Um outro Amor Verdadeiro

4 O melhor jeito de ser desculpado


Notas iniciais
Então, Ta ai mais um! Depois da palhaçada que Killian fez com David, nada melhor que ele dar o 'troco'.

[David]

Chego na delegacia uma pilha de nervos. Tento me segurar para não chorar mas não consigo. A lembrança de Killian na cama com outra me deixou irado. Muito, muito irado!

Não consigo pensar direito e tudo que me lembro é de avançar na direção de Robin e beija-lo.. não sei por que fiz isso, mas já era. Não tem volta!

Sinto minhas costas baterem na parede quando ele me empurra para longe.

– David, que diabos acha que esta fazendo?! – Ele grita ainda pasmo. A raiva transborda por seus olhos. Meu rosto cora de vergonha e frustração. “Que merda que eu fiz?!”, penso sentindo raiva de mim mesmo.

– Robin, me desculpa eu não ... – e antes que eu possa terminar a frase ele sai batendo a porta.

– Robin! – Grito indo atrás dele. Mas já é tarde. Ouço o inconfundível som do motor da sua moto sendo ligado e o acelerador é acionado logo em seguida.

– Merda! – Grito esmurrando a parede, o que faz minha mão sangrar na hora. Não em importo. A raiva que estou sentindo de Killian e agora de mim mesmo faz com que eu não sinta nada.

Deslizo as costas na parede até chegar ao chão.E fico ali por horas ate que apago.

[Killian]

Corro direto para a delegacia. No caminho penso em varias desculpas para tentar explicar a situação que David me encontrou mais cedo. Mas é claro, nada que eu diga vai justificar eu ter ido pra cama com uma mulher.

Por que estou em preocupando com isso?! Não sei. David e eu não temos nada! Ele voltou a me ignorar na primeira oportunidade que teve, e depois de sairmos da ilha ele só veio falar comigo por que “as razões do trabalho” o obrigaram!

Paro ao lado da delegacia e algo me chama atenção. Olho pela janela e vejo David aos braços do seu novo ajudante. Fico ali parado, sem reação. Sinto a raiva crescendo dentro de mim junto com a tristeza e a angustia. “Então é assim que se sente alguém com ciúmes”, penso.

E então algo em surpreende. O ajudante de David o empurra separando seus lábios dos dele. Sua cara não é das mais contentes, por um momento acho que ele vai socar a cara de David ou algo assim, mas tudo que ele faz é gritar algo que não consigo entender, e sair da sala dele as pressas. Segundos depois ele esta no mesmo corredor que eu, montando em uma moto que reconheço sendo uma BMW HP4 azul e branca. O barulho ensurdecedor do motor ecoa pelo corredor e ele acelera desaparecendo em questão de segundos.

Continuo caminhando em direção a entrada da Delegacia, ouço David gritar, um grito de dor. Tento abrir a porta, mas algo a esta bloqueando. Grito uma, duas, três vezes seu nome e então desisto.

[David]

Acordo com o som do telefone tocando. Estou na delegacia ainda sentado no chão. Minha mão lateja inundando meu corpo de dor e lembranças. Atendo o telefone. ‘Au!’. Minha mão dói mais uma vez.

– Alo– Espero alguns segundos mas ninguém responde. Ponho o telefone de volta ao gancho.

Gancho! Lembro dele gritando meu nome segundos depois do Robin ter saído, penso em ligar para ele, mas esse é um problema que tenho que resolver outra hora. Disco o numero de Robin, que vai direto pra caixa-postal. Ligo novamente. Mais uma, duas, três, dez vezes! E nada.

Fecho a Delegacia mais cedo, minha mão dói demais para poder dirigir então caminho até o hospital. Whale me receita um remédio para dor e enfaixa minha mão. Volto para casa, tomo mais um comprimido e apago mais uma vez.

[Killian]

Encontrar David naquela situação em deixou atordoado. Tudo bem que perto da situação que ele me encontrou isso não é nada. Mas mesmo assim, isso não justifica ele aparecer no meu barco depois de tudo que me fez, ficar com raiva de mim e agarrar o primeiro que aparece na sua frente.

Caminho distraído com meus pensamentos até que esbarro em alguém, ou melhor, alguém esbarra em mim o que me faz perder o equilíbrio e caio no chão.

– Droga! Por que não olha por onde anda! – Explodo nervoso.

– Me desculpe! – Fala uma voz masculina que não reconheço enquanto estende um braço e me ajudar a levantar.

Agarro sua mão, olho pra cima e quase caio de novo. PQP! Que cara é esse?

Encaro seus olhos que são de um azul meio verde.

– Esta tudo bem?

– Sim. – Repondo com um sorriso no canto da boca maravilhado com o que vejo. “Bem melhor”,penso.

– Desculpe, estou com pressa tenho que ir! – Fala enquanto começa a andar na direção que eu estava vindo– Ah, a propósito, meu nome é Eric.

– Killian Jones. – Grito de volta

– É um prazer te conhecer Capitão.

Quando dou por mim que em momento algum eu disse pra ele que tinha um barco eu me viro para gritá-lo, mas ele já não está em lugar algum.

"Eu ainda pego esse cara", penso entrando no bar e me sentando próximo ao balcão.

[David]

Acordo com meu despertador tocando. São 6 da manhã. Me levanto, tomo um banho bem gelado. Preparo meu café da manhã e caminho até a delegacia.

Chego lá as 7 em ponto. Robin como sempre está sentado na sua cadeira com os pés na mesa.

– Bom dia! – Digo, e como esperava não recebo uma resposta. Solto um suspiro frustrado e sigo para minha sala.

"Droga David" penso esmurrando a mesa. – Ai! – grito com a dor que sinto na minha mão machucada. “Quer saber, chega!”, penso e me levanto. Caminho em direção a Robin.

– Precisamos conversar! – Digo sentando na sua frente.

– Precisamos? – Fala com um tom seco que nunca o ouvi usar.

– Sim. – Respondo no mesmo tom.

– Tudo bem, do que quer falar?

– Você sabe.. – digo sem jeito. – De ontem.

– Não temos nada pra falar sobre isso David.

– Robin, eu sinto muito, não quis ter feito aquilo! – Ele arqueia a sobrancelha e me lança um olhar cínico.

– Jura? – Sarcasmo. Como eu odeio pessoas sarcásticas, e ele sabe disso. – Olha, podemos ter essa conversa outra hora e em outro lugar?

– Tudo bem. – Respondo meio frustrado e sigo para minha sala.

As horas passam. Recebemos uma ou outra ligação. Algumas queixas de roubo. Nada de mais. Não nos falamos muito, o que me incomoda, Robin costumava ser o mais tagarela. Finalmente é hora de fechar o expediente.

– Vamos? – Diz Robin entrando na minha sala pondo um capacete na minha mesa.

– Vamos? – Digo não entendendo muito bem o que ele quis dizer com isso.

– Você queria conversar não queria? Então, vamos ou não?

Levanto meio relutante. Pego o capacete e sigo-o pelo corredor. Fechamos a Delegacia e vamos para onde ele costuma deixar sua moto. Nunca andei de moto, e tenho que admitir, tenho certo medo de andar em uma.

– Onde vamos? – Pergunto encarando-o.

– Surpresa. – É a única coisa que diz antes de subir na moto.

Subo sem jeito atrás dele. Na primeira arrancada que Robin dá eu quase vôo para trás e sou obrigado a agarrar sua cintura. Se não fosse pelo que houve entre nós recentemente eu não em importaria, mas agora, chega a ser constrangedor.

Alguns minutos depois chegamos em uma parte da cidade que nunca fui antes. Entramos em uma trilha larga o suficiente para passar com uma moto, mas não um carro. Esse suspense que ele esta fazendo esta me matando.

– Onde estamos indo?– Grito de dentro do capacete. Ele não responde. – Robin! –Desisto e continuo o percurso calado.

– Chegamos! –poucos minutos depois ele grita parando a moto. Desço, e ele faz o mesmo.

– Que lugar é esse? – Pergunto retirando meu capacete. Estamos na base de um morro que acaba caindo direto pro mar. Perto de onde paramos tem um chalé. A vista é linda, ainda mais agora ao por do sol.

– Esse – diz ele mostrando todo o lugar com um balanço de braço – É o lugar que costumo vir quando quero pensar, ou coisas do tipo.

– Então, queria falar sobre o que mesmo? – Ele caminha e se senta em um banco próximo.

– Sobre ontem. -Sento ao seu lado.

– Sobre chegar chorando na delegacia? Sobre ter me beijado? Ou sobre sua mão que parece estar quebrada? – Ele fala rindo um pouco.

Sarcasmo de novo. Olho para ele irritado. Como eu queria dar um soco nele. Me levanto e sigo pelo caminho por onde chegamos.

– Ah, qual é David. – Fala segurando meu pulso bom e me puxando de volta. – Não fiz por mal.

– Tudo bem. – Digo me sentando de novo.

– Então? O que quer me dizer?

Respiro fundo e começo uma palestra de me desculpe, me perdoe, sinto muito, etc. Ele me ouve sem me interromper por um instante.

– Tudo bem. – Diz simplesmente quando termino.

– Tudo bem? Só isso? – Digo surpreso.

– Sim, só isso. – Diz me lançando um sorriso, não resisto e sorrio de volta.

– Só tem um problema. – continua ele.

– Ah é? E qual é?

– Eu agora te devo um beijo. – Ele fala já me beijando. Fico parado, atordoado. Ontem parecia que ele me bateria depois de beijá-lo e agora ele esta me beijando. Como assim?

– Bom, agora estamos quites.

– Na verdade, você ainda precisa ferrar sua mão. – Digo sorrindo e avanço para beijá-lo novamente. Dessa vez um corresponde o outro, e damos um beijo de verdade. Um beijo tão quente que me deixa louco Paramos apenas por uns segundos para recuperar o fôlego e voltamos a nos beijar. Um beijo atrás do outro. Puxo-o para cima de mim e o sento no meu colo, minha mão doe novamente, mas não me importo, continuo agarrado a ele começo a alisar suas costas. Paro e o encaro. Ele dá um sorriso safado e eu o puxo pela nuca e o beijo novamente.

– Vem! – Diz se levantando, indo em direção ao chalé e me puxando atrás dele. Sigo-o sem objeção.

Entramos no chalé já arrancando nossas camisas. Pressiono ele contra a porta e começo a beijar seu pescoço dando-lhe algumas mordidinhas. Ele suspira de prazer. E beijo-o novamente desabotoando sua calça. Deslizo minha mão boa por suas costas e desço até sua bunda puxando-o para mais perto de mim. Alterno entre acariciar e apertar sua bunda e não paramos de nos beijar em momento algum. Agarro-o pelas pernas e o levanto, ele entrelaça suas pernas em minha cintura e o carrego pela sala até uma mesa próxima. Ele é pesado, tenho que admitir, mas eu aguento firme. Deixo-o na mesa e retiro suas calças.

Passo as mão por suas coxas, acariciando-o enquanto passo a língua nos seus mamilos, o que o excita bastante e ele começa a soltar uns gemidinhos que aumentam mais ainda a vontade que estou de comê-lo.

– David. – Ele sussurra, sinto prazer em sua voz.

– O que? – Respondo ofegante enquanto volto a beijá-lo.

– Não devíamos estar fazendo isso! – Diz, parando de me beijar e suspirando ao meu ouvido.

Sua hesitação em fazer isso aumenta minha vontade. Subimos até o segundo andar e entramos em um quarto. Jogo-o na cama enorme cama que tem ali e tiro minha calça. Subo pelado em cima dele passando a língua do seu abdômen até seu pescoço e ele inclina o corpo pra trás de puro prazer.

Prendo seus braços ao lado de sua cabeça e me alterno entre beijar sua boca, seu pescoço e lamber seus mamilos.

Desço até sua cintura e puxo sua cueca revelando seu órgão, não êxito em por ele na boca. Ouço Robin gemer enquanto subo e desço minha boca nele. Ele agarra minha cabeça fazendo com que eu o chupe mais rápido. Paro e o beijo enquanto movimento minha mão pra cima e pra baixo no seu órgão.

Levanto e o arrasto para a beirada da cama. Puxo-o pela nuca e ele começa a me chupar. Sentir sua boca quentinha em mim me deixa louco. Começo a estocar dentro de sua boca o que faz por vezes ele se engasgar. Paro pra não gozar.

Viro-o de costas pra mim e começo a lamber sua entrada. Começo a acariciá-la com o dedão e ele começa a gemer de prazer. Ponho um dedo pra dentro e começo e masturbá-lo. Me revezo entre lamber e estocá-lo com meus dedos. Ofereço meus dedos a ele e ele os chupa sentindo seu próprio gosto.

Beijo-o e ele aponta pra uma cabeceira. Abro a gaveta e pego uma das camisinha que encontro.

– Bote-a. – Ordeno. E ele instantaneamente começa a botá-la em mim. Ponho-o de quatro e passo um pouco de lubrificante entre sua bunda que encontrei junto com as camisinhas.

Não começo a comê-lo de uma vez. Fico por um tempo estimulando seu canal passando meu órgão por sua entrada. Começo a por levemente a ponta do meu penis para dentro e a tiro. Essas leves estocadas o deixam doido e ele começa a se inclinar para trás querendo mais.

Passo mais um pouco de lubrificante e começo a comê-lo. Revezo entre por e tirar meu penis totalmente de dentro dele. No começo vou de vagar mas vou aumentar a força e velocidade das estocadas. Quando dou por mim ele já esta gritando de prazer. E então começo a fude-lo de verdade.

A essa hora sua bunda já esta bem vermelha de tantos tapas e apertos que dou nela. Agarro sua cintura para poder aumentar minha velocidade.

Levanto e faço-o ficar de pé. Mando-o botar uma das pernas na cama e apoiar as mãos na parede e começo a come-lo naquela posição. Ele geme de tanto prazer e eu o acompanho.

Sinto que estou prestes a gozar e prendo seus ombros com meus braços para poder meter com mais força. O aumento de brutalidade o faz soltar um leve grito de surpresa. Continuo metendo até sentir que gozei. Deito-o na cama e começo a masturbá-lo até que ele também goze.

– Tem razão. – Digo ofegante. – Não devíamos fazer isso. – Falo e o beijo novamente.

Notas finais
Bom, é isso ai! Enrolei bastante no capitulo (sinto muito), mas tbm não podia deixar o Killian chupando dedo ne.. *----* O próximo já ta pra sair.. vou tentar focar na relação David&Robin ^_^ Ps: Pra quem não sabe como é a moto do Robin, é essa: http://www.teckler.com/pt/FabE/BMW-HP4-191827