Um final de semana para recordar
1 Capítulo 1
P.O.V Rosalie
Deitada ali naquela mesa pouco confortável, eu ouvia sons ao fundo da aula de história, que se desenrolava de maneira lenta, devido a nossa própria professora aparentar ter ela mesma participado ativamente da 2° guerra mundial. Aquela aula era simplesmente uma grande piada já que ela reproduzia tudo que estava contido nos livros. Estava pensando na maratona de filmes do final de semana que estava organizando quando alguém me cutucou. Levantei a cabeça, tendo a visão levemente ofuscada pela luz, fazendo com que eu demorasse alguns segundos para perceber que a pessoa era Sophie.
- Acabou a aula Bela Adormecida. – disse com um sorriso debochado nos lábios. E saiu.
Apesar de sermos melhores amigas, ela nunca podia me esperar devido ao fato de que seu pai era muito rigoroso e sempre a buscava nas aulas para que não voltasse sozinha para a escola, desse modo tinha que encontrar tempo em seu horário que quase sempre era todo preenchido por reuniões de negócios, fazendo com que não aturasse atrasos. Ao sair da sala, me deparei com Oliver, que também era nosso amigo e meu vizinho, que sempre me acompanhava até em casa. Eu gostava de Oliver por ele não ser como o resto dos outros meninos, ele era uma das pessoas mais doces que eu já havia conhecido e uma das pessoas com quem eu mais gostava de conversar, e surpreendentemente era o único menino que o pai de Sophie gostava e permitia que ela andasse. Ele me cumprimentou e desandou a falar sobre o novo jogo de vídeo game que ele tinha comprado e sobre como estava animado para a feira de ciências por conta do robô que havia acabado de construir: Joe. Joe era um robozinho que o ajudava em coisas como arrumar o quarto e pegar um copo d’agua, além de ser equipado com um mecanismo de pesquisa e comando de voz.
- Te vejo mais tarde Ollie? – perguntei assim que paramos em frente
á minha casa
- Claro – respondeu – Até mais tarde Rosie.
Ao entrar em casa encontrei minha mãe descendo com algumas malas enquanto meu pai estava ao telefone.
- Rosie – disse ela – Chegou bem na hora, eu e seu pai temos uma emergência, sua avó está com problemas. Seu primo Tony vai supervisionar você enquanto estivermos fora, Jane tem provas e por isso não pode vir.
Ao terminar ela me deu um beijo e eles saíram quase que imediatamente
Minha avó Gretel ainda morava no país de origem, Alemanha, o que complicava muito a vida de mamãe e papai, pois era muito longe para conseguirem dar toda a assistência necessária. Mas mesmo com sua única filha vindo morar nos EUA, ela não quis abandonar a casa onde morava com vovô Hans, até ele vir a falecer há alguns anos devido há um câncer. Ela provavelmente devia ter caído da escada ou repreendida por tentar expulsar crianças de seu quintal com uma vassoura. Da última vez que isso tinha acontecido eu tinha ficado com a tia Rachel, irmã de papai, porém ela agora estava no sétimo mês de gravidez e não podia vir de Nova York. Mas acho que nada justificava eu ficar com o Tony. Ele era o sobrinho mais velho de papai, porém tinha tanta responsabilidade quanto uma criança de 5 anos, e todos sabiam disso, fazendo com que eu achasse suspeito que meus pais me deixassem sob seus cuidados. Tony era filho de tio Henry, ele havia acabado de se formar na UCLA em administração para assumir um cargo na empresa da família, entretanto ele não fazia o tipo de quem gosta de usar terno e gravata, ele fazia o tipo de quem gosta de mochilar pela Europa, frequentar boates caras e aparecer bêbado de vez em quando, além de se achar e viver metendo os outros em confusão junto com ele, como por exemplo ele fez com Jane, minha irmã mais velha. Assim que ela entrou na UCLA, ele fez uma festa de boas vindas, e no dia seguinte, ela foi encontrada pelada no campus, quase lhe rendendo uma expulsão.
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