Um motivo pra viver

2 Capítulo 2 Reencontro e Medo


Notas iniciais
não se surpreenda pois muitas coisas acontecem quando estar no meio de uma guerra

A guerra está em seu auge, muitos jovens tiveram suas vidas tiradas, passei os últimos dias pensando em meus amigos, nosso esconderijo quase foi descoberto por um grupo de soldados russos, o número de bombas jogadas aumenta a cada dia. Victor e eu saímos de onde estávamos e formos a procura de outro lugar, andamos por muito tempo, paramos para descansar por alguns segundos, o dia está lindo, nem parece que estamos em guerra

Dias atrás em quanto caminhava, um grupo de soldados russos se aproximaram, depois um soldado jovem, americano, foi pego antes de consegue se esconder, jogado no chão e implorando clemencia, chorava, gritava pra que sua vida fosse poupada, mas os russos não tiveram pena, com suas armas soltaram vários tiros no peito daquele rapaz, quis gritar, mas não podia ser encontrada. Agora com Victor a procura de um novo porto seguro, essas cenas terríveis não cessam, quero logo encontrar um lugar, não posso vagar por muito tempo com meu irmão, dorme ao relento, isso se torna cada vez mais perigoso, mas até agora sobrevivemos, ouço sons de passos.

─ Victor acorde, vamos nos esconder depressa, tem alguém vindo ! (Sophia)

Silêncio, olhando por meio dos arbustos, um jovem casal, me parecem perdidos, ao mesmo tempo a procura de alguém, tinha medo que pudessem ser perigosos mais não eram, abrir o sorriso no momento que reconheci aqueles dois.

─ Marcos? Vitória? (Sophia)

─ não pode ser Sophia? É você mesma? ( Marcos)

─ Ficamos muito preocupados com você, eu e Marcos ficamos sem notícias suas ou da sua família, foi tudo muito rápido, todos correndo para se abrigar o que aconteceu? Por onde andou? (Vitória)

─ nossa, não sabe o quanto eu fico feliz em revê-los, sobrevivemos apenas eu e meu irmão, uma das bombas que foram jogadas acabou caindo em casa, a sorte que nos dois saímos para comprar algo que a mamãe pediu, como não queria ir sozinha chamei o Victor pra ir junto comigo, apenas ouvimos barulho de aviões sobrevoando a cidade, foi ai onde tudo começou, bombas e mais bombas sendo jogadas, corremos para casa só que já era tarde demais a tragédia já tinha acontecido apenas deu tempo de encontrar os corpos de meus pais caído e ouvir suas ultimas palavras , sem rumo saímos correndo para procurar abrigo, felizmente estávamos próximo a um dos que tinha sido construído, ficamos lá ate então.

─ eu consigo imaginar sofi, nenhum de nos teve sorte, ambos só temos uns aos outros agora. ( Marcos)

─ e vocês dois como conseguiram sobreviver? ( Sophia)

─ é meio difícil de falar sobre isso sofi, mais vou contar. Eu estava em outro lugar um pouco longe de casa, fazendo o que tinha dito pra vocês duas, logo que agente se despediu antes de irem para o lago, assim como você ouvir os barulhos dos aviões apesar de estar com fone de ouvido na hora, de imediato quando o estrondo das bombas começou, sair correndo em direção a um abrigo, era muita gente querendo entrar e acabei caindo as pessoas pisarem em mim e acabei desmaiando dai não lembro de mais nada. ( Marcos)

─ e você Vic o que aconteceu?(Sophia)

Victoria ficou com a expressão bastante triste querendo chorar, percebi que não foi uma boa ideia querer saber o que aconteceu com ela, nessa hora me pareceu que ela iria dizer algo mais foi interrompida por Marcos.

─ É melhor que ela não responda, sobre isso vamos deixar de lado, o que importa nesse momento é ficar vivos e juntos, encontrei um lugar que poderemos ficar. ( Marcos)

Marcos nos mostrou um lugar que encontrara, enquanto caminhava com Vitoria, nos alojamos e com sorte tínhamos alimento suficiente pra todos, poderíamos ficar ali pra sempre, tudo ia bem, não tínhamos tanta preocupação, meus amigos ao meu lado, isso me fortalecia, olhar para rosto deles e ver que minhas lembranças quase apagadas não eram mais tão necessárias, tinha o suficiente, mesmo tão pequeno, mesmo tudo sendo pouco. Os dias nesse novo local eram felizes até que por uma noite de pesadelos, lágrimas, gritos fiquei sabendo das coisas que ocorreram com minha amiga Vitória.

Uma noite calma, depois de um jantar com risadas, estando todos juntos, fui dorme cedo, meu irmão estava com Marcos tirando brincadeiras, não me preocupei, era um local bastante seguro, estava cansada do dia que tivemos atrás de alimentos, de água, minhas dores de tantas andanças levaram do meu corpo toda força e resistência, peguei no sono, nem percebe quando meus olhos se fecharam, fui buscar a terra dos sonhos, onde as tristezas não existem, onde eu, meus amigos e familiares estávamos juntos e felizes, no momento mais lindo de meus sonhos disperdei.

− Ahhhhhhhhhh, socorroooooooooooooo ! (Vitória)

− Ei, acorde, está tudo bem, acorde [sacudindo Vitória] (Sophia)

[ Vitória em lágrimas, e abraçando Sophia]

− Está tudo bem, estamos aqui, nada pode te acontecer! (Sophia)

− Estou com medo. (Vitória)

− Que ouve? Com o que sonhou hein? (Sophia)

− Não sei se quero falar sobre isso! (Vitória)

− Tudo bem, só quero te ajudar, se me contar o que estar sentindo vai passar! (Sophia)

− Tudo bem, sonhei com as coisas que me aconteceram... Depois que soldados russos encontraram minha família e eu, nos levaram pra fora do esconderijo, depois aqueles covardes mataram meus pais e abusaram de mim, eram 6 ao todo e estavam bêbados, em quanto um estava em cima de mim os outros bebiam cada vez mais e soltavam risadas, falavam alto e eu, só queria que aquilo acabasse, até que todos caíram no sono e eu consegue me soltar e fugir, corri o que podia, me sentia suja, não conseguia aceitar aquilo, queria morrer, queria que fosse apenas um pesadelo, mais era real, tentei por muitas vezes me jogar na frente de balas perdidas mas nada me acertava, agora tudo isso me persegue e imagino meus pais, eles não aceitariam uma filha impura, suja ! [Chorando] (Vitória)

− Meu Deus ... [sem palavras] (Sophia)

− Tenho medo, enquanto bêbados diziam que me matariam depois de fazer comigo tudo que queriam, fico imaginando se os encontrasse mataria a todos, mas imagino que meu medo pode me dominar e mais uma vez poderia eu cair nas mãos deles. (Vitória)

─ Ei olha pra mim, o que passou, passou, você esta viva, e isso é o mais importante, vou cuidar de você. (Sophia)

─ Sei disso, mas não é fácil tirar da memória e ter esses malditos pesadelos que voltam a me atormentar. (Vitória)

─ Vamos tentar dormi, foi um dia muito cansativo, precisamos recuperar as nossas forças esta bem? (Sophia)

─ Talvez eu nem durma mais, como você estar me pedindo é melhor que façamos isso mesmo. (Vitória)

Ela conseguiu dormi, pegou no sono, enquanto eu fiquei pensando em tudo que acabara de ouvir, a dor que ela sentia de lembrar, é muito para uma pessoa, compartilhar comigo penso que a fez sentir-se bem melhor, dessa maneira o pesadelo não voltaria. Acabei perdendo o sono, olho para o lado e vejo que Victor estava dormindo. Fui me sentar ao lado de Marcos que também se encontrava sem sono, ficamos em silencio por um tempo, quando toquei no seu ombro ele levou um susto.

─ Sophia? ( Marcos)

Notas finais
Tudo passa na vida, compartilhar o que estar lhe entristecendo, faz você se sentir muito melhor