Um filho de Hefesto, Uma filha de Atena.
12 Capítulo 11 - O Ultimo desafio parte 1
Notas iniciais
Fui acordada por um feixe de luz que entrava pelas grades da janelinha e ia na minha cara.
A noite havia sido ótima. Tirando o fato de que eu deveria ter tido no mínimo 2 pesadelos por hora Um pior do que o outro.
Sentei-me na cama e percebi que haviam deixado para mim uma vasilha, como daquelas de merendeiras infantis, com água e outra vasilha que continha um pouco de frutas secas.
Comi o que pude e esperei algum aviso de Johanna.
Andei para lá e para cá no quarto, me encarei por um tempo no espelho, eu estava pálida e mais magra do que o usual. Fiquei sentada na cama e depois andei pelo quarto novamente. Eu não conseguia ficar parada.
Pela primeira vez eu fiquei pensando em como seria a minha morte. E esse pensamento não foi nem um pouco agradável.
Passaram-se algumas horas no pleno tédio e numa tremedeira de nervoso sem parar.
Então, finalmente, Johanna, Penélope e a Empousa musculosa entraram como furacões dentro do meu quarto, me puxaram de lá de dentro sem dizer uma palavra e me guiaram até fora da casa.
Lá fora haviam duas motos paradas em frente a casa.
Penélope e a outra Empousa montaram em uma e Johanna montou em outra e me obrigou a montar nela também.
Pareciam motos comuns. Como eu disse: pareciam. Mas após começarmos a andar, eu vi que não eram.
As motos corriam tão rápido que parecia que iam a 1500 km/h. O destino daquela viagem? Não me pergunte, pois nem eu sei.
*POV LEO*
As cenas de Emma sendo chicoteada e mutilada não saiam da minha cabeça. Forem tão aterrorizantes que sonhei com isso durante a noite.
Acordei assustado num salto por causa deles.
Olhei para o relógio e já eram 10:00h da manhã.
Me levantei as pressas e fui me reunir com os campistas, os sátiros, as ninfas, Quíron e todos que chamam o acampamento de "casa". Hoje é o último desafio de Emma.
E nós não vamos assistir nas TV's que estão espalhas por aqui no acampamento, não. Vamos assistir Ao Vivo e a cores.
Chegando lá vi que todos comiam seus cafés nervosos e mais rápido do que o normal. Eu não fiz diferente. Minutos depois de comer algumas tirinhas fritas de bacon em silencio, Quíron entrou galopando no pavilhão do refeitório.
– Atenção! Atenção campistas!
Imediatamente, todos os olhares se voltaram para ele,
– Precisamos correr. O desafio começa daqui a 2 horas e precisamos sair daqui o mais cedo possível.
– Mas porque ? — alguém no meio do chalé de Afrodite gritou.
– Porque aonde vamos está muito longe daqui. Temos que chegar lá a tempo.
– E como vamos? A pé? — soltei.
– Como devem saber, eu tenho aluns primos, digamos assim, meio agitados. Chegaremos lá bem rápido.
E realmente chegamos bem rápido
Depois que 3 campistas ou 3 sátiros ou 3 qualquer coisa montaram em cada primo centauro de Quíron, (que eram muitos mesmo) a viagem foi rápida.
O tempo voou e quando fui me dar conta tinhamos chegado ao nosso destino.
E como Quíron nos avisou, estavamos nada mais nada menos do que EM MANHATTAN!
Como tínhamos ido do acampamento até Manhattan galopando e sem nenhum mortal reparando em nós, eu não sei. A névoa faz milagres. Não faço a menor ideia do que eles poderiam estar vendo. crianças e adolescentes montados e cavalos mega-velozes? Não sei.
Paramos diante de uma grande arena de batalha. Quando eu dio "grande" eu quero dizer, REALMENTE GRANDE. Era enorme olhando de fora, deveria ser enorme olhando de dentro. O estranho é que em volta da arena, não havia mais nada. Estávamos no meio do mato. As Empousai foram expertas e construíram fora do alcance dos mortais...
– Aqui é a arena aonde Emma terá seu último desafio. Melhor irmos para as arquibancadas.
Arquibancadas? Ele deve estar brincando... Emma pode morrer hoje e construíram mesmo uma arena de tortura com conforto e tudo? Só pode ser brincadeira...
Sem abrir a boca para reclamar, segui para dentro.
Como eu imaginava, o lugar era imenso. A arena era retangular. Dos lados, duas arquibancadas. Havia 4 telões em cada canto da arena. No meio era como uma pista de corrida. Mas com plaquinhas numeradas de 1 ao 8, cada uma posicionada a ,mais ou menos, 6 metros de distancia uma da outra. As plaquinhas iam do início da pista ao fim.
E no fim da pista tinha uma bandeira. Vermelho-sangue. Deveria estar ali para quando Emma vencesse.
Para falar a verdade, eu não estava entendendo nada dali. Então, caminhei pela arquibancada e encontrei um lugar no meio. Logo depois Marie se sentou do meu lado. Ela parecia mais fraca e mais pálida já faz um tempo. E eu pouco a via. Devia estar lidando mal isso tudo que está acontecendo. Não a culpo, eu devo estar no mesmo estado.
Então, esperei, como todos, que começasse o último desafio.
*POV EMMA*
Uma arena. Uma arena gigante era para aonde elas tinham me levado. E do outro lado da arena, pude ver todos os campistas entrando. Queria correr e me juntar a eles, mas eu era a atração principal do show e o motivos deles estarem ali.
Entramos numa porta pequena na parte de trás da arena e elas me deixaram lá. Antes de sair, elas me colocaram uma armadura vagabunda e disseram que eu teria que passar por etapas.
Que tipo de etapas?
Um longo tempo se passou e eu fiquei encarando um portão que estava a minha frente. Depois de um tempo, o portão se abriu, deslizando para cima e eu ouvi o som de um apito.
Eu entrei e assim que sai do cômodo, as portas se fecharam atrás de mim. Olhando novamente para frente e observando direito o lugar eu congelei.
Era o cenário do meu sonho. Exatamente igual. Nada diferente.
Dei um passo a frente e olhei ao redor.
Todos os campistas estavam tumultuados nas arquibancadas. Alguns até gritavam encorajamentos para mim. Tentei localizar Leo e meus amigos, sem resultado.
Haviam telões nos cantos da arena e as imagens mostradas neles focavam em mim.
A luz do sol bateu na minha cara e eu não conseguia enxergar mais nada no alto, como as arquibancadas, pois a luz atrapalhava a visão. Só conseguia ver a pista a minha frente.
Estava para começar.
Tomei fôlego e segui em frente.
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