Um outro Amor Verdadeiro

16 Pesadelos - Parte 2


[David]

– Você fez o que?

– Qual é David.

– Não, eu é que te pergunto isso, qual é a sua? O que você estava pensando Killian?

– Ah, o que você tem a ver com isso também?

– Nada, assim como você! A vida é do Robin, e nós não temos nada a ver com isso.

– Tudo bem, tudo bem. Juro que não vou mais me meter na vida dele. Mas você tem que admitir que ele precisava de um empurrãozinho.

– E você como um ótimo amigo deu esse “empurrãozinho” certo?

– Sim. Dei! E eu estava certo, até por que já se passaram uma hora desde que eu deixei os dois na lanchonete, e ele disse que ia apenas “esclarecer a burrada” que fiz. Acho que leva bem menos que uma hora pra dizer “Olha, eu não estou afim de você, sinto muito, mas tudo isso que Killian te contou não se passou de uma fantasia que ele deve ter imaginado”.

Não respondo nada.

– Então, se August não o matou eles provavelmente estão resolvendo uma questão pessoal. Sexualmente pessoal eu diria.

Ele sorri, mas ao olhar minha cara seria ele diminui o sorriso até seus lábios formarem uma linha reta.

– Ei, Dave, eu sinto muito tudo bem? Quer dizer, juro que não queria te aborrecer com essa historia, eu só quis fazer algo pelo Robin, eu sentia que devia isso a ele.

Encaro-o sem entender.

– Ah, qual é! Eu sei do que ouve entre vocês, eu vi você o beijando aqui, nessa mesma sala.

– Killian eu..

– Não se preocupe, não estou mais tão nervoso com isso, afinal não tínhamos nada e você também me pegou numa situação um tanto quanto desagradável.

Lembrar da cena que encontrei Killian no navio me traz uma enorme onda de ciúmes e faço uma cara de desgosto.

– Então, ele aparentemente estava gostando muito de você. Mas ai eu voltei, e toda a esperança de ficar com você foi destruída.

– Então você fez isso para fazê-lo me esquecer?

– Não. Fiz isso para que ele tivesse uma chance de ser feliz, afinal, todos merecemos ser felizes, não?

Afirmo com a cabeça. Sim, todos merecemos a felicidade e todos merecemos um amor verdadeiro, mas e se Killian estiver errado? Quer dizer, e se no fim Robin e August não tiverem essa “química”?

– Então, Dave? Estou perdoado?

Encaro-o com uma cara seria. Caminho em sua direção até poucos centímetros separarem nossos corpos. Abro um sorriso fazendo-o sorrir junto.

– Claro que está meu amor.

Ele abre a boca para falar algo, mas eu o beijo.

Não quero mais falar de Robin, de August, do incidente no navio ou o da delegacia. A única coisa que quero é ele, estar com ele, estar com quem eu amo, sem me preocupar com outros assuntos.

[Killian]

Depois de contar o que fiz David ficou realmente transtornado com o fato. Não sei bem por que, mas ele não gostou muito do que fiz.

Ficamos cerca de meia hora discutindo até que eu finalmente decido dar um ponto final na discussão.

– Então, Dave? Estou perdoado?

Claro, eu poderia muito bem continuar a impor minha visão, afinal não fiz nada de errado, e mesmo se tivesse feito, isso não tem nada a ver com David. E eu também não gosto de brigar com ele.

Ele não me responde, sua cara continua seria. Acho que ele não está tão disposto a ceder, mas sei que vai, mais cedo ou mais tarde ele vai.

Ele caminha em minha direção ainda com a cara fechada e me encarando. O sorriso que está brotando no seu rosto é o que confirma que ele já me perdoou ou pelo menos decidiu deixar isso de lado por enquanto.

– Claro que está meu amor.

Abro a boca para falar algo, mas ele me silencia com um beijo.

Me apoio na mesa do escritório dele e o puxo para mais perto de mim, beijo-o como se não houvesse mais um amanhã.

Com a mão livre eu retiro alguns papeis que estão atrás de mim e deixo que ele me bote sobre a mesa. Abro as pernas e puxo-o para mais perto de mim. Ele me abraça e força meu corpo ainda mais contra o dele, aumentando a pressão sobre mim e meu braço.

– Arrg. – Reclamo da dor que percorre todo meu braço esquerdo.

Ele se afasta de mim pronto para pedir desculpas, mas eu agarro seu casaco e o puxo novamente para perto de mim atacando sua boca. Minha língua pede passagem por seus lábios, e quando a consigo começamos a travar uma luta de línguas, ora na minha boca ora na dele.

Retiro minha tipóia e agora com minha mão e meu gancho, começo a retirar seu casaco, tomando cuidado para não rasgá-lo. Retiro-o e ele começa a desabotoar sua camisa deixando seu peito completamente nu.

Passo minha mão por sua cabeça até chegar na sua nuca, entrelaço meus dedos no seu cabelo e puxo sua cabeça levemente para trás fazendo-o gemer surpreso.

Começo a beijar, lamber e dar leves chupões no seu pescoço que está totalmente exposto. Isso vai deixar marcas, tenho certeza que vai.

Volto a beijá-lo, um beijo lento e molhado. Brinco por diversas vezes com seu desejo, fingindo começar um beijo e me afastando quando ele se aproxima.

David retira minha camisa e começa a desabotoar minha calça. Passo a mão nas suas costas deixando um rastro onde minhas unhas passam, fazendo-o gemer com a ardência que isso causa.

Inclino meu corpo para trás apoiando meus braços na mesa. David começa a me beijar novamente e vai descendo fazendo uma trilha de beijos sobre meu corpo. Começando pelo pescoço, passando por meu tórax e descendo pela barriga até chegar na minha cintura.

Sentir sua língua quente passar por minha barriga me excita e eu me inclino mais para trás.

David me puxa para frente e começa a tirar minha calça me deixando só de cueca. Ele sobe passando as mãos sobre minhas coxas e um arrepio percorre todo meu corpo.

Ele me puxa para mais um beijo e em seguida dá umas lambidas na minha orelha, e uau, isso é delicioso. Meu penis lateja dentro da cueca a cada lambida que ele dá.

Inclino meu corpo para trás novamente me apoiando na mesa e ele começa a descer em direção a meu órgão.

Ele retira minha cueca lentamente, por um tempo que parece infinito. Ele olha para cima e me encara com um sorriso extremamente sexy e provocante.

David começa a passar sua língua lentamente por toda a extensão do meu membro, toda essa lentidão está me matando. É ao mesmo tempo prazeroso e altamente torturante, uma tortura incrivelmente boa.

Assim que sua língua alcança a ponta do meu membro eu suspiro de prazer sentindo o calor dela passando por mim. Ele começa a me chupar e a cada vez que parte de mim fica dentro da sua boca um suspiro sai da minha boca.

Apoio minha mão sobre sua cabeça e começo a forçá-lo para baixo, mas ele agarra meu pulso e trava minha mão ao lado do meu corpo.

Ele continua me chupando lentamente, isso está me deixando louco.

Ele levanta e começa a me beijar novamente. Meu tesão aumenta quando ele começa a trabalhar com a mão para cima e para baixo sobre meu membro. Ele começa de vagar, mas vai aumentando a velocidade mais e mais.

Minha respiração está totalmente desregulada e é extremamente difícil respirar. Ele continua me beijando e me masturbando por alguns segundos até que se ajoelha perto da mesa de novo.

Escorrego meu corpo para a beira da mesa e inclino ao máximo meu penis para frente deixando-o reto. Vejo parte dele sumir dentro da boca de David.

Fecho os olhos não acreditando nessa situação. Ele e eu, fazendo isso na delegacia. Sei que não vamos até o fim, mas quem se importa? Isso é incrível.

Olho para baixo e uau, vejo David me encarando. Pode ser bobeira, mas vê-lo me chupando e olhando nos meus olhos me deixa doido e eu começa a forçar meu pau dentro da sua boca. Novamente ele limita meus movimentos segurando minha barriga com uma das mãos me fazendo parar.

David continua me chupando e me masturbando, estou quase gozando, mas quero segurar o máximo de tempo possível. Quero curtir isso tudo até onde der.

A língua de David começa a trabalhar sobre a ponta do meu membro enquanto ele me masturba com uma das mãos. Meu corpo começa a se contorcer e sei que estou prestes a gozar.

Ele volta a chupar meu órgão novamente e eu não aguento mais, gozo ainda dentro da sua boca. E para minha surpresa ele engole todo o meu liquido, isso faz com que outra jorrada saia de mim direto para a boca dele.

Ele me chupa mais algumas vezes deixando meu membro completamente limpo.

De pé, David começa a me beijar fazendo-me sentir o gosto do meu próprio sêmen. Sim, é estranho, mas quem se importa?

Beijo-o ardentemente e desço minha mão até o limite da sua calça jeans. Forço minha mão para dentro e toco a ponta do seu penis que está totalmente enrijecido. Tento forçar minha mão mais para dentro, mas ele agarra meu braço e o retira de dentro das suas calças.

– Outra hora, ok?

Não respondo, apenas beijo-o novamente. Nos separamos e ele me olha nos olhos sorrindo.

– É melhor por suas roupas Capitão.

– Seu desejo é uma ordem meu Príncipe.

Ele sorri e se abaixa para pegar sua camiseta. Começo a me vestir e David puxa uma cadeira e se senta na minha frente me encarando.

– O que foi? – Pergunto.

– Nada não.

– Nunca não é nada. – respondo e ele apenas sorri. Sei que ele não vai responder, então não insisto.

Ponho minha camisa e agora inteiramente vestido avanço em direção a David e o beijo mais uma vez.

Puxo uma outra cadeira e me sento ao seu lado. Apoio minha cabeça no seu ombro e entrelaço meus dedos nos seus deixando-os apoiados sobre minhas pernas.

~ Duas horas depois ~

Acordo assustado e suando. Estou deitado na cama dentro de uma das celas na delegacia. Me sento na beira da cama e apoio a cabeça nas mãos. Alguns segundos se passam até que eu controle novamente minha respiração.

Levando o rosto e vejo David me encarando visivelmente preocupado.

– O que houve? – Pergunto.

– Pouco tempo depois de sentarmos um do lado do outro você adormeceu. Eu não queria te acordar nem mesmo te deixar dormindo na cadeira, daí decidi te deitar em uma das celas. Não é nenhum hotel 5 estrelas, mas é o melhor que temos a oferecer. – ele sorri.

– Você me trouxe aqui?

– O que foi? Acha que não sou forte o suficiente? – Sorrio.

– Por quanto tempo eu dormi?

– Quase duas horas.

– Algum sinal de Robin?

– Nada. Liguei para ele algumas vezes, mas o telefone chama até ir para caixa postal.

Abro um enorme sorriso. Então, eu estava certo hein?

– Não cante vitoria antes da hora.

– Não estou fazendo nada.

– Não é o que esse sorrisinho esta dizendo.

Tento me controlar e diminuir o sorriso na minha cara, mas não consigo. Me levanto e caminho até o banheiro da delegacia para poder lavar meu rosto.

– Bom, já que Robin aparentemente tem coisas melhores a fazer acho que vou fechar o expediente. O que acha de irmos para casa mais cedo?

– Tudo bem. – Digo com a voz ainda sonolenta.

[David]

Tranco a delegacia e dirijo até meu apartamento. Não falamos quase nada durante toda a viagem.

– Lar doce lar. – Digo abrindo a porta e dando passagem a Killian. – Está com fome? Se quiser preparo algo para você.

– Na verdade não estou não. Estou meio cansado então acho que vou dormir mais cedo.

– Tudo bem.

– Eh, David.

– O que?

– Quando vai dormir na sua cama?

Sei o que ele quer dizer. Quando eu vou tomar coragem para me deitar na cama e dormir junto com ele. Não respondo nada, não sei o que responder.

– Tudo bem, não se preocupe com isso. – Ele responde. – Boa noite.

– Boa.

Espero até que ele entre no quarto e feche a porta atrás de si.

Vou à cozinha, como algo, tomo um banho e me sento na sala para assistir algum filme qualquer.

O cansaço começa a me alcançar e o sono chega, desligo a TV e caminho em direção ao quarto de hospedes. Me jogo na cama e encaro o teto escuro acima de mim.

~ Quatro horas depois ~

Acordo com os gritos de Killian. Me viro e encaro o relógio na mesinha ao lado da cama. Ele marca 3 da madrugada.

Me levanto e caminho até o quarto em que Killian está. Abro a porta e o encontro tenso em cima da cama. Vez ou outra seu corpo se mexe e ele solta um gemido.

Me assusto quando ele solta um grito agoniado. Meu corpo treme e a tensão aumenta.

– Não.. não.. não.. não.. – Ele sussurra diversas vezes se mexendo na cama.

Encaro essa cena impotente, não sei o que fazer, não sei nem ao menos se tem algo que eu possa fazer.

Meu corpo treme mais uma vez quando ele fala meu nome em meio a algumas palavras sem nexo.

E é então que ele acorda gritando meu nome ainda mais alto, ele levanta seu corpo como se estivesse sido jogado de um outro mundo. Vejo-o pressionar suas pernas contra o peito abraçando-as, e então ele começa a chorar.

Essa cena dilacera meu coração e eu corro para cima da cama para abraçá-lo. Ele tenta se afastar de mim, mas eu o abraço forte.

– Ei..Calma meu amor, foi só um pesadelo tudo bem. Acabou! Eu estou aqui. Relaxa.

Faço de tudo para acalmá-lo, mas ele continua encolhido e abraçando suas próprias pernas.

Alguns minutos se passam até que ele finalmente cede. A tenção que está sobre seu corpo diminui e ele frouxa os braços. Quando ele levanta o rosto encaro um Killian de cara pálida e encharcada de dor e lagrimas.

– Ei, sou eu, tudo bem? Não se preocupe, foi só um sonho. – Tento deixar ele mais tranquilo.

Ele me puxa e me abraça, um abraço tão forte que minhas costelas doem. Novamente o quarto fica repleto pelo som dos seus soluços. E a cada soluço que ele dá e como se um prego entrasse no meu coração.

Abraço-o de volta enquanto passo as mãos delicadamente sobre sua cabeça para confortá-lo e acalmá-lo.

Alguns minutos se passam até que ele me solta.

– Me desculpa, eu..

– Não se preocupe. Eu estou aqui, ok? Nada de ruim vai te acontecer, eu prometo.

Ele afirma com a cabeça e engole em seco.

– Que tal dormirmos? Eu vou ficar aqui do seu lado e quando os pesadelos vierem, eu estarei aqui para te proteger.

Depois de recuperar um pouco a confiança, Killian se deita de lado e eu o envolvo com meus braços. Nunca dormi nessa posição antes, então me sinto meio desconfortável no começo, mas depois me acostumo e ambos voltamos a dormir.

Notas finais
David expandindo seus horizontes.. :3 Próximo capitulo será do Robin e do August, ok?! Ainda não decidi como chama-los.. Da parte do Robin será Outlaw, mas e a do August?! To em duvida em 3.. Puppet, Wood e Pinnochio.. Help me! Me ajudem!