Notas iniciais
Boa Leitura!

A noite caiu em Son e Yuna colocou um manto por cima dos ombros para se proteger do vento gelado e da chuva, saiu de casa silenciosamente e se esgueirou pelas ruas vazias, até os limites do vilarejo e depois.

Chegou a entrada da caverna com o peito apertado, não sabia muito bem que decisão tomar, ia depender do que Arashi dissesse, mas era óbvio que ela queria fazer as pazes, adentrou o local escuro que com sua chegada se tornou mais claro, o som de passos o fez acender uma tocha.

— Você veio. – Ele disse se aproximando e colocando a tocha em algum suporte improvisado.

— É, acho que você tinha razão. – Indiferente.

Houve uma inquietação do lado de fora.

— Não, desculpe, é sério...Podemos...Só esquecer isso tudo? Eu sei que...Não foi certo...O que eu fiz.

Ela sorriu, queria abraça-lo mas, antes que algo pudesse ser feito, Orochi e seus homens invadiram a caverna, uma faca foi colocada em seu pescoço, Arashi foi obrigado a se ajoelhar e foi acorrentado, Yuri entrou logo depois.

— Parem!! O que é que estão fazendo!? – Yuna se debatia tentando se soltar, dois cavaleiros de Orochi a seguravam.

O homem de cabelos ruivos cravou duas adagas nas costas de Arashi sem encontrar a minima dificuldade em atravessar o couro resistente do traje feito por Yuna que este usava, Arashi gritou e se curvou tamanha foi a dor que sentiu.

— Eu aprendi muito sobre monstros como você quando fui ao palácio. – Ele sussurrou para Arashi e em seguida socou a parte de trás de sua cabeça fazendo-o ir de cara no chão em seguida deu uma gargalhada e continuou. – Isso é para que seus espinhos não saiam, então se tentar dar uma de engraçadinho pra cima de mim, você só vai se ferrar ainda mais.

Yuna gritou nervosa:

— Solte ele Orochi! Ele não fez nada e não está nos limites do vilarejo, não pode prende-lo!!

O homem caminhou até ela com um sorriso assustador.

— Não fez nada? Não foi isso que sua amiga me contou...

— Yuri...!

Só então Yuna veio perceber a presença dela na caverna, ambas se entre olharam, Yuna se sentia traída.

— Eu avisei que não era uma boa ideia se envolver com esses monstros Yuna...Mas você nunca me escutou! – Yuri disse brava.

— Eles não são monstros!! – Yuna retrucou entre os dentes.

— São sim!! Você que é...Curiosa demais!

— Curiosidade essa que levou a morte do meu único filho! – Orochi brandou alterado.

— Isso nunca teve nada a ver com Mishiro! – Gritou Yuna e recebeu em resposta um forte tapa da mão pesada de Orochi que estalou, provocando eco na caverna.

— Vadia! – Ele cuspiu o xingamento por entre os dentes, soou tão sincero que era como se ele sempre tivesse pensado isso dela. — Você não tem o direito de dizer o nome dele desta maneira.

Yuri ficou completamente sem reação diante da cena, parecia surpresa com o tapa que ele havia dado em Yuna, como se algo estivesse errado.

— Orochi! Se afaste dela. – Arashi gritou, trincando os dentes quando o homem se aproximou e afastou sua franja dos olhos com a ponta da faca, ambos se encararam com olhares furiosos. – Fui eu que matei seu filho.

— Uma confissão!! – O ruivo disse alto diante das testemunhas, seus cavaleiros. Yuna ergueu a cabeça novamente e disse num tom alto.

— Foi em legitima defesa!! Eu estava lá!

— A sua palavra não vale nada! Está envolvida com esse assassino, ainda mais um mutante! Você sabe qual é a punição para isso.

Yuri se sobressaltou:

— Espere! Você disse que não faria nada a ela!! – Disse franzindo o cenho.

— Só estou seguindo as regras. – Ele respondeu com um sorriso trapaceiro.

O de cabelos brancos xingou por entre os dentes e levou um chute no queixo, Yuri tentou agarrar Orochi pelas costas, em protesto contra a quebra do trato, mas levou um golpe e caiu desmaiada, Yuna gritou e se debateu gerando uma grande confusão e tanto ela, quanto Arashi foram arrastados à pancadas, debaixo da chuva e pela lama até o vilarejo. Orochi estava terrivelmente satisfeito.

Notas finais
Bjin da Yunnie!