Um elfo, Memórias Perdidas e Um Destino.
1 Capítulo 1
Notas iniciais

Sinceramente, contar sobre meu passado pode se tornar algo longo. Mas contarei mesmo assim...
Bom, eu havia perdido a memória com um golpe forte que recebi. Mas a última coisa que eu lembrava, era nada. Acordei num chão frio e molhado. Estava acorrentado nós pés e mãos, e minhas roupas estavam sujas e rasgadas. Olhava pros lados confusos e me perguntava er... Não sei dizer. Afinal eu não lembrava nem quem eu mesmo era.
Depois de algumas horas desconfortável com frio e fome, eis que um sujeito com armaduras negras e pele de cor púrpura, longos cabelos bancos e um olhar de alguém que parecia carregar a morte dentro de si. Ele chegava no local em que eu estava era bem direto comigo, dizendo que ele era o General do Templo e a partir daquele dia eu seria chamado de Tenkai. E que agora minha vida seria um inferno.
Imaginem só. Um elfo desmiolado, frágil e sem um pingo de noção do que viria pela frente. Certamente as coisas se tornariam muito pior do que aparentavam ser. Mas então eu perguntei o que estava havendo e que não lembrava de nada. Cara, foi intrigante a expressão do tal general ao notar que eu havia perdido toda a memória. Ele parecia irritado, mas por outro lado, ele também demonstrava certa satisfação. Não sei o que pensar daquilo, mas os planos deles começaram a ser colocados em pratica logo no dia seguinte.
Passei a ser treinado como um soldado do templo. Eram treinos desumanos e quem não aguentasse, seria punido com 10 chicotadas por fracasso, e a cada nova fraqueza, seria acumulada as 10 últimas chibatadas, ou seja, em vez de levar apenas 10, seriam 20, e assim sucessivamente. Alguns conseguiam colecionar até mais de mil. Não sei como conseguiam aguentar, pois eu depois que havia sido punido algumas vezes, passei a me esforçar mais. Era melhor ter o corpo doendo, do que continuar a desconfigurar minhas costas, que por sinal se enxeram de cicatrizes.
Mas o pior nem era os treinos, e sim o fato de eu ser um elfo em meio a demônios, orcs e diversas outras criaturas que me odiavam. Eu era constantemente atacado dia e noite e tinha que me virar pra sobreviver. Meu sono a cada dia se tornava mais leve, e minha reação a cada ataque melhorava. Estava me tornando um soldado de verdade e minha mente trabalhava as coisas bem. Porém não fora apenas isso que me passaram a treinar. Fui forçado a aprender a rastrear e criar armadilhas. Tive que dominar diversas perícias pra me ajudar no dia que eu me tornasse um soldado oficial do templo. Entretanto, achava algo estranho em uma coisa. O próprio general se tornou meu tutor em algumas áreas e meu rancor por ele aumentava a cada dia que eu o via lá. Queria me tornar forte e acabar com ele. Mas pra isso acontecer, eu teria que superar não apenas meus limites, mas desbravar e enfrentar perigos que poucos teriam coragem de desafiar. E pra isso acontecer eu precisava de uma oportunidade. Mas como consegui-la? Bom, eu me empenhei e me destaquei entre os demais do tempo. Haviam muitos guerreiros melhores que eu, o que não importava muito pra mim. Apenas segui em frente e desenvolvi minha própria habilidade e me tornei um mestre das armas, criando uma um mundo próprio, aonde apenas as armas falassem.
O tempo se passou e chegou o dia em que o general falou que eu não tinha mais nada a aprender ali. Havia dominado as técnicas do Templo. E pra eu continuar a evoluir como ele queria, eu teria embarcar em uma missão em uma terra desconhecida, seu nome? Lodoss. Sim, foi pra la que eu fui. Peguei uma embarcação e fui. A partir dai muitos acontecimentos ocorreram em minha jornada. Era pra ser um membro do exército de um reino chamado Takaras. Mas acabou que meu destino me levou pra outros rumo, pois o general do exército de Takaras me enviou para obter mais poder e retornar, porém nunca voltei. Acabei enfrentando diversas criaturas, desde simples esqueletos vivos, a magos e guerreiros poderosos. Me tornei um membro importante de um conselho, que suspeito que é secreto. Contive com ajude de companheiros, um grande mal que ocorria na região de Ruff. Segui pra uma floresta e lá conheci novos sujeitos que contém meu respeito. Segui em outras aventuras e em uma delas, quando acordei numa bela manhã, eu havia recuperado minhas lembranças que a tanto foram perdidas.
Nossa, foi um turbilhão de coisas que passaram em minha mente. Eu era filho de um casal de elfos. Meu pai era um respeitado mago e minha mãe uma eximia arqueira. Vivíamos em uma floresta, conhecida como A Floresta Perdida. Aparentemente foi nomeada assim, pois ninguém nunca a encontrava quando queria. E quando acontecia de alguém entra-la por acaso, sem a pretensão de acha-la, acaba por não conseguir sair dela porque queria. Confuso? Um pouco. Mas era meu lar. Lembrei dos amigos que eu tinha e caminho que eu teria tomado. Seria um mago assim como meu pai. Mas pendia a ser arqueiro também, pois além de minha mãe, havia uma elfa em especial na qual estava prometido e ambos apaixonado.
No entanto... A tragedia do meu povo aconteceu no dia em que perdi a memória. Fomos atacados por um exército. E adivinhe de quem era? Sim, do general do Templo. O desgraçado além de matar todo meu povo, ainda me manteve como escravo, me torturando e me ensinando. Não sei o que ele viu em mim, mas certamente eu adoraria retribuir o favor. Entretanto eu não irei mais em busca de vingança. Meu passado ficou pra trás e espero que ele não venha atrás de mim. Tenho novos objetivos e não pretendo mais voltar ao Templo.
O mais engraçado, é que eu conquistei a evolução que queria. Embora eu ainda tenha muito a melhorar, sinto que hoje eu poderia enfrentar o general do templo sem muitos problemas. Sei o quão forte ele é e ainda é um mistério o porque de ter me escolhido. Mas enquanto não descubro, sigo minha vida. Vencendo dia após o que vier de obstáculo pra minha vida. Sou um elfo errante e um guerreiro solitário. Mas sei que encontrei meu lugar em Lodoss.
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