, quero poder assistir ele ir à loucura com meu toque.

— M-mais devagar, machuca um pouco assim. — Sigo o comando, acho que aquelas roupas todas deviam incomodar também. Uma ideia veio a cabeça, paro o movimento e suas pálpebras se abrem, a visão focada em mim. — Você quer parar? Está tudo bem? — Um sorriso se abre automaticamente no meu rosto, eu sei que seu corpo implorava para liberar toda sua líbido, mas sua preocupação comigo era mais importante que seu próprio prazer. Dou um selinho na sua boca.

— Posso usar minha boca em vez da mão? — Surpresa, Kakashi estava em choque, a boca aberta e o rosto vermelho. — Eu não sei fazer isso, deixando claro, quero que você me fale como é melhor. — Lambo os lábios, nervosa, esperando sua decisão, será que isso foi demais para ele?

— Você não está se forçando? Não precisa fazer isso bebê — Sua mão enluvada toca meu rosto, fecho meus olhos e me aconchego com o toque. Cada demonstração de afeição e preocupação me deixava mais segura, quebrando barreiras que nem mesmo eu tinha conhecimento sobre.

— Não, eu quero, estou curiosa para te sentir. Se for demais para mim, nós paramos. — Sou sincera, sempre fui uma garota curiosa e agora mais do que nunca. Como resultado, Kakashi me beija na mesma hora, nossas línguas quase que batalhavam entre elas, volto a segurar seu membro durante o beijo e faço os movimentos de antes. Parecia gostoso antes, deve ser agora também.

— h-hmm. Ah, Sakura… — Ele para o beijo e eu paro o movimento, um filete de saliva nos unia. Nunca vivi nada tão erótico antes e nossa… Estava sendo ótimo. — Espere um pouco. — Kakashi olha para os lados, parecia procurar algo, questiono com o olhar, não obtenho respostas, mas acho que ele não achou o que queria. Ele então tira sua camisa, me afasto um pouco atordoada, sem entender suas ações. Imediatamente após tirar a blusa, ele a joga no chão na nossa frente, me espantando. — Não quero que machuque seus joelhos no chão, sua calça não é muito grossa, fique em cima da minha blusa. — Engulo em seco, agora ele estava sem camisa, o abdômen trincado subia e descia. Nunca tinha visto ele desse jeito, sem camisa, sem máscara, tão despido e não apenas de corpo. Eu e ele alcançamos uma intimidade totalmente nova, isso era tão gostoso de viver.

Ajoelhei em cima da blusa, ele apenas ficou parado, esperando que eu tomasse as decisões mais confortáveis para mim. Meu peito subia e descia, meus mamilos estavam tão duros que machucavam por dentro da blusa e minha calcinha… Apenas ensopada, implorando, por algo ser introduzido nela, contudo meu foco e interesse não era esse agora. Seguro a barra da calça de Kakashi e abaixo ela, junto de sua roupa íntima, seu membro pulou ficando na frente do meu rosto, era a primeira vez que o via. Não tinha uma cor uniforme, mas a cabeça era bem rosa, as veias permeavam em toda sua grande extensão.

— Você quer que eu fale algo? — Levanto minha cabeça, era estranho ver por aquele ângulo, me sentia tão menor, seu maxilar ficava mais marcado e seu peito maior. Seus mamilos pareciam duros daqui, evito um sorriso com o pensamento de acariciá-los.

— Sim… —

— Lamba ele, da base até a cabeça. — Aproximo meus lábios, boto a ponta da língua para fora. — Use toda sua língua, quanto mais saliva, mais gostoso é. — Assim o faço e cravo meu olhar nele, que sorria satisfeito, seu corpo parecia estremecer a cada novo canto que minha língua chegava. Suas duas mãos seguravam com força na mesa, presumia que ele controlava sua vontade de segurar meus cabelos e conduzir os movimentos. Agradecia por isso, quando li no Icha Icha essas partes, fiquei um pouco incomodada, pois era um movimento que facilmente machucaria a garganta de alguém.

— Engula ele, mas cuidado com seus dentes. — Abri bem meus lábios e abocanhei aquilo que consegui, acho que devo ter chegado na metade do seu membro. — T-tente usar mais da sua língua agora. — O encarei, seus olhos não saiam de mim por nada. Ele gemia baixo, mas aquela reação ainda era fraca para o que já tinha lido, como minha garganta não conseguia engoli-lo por completo, com minha mão segurei a base do seu membro e sincronizei o movimento da boca com o da minha mão. — Cacete. — Sua cabeça virou para trás, quase como um impulso, sua respiração estava bem mais abafada e seu corpo quente.

— Posso engolir? — Tirei minha boca, era difícil respirar daquele jeito. A pergunta era honesta, sentia já o gosto do líquido pré-ejaculatório, mas sabia que o verdadeiro era bem diferente.

— Você vai me matar assim, por favor. Apenas engula tudo. — Seu rosto estava completamente vermelho, eu sorrio e volto o que estava fazendo, mas dessa vez com minha outra mão, que estava avulsa, fiquei arranhando seu abdômen. Eu mexia minha cabeça, forçando abocanhar o máximo daquela extensão veiuda, lambendo tudo o que podia. — S-Sakura, eu v-vou- Ele não pode terminar a frase, pois o líquido veio primeiro, engoli tudo e fiz careta. O gosto era terrível e parecia grudar em minha faringe, deixo minha língua suja para fora.

— O gosto não é bom, né? — Meus olhos se voltam para o rosto de Kakashi, que sorria satisfeito. Ele afaga meu rosto com a ponta dos dedos, e nunca o vi tão relaxado. Parecia até mais jovem, com um sorriso despreocupado e a respiração ainda ligeiramente descompassada. Seus cabelos, grudados de suor e um pouco bagunçados, o deixavam com uma beleza quase casual. Mordi o lábio, era uma visão irresistível.

— Não… — Ele me oferece a mão, e eu a aceito, surpresa quando ele me puxa para um beijo. Será que ele quer sentir aquele gosto? O beijo difere dos anteriores, carregado de carinho, mais suave, sem pressa.

— Verdade… Posso sentir o seu gosto, então? — ele murmura, ainda nos meus braços, com um jeito quase manhoso. Sorrio e faço carinho em seus cabelos, naquele homem tão maior que eu, mas que agora parecia tão vulnerável, como uma criança que encontrou conforto. A situação me faz rir por dentro: ele, encostado na mesa, ainda sem camisa e com as calças ligeiramente abaixadas, enquanto aproveitava cada instante de carinho.

— Por hoje já está bom. Quero descansar, bebê. — Minha voz é leve, já sentindo o sono se aproximar.

— Tá bem… — Ele suspira e encosta o rosto nos meus seios, deixando-se envolver pelo momento. Ficamos ali, em silêncio, aproveitando a quietude e a cumplicidade antes de caminharmos finalmente juntos de volta para o hotel.

Notas finais
Que tal? Nesse capítulo quis fazer uma Sakura curiosa, afinal ela sempre foi assim, mesmo envergonhada pelo desejo ela foi até o final para se saciar e saciar seu parceiro. Apesar de parecer focar no prazer masculino, escrevi na intenção apresentar uma Sakura conhecendo a sexualidade como algo novo. Espero que vocês tenham gostado!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.