Um esperado inesperado amor.
12 Capítulo 12
Notas iniciais
PoV. Mariana
Chegamos no hotel e eram 02h da manhã. Droga! Achei que não fosse demorar tanto. Entramos no quarto e eu corro para o meu celular enquanto Bianca vai tomar banho, o pego e vejo três mensagens de texto e uma ligação perdida do deus grego e duas ligações perdidas de Luna, minha amiga. Leio as mensagens de Andrew e basicamente era ele me desejando boa noite e estranhando eu não ter respondido. Espero Bianca sair enquanto lhe envio uma mensagem de texto:
" Oi gatinho, estou bem, só saí com Bianca e a noite se estendeu. Bjo, boa noite"
Tirei minhas roupas e entrei no banho quentinho da madrugada, nada melhor, saio e resolvo ir dormir, já passou da hora. No domingo, eu saí com Luíza e passamos o dia juntas, eu contando as minhas coisas e ela, as delas, como sempre. O dia passou rápido e já era noite. Estava voltando para o meu hotel quando vejo do outro lado uma figura conhecida. Felipe?
— Ei, Mari! — ele atravessa a rua acenando — Não sabia se estava mesmo nesse hotel, então resolvi esperar uma luz! — ele chega até mim e me abraça.
— Felipe! Não sabia que estava aqui, tão... longe de casa! — tento pensar em algo mas tudo me foge a mente. Ele sorri e confirma.
— Adiantei as coisas na faculdade e vim te ver! Essa lugar é ótima e achei que não teria lugar melhor para um reencontro! — ele explica como se estivesse falando de um filme. Ele veio até outro país! Esse povo tem dinheiro pra gastar assim?!
— Espera Felipe, como assim veio me ver? O que veio fazer aqui exatamente? Não que seja da minha conta mas isso está um pouco estranho. — desato a falar.
— Tenho uma tia distante que mora aqui, na verdade, e como você estava aqui... Achei que ver os parentes, seria uma boa — agora faz mais sentido. Ainda assim, é estranho. — Eai? Domingo a noite, podemos dar um rolê por aí?
— Não vai rolar Felipe. Desculpe, mas eu estava o dia todo na rua e tenho algumas coisas para fazer. Tenho que entrar — digo subindo as escadas — Depois a gente se fala, pode ser? Beijo — termino e entro. O que tá acontecendo?
Entro no quarto e ligo para Luíza.
— Amiga, o Felipe está aqui em NY! — quase grito, já que as meninas não estão aqui.
— Como assim?! Tava rolando um comentário de que ele viria, mas achei que fosse sonho dele — ela sabia e não me contou?
— Você sabia? Eu descobri agora com ele parado na porta do hotel. Pode isso? Oxe, maluquice!
— Não imaginei que pudesse se tornar realidade. Mas outro comentário também foi o de que ele fez alguma besteira lá e o pai o mandou para ficar com um parente. — ah, agora faz MUITO mais sentido. Mentiroso, antes não falar nada.
— Agora faz muito mais sentido! Ainda disse que veio por causa de mim — ela ri do outro lado — Vou desligar, minha cota de você por hoje já esgotou, beijo — ela devolve e desligo. Resolvo mandar umas mensagens para Andrew, e assim ficamos até umas 23hs. Já estou morta de sono, melhor ir dormir.
Já é segunda de novo? Ah não! Levanto e faço o de sempre, estou de jeans, regata, casaco e bota baixa, meus cabelos estão soltos. Tá ótimo por hoje! Chego e as aulas acontecem normalmente, já estamos no fim do semestre e os alunos já estão bem pirados. Saio da aula perto das 15hs e de longe, consigo ver Andrew na porta da faculdade, parado com duas cervejas na mão. Sorrio e vou até ele.
— Oi garota perdida! — ele me puxa e me beija de leve — Servida? — me estende a garrafa. A pego de sua mão, não consigo parar de rir, ele tem um estilo tão dele, jeans, coturnos e camisa social. Deuses! Abro a minha e dou um gole.
— O que está fazendo aqui? — indago e ele faz cara de ofendido.
— A surpresa foi tão ruim assim? — ele ri e eu o acompanho — Vim te ver. Vamos comer alguma coisa? Imaginei que estivesse com fome — e estava mesmo. Aceitei.
Durante toda a semana, eu e Andrew estávamos nos vendo todos os dias, pela manhã, pela tarde ou pela noite e ás vezes os três juntos! Quanto mais conversávamos, mais eu gostava dele. Claro que nossos encontros sempre eram regados a risadas, beijos e muito mais, mas ainda não tínhamos transado. Lógico que eu queria, muito mesmo e ele também parecia querer, mas é como se não fosse urgente. Isso nunca aconteceu comigo, digo, estou saindo com um cara super lindo, mas ainda não fizemos nada e eu não me sinto frustrada por isso, ou, o fato de Felipe agora, me parecer tão desinteressante, sem sal, sem tempero. Eu acho que o meu caso com o Andrew estava indo longe demais.
Por exemplo, estamos aqui em seu flat, assistindo um filme de terror em um frio tenebroso que está fazendo hoje. Ele parece que também não está prestando atenção no filme.
— O natal aqui é encantador. Neve, música de natal, papai noel e claro, muita comida. Minha tia sempre exagera e faz muita para nós — ele fala de repente — Você vai ver como é.. — ele se interrompe e eu o olho, ele volta (ou tenta) ao seu normal — Vai estar aqui ainda? No natal? — esse assunto parece um tanto proibido para nós, sempre que estamos perto de entrar nele, arranjamos estratégias de distração.
— Ainda vou estar aqui — sorrio e o beijo de leve — Só depois que não. — finalizo e ele me olha. Não me diz nada mas posso ver que não agrada a ele, também não me agrada em nada, mas fazer o que, não é algo para se pensar agora. Voltamos a assistir o filme e ele deita a cabeça em meu colo, até o cabelo desse homem é macio e cheiroso, mais que o meu, dá até inveja! Ficamos assim por um tempo, eu brincando com seu cabelo e ele fazendo carinho na minha coxa, mas em algum ponto, o clima muda. Andrew passa suas mãos de leve pela minhas pernas mas o toque é diferente, eu me arrepio, ele sente e isso parece dar permissão para ele continuar. Depois de um tempo, ele senta e passa mão por cima do meu ombro, nos deixando abraçados. Eu sei onde isso vai levar e aceito os termos.
O carinho começa de leve, na minha mão e braço, mas cada vez ele chega mais perto e eu também , claro. Andrew encosta a cabeça no meu ombro, beija e depois aprofunda no meu pescoço, começa com vários beijos e algumas mordidas de leve. Nesse ponto, eu já nem sei mais meu nome. Deuses! Minha mão que antes pousava em cima de sua perna, a aperta e ele entende como sinal verde. Ele levanta o rosto e me encara, me beija leve mas por pouco tempo, logo o beijo já é urgente e minhas pernas vão parar em cima das suas. Ele para e me olha.
— Mari, eu quero tanto isso que chega a doer, mas se você não quiser, não tem problema — nossas respirações tão ofegantes e ele me pergunta isso? Tô nessa fila faz tempo!
— Andrew, eu quero! — ele não espera muito e me beija com força, e logo, seu corpo está sobre o meu no sofá. O beijo é urgente e ele me quer tanto quanto quero ele. Estamos muito próximos e posso realmente sentir isso. Beijos, mordidas, rostos corados, somos isso agora.
Ele passa suas mãos por todas as partes do meu corpo e faço o mesmo, de repente, o frio que antes estava, sumiu, dando lugar a um calor absurdo. O empurro um pouco para cima enquanto nos beijamos, ele sai de cima de mim e eu me afasto dele, me levantando. O puxo e continuamos o beijo, ele me encaminha para a sua cama comigo ainda de costas, no caminho, puxa minha camisa para cima e seu beijo desce, permanecendo em meu colo. Tiro sua camisa de uma vez e abro o botão da sua calça. Chegamos em sua cama e ele me empurra levemente, deita sobre mim e me beija, suas mãos passeando pelo meu corpo abrem o meu short, sem que eu note ele o tira. Ele para e me olha, não o meu rosto, mas me olha por inteiro.
— Caralho! — então o garoto certinho sabe xingar? sorrio com o pensamento — Preciso de você. — quando ele volta para mim eu rolo sobre ele, ficando por cima, continuamos o beijo e tiro as suas únicas peças de roupa. Não demora muito e ele faz o mesmo. Deuses, que visão! Quando já não aguentamos mais de desejo, Andrew pega um preservativo do lado da sua cama e nos entregamos de vez. É, ele é meu.
Chegamos ao ápice e estamos na cama, ofegantes. Ele com a cabeça na minha barriga e suas mãos mexendo nas minhas.
— Há muito tempo eu esperava por isso, porque achei que fosse ser bom — o olho espantada, como assim gente?
— Tá reclamando de minha performance, garoto?! — dou um tapa em sua cabeça, ele sorri se afastando, mas volta.
— Eu achei que fosse ser SÓ bom — ele conclui e confesso que respirei aliviada — Não sei se consigo ficar sem você depois dos dois meses — ele confessa nostálgico e isso me desperta um pouco. Eu vou conseguir?
— Eu estou aqui agora. — digo o puxando para mim e mais uma vez estamos ofegantes. Levanto para tomar banho e já são quase três da manhã. Advinha quem não vai para a aula? Andrew me entrega uma toalha e vou para o banheiro, ligo o chuveiro e me jogo, a água parece facas cortando minha pele, que gelo!
— Andrew! — grito do banheiro e ele vem um tanto assustado.
— O que houve? — ele para na porta do box me encontrando encolhida no canto.
— Eu não sou a Rose do Titanic que tem tesão por água gelada — reclamo e ele demora a entender mas depois ri e troca o modo do chuveiro para quente. – Obrigada.
— De nada, e a Rose não tinha tesão por água gelada, ou ela se jogava ou morria sem nem tentar — ele conclui.
— Tinha sim! Notou a forma que ela olhava para água? Até mesmo, antes de conhecer o Jack — vou tomando meu banho com ele encostado no box, discutindo sobre o filme.
— Claro, a água trouxe e levou muita coisa dela . Acho que você não assistiu ao filme direito! — ele ralha e eu sorrio. Ele gosta desse filme, nem tudo é perfeito.
— E ela queria era ser levada também, em 2h e 30 min de filme, ela tenta se jogar umas três vezes, isso não é natural Andrew, aceita — concluo. Ele abre toda a porta do box me fazendo morrer de frio — Dá para fechar isso? Tem uma dama tomando banho aqui! — ele sorri presunçoso e tira sua roupa na minha frente. Eu disse que estava frio? Me enganei.
O deus grego entra no chuveiro comigo e eu poderia passar uma vida fazendo isso. Estamos sempre prontos e não se tem algo mais excitante que esse homem. Saímos do banho e eu visto um short e uma blusa dele, confesso que não fiquei tão gata, mas era a única opção, não que vamos ficar muito tempo vestidos, mas enfim. Ele resolve ir preparar algo para comermos e enquanto isso tomamos vinho. Sento na bancada e ficamos conversando, acho que ele está fazendo macarrão.
— Está fazendo macarrão? — questiono tomando um gole do vinho.
— Sim, minha especialidade! — ele se gaba e eu rio alto — O que foi?
— Deuses! Me falou que ia preparar algo super especial e me vem com macarrão?? Parece a Clara, oxe — continuo rindo e ele vem até mim e me cala com um beijo. — Falou como a minha tia agora, ela tem mania de soltar umas falas em português. Clara é a sua irmã não é?
— Sim, ela adora fazer macarrão, acho que é a única coisa que sabe fazer de comida — comento pensativa.
— Não seja má, chef de cozinha. — ele me ironiza
— Nem vem, defendendo a Clara? Vou embora hoje e não volto mais! Ela é a minha irmãnimiga. — termino com o conteúdo da taça. Ele franze a testa.
— Como assim?
— Mistura de irmã com inimiga. — concluo rindo e o beijando.
— Aposto que a ideia disso foi sua — que absurdo! Sinto um cheiro de queimado e aponto o fogão. Ele se vira correndo e desliga, parece que o molho está com um leve sabor tostado. Ele mistura ao macarrão e leva a boca.
— É, acho que dá para comer — me diz e sorri.
— Nossa, na primeira vez me chamou até para restaurante chique, agora, que eu já te dei a minha inocência e pureza e você usou de mim, me dá macarrão queimado. Que absurdo viu, Andrew, que absurdo! — salto do balcão e pego seu prato indo sentar no sofá. Ele me olha chocado, depois ri alto e vem até mim.
— Você consegue se superar! Pureza? Inocência? Você é um absurdo, garota perdida — sussurra no meu ouvido, depositando um beijo na minha nuca e eu me arrepio. Deixamos o macarrão de lado, ninguém estava com fome mesmo.
— Alô — eu atendo muito irritada, enquanto tento me desenrolar do deus grego, que ainda dorme do meu lado.
— Mariana! Até que enfim — fala Luna do outro lado da linha. Luna é minha amiga que eu conheci através de outra amiga e acabou ficando, na verdade, acho que ela já veio para ficar. Não mora tão perto de mim mas estamos sempre nos falando. Mas não é por esse motivo que tenho que ser simpática com ela me acordando agora.
— Que é, mulher? Tá cedo aqui, sabia? — reclamo indo para a cozinha.
— Ui, tá em NY e ficou besta — sempre carinhosa — A maluca da tua irmã está tentando falar contigo a muito tempo, mas acho que ela está sem crédito, ai me pediu para ligar — fazemos muito isso.
— Ah, tá, que foi? Ganhamos na mega sena finalmente? — pergunto enquanto tento achar uma forma de ligar a cafeteira.
— Ah, com certeza que eu ia gastar meu crédito para te ligar pra te avisar isso, eu não ia nem mais querer andar contigo Mariana — sempre uma fofa e meiga amiga. Rio alto.
— Isso é amor e inveja da minha personalidade, aceite. Mas fale logo, o que foi? — ela ri do outro lado da linha.
—Vai sonhando, mas sim, deixa eu te falar, parece que tu foi demitida. — QUE? Me viro e derrubo os talheres que estavam em cima da mesa e um barulho absurdo se fez presente, despertando Andrew.
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