Notas iniciais
Olá a quem estiver lendo (^-^)/ Essa é minha primeira fic, mas já estou nesse site a bastante tempo como leitor fantasma (sei que todos odeiam fantasmas ^-^") e finalmente resolvi me juntar à festa, espero que gostem das minhas histórias, até lá embaixo ^-^

Dipper bateu a porta de seu quarto com raiva, indo em direção à sua cama com passos pesados. Parte de si agradecia aos céus por seus pais não estarem em casa naquela tarde de sábado, ou teria de escutar uma bronca de seu pai por bater a porta, ou pior, teria de falar o por quê de sua atitude, e tudo oque ele menos queria era ter de conversar sobre isso com seus pais...

"Isso" se tratava do próprio dia que estava tento, começara tão bem, tão alegre,agora se praguejando por isso. Sempre fora desconfiado de quando as coisas iam bem demais, e passara a ser mais ainda depois de seu primeiro verão em Gravity Falls cinco anos atrás. Chamavam ele de pessimista e até paranoico, mas pelo menos era precavido, pois prever o pior ajudava a aliviar a dor quando o pior acontecesse. Mas ele foi descuidado, abaixou a guarda, confiou demais em si mesmo. Até três horas atrás ele estava por cima, sentia que tinha tudo sobre controle, meio segundo depois ele já havia perdido o chão, sua realidade destruída, e ele nem sabia o por quê...

Essa era a pior parte, ele não sabia o por quê! Foi algo que fizera? Algum detalhe que deixou escapar? Alguma besteira que disse ou fez? Ou foi só o somatório de tudo que ele é? Em outras palavras, a culpa era dele por ser quem ele é?

Dipper jogou seu corpo na cama, pressionando os seus olhos com a palma das mãos. Já podia sentir seus olhos lagrimejarem. "Droga, Dipper!" Ele falou para si mesmo, tentando conter o choro que subia por seu peito. Não adiantaria, sua cabeça estava quente e brigar consigo mesmo não adiantaria. Ele precisava se acalmar, só não sabia se conseguiria fazer isso nas próximas horas...

Enquanto ele respirava mais devagar para tentar se acalmar ele começou a ouvir algo, era uma música, e quando prestou a atenção percebeu que se tratava de uma música da BABBA, sua favorita, apesar de já não ter tanto orgulho de admitir isso como no dia em que conheceu os Manotauros. A musica vinha do quarto ao lado ao seu, e vinha bem alta. Apesar de Dipper ter reconhecido a musica, a voz em que ele estava prestando atenção não era a da cantora da banda. "Mabel..." Ele sorriu, uma sensação que aliviou um pouco o aperto que sentia no peito.

A voz dela não era uma das mais belas, e ela desafinava nas notas mais altas, mais para ele, parecia um anjo cantando. "Pelo menos... Tive um pouco de sorte hoje..." Ele falou com uma leve risada. O mundo não parecia prestes a acabar agora, tudo bem, ainda doía um pouco nele oque tinha acontecido mais cedo... "Mas quer saber? Que se dane!"

Ele disse apoiando as costas de uma das mãos contra a testa e colocando a outra sobre o peito. O teto do seu quarto se tornou o objeto de seu olhar agora, deixando que a cantoria de sua irmã acalmasse seus nervos, ele começou a relaxar, sentindo que poderia até adormecer escutando a voz da Mabel, mas foi só fechar seus olhos que a voz dela se calou e meio segundo depois a música também. O corpo de Dipper enrijeceu na hora e ele abriu os olhos rapidamente. "Essa não... Ela não pode ter... Não só agora!" O som da porta do quarto de Mabel se abrindo confirmou os temores dele. Ele se ajeitou rapidamente na cama, se encolhendo e virando em direção à parede.

A porta de seu quarto se abriu devagar, com um baixo ruido, e Mabel pôs apenas a cabeça para dentro do quarto, inspecionado a área antes de encontrar seu alvo deitado na cama, um sorriso largo surgindo em seu rosto.

"Dip? você está acordado?" Não houve resposta, mas ela já esperava por isso. Ela caminhou na ponta dos pés até o lado da cama dele, olhando para o rosto quase escondido dele. Ele estava de olhos fechados e respirava calmamente, parecendo estar dormindo. Ela aguardou mais um pouco antes de atacá-lo com cócegas, um ataque super efetivo que forçou Dipper a se contorcer na cama tentando escapar dos dedos ardilosos de sua irmã.

"Para... Mabel, por favor... Pelo amor de deus, para!" Ele falou entre risadas enquanto sua irmã impiedosamente ignorava suas súplicas.

"Você sabe qual é a punição para quem finge estar dormindo e não atende ao chamado da irmã, então sofra!" Ela falou continuando a atacá-lo, mesmo com ele se encolhendo contra a parede. Quando ela parou, Dipper já tinha lágrimas nos olhos enquanto continuava rindo junto de sua irmã. A risada dela era contagiosa, mesmo ela já não estando mais atacando ele, ele não conseguia parar de rir. Só veio a parar mesmo quando ela se sentou na beira da cama e colocou a mão sobre a perna dele.

Dipper voltou seu olhar para ela. Ela estava com o cabelo preso em um rabo de cavalo, havia adotado esse penteado à mais de um mês, o mais duradouro até agora, e um arco roxo com uma flor amarela ao lado e um Suéter feito a mão com um desenho de um guaxinim atrás das grades dizendo "Não fui eu!". Mas oque mais marcava era o seu sorriso: Largo, lindo, contagiante... Tudo nela o contagiava, sua alegria, sua determinação, até suas bobeiras! Era ela que o equilibrava, que o impedia de se perder em conspirações e mistérios, principalmente de se perder em si mesmo, ele não sabe oque faria se não tivesse ela ao seu lado em toda a sua vida.

"E então, como foi o seu encontro?" Ela perguntou fraquejando um pouco no sorriso, Dipper notou isso, mas oque mais lhe incomodava era ser lembrado do que aconteceu mais cedo. Mabel não sabia ainda, claro, mas foi para evitar ter de falar sobre isso tão cedo que ele fingiu estar dormindo. Ele não queria falar sobre isso, não com ela... Com ninguém! Era que ele sentia que tinha que resolver sozinho.

Dipper suspirou deitando-se direito na cama e voltando seu olhar para o teto. "Ellen rompeu comigo..."

"Oquê!?" Mabel se conteve ao ouvir um tom de esperança em sua voz, se praguejando por isso. Dipper não notou, ou melhor, ignorou, e apenas se manteve olhando para o teto.

"Yup, acabou, lle finale ou alguma besteira assim..." Dipper Grunhiu fechando os olhos com força

"Dipper, eu sinto muito.."

"Não vem com essa Mabel, eu sei que você a detestava!" Dipper falou tentando não erguer a voz, ele não queria descontar nela sua frustração, era apenas... muito difícil segurar tudo aquilo sozinho.

"Bom, é verdade que eu achava ela vulgar, mesquinha, convencida, esnobe..."

"EU AMO ELA, TÁ?!" Dipper gritou fitando à Mabel com lágrimas nos olhos, voltando-se a deitar e colocando o braço por cima dos olhos. "Ou amava, Não sei ainda... É tudo muito confuso..." Ele respirou fundo

"Dip..." Mabel colocou sua mão sobre a dele em cima da cama

"Eu não sei, Mabel. Hoje de manhã eu tinha certeza que estava apaixonado por ela, mas agora... Sei lá, parece que você estava certa, eu não via o quanto ela estava tentando me mudar, o quanto eu estava desistindo por ela..." Ele respirou fundo, uma única lágrima escorrendo pelo seu rosto. "Mas ela foi a primeira, Sabe? A única que não me achou um esquisitão ou maluco..." Dipper sentiu a mão de sua irmã encostar em seu rosto, secando com o polegar a lágrima que havia escorrido.

"Ela não foi a única e nem a primeira, você sabe disso." Ela falou deixando sua mão repousar no rosto dele. O toque dela foi aos poucos acalmando-o, ele deixou seu olhar se fixar nos olhos dela, olhos que podiam parecer comuns para quem visse, mas só quem parasse para olhar bem fundo poderia ver o quão belos eles eram, dependendo de como ela olhasse para você, seus olhos poderiam ser cor de mel, ou até dourados, mas nunca deixavam de ser expressivos, ela dizia mil coisas com um simples olhar. Mas nem sempre Dipper sabia dizer oque ela sentia, como agora. Ele podia sentir que havia algo que ela queria dizer a ele, mas não sabia oque era...

Dipper suspirou desviando o olhar de volta para a parede. "Eu... Acho que preciso ficar sozinho, Mabes... Pra tentar conectar tudo isso na minha cabeça..." Ele fechou os olhos respirando fundo. Dormir realmente cairia bem agora...

"Eu sei exatamente do que você precisa, Dippirinton!" Dipper voltou seu olhar para ela. Ela sorria largamente se ajoelhando na beira da cama.

"Oquê?"

"Você precisa de 'um pouco de Mabel'!" Ela falou passando um de suas pernas por cima de Dipper e sentando no colo dele. No mesmo instante o coração do Dipper acelerou e ele olhou assutado para sua irmã

"M-Mabel... Eu não estou entende-" Ele tentou se levantar mais foi impedido pelas mãos de sua irmã contra seu peito, empurrando-o de volta para que se deitasse.

"Shhh, a doutora Mabel sabe oque está fazendo!" Ela falou com a voz melosa, Dipper ficou ainda mais tenso pois a parte debaixo do seu corpo estava respondendo da forma errada à tudo aquilo. "Feche os olhos."

"O-Oque?"

"Fecha logo!" Ela ordenou pressionando sua mão contra o peito dele. Dipper respirou fundo tentando relaxar

"(Tem que ser uma das brincadeiras dela, tem que ser! Não tem como ser outra coisa! Para de pensar besteira Pines!)" Ele fechou seus olhos e tentou colocar suas mãos sobre eles, mas Mabel puxou seus braços para baixo e os prendeu sob suas pernas, oque fez Dipper ficar mais tenso. "(Respire, Pines! Ela provavelmente deve ter um pouco de ' Suco da Mabel' com ela e vai te forçar a beber, só isso. O pior que pode acontecer é ela te afogar!) Ele respirou profundamente.

Ele sentiu as mãos dela subirem por sua camisa. "(Espera... Ela está se curvando? Ela...Ela está se aproximando?) Ele sentiu a respiração dela se misturar com a sua, sentindo o cheiro de açúcar e pasta de dente, e antes que pudesse sequer formar outro pensamento, ele sentiu os lábios dela pressionarem contra os seus. Seu corpo endureceu na mesma hora, ele não queria acreditar que aquilo era real, pelo menos, uma parte de sua mente dizia que não. Mas a sensação era real demais para ser um sonho acordado. Ele podia sentir os lábios dela se movendo contra os seus, o gosto do brilho labial dela, framboesa, seu sabor favorito, bom, pelo menos tinha passado a ser. Ele então percebeu que estava correspondendo ao beijo, sua boca estava se movendo em sincronia com a dela e não conseguia abrir os olhos, não queria abrir e ver que era tudo mentira, que era apenas imaginação sua.

O beijo se tornou mais intenso quando a língua dela entrou em sua boca, convidando a dele a acompanha-la enquanto explorava o interior da boca dele. As mãos dela foram cada uma para um lado do rosto dele, puxando-o para perto. A mãos do Dipper se soltaram com o movimento de Mabel, e inconscientemente foram parar na cintura dela, impedindo-a de escapar. Dipper perdeu qualquer linha de raciocínio que tinha, sua mente se calou como... Como nunca havia antes! Ele estava apenas ali, perdido e encontrado ao mesmo tempo, nada mais importava, não havia um mundo ao seu redor. Havia apenas ele e Mabel, sua Mabel...

Ele escutou ela gemer contra sua boca, e aquele som gerou uma reação em seu corpo, uma reação que ele percebeu e seguiu até sua cintura. Ele então notou que estava se exitando e, pelo que podia sentir contra seu colo, Mabel também estava. Só então ele percebeu que suas mãos já estavam subindo por debaixo da saia dela e ele se deteve imediatamente, separando-se de Mabel e puxando seu corpo de debaixo dela, não conseguiu sair mais pelo menos ela estava sentada sobre suas pernas agora. Ele olhou confuso para ela e ela... parecia desapontada.

"Mas... Mas que diabos foi isso?" Ele falou, incerto se era com ela ou consigo mesmo

"Oquê?" Ela perguntou parecendo mesmo não saber do que ele estava falando

"Isso! Oque você... Oque nós estávamos fazendo?!" Mabel viu o pavor no olhar de seu irmão e aos poucos ela mesma começou a ficar apavorada. Ela se precipitou? Avançou rápido demais a linha? Foi um erro? Ela se aproveitou da vulnerabilidade emocional dele?

Ela agarrou seu cabelo e o usou para tentar cobrir o rosto, se praguejando por estar com ele preso. "Mabel?" A voz do Dipper veio confusa e ela sentiu as lágrimas brotarem em seus olhos

"Me desculpa, Dipper! Não foi... Não era assim que eu queria que fosse!" Ela começou a chorar e Dipper a olhou mais confuso

"Oquê?"

"Eu... Eu comecei... Comecei a sentir... Coisas por você... Coisas fortes, e... Eu fiquei com medo no inicio, com medo do que você pensaria de mim se descobrisse, e se... Me odiasse, por isso... Por isso eu tentei esconder, tentei esquecer, mas..." Ela soltou seus cabelos e apoiou as mãos contra a barriga dele. Dipper viu as linhas das lágrimas no rosto dela, e ainda havia mais descendo dos olhos dela "Mas era muito forte, então... eu não consegui ignorar, só... só aceitei..." Ela olhou diretamente para ele, logo desviando e tentando secar suas lágrimas com as mangas do suéter. "Eu sinto muito, Dip. Sinto muito mesmo!" Ela falou começando a soluçar de novo. Ela queria sair correndo dali, correr de volta pro seu quarto e ir direto para a cidade suéter, ou cavar um buraco e se enterrar lá, qualquer coisa que a ajudasse a nunca mostrar a cara de novo

Mas quando foi tentar sair dali, Dipper segurou ela pelas mãos antes que ela se levantasse. Ela voltou a olhar confusa para ele. "Mabel, Eu..." Ele parou, procurando pelas palavras. " Me desculpa, eu... Eu não queria reagir assim, mas é que... Eu sei bem como é essa luta pela qual você passou, mas ... Eu pensei ter vencido ela há algum tempo atrás, mas agora eu vejo que não venci nada!"

"Espera, Dip, você... Você sente algo por mim também?" Ela perguntou com esperança voltando ao seu olhar. Dipper sorriu com isso e respirou fundo coçando a parte de trás de seu pescoço.

"(É isso aí, Pines, bota pra fora!)" Dipper respirou fundo e voltou a olhar para ela. Ela era linda, mesmo com o rosto todo manchado pelo choro. "Sim." Ele falou sorrindo

"Desde quando?"

"Eu acho que... Desde nosso primeiro verão em Gravity Falls, ou até antes!" Ele falou ruborizando "Eu sempre tive um sentimento por você, Mabel. Primeiro eu achava que era admiração. Eu admirava a forma como você via as coisas, como encarava o mundo, admirava sua força de vontade, e admirava até suas bobeiras!" Ele riu e ela o acompanhou também. " Mas então, eu percebi que na verdade, eu amava tudo isso em você, que eu amo você." Ele olhou fundo nos olhos dela. Era estranho admitir esses sentimentos, principalmente na frente dela, mas foi como tirar algo de dentro do seu peito, algo que já estava pesando há muito tempo dentro dele, que ele até se acostumara, mas que ficou melhor agora que já não tinha mais que guardar só para si. "Eu só vim a perceber que ere um tipo diferente de amor do que o padrão "irmão e irmã" quando eu comecei a ter um sonhos com você em que--" Ele se deteve ao perceber que estava indo longe demais.

Um sorriso largo e travesso se formou no rosto de Mabel e Dipper engoliu em seco. "Espera um segundinho, Sir Dippirinton!" Ela falou se aproximando dele, com as mãos apoiadas no colo dele e o rosto se aproximando perigosamente do dele. Dipper recuou, mas não havia muito para onde ir. "Você teve sonhos pervertidos comigo?" Dipper engoliu em seco novamente, ruborizando forte

"Bom, Mabel, veja bem... Eu --" Ele parou quando ela o beijou, Uma das mãos dela foi até o rosto dele e a outra para debaixo da camisa dele.

"Está tudo bem, Dip." Ela falou separando seus lábios dos dele, mas olhando nos olhos dele. "Eu não seria a Senhorita Sinceridade se não dissesse que também tive os meus com você"

Ela o empurrou para deitar novamente, selando seus lábios nos dele. Dipper não reagiu contra, Mas quando sentiu a mão dela subir por seu peito, levantando sua camisa e a parte inferior do seu corpo ficar mais "Tensa". Ele se deteve e voltou a olhar para Mabel. "Mabel, espera! Nós--"

Ela colocou o dedo sobre os lábios "Dipper, eu quero isso, eu quero você! Mas não vou prosseguir se você não quiser..." Ela falou olhando dentro dos olhos dele. "Então...Dip, você quer isso? Você me quer?" Ele olhou fundo nos olhos dela. Ela parecia sincera sobre isso, não era apenas uma brincadeira dela, Isso era sério, era real! Mas podia ele se entregar a isso? A esse amor impossível? Mas o mais difícil seria dizer não agora, por que ele queria ela, queria que esse amor fosse possível, que fosse algo que pudessem ter para sempre, mas os riscos eram altos, e as perdas também seriam...

Mas olhando dentro dos olhos dela, ele podia ver que era algo que ela tinha mesmo guardado por muito tempo, algo que a estava consumindo por dentro "(Ela nunca foi boa em guardar seus sentimentos)" E ela parecia disposta a continuar, a dar esse salto de fé em direção a esse caminho incerto, mas não faria sem ele. Então, pelo menos uma vez, ele ignoraria as chances que seu cérebro lhe dava e daria esse salto, por que, com ela ao seu lado, valeria o risco...

"Eu quero!" Ele respondeu tomando-a novamente pelos lábios

Não era convencional, não era comum e nem simples, mas era algo que valia o risco, o amor sempre vale....

Notas finais
Então, gostaram?
comentem! (^-^)/ bye!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!