Um filho de Hefesto, Uma filha de Atena.
10 Capítulo 9 - O voluntário parte 2
Notas iniciais
Todos arquejaram. Alguns, tamparam a boca. Outros enfiaram as mãos no rosto. Todos olhavam para mim com espanto e surpresa. Meu primeiro movimento foi, por impulso, olhar para Leo.
Visualizei a expressão de pânico e surpresa que se estampava nele. Seus olhos estavam arregalados e ele estava boquiaberto.
Então, desviei o meu olhar dele e rumei para o palco, de cabeça erguida. Mas eu estava tremendo da cabeça aos pés e meu coração estava martelando no peito.
De repente, a alguns metros do palco fui interrompida com passos correndo um voz gritando vindo lá de trás as minhas costas.
– EMMA! — Leo correu até mim, mas duas Empousas o seguraram pelos braços — PARA! EMMA, NÃO! — ele gritava e se sacudia para se libertar — VOCÊ NÃO PODE! VOLTE! EMMA! POR FAVOR, NÃO VÁ! EMMAA! -as Empousas o carregavam á força para longe, mas o deixaram num lugar aonde ele possa me ver.
Parada no mesmo lugar fiquei observando horrorizada a cena que Leo acabara de fazer.
Ele parecia realmente perturbado.
Me virei novamente para o palco e subi, mas sem deixar de lado na minha mente o que Leo fez quando meu nome foi anunciado.
– Muito bem. — Johanna segurou meu ombro e me virou para a platéia — Aqui está a salvadora do acampamento de vocês — As Empousas riram com deboche — Se algum coleguinha dessa aqui — Ela me sacudiu — Quiser ter uma conversa com ela antes sua morte — ela deu uma risada fria — poderão visita-la após sairmos daqui. Ela será conduzida para uma sala em nossos aposentos. E para os que ficarão, há TV's espalhadas por ai para assistirem quando o sofrimento dela começar. — todos continuavam quietos — aos que quiserem, acompanhem Penélope. — uma Empousa ruiva branca até de mais acenou com a cabeça — vamos — ela sussurrou para mim, me agarrou pelo braço e me tirou do palco.
Elas me deixaram numa espécie de masmorra. Numa casinha não muito longe do acampamento. O lugar era escuro, tinha apenas uma cama dura e uma janelinha da largura de um laptop, com grades aonde passava a única luz dali.
Aquela sala, pode se dizer que, sugava a esperança e a felicidade de qualquer um que esteja sozinho ali.
Sentada na dura cama, eu esperava por alguém que venha falar comigo, ao menos se despedir e desejar sorte. Se ao menos uma pessoa viesse, eu ficaria feliz. E para minha surpresa, a porta do quarto se abriu e entraram ali Annabeth acompanhada com Percy e Rachel, eles tem sido grandes amigos após a derrota de Gaia.
– 5 minutos — Penélope, que ficava de guarda na porta do quarto avisou. Annabeth e Rachel estavam com os olhos vermelhos e inchados de choro, era a primeira vez que eu as vi chorar, elas, sempre fortes e determinadas, estavam ali acabadas. Percy, estava com os olhos cheios d'água.
– Emma, porque fez isso? — Annie avançou até mim e atirou os braços em torno do meu pescoço me abraçando forte e desabou a chorar. Rachel fez o mesmo.
– O que que te deu...? — Rachel soluçava.
– Eu... não sei. — meu olhos se enchiam de lágrimas.
– Emma, se mantenha forte — Percy deu a dica — não demonstre fraqueza, nós sabemos que você irá conseguir.
– Com certeza você vai — Annabeth colocou firmeza na sua voz — faça isso por nós.
– Você voltará e salvará o acampamento, acreditamos nisso — Rachel secava as lágrimas.
Nos abraçamos, os 4, e ficamos assim. Eu não queria solta-los. Não queria que eles fossem embora.
Sem perceber, o tempo tinha voado.
– O tempo de vocês se esgotou — Penélope avisou. Logo em seguida, três Empousas entraram e tiraram eles a força. Annabeth e Rachel choravam e Percy me lançou um olhar de confiança e me deu um aceno com a cabeça.
A porta se fechou e eu me vi sozinha novamente.
Minutos depois a porta se abriu e para uma surpresa maior, quem entrou foi Leo.
– 5 minutos — Penélope avisou e fechou a porta.
Ficamos nos encarando por uns segundos.
– O QUE VOCÊ TINHA NA CABEÇA? — Ele gritou. Eu me sentei assustada.
– Eu... não sei, Leo... — falei baixo.
– VOCÊ É LOUCA!
– Você não se importa comigo, está lembrado? — eu tentei manter firmeza na voz.
– Eu... — ele abaixou a cabeça — você sabe que eu falei aquilo por impulso, não sabe? Eu estava com raiva, estava preocupado demais com as possibilidades de você ir para o Desafio que eu não me toquei... me ... me desculpa — ele falou com a voz embargada de choro.
– Leo, eu só me voluntariei porque também não quis que você fosse para o Desafio... e agora, eu estou na beira da morte ao invés de você. Você faria o mesmo por mim... eu acho. — abaixei a cabeça.
– Você não está na beira da morte. — Ele se sentou ao meu lado — você voltará viva, eu acredito nisso, você é forte... e eu faria sim o mesmo por você.
– Mas se eu morrer...
– Você não vai.
– SE eu morrer, você tem que me prometer uma coisa...
ele bufou.
– qualquer coisa.
– ... você terá de colocar o nome da sua filha de Emma. — nós rimos baixo. Parecia que estar com ele era a única alegria que eu poderia encontrar naquele dia sombrio. E eu gostava disso.
Ele ficou me observando por um pequeno tempo e depois fez algo que realmente me surpreendeu; ele me beijou.
Um beijo de verdade, na boca.
Eu sentia todo o meu corpo se esquentando com o toque dele. Aquela sensação era a melhor de todas. Eu poderia ficar ali para sempre.
Após nos separarmos, soltamos uma risadinha constrangida e ao mesmo tempo fofa.
– O tempo de vocês acabou — Penélope avisou. O nosso sorriso se desmanchou na mesma hora.
Uma Empousa entrou e o arrastou.
– NÃO! — ele gritou — VOLTA EMMA, ME PROMETA ISSO! — ela o tirou do quarto — FIQUE VIVA! — foi a última coisa que ele me disse antes da porta se fechar.
Fiquei imóvel sentada, pensando no que tinha acontecido. E mesmo que eu esteja quase morta, um pequeno sorriso surgiu nos meus lábios.
Após alguns minutos recebi a visita de Quíron, seguida da visita de alguns irmãos do chalé de Atena e depois, de alguns outros campistas me desejando sorte.
A última pessoa a me visitar foi Marie.
– Emma, eu sinto muito — ela chorava — é tudo minha culpa. Eu não queria...
– Ei, do que você está falando? Não é sua culpa eu estar aqui... fique calma.
– Sim, é sim! — ela chorou mais ainda — Me perdoe, elas...
Mas antes que ela pudesse completar sua frase, a Empousa ruiva entrou e anunciou que estava na hora de Marie se retirar. Ela saiu e eu fiquei com a dúvida eterna sobre o que ela poderia estar falando.
As horas seguintes se passaram lentamente.
De vez em quando alguém me trazia água ou um pouco de comida velha. Mas eu deveria comer o que desse.
– Chegou a hora — Johanna entrou e sorriu — Coloquem-na as algemas — Elas me algemaram e me levaram para uma outra sala escura, passando por um imenso corredor.
A sala estava vazia, exceto por dois postes de madeira posicionados um do lado do outro, em cima de um mármore de um tamanho de 3 mesas de jantar.
Elas me soltaram das algemas e em cada lado da sala eu vi as câmeras se virarem para mim.
Duas das Empousas pegaram cordas bem grossas e me arrastaram para o meio daqueles dois postes.
Elas pegaram a força os meus pulsos e amarrou-os nos postes, cada pulso em um poste.
Eu estava presa. Não poderia sair dali. Não conseguia sair dali.
E então, avançando, saindo da escuridão, uma Empousa morena musculosa,com tatuagens e uma cicatriz na bochecha apareceu com um chicote cheio de pregos entortados e ao seu lado, vinha Johanna com uma pequena faquinha em mãos. Ela passava as mãos na faco como se ela fosse algo precioso.
Ela sorriu para mim amostrando suas presas.
– Que os jogos comecem.
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