Notas iniciais
ATENÇÃO: Este capítulo tem cenas inapropriadas para alguns leitores, se não tem idade por favor espere o próximo.

P.O.V. Aria.

Infelizmente a cidade toda sabe que eu to grávida do professor. Todos sabem que eu e ele estamos juntos e acabou que a polícia veio interrogar a gente.

–Posso ajudar?

–Você é Aria Montgomery?

–Sou. Porque?

–Preciso que venha comigo.

–Tá bem. Só vou mudar de roupa.

Troquei de roupa e fui levada para a delegacia.

–Soube que a senhorita está grávida do seu professor de literatura. Verdade?

–É. E?

–O senhor Fitzgerald a violentou?

–Não! Porque todos perguntam isso? Ele é um homem bom.

–Quer dizer que a senhorita dormiu com ele por livre e espontânea vontade?

–Sim.

–E por acaso não foi por causa de nota foi?

–Não.

–Você o assediou?

–Não!

–Ele a assediou?

–Não.

–Vocês se conheceram na escola?

–Não.

–Onde se conheceram?

–No café da cidade. É só isso?

–É.

–Ótimo. Onde ele está?

–Ele quem?

–Ezra.

–Nós já o interrogamos.

–Ótimo. Posso ir?

–Sim. Boa noite.

–Boa noite.

Mandei um torpedo pra minha mãe dizendo que iria passar a noite com ele e ela respondeu:

–Juízo.

Eu ri e a porta abriu.

–Oi.

–Oi. Tudo bem?

–Tudo.

–O que está fazendo aqui?

–Eu queria ficar com você, mas se você não quiser eu vou pra casa. Sem crise.

Me virei pra sair, mas ele me puxou.

–Não disse que não queria só, estou surpreso.

–Ótimo. Posso entrar?

–Claro.

P.O.V. Ezra.

É bom estar com ela. Apesar dela ser muito mais nova que eu, nem parece.

–Você já jantou?

–Não e você?

–Não.

–Deixa Ezra, eu cozinho.

Disse rindo.

–Boa ideia.

Aria pegou uma maria chiquinha na bolsa, fez um coque frouxo no cabelo, lavou as mãos e os braços com bastante sabão e começou a perguntar onde as coisas ficavam. Ela era impressionantemente rápida na cozinha.

A faca praticamente se mexia sozinha.

–Como consegue?

–Consigo o que?

–Cozinhar assim.

–É um dom eu acho. E a pratica ajuda bastante.

–É mesmo?

–É.

Ela pegou o celular e o cabo, plugou-o no rádio e começou a tocar How to Save a Life do The Fray.

Aria tirou os sapatos e começou a cantar e a dançar pela pequena cozinha enquanto picava os ingredientes e a coloca-los na panela.

–Você é uma caixinha de surpresas menina.

–É o que me dizem!

–Vem cá!

Como ela estava descalça ficava bem mais baixinha que eu, por tanto tive que segurá-la para poder beijá-la.

–Senti falta disso.

–É. Eu também.

–Pretende dormir aqui?

–Se você me convidar.

–Você quer ficar aqui comigo essa noite?

–Sim. Muito.

–Ótimo.

Nós ficamos namorando até eu ouvir um ding.

–A comida tá pronta. Onde ficam as toalhas de mesa?

–Terceira gaveta do armário da pia.

–Obrigado.

Eu ia começar a comer quando ela fala:

–Espera! Não acabei ainda!

Ela jogou queijo ralado no macarrão e colocou umas folhinhas pra enfeitar, depois colocou um fio de azeite.

–Pronto. Agora acabei.

–Isso era mesmo necessário?

–É o processo né?

–Que processo?

–Se não colocar o manjericão, o cheiro fica ruim e se não colocar azeite fica seco!

Aria e eu ficamos comendo espaguete e assistindo a um romance na televisão.

–Você tem mesmo um dom. Cozinha maravilhosamente bem.

–Own! Obrigado.

–De nada. Então, você pretende dormir sem escovar os dentes?

–Não! Eu sempre trago pasta de dente e escova na bolsa.

–E com que roupa vai dormir?

–Sei lá, não ligo muito.

–Eu tenho uma ideia.

–E qual é?

–Nada de roupas.

–Boa ideia.

Depois dela ter escovado os dentes começamos a nos beijar e as coisas esquentaram rápido.

Como no dia em que ficamos juntos pela primeira vez começou a chover, a trovejar.

A blusa dela foi parar no chão.

–Eu amo você.

–Também amo você.

Com a gente as coisas eram complicadas, entretanto a única coisa que não mudava era o sexo.

Era uma atração animal.

–Uum!

–Gostoso?

–Muito.

Decidi tentar uma coisa nova.

–O que está fazendo?

–Shh! Só aproveita.

–Tá bem.

Eu não era novo naquilo, já havia feito sexo oral numa mulher, mas com ela foi... mágico.

Ela tinha um gosto tão bom.

–Oh! Oh! Tá bom. Tá bom!

–Mas, já?

–Desculpe, grávidas são mais sensíveis e só vai piorar. Minha vez.

–O que?

–Me fala se eu te machucar tá?

Ela disse pausadamente.

–Tá. Espera você...

–Eu nunca chupei um cara antes.

–Aria!

–Desculpe professor, eu nunca fiz sexo oral num homem antes!

Disse em tom de deboche.

–Sua menina levada!

–Jura professor? Nem xingar você consegue?

–Sua vadia!

–Melhor. Muito melhor.

–Espera, você gosta disso?

–De que?

–De ser chamada de vadia?

–Ai, depende da situação.

Entendi o que ela queria dizer.

–Cala a boca e me chupa logo sua vadia!

Aria me deu um sorriso sacana, lambeu os lábios e caiu de boca em mim.

–Oh! Oh! Meu Deus!

Quando ela acabou tive que perguntar.

–Tem certeza que nunca fez isso antes?

–Bom, não num de verdade.

–Num de verdade?

–Que é? Eu gosto de aprender coisas novas.

–Você tem mais camadas que uma boneca russa.

–Valeu. Eu acho.

Fiz amor com ela a noite toda. Acho até que peguei pesado demais.

–Eu te amo.

Como ela estava dormindo não pode responder. Sua respiração estava calma, tranquila.

Parece até um anjo.

Minha mãe tinha razão. O amor não escolhe idade, raça, ou crença simplesmente acontece.

Pela manhã acordei com alguém me dando beijos.

–Bom dia meu amor.

–Bom dia linda.

–Temos que acordar. Vou fazer café.

–Aria?

–Fala.

–Você não quer vir morar comigo?

–Tá falando sério?

–Sim.

–Sim! Sim.

P.O.V. Elle.

Fiquei muito p da vida quando soube que o meu marido havia assinado a carta de demissão do professor Fitzgerald.

–O que você fez?

–Despedi ele.

–Meu Deus, Byron ela está grávida! Está grávida dele e apesar de tudo eles se amam.

–Ele tem quarenta anos e ela tem apenas 17!

–E daí? Ele a ama, acha que eu não fiquei puta da vida quando descobri?

–Você é fraca Elle.

–Se continuar assim, vamos perdê-la.

–Papai? O que tá acontecendo?

–Querida, ele não é bom pra você.

–Falou o modelo de homem. O homem do ano! Que chantageou a filha para que esta escondesse da mãe que ele a estava traindo com a vadia da Meredith Sorenson!

–Aria!

–Esqueci que não era pra contar pra mamãe que você me chantageava me ameaçando colocar num internato se eu contasse!

–Você o que?

–Olha, eu posso explicar.

–Não quero saber! Pegue as suas coisas e saia agora!

–Essa ainda é minha casa.

–Mas, não a minha. Vou morar com o Ezra.

–O que?

–Eu não fico nesse inferno nem mais um minuto. Nunca mais olhe pra mim, nunca mais fale comigo e nem me ligue ou mande mensagem.

–Aria...

–Não! To cansada de ficar no meio. To cansada de ser usada, ameaçada, chantageada e jogada de um lugar pro outro como uma bola de pingue e pongue.

–Querida...

–Não me chame de querida. Pode nos visitar sempre que quiser mamãe.

–Tem certeza?

–Absoluta.

–Você é bem vinda sempre que quiser, vocês dois.

–Valeu mãe. Obrigado, por entender.

–Te amo querida.

–Também te amo. Bom, vou começar a encaixotar as coisas.

–Quer ajuda?

–Seria bom, obrigado.

P.O.V. Byron.

Não acredito que minha mulher esteja concordando com isso.

Fui até a casa do sujeito e a porta estava aberta.

–Oi senhor Montgomery. Como vai?

–Fique longe da minha filha.

–Vou bem também, obrigado por perguntar.

–O que está fazendo?

–Aria não contou? Ela está vindo morar aqui comigo.

–Contou.

–E?

–Você é um homem de quarenta anos! Ela só tem 17 e está grávida!

–Papai. Saia.

–Querida...

–Saia!

Ele saiu.

–Você está bem?

–Não muito e você?

–Não muito.

Nos abraçamos e ficamos abraçados.