Um jogo nas profundezas do labirinto
2 Aviso e ameaça
Notas iniciais
Rachel acorda em meio a uma grito abafado, a madrugada está fria e a tempestade cai furiosa lá fora. Como ela está em um quarto afastado devido aos pesadelos constantes, reza para que ninguém tenha ouvido seu grito abafado. Ela olha o quarto que se clareia repentinamente com um trovão distante e se assusta ao perceber que não está sozinha.
— Quem está ai?
— Achei que os poderes do oraculo já não funcionavam mais.
— Não é a mesma coisa! Como veio parar aqui.
— Minha natureza lembra?
— Esqueço disso as vezes. _ Ela sorri para o garoto nas sombras! _ O Que o traz aqui nico?
— Você! Vem me chamando a dias, não estava reconhecendo sua voz até essa noite.
— Te chamando? Não lembro de ter sonhado com você, não lembro de ter te chamando!
— Seu subconsciente está de alguma maneira me chamando.
— Nico não faz sentido, o oraculo está “morto” desde a queda de Gaia, os olimpianos estão novamente se fechando para seus filhos, não conseguimos reescrever muito dos livros perdidos antigos de Roma e eu não posso mais proferir profecias.
— O quer me dizer com isso? Que são apenas pesadelos?
— Pode ser que sim.
— Com o que tem sonhado?
— Coisas normais.
— Rachel nada para nosso mundo e normal. Gritar no meio da noite não e normal.
— Ok. Tenho sonhado com o Labirinto.
— O de Minos? Achei que ele tivesse ruído quando Quintos morreu.
— Bom Pasífae a feiticeira louca disse que o tinha trazido de volta durante a guerra.
— Ela não era louca, era bem real, pode acreditar. É não duvido nisso, tenho sonhado com aquele lugar horrível a dias!
— O que? Você também Nico?
— Sim, mais achei que fosse “normal” afinal, já estive lá.
— Eu já estive lá muitos anos atrás também.
— Bom o que acha que são esses sonhos?
— Vocês jovens não podem ser tão inocentes, já enfrentaram deuses antigos e titãs, já venceram batalhas contra os mais antigos da história, dentre vocês está aquele que esteve no tártaro e voltou com vida. Ainda acham que são só sonhos? Só pesadelos?
Rachel levanta-se e vai para trás de Nico que está empunhando sua espada negra com aparência sombria. Ela era frágil e não era boa com laminas e ele era um guerreiro aquele que ficou conhecido par andar nos dois mundo quando divididos, grego e romano teve seu papel a desempenar nas duas grandes profecias, agora ela estava confiando sua segurança a ele, o filho daquele que uma vez amaldiçoara o próprio oraculo e o aprisionara em um corpo que estava fadado e ser extinto.
— Nico, quem é ele?
— Não sei, eu a protegerei.
— Não, não protegera, nem ela nem a ninguém mais. Vocês semideuses estão fadados a extinção, cada um de vocês será caçado e morto e o mundo estará livre de vocês e dos deuses.
— Do que você está falando, revele-se! _ A voz de Rachel tremia _ Os deus não caíram até agora, e nunca iram cair.
— Minha pequena, eles mesmo vão se destruir, quando seus filhos forem mortos um a um, e eles não tiverem mais a quem culpar vão culpar uns aos outros e quando o olimpo estiver maculado com o sangue deles eu me reerguerei e governarei o que é meu por direito.
— MOSTRE-SE _ Nico estava envolto em uma aura negra, era clara a sua raiva.
— Filhotinho acalme-se, não e hora de me confrontar, não ainda. Vocês buscam algo que o oraculo não pode fazer, algo que não está a seu alcance mais.
— Uma profecia _ Rachel consegue dizer reunindo suas forças. _ Não a uma conhecida que revele uma queda dos olimpianos, não atualmente.
— Existe uma antiga e remota, que está perdida no tempo, se querem mesmo encontra-la desistam, a uma legião de monstros guardando ela nesse momento e ela está tão profunda nas entranhas do labirinto que nem mesmo aqueles com o dom podem acha-la.
— Se existe uma iremos encontra-la, se ela está lá deve estar em algum lugar do mundo onde podemos acessa-la, e não importa quantos monstros estejam de guarda mandaremos todos, um a um para o tártaro.
— Bravo, bravo. _ A voz comemora friamente _ Você nunca chegara lá não enquanto busca o filho do sol que está sobre a guarda do labirinto. Agora pequeno oracula veja o mundo que conhece ser destruído por dentro.
A presença desapareceu por completo, a voz ainda ecoava em suas mentes, um trovão clareia o quarto de novo, eles se olham e tentam entender o que foi aquilo, quem era aquele e porque os avisara e os desafiara ao mesmo tempo. Que profecia era essa que estava guardada nas profundezas do labirinto e porque ele estava caçando semideuses.
—Nico, você precisa voltar ao acampamento imediatamente reunir todos e partir em uma busca.
— Mesmo sem uma profecia? As buscas precisam de uma!
— Rezem aos deuses e esperem uma resposta tentarei chegar lá o mais rápido que eu puder.
— Posso te levar.
— Vai parecer suspeito eu sumir no meio da noite, em um colégio interno só para garotas.
— Sim, vai! Se precisar me chame e eu voltarei.
— Sei que voltara, agora devemos avisar a todos e proteger nossos amigos.
Nico se despede brevemente como sempre sem contatos físicos e inicia sua viagem nas sombras, quando aparece no chalé negro na colina meio sangue o alarme está soando por todos os cantos do acampamento. Ele sai para fora e vê campistas e sátiros correndo para todos os lados, um campista vem correndo até seu chalé vindo do anterior.
— Nico, estão te chamando na casa grande, estão reunindo os conselheiros.
— Todos estão indo para lá?
— Todos os que forem encontrados!
— O que quer dizer com isso?
— Nem eu sei ao certo.
Ele se afasta indo para o próximo chalé e Nico dispara para a casa grande, um mal pressentimento o acompanha “Você nunca chegara lá não enquanto busca o filho do sol que está sobre a guarda do labirinto.” A frase volta a ecoar em seus ouvidos, deixando-o em pânico, a apenas um filho do deus sol que o preocupa, apenas um que o faria busca-lo até mesmo no labirinto. Ele precisa chegar na reunião dos conselheiros e ter certeza de que ele está bem.
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