Um novo recomeço.
1 Capítulo 1 - The moment I Knew
KARINA POV
Eu estava em meu quarto ouvindo uma música e pensando em que rumo iria dar pra minha vida, ainda estava muito machucada depois que descobri a verdade sobre o meu namoro, que tudo não passou de uma aposta, uma maldita aposta. Que ódio de mim, porque eu acreditei no Pedro, acreditei que alguém podia gostar de mim do jeito que eu sou, mas acho que isso é impossível.
Pedro até tentou se desculpar comigo e explicar toda a verdade sobre o acordo, mas eu não quis nem ouvir. Não quero ver ele nunca mais, a Karina que ele conheceu morreu. Eu estava decidida a fazer qualquer coisa para tirar pedro dos meus pensamentos e principalmente de meu coração, não importasse o que teria que fazer.
Eu estava tão perdida em minhas lembranças, que nem percebeu Bianca entrar no quarto.
– K, precisamos conversar, você precisa me ouvir! – falou Bianca com um semblante de tristeza, se aproximando de mim. – Virei o rosto assim que a vi, não queria falar com ninguém, muito menos com ela.
– Ah, Bianca sai daqui, não tenho nada pra conversar contigo, não quero ouvir as suas desculpinhas! Vai, me deixa em paz. – Eu disse irritada, me levantando da cama, indo em direção a porta para abri-la, fiz um gesto com as mãos para Bianca se retirar. E ela ficou me olhando com aquela cara de sonsa e seguiu em direção a porta, sem falar mais nada, com lágrimas dos olhos.
Quando ela saiu, joguei um travesseiro com força na porta e me joguei na cama chorando. Eu chorei tanto que acabei adormecendo.
No dia seguinte, como de costume acordei cedo e fui direto para academia treinar, nesses últimos dias lutar tinha se tornado o meu refúgio, um modo de tentar esquecer todos os meus problemas. Eu estava tão irritada com tudo, com a minha vida, não tinha mais vontade de fazer nada. Fiquei por uns minutos socando o saco de pancada, quando a lembrança do Cobra me veio a mente.
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Flashback
– Ah Karina, porque você quer tanto lutar? – gritou cobra enquanto se esquivava dos golpes.
– Ah eu to com raiva do mundo. – se justificou, pulando de um lado pro outro pronta para dar um golpe.
– E lutar vai adiantar alguma coisa? Se liga Karina – ele tentou chamá-la para razão.
– Ah, por favor hein, me poupe de sermões! Vai lutar ou ta com medinho? Deixa de ser frouxo, mulherzinha. – Riu em tom de deboche, provocando cobra. Ela sabia que ele não iria deixar essa provocação passar despercebido.
– K, para com isso, eu sei que você tá querendo me ferrar com seu pai, só isso. – Cobra conhecia bem aquele caminho, provocar era com ele mesmo. Antes que pudesse evitar, Karina lhe aplicou um chute, ele reconhecia alguém disposto a tudo por uma briga.
– Vai cobra, deixa de ser mole. – Disse Karina antes de aplicar outro golpe em cobra, que logo em seguida reagiu, segurando em uma das pernas de karina e a jogando com força contra o chão.
Ao cair no chão Karina grunhiu de dor, com os olhos marejados de lágrimas ao olhar o cobra.
– Co... Cobra, por favor, me solta. Você ta me machucando! – Implorou a cobra, que já estava por cima dela, segurando os seus braços para trás.
– Ué, Não era você que queria lutar? Não era você que queria precisava descontar toda a sua raiva? – Eu sei exatamente como você se sente! Nisso nós somos iguais. – Disse cobra olhando nos olhos de Karina.
– Hahaha Piada isso né? Eu igual a você? Jamais! – exclamou karina, tentando empurrar cobra de cima dela.
– Agora vai pra casa e me deixa quieto aqui. E sem abrir o bico pro Gael, ouviu? – Disse cobra, saindo de cima de Karina e se levantando em seguida.
– É claro que eu não vou falar nada! – ela disse já de pé, provando que era dura na queda.
– Até que eu não sou tão babaca assim né Karina? – perguntou cobra com um sorriso irônico.
– Não é só um pouco, né? – respondeu, ainda ofegante e toda despenteada, com a maquiagem borrada. – Valeu, eu to me sentindo bem melhor! – disse agradecendo cobra pela luta, ou quase luto, porque ele havia a derrubado e nem lutaram direito.
– Isso é porque você não se viu no espelho aindagatinha – sorriu provocador. Karina revirou os olhos e bufou de raiva, seguindo em direção a porta.
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Fim do flashback
NARRADOR POV
Karina estava totalmente envolvida em suas lembranças, que não percebeu a presença de duca ao seu redor. Ele a observara de longe, imaginando como ela estava, já que desde que Karina descobriu toda a verdade, ainda não havia tido uma oportunidade para conversar com ela. Ele decidiu se aproximar de Karina e puxar conversar com ela.
– Ka, Karina, ta me ouvindo? – gritou duca, vendo que Karina estava com o cabeça longe dali.
Karina se deu conta que alguém a chamara e saiu de seu transe. Olhou de lado e viu que era Duca. Ela não queria ter que ouvir duca falando que ela deveria perdoar a sua irmã e mais um monte de bobozeira que certamente ele falaria.
– Oi, duca. Eu não posso falar agora, tenho que ver uma pessoa. – saiu correndo da academia seguindo em direção a rua, deixando duca lá, desapontado. Não queria saber de duca e de ninguém. Ou queria?
Karina seguiu em direção a rua, caminhando sem rumo, foi quando se deparou com ela em frente ao QG de cobra. Ficou pensativa por alguns minutos, não sabia se entrava ou não, mas tomou coragem e decidiu-se entrar. Ela foi entrando no qg e seus olhos ficaram procurando pelo cobra, pensando onde ele estaria. Foi atravessando um monte de pilha de caixas e de computadores, avistou o que seria o lugar onde o cobra dormia, apenas uma cama e uma cômoda em um canto. – Como ele consegue dormir aqui? – Karina pensou alto.
Foi quando avistou cobra saindo do banheiro, só de bermuda e sem camisa. Ele estava secando seu cabelo, quando reparou Karina bem na sua frente.
– Garota, o que você ta fazendo aqui? O que você ta querendo? Fala logo – disse cobra irritado, cerrando os punhos.
– Eu quero lutar, só isso. Eu preciso, por favor! – implorou a cobra que não quis lhe ouvir.
– Karina, some daqui, vai! Não se mete comigo, eu não sou um bom exemplo. Não viu o que aconteceu lá na ribalta? Todos me odeiam. Agora vai embora. – Disse Cobra a enxotando de lá.
– Eu não to nem aí pros outros. Eu quero lutar, agora! – Foi em cima de cobra pra golpeá-lo, antes que o cobra pudesse ter alguma reação, eles ouviram uma voz feminina vindo da frente da loja chamando por cobra. Cobra ficou alguns segundos fitando os olhos azuis de Karina e depois desvencilhou-se dela, indo em direção a porta.
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