Cassie

Minha cabeça estava doendo, eu estava tonta e enjoada mais quando o Dan me perguntou como eu estava me sentindo, bem eu respondi automaticamente que estava. Quando ele saiu o chato do meu irmão veio falar comigo.

–– Como esta se sentindo?

–– Bem na medida do possível.

–– É pelo menos uma vez a sua cabeça dura prestou pra alguma coisa!

–– Haha eu estou morrendo de rir.

–– Mas, falando sério o Dan ficou bem desesperado quando soube que você poderia não estava bem, tem alguma coisa que você que me contar maninha? — senti o meu rosto ficar vermelho e ele começou a rir que nem um retardado, quando olhei para o lado vi que o Dan me observava e sorria, sorrio de volta e dou um tapa no meu irmão – ai doeu!

–– Essa era a intenção!

Graça a Deus o Friske veio me ver o que me deu um motivo pra mudar de assunto.

–– Cassie você esta se sentindo bem o suficiente para fazermos uma reunião?

–– Tô, claro

–– Ótimo então, só para garantir você tem duas horas para descansar e depois vá a minha sala.

–– Tá, eu vou.

–– Melhoras

–– obrigada

Quando eu finalmente consegui me livrar do Victor fui ao meu quarto tomar um banho e descansar.

Acordei faltando meia hora pra reunião então fui me arrumar, quando estava pronta fui à sala do Friske. Quando cheguei lá todos menos Friske tinha chegado, isso estava virando rotina.

–– Esta melhor? – Dan perguntou quando me sentei ao lado dele.

–– Estou.

Friske entrou e começou a falar:

–– Presumo que todos já sabem o que vai ser discutido hoje, como os Vespers souberam que uma equipe iria vistoriar o local do crime.

–– Como eles souberam é fácil de descobrir, com toda a certeza tem um espião entre nós, agora o problema é descobrir quem ele é – Victor disse com a testa franzida.

–– Não podemos simplesmente não confiar mais um no outro, os Verpers nos atacaram uma vez e vão nos atacar de novo se não confiarmos uns nos outros vamos nos tornar alvos fáceis.

–– A Cassie tem razão não temos tempo pra descobrir quem é o espião- disse o Dan

–– E então o que a gente faz? – perguntou Natalie, era impressão minha ou ela estava... não!

–– Continuar as investigações – disse Amy com confiança – eles estão querendo nos parar o que nos dá uma vantagem de ter a sua atenção totalmente voltada pra nós, isso pode parar um pouco com as mortes e a desvantagem de eles estarem nos observando cada passo que dermos.

O Friske recebeu um telefonema e saiu, estávamos na estaca zero novamente, sabíamos que eles foram alguns dos piores “vilões” da historia do mundo sempre manipulando, fingindo, matando, passando por cima de todo mundo pra conseguir o que queriam entre eles estão Hitler, Osama Bin Laden entre outros, mas isso não nos ajudava em como detê-los e não temos nenhuma pista, no lenço não tinha nada, o sangue realmente era do John, no corpo dele não havia indícios e o banheiro explodiu! é quase impossível...

Um tremor interrompeu meus devaneios. Saímos correndo da sala do Friske e fomos para o salão principal onde pareceu ter vindo o tremor. O salão principal é uma grande sala com paredes brancas decoradas com delicados desenhos dourados, onde sempre fazíamos as festas. Ao descermos as escadas nos deparamos com uma das paredes cheias de buracos e eles formavam uma frase:

Tomem cuidado Cahills o fim está

Próximo!

V

–– Pelo menos eles têm criatividade- Dan falou pensativo.

–– Dan, para de ser sem noção!

–– Sim senhora- disse ele batendo continência — agora, Amy me diz que você sabe o que fazer. — E pra minha surpresa, ou nem tanto assim, ela sabia.

***

Depois de explicado o plano cada um foi se preparar para sair. Arrumei uma mochila com tudo o que iria precisar e fui tomar banho quando eu saio meu irmão estava me esperando.

–– Oi

–– Oi. O que esta fazendo aqui, só vamos sair daqui a – eu olhei no relógio na cabeceira da cama- meia hora.

–– Eu queria conversar com você sobre quem pode ser o tal espião, o plano da Amy pode ser facilmente estragado por ele, não foi prudente contar a todos, mesmo que isso vá nos enfraquecer temos que tomar cuidado.

–– Eu sei, mas precisamos de todos, cada um tem uma habilidade necessária para a vencermos os Vespers.

–– Se a gente não se matar antes.

–– Para de jogar praga! – falei entre aos risos

–– Não tô jogando praga, to sendo realista! – disse me jogando um travesseiro

–– Tá – joguei o travesseiro de volta — falando serio – me sentei ao seu lado na cama – você tem um suspeito né?!

–– Não exatamente, preciso ter certeza antes de acusar, só que eu acho que deveríamos descobrir quem é assim podemos detê-los com mais facilidade.

Meu celular começou a toca, era o Dan:

–– Alô?!

–– Oi Cassie, corre aqui no quarto da Amy, e você sabe onde está o Victor e a Natalie.

–– O Victor está aqui comigo, mas a Natalie eu não sei.

––Deixa, ela acabou de chegar!

–– Mas o quê que aconteceu?

–– Vem e você descobre! e traz o Victor!

–– Tudo bem.

Desliguei o telefone e o Vitor me observava com curiosidade nem esperei ele perguntar

–– O Dan disse que é para irmos ao quarto da Amy e rápido.

–– Por quê?

–– Sei lá, mas parecia urgente.

Me troquei e fomos o mais rápido possível (lê-se correndo) ao quarto da Amy. Quando chegamos lá todos já haviam chegado como Dan falara, mas a primeira coisa que percebi foi que todos pareciam nervosos principalmente a Amy.

–– Oi povo, o que está acontecendo?

–– O meu colar, o que a Grace me deu – falou Amy aflita.

–– O quê que tem ele?

–– Sumiu!

–– Como assim sumiu? você não desgruda dele -Disse Victor

–– Sim, mas sumiu!

–– Hã Amy, e o que vamos fazer agora? precisávamos do colar pra poder da continuidade ao plano — disse Natalie.

O plano era o seguinte: íamos usar o colar como isca, já que eles o queria tanto (mesmo que ainda não tivéssemos ideia pra que eles o queriam) a Amy sairia para um encontro com um líder de algum clã (provavelmente Alistair Oh, já que ele é o mais fácil de se convencer) Amy como sempre estaria com o colar, enquanto isso o outros montariam uma emboscada, parece clichê eu sei mas como ninguém tinha uma ideia melhor e de tão provável que esse plano era poderia até dar certo, mas agora a coisa ficou feia.