Um jogo nas profundezas do labirinto
4 O filho de Apolo duela com uma vaca ate a morte!
Notas iniciais
Caminhamos colina a cima e saímos de nova Roma pra o mundo moderno, fui direto para a estrada e seguimos para a cidade, precisava encontrar uma entrada para o labirinto e sempre havia uma em todos os lugares. Malcom e Natam caminhavam mais atrás sem falar nada, nem entre ele nem comigo mesmo. Depois de quase uma hora caminhando Malcom pergunta.
— Será que alguém pode me explicar porque tenho que ir em uma busca com vocês?
— Seja mais modesto, pergunte porque está em uma busca comigo?
— Não é isso Nico! Desculpe _ ele parece constrangido e não me importo.
— Malcom não escolhi você foi Hermes quem o trouxe até aqui ele indicou você e Natam para me acompanhar.
— E porque escolheram, campistas distintos?
— Não faço a menor ideia, sei que você também não está de acordo em seguir minha liderança Natam!
— Na verdade não me importo, muitos de meus companheiros foram levados e aquele tal Will e meu meio irmão quero ajudar a resgata-lo e aos outros.
— Obrigado.
Continuamos caminhando pela cidade até que eu parei para tomar um folego, havia algo estranho ali, uma presença forte de monstro.
— Fiquem alerta, tem algo errado.
— O que estamos procurando?
— Uma entrada para o Labirinto!
— Qual labirinto? _ Malcom parece assustado, mesmo assim saca a espada curta que carrega com ele.
— O de Minos.
— Achei que ele tivesse sido destruído anos atrás na batalha do labirinto.
— E foi mais ele foi reerguido com magia na batalha de Gaia só não tínhamos certeza ainda.
— E agora temos? _ Natam está com uma moeda de ouro nas mãos uma bem parecida com a do Jason, não chego a responder um grito estridente percorre o ar e um grupo de harpias vem em nossa direção, desviamos do primeiro ataque e nos concentramos em abater os monstros, empunho minha espada de ferro negro e isso faz com que elas recuem um pouco.
Natam desfere um arco com a espada de ouro dele e acerta uma delas em cheio, mais ao lado Malcom estoca o peito de outra delas, paro de prestar atenção na luta deles e avanço sobre outra delas transformando ela em poeira e logo em seguida outra, quando volto a olhar ao redor eles também acabaram com as restantes.
— Empate? _ Natam está com um estranho sorriso no rosto
— Você estava contanto? _ Malcom está com cara de bravo e assustado ao mesmo tempo.
— Não importa quantos cada um matou foi um bom trabalho em equipe.
— Obrigado _ Disseram os dois ao mesmo tempo.
— Posso sentir que tem uma entrada por aqui só não estou vendo ela.
— A dutos em baixo das ruas, podemos descer pelos bueiros, pode estar aqui em baixo.
Apesar de ser nojento todos concordamos, depois de achar um bueiro fedido destampamos e descemos a escada de ferro o que pareceu muito tempo. Quando sinto que a escada acabou salto para o chão abaixo e fico ali por alguns minutos, no chão de terra batida.
Os meninos saltam o fim da escada como eu e caem um a um ao meu lado. E ficamos os três olhando o escuro.
— Deveria ser tão escuto nos bueiros? _ Malcom e o mais novo do grupo e parecia o mais bobo do grupo apesar de ser um filho de Atena a deusa da sabedoria.
— Não parecem os esgotos.
— Você está certo Natam e não são _ Tiro uma das lanternas que trouxe comigo, havíamos preparados suprimentos rápidos em Nova Roma antes de partir, cordas, lanternas, mantimentos, curativos e outras coisa, o feixe de lux clareia bem a nossa frente e então vemos o longo corredor a nossa frente cercados por paredes altas e encimado por um teto igualmente alto. _ Estamos no labirinto.
Os dois olharam surpresos
— Como viemos parar aqui?
— O bueiro era a entrada, e como se o labirinto nos quisesse aqui.
— Sim e ele quer, mais não vivos.
Pego minha espada e uso uma pequena fração de meu poder para evocar quatro soldados mortos.
— Sei que não são fã das minhas habilidades mais e assim que vamos percorrer esses corredores, com sentinelas a frente e atrás. _ Eles estão pálidos e com as armas em mãos, posiciono dois esqueletos a nossa frente e dois atrás e saímos em marcha pelo labirinto, agora será em suas regras.
Caminhamos ao que parece por horas, já não temos mais uma noção de dia e noite e como semideuses e tecnologia não se dão bem não temos como saber que horas são.
Paramos quando chegamos a uma área ampla com mosaicos nas paredes e decidimos acampar ali mesmo. Encontramos indícios de um acampamento antigo ali mais recente. Exploramos o ambiente e descobrimos rastro de que pareceu uma luta.
— O que será que houve aqui? _ Malcom está examinando as marcas no chão.
— Não a madeira para uma fogueira aqui, faremos uma refeição fria, e dormiremos no chão frio.
— Não sei o que houve aqui mais alguém morreu com certeza posso sentir o cheiro, ficaremos com a comida fria mesmo, descansem eu farei o primeiro turno de vigia.
Logo que eles dormiram evoquei o espirito de quem quer que tivesse morrido ali. Era perigoso ainda mais no labirinto muitos haviam morrido naquele lugar. Eu havia aprimorado minha técnica e cântico para evocação, não precisei de uma cova com refrigerantes e lanches.
Não demorei muito para ver uma jovem garota com a camiseta do acampamento translucida em minha frente
— Quem e você? _ ela parecia assustada, apesar de ser apenas um fantasma
— Nico, sou filho de Hades, te trouxe até aqui para conversar. Preciso saber quem ou o que te matou?
— É perigoso, não deveria ter me evocado.
— Fique calma e te mandarei de volta, apenas me conte o que perguntei.
— Eu estava de vigia meu meio irmão descansava, ele não e grego, estava quase dormindo quando ele veio dali. _ ela apontou uma das entradas do lugar onde estávamos _ Ele veio em minha direção bufando e com o machado em mãos, gritei e saltei para o lado.
“Carlos acordou em um sobre salto com a espada já em mão, ficou completamente em choque quando viu a fera, lutamos mais ele era mais forte, decidimos correr e ele arremessou o machado acabou me empalando na corrida, cai quase sem vida, Carlos queria ficar para ajudar, mais não deixei, você precisa encontra-lo”
— Se ele ainda vive o encontrarei com certeza. _ ela ficou com uma expressão estranha, então seu rosto se transformou e ela emitiu um grito horrível, os meninos saltaram de suas cama improvisadas, brandi a espada para que ela sumisse.
— O que era quilo? _ Malcom estava pálido como o fantasma que eu despachara.
— Não faz diferença, porque estava gritando_ Natam pergunta, não tive tempo de responder um dos esqueletos vigias se chocou contra a parede seguido de outro.
O minotauro estava parado na mesma entrada que ela apontara os outros soldados estavam avançando sobre ele, ele desferiu um arco com o machado e partiu em pedaços um deles e com o corpo se chocou contra o outro desmontando-o também.
— Coram _ gritei para os meninos, não queria enfrentar aquela coisa, não poderíamos nos dar ao luxo de gastar energias.
Corri pelo caminho onde ela me indicara e senti eles vindo em minha direção então como em um déjà vu que não era meu vi tudo acontecendo em câmera lenta.
— Abaixem-se _ gritei para eles me jogando no chão frio, eles não me questionaram só fizeram o que eu disse, o machado dele passou por cima de nós e se chocou contra a parede oposta, ouvimos ele bufar, me coloquei de pé _ Coram vamos. _ eles se levantaram e me seguiram, Natam pegou o machado e disparamos por outro corredor, que parecia longo de mais, ele ainda estava em nosso encalço sentíamos ele vindo.
Viramos uma curva e Natam parou com o machado em posição de combate.
— O que pensa estar fazendo?
— Silencio. Respirem o mais baixo que conseguirem _ Era muito difícil fazer o que ele pedia afinal tínhamos corrido e nossas respiração estavam aceleradas.
Logo ouvimos os paços pelo corredor e sabíamos que ele havia nos alcançado, ele avanço pelo corredor lentamente e quando seu corpo se projetou para a frente olhando para o corredor do lado oposto o machado de Natam desceu em um arco atingindo seu flanco direito, ele urrou de surpresa e se virou rápido tentando às cegas acertar um murro no atacante.
— VEM VACA _ Ele gritou sacando uma lança de ouro dessa vez, a moeda era bem versátil as vezes, e apesar dos corredores pouco espaçados do labirinto ele a manejava muito bem.
Com a vantagem da lança ele podia conter a fera a distância favorável e com ataques rápidos e suscetível não deixava o minotauro reagir. A fera já estava com vários cortes e ainda tinha o machado cravado na lateral corpulenta, a lança virou novamente uma espada e em um movimento ligeiro ele passou para tras da fera, e então com um salto cravou a espada na cabeça do bicho que caiu para frente, se transformando em poeira.
— Uau... _ Malcom estava sem palavras depois do que acabara de ver.
— Achei que os filhos de Apolo só usassem arco e flecha!
— Talvez os filhos de Apolo só usem arco e flecham sou filho de Febo e em Nova Roma todos aprendemos a usar armas, sou um centurião devo dominar bem elas pois na hora do combate podem fazer a diferença.
— Obrigado por se livrar dessa coisa! _ Digo meio envergonhado
— Não se preocupe encontraremos meu meio irmão do arco sei que ele e importante para você!
Dou um meio sorriso e sinto um aperto no peito, Will e mais que importante para mim, depois da guerra de Gaia ele se tornou especial, seu sorriso, seu jeito brincalhão e mandão, seus cabelos loiros e sua pele bronzeada, eu nunca admitiria isso para ele mais ele era tudo o que eu queria naquele momento.
Ele apanha um chifre no chão e seguimos por um corredor aleatório, aquela brincadeira estava cada vez mais perigosa, precisava encontrar todos logo, precisava achar a minha própria profecia e precisava salvar o mundo.
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