Notas iniciais
Talvez eu demore alguns dias para postar o próximo capítulo, mas espero que gostem deste, estou me esforçando para escrever bastante em cada um.

Passaram-se três aulas e finalmente o sinal referindo-se ao recreio tocou. Ele não me cutucou mais, não que eu tivesse prestado muita atenção, ele nunca ficou tão próximo por tanto tempo, tão tensa e viajada que comecei a me perguntar se ele achava minha nuca bonita!? Deuses, eu não estou bem.

Lá estava eu comendo meu lanche sozinha na sala, meu momento preferido neste colégio. Quando a porta foi aberta, já achei que seria o inspetor, mas meus ouvidos foram invadidos com outra voz.

— Aí está você! – Falou Percy Jackson pela terceira vez comigo em um mesmo dia.

— Acho que sim... — Falei olhando novamente para o resto da sala, verificando se estava mesmo sozinha.

— Então Anna, o que faz aqui sozinha? – Pediu, sentando-se na mesa do professor de frente para mim.

— Comendo – Curta e grossa.

— E cadê seus amigos? Revirei a biblioteca e o saguão atrás de você, mas não sei quem são seus amigos para perguntar de você – comentou.

— Na verdade, sou só eu — respondi.

— Aah... entendi — disse.

— Por que está falando comigo? – Pedi.

— Estou tentando fazer amigos novos — comentou.

— Só? É que não sou conhecida por ser sociável e os seus amigos parecem ser legais, todos gostam deles – comentei.

— Mas eles não são – ele disse firme e logo fechando a cara – você gosta deles? – Pediu.

— Nunca conversei com eles para ter uma opinião formada – disse, o que eu disse não era mentira, entretanto na minha cabeça eu não sabia justificar porque gostava de Percy mesmo sem ter conversando verdadeiramente com ele antes, talvez eu fosse um daqueles casos raros de amor a primeira vista ou simplesmente eu gostasse dele pelo físico.

— Eu queria ser seu amigo — comentou.

— A crise está tão feia que não sobrou ninguém do seu antigo grupo e teve que recorrer a mim? – Pedi.

— Aquelas pessoas com quem eu andava, são do tipo que os nossos pais nos dizem para tomar cuidado – revelou.

— Entendi – Na real, é um tanto complicado imaginar que tipo de pessoas são, eles se mostram serem incríveis, qual será a face que tanto escondem?

— Vai querer ser minha amiga? – Insistiu.

— Tudo bem – disse, amiga, melhor do que não ter nenhum tipo de relação com o crush, eternamente na friendzone – Geralmente as pessoas preferem ficar sozinhas, pelos menos é isso que acontece com os personagens quando acontece motivos como esses, de brigar com os colegas e tals – comentei.

— Mas eu não sou assim – disse – acho que estou precisando recomeçar – completou.

Neste instante o sinal bateu e a aula voltou.

No outro dia, ele não foi á aula, admito, fiquei preocupada.

Achei que ele fosse faltar no dia seguinte também, mas acabou apenas chegando atrasado. Sentou-se apressado atrás de mim, logo sussurrando um “oi” no meu ouvido.

A aula já havia começado só que ele não se importou muito com isso:

— Anna? – Chamou.

— Que? – Sussurrei.

— Não tenho seu número de celular – sussurrou.

— Para que quer meu número? – Pedi.

— Para passar trote que não é – disse.

— Grosso – resmunguei.

— Qual é me passa — pediu.

— Tá, espera — disse, logo anotando em um papel e o entregando – sabe se queria/precisava falar comigo, podia ter me chamado no facebook – comentei.

— Eu sei, mas é que sei lá – resmungou – acho que fiquei com vergonha.

— Você com vergonha de falar comigo? – Pedi quase não acreditando no que estava ouvindo.

— Falar pessoalmente é uma coisa – disse – mas te chamar na rede social é outra, não me sinto com intimidade o suficiente para isso, ainda mais do jeito que você é! – argumentou.

— Primeiro que á dois dias atrás você já chegou falando comigo, quase como se fosse meu melhor amigo, segundo que essa é a intenção das redes sociais, fazer pessoas as pessoas se conhecerem melhor, manterem contato e terceiro, que jeito que eu sou? – Eu sinceramente não estou entendendo mais nada.

— Já disse, falar pessoalmente é uma coisa! Não sei o jeito, só que você é sabichona e mandona, me sinto, acho que intimidado perto de você! — Disse.

—A... — antes que eu pudesse dizer alguma coisa, ele me interrompeu.

— Espera então você quer que eu te conheça melhor e mantenha contato? – Acho que aquilo era um sorriso malicioso e um tanto divertido no rosto dele.

— Idiota – exclamei, sentia meu rosto queimar.

— Será que os dois podem compartilhar o assunto com o resto da sala? – Pediu o professor, chamando nossa atenção, não estávamos mais só aos sussurros.

— Desculpe – murmuramos e eu me virei para frente.

E pela última vez naquela aula ele sussurrou em meu ouvido:

— A sala toda está nos olhando – ele parecia, divertido?

Cadê um buraco quando precisamos de um!?

Nathan: Se você tiver sorte, se você for á pessoa mais sortuda do mundo inteiro, a pessoa que você ama vai te amar também. (One Tree Hill)

Notas finais
Me digam o que estão achando, um grande beijo!