Notas iniciais
O desenrolar de uma amizade até que se torne amor, é complicado. Na vida real as coisas não acontecem do dia para a noite e na minha tentativa de serem situações o mais perto do real possível, acaba sendo uma tarefa extremamente árdua. Como nos outros capítulos que postei, como neste capítulo e nos próximos que viram, a escrita não está satisfatória. Mas juro que estou tentando a cada vez melhorar mais. Desculpem-me pelo capítulo pequeno, mas aguardem inúmeras surpresas para os próximos.

Não sei quanto tempo durou aquele abraço, só que ao terminar foi seguido da fala:

—Sabe Anna, ainda são 7:10, vamos comprar algo para comer? — Sugeriu Percy.

— Está podendo gastar? – Pedi.

— Dois pães de queijo não vão afetar meu orçamento — Sorriu, ele parecia estar tão aliviado que sou incapaz de descrever sua feição leve.

— Ainda vai pagar para mim? – Disse brincalhona.

— Eu sou um verdadeiro cavalheiro, as pessoas é que não sabem – disse, logo empinando o nariz de brincadeira.

— Só aceito porque esqueci a carteira hoje... – Disse, para ser sincera me sentia um pouco mal por aceitar, mas vou arrumar uma maneira de retribuir.

— Por favor, madame – Me ofereceu seu braço, para que eu entrelaçasse o meu e andássemos como os casais antigamente.

— Bobo – disse, retribuindo o gesto.

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Não conversamos mais sobre o assunto até à hora do recreio, quis dar uma brecha para que ele pensasse um pouco mais sobre o que tinha me contado e se alivia-se da tentação antes de eu o enche-lo de perguntas.

Talvez fosse a primeira vez no ano que eu não passasse o recreio na sala, Percy me convenceu que eu deveria fazer coisas diferentes às vezes o que em sua concepção incluía sentar nas escadas que saiam do saguão da escola.

— Sempre te disse que você deveria tomar um sol, esta parecendo um palmito Sabidinha – Disse um Perceu muito do engraçadinho.

— Querido tomar sol é legal na praia, em piscinas, torrar em baixo desse sol, em uma escada de escola onde em poucos minutos terei que voltar para a sala toda soada, simplesmente não faz o meu forte – e completei – você que estuda o dia todo e eu que sou a sabidinha? Vamos rever esses conceitos aí – disse também brincalhona.

— Você é uma Wikipedia ambulante, não precisa estudar tanto quanto eu – comentou como se fosse óbvio.

— Percy... – comecei — tenho algumas perguntas sobre o que me contou mais cedo – completei, insegura sobre sua reação, se perguntei em uma hora errada.

— Pode perguntar... – disse, parecia um tanto inseguro pelo o que viria.

— Bem você disse que passeava com cachorros antes da aula, mas hoje conseguiu chegar mais cedo... queria entender o motivo – pedi.

— A dona dos cachorros me dá folga uma vez na semana – respondeu.

— Seus pais são separados? Você comentou sobre a dificuldade que sua mãe e vocês passam – continuei.

— Nunca conheci meu pai, minha mãe simplesmente que ele foi embora e eu nunca insisti para saber mais, simplesmente acostumei com a vida que levo com minha mãe – disse, pensativo, entendo que seja um assunto delicado.

— Entendo, meus pais são separados – revelei.

— Sério? – pediu.

— Sim, também sou só eu e minha mãe, meu pai mora longe, já tem outra família e tudo mais, acho que você iria gostar dos meus meios irmãos. – comentei e sorri. Não havia ressentimento nesta história.

— Seria legal conhecer eles – disse, como se imaginasse tal cena — como eles são? – pediu?

— São gêmeos, loiros e bem magricelas, estão com 10 anos se não me engano – contei.

— Huumm — disse – Dois aborrecentes para seu pai domar, que tarefa em... Se forem como você seu pai está PERDIDO – e riu, e eu simplesmente fiquei sem entender nada.

— Eu sou muito comportada para seu governo – disse convicta.

— EU SEI, só estou zoando, não sabe fazer isso não Sabidinha? – Disse irônico.

— Não – respondi na lata.

— Chata – disse.

— Bobo – rebati.

— Zézona – continuou.

— Retardado – e ainda levantei as sobrancelhas em tom de desafio.

— grossa — e piscou.

— Idiota – É serio isso produção?

— Linda – disse e sorriu, e com meu arregalar de olhos o sinal bateu.

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Não conversamos mais naquela amanhã, para ser sincera qualquer tentativa de aproximação que ele fazia eu simplesmente não conseguia responder direito pela vergonha que eu estava sentindo... Óbvio que ele poderia ter dito aquilo de brincadeira e eu estava tendo uma atitude totalmente infantil, da mesma maneira que ele poderia ter dito de forma séria e seria um passo a mais, para que todo esse tempo que eu gostava dele fosse correspondido.

Passei o resto do dia estudando, a semana de provas estava aí e não queria levar bomba. Tudo bem que Percy estuda a noite, mas em que horário ele vai revisar o conteúdo especifico das nossas provas? Assim, tive a idéia brilhante (ou nem tanto) de fotografar meus resumos e enviar para ele, assim pelo menos facilitaria um pouco.

No outro dia, acordei com sua mensagem agradecendo e pensar que por um simples obrigado foi o mesmo que acordar com o pé direito.

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— Dormiu muito tarde ontem? — Cochichei para Percy durante a aula.

— Meia noite, só li seu resumo e capotei – contou.

— Não se sente esgotado? Está com umas olheiras enormes olhos verdes – Pedi preocupada mas ao mesmo tempo brincando, não queria pilhar ele.

— Sim, mas no fim de semana eu praticamente hiberno e também já me acostumei com esses dias – disse – Olhos Verdes? – indagou.

— Estou procurando um apelido que combine com você – comentei.

— Corujinha você é péssima com apelidos – brincou.

— Hahah – disse de forma irônica – vou inventar um apelido tão bom para você, que irá humilhar todos os que você já me deu – disse em tom desafiador.

— Se você diz – e piscou.

— Percy, aquilo que você me disse ontem, na nossa pequena discussão... – comecei, nossos olhares eram intensos.

— Relaxa Anna, disse aquilo para te pegar de surpresa, mas não é uma mentira... – parou de repente como se criasse coragem – eu te acho linda – sorriu e suas bochechas ficaram vermelhas.

Sorri sem graça.

— Anna você gosta do Luke né? – Pediu, e desviou nossos olhares.

— Não, por quê? – Que pergunta repentina é essa?

— Quando andava com eles, havia reparado que você estava sempre nos observando, achei que fosse algum tipo de amor platônico, não sei – disse – E por todas as meninas gostarem dele, achei que você fazia parte desse time – completou, parecia até que desapontado.

— Não gostei e acho que nunca vou gostar dele – disse — e eu não observava o grupinho ou Luke, tinha uma pessoa em diferencial – contei, e foi minha vez de ficar vermelha.

— O Leo? Olha ele é muito pegador, não acho que seja um cara para você – disse convicto.

— Não era ele – disse.

Ouviu-se o professor dizendo “Abram na página 394” porem ignoramos.

— Então quem? – pediu, estava mesmo curioso.

— Você! — revelei,

Notas finais
Espero que tenham notado a vírgula no final ;) Me digam o que estão achando e obrigada a todos os comentários anteriores, vocês não tem ideia de como me deixam feliz!