Um dia Difícil

20 Capítulo 20


Brenda sentia uma forte dor de cabeça, consequência de horas intermináveis de choro e pensamentos turbulentos que gostaria de expulsar. Agora estava a sós com Newt, que ainda dormia tranquilamente. Observa-lo era doloroso, até aquele momento não tinha se permitido pensar nele daquele jeito, porém todas as suas forças tinham se esvaído e toda sua esperança a tinha abandonado e agora era inevitável olhar para ele e não pensar que talvez aquela fosse sua última respiração e que a cada segundo a ampulheta de Newt chegava mais perto do fim. Ficou ali por mais alguns minutos observando-o até que notou um leve movimento e se aproximou cuidadosamente.

– Brenda? – Ao ouvir o som da voz dele, Brenda finalmente soltou a respiração que segurava há tanto tempo, talvez ela tivesse medo de nunca mais ouvir ele a chamando. Aproximou-se mais um pouco dele e começou a acariciar seus cabelos. Ele tentou se levantar, entretanto a dor o impediu e com um suspiro frustrado perguntou – Como você está?

– Diria que bem melhor que você, mas não tenho certeza se é verdade... – Newt tentou se levantar e mais uma vez as dores o impediram e ele soltou um leve gemido de dor, Brenda colocou uma das mãos sobre o rosto dele e disse – Você não pode fazer nenhum esforço, não tente se mexer.

Ele bufou como uma forma de protesto, porém seguiu o conselho dela e não se moveu mais.

– Quer que eu vá buscar alguma coisa para você comer? – Ela foi se levantar e Newt a impediu, segurando um de seus braços.

– Não me deixe, tudo o que eu preciso é que fique aqui comigo.

Brenda não respondeu, apenas concordou com a cabeça. Era uma tarefa árdua não demostrar a dor que ela sentia, era como se tivesse sido baleada também, mas dessa vez o atirador não tinha sido Kate, mas sim a injusta vida. Newt não precisava ver o vazio que era a alma dela naquele momento então continuaria a se esforçar para esconder todos os seus sentimentos.

– Brenda me ajude a sentar, não aguento mais ficar deitado como um inválido imprestável. Por favor, é tudo o que eu te peço.

Brenda então com muito cuidado tirou todos os lençóis que o cobriam e o ajudou a sentar com as costas apoiada no canto da parede, ela percebeu que Newt fazia o maior esforço para que ela não percebesse sua dor, mas devia ser tão insuportável que fazia da tentativa dele um ato frustrado.

Quando se acomodou ele fitou-a com os olhos e com um imenso esforço a puxou para perto e a beijou como ele nunca tinha beijado. Os lábios macios e quentes dele se encaixavam de forma quase perfeita aos dela, e as mãos dele enroscavam nos cabelos de Brenda. Era como se o tempo tivesse parado e toda a dor de Brenda tirada de sua alma, era um grande alívio. Ela mal se afastou para recuperar o fôlego e ele a puxou de volta, desta vez seu beijo era mais intenso e desesperado e cada vez mais quente, Brenda já não sabia se era somente da febre e decidiu que aquilo não importava. Percebeu que aquilo aliviava a dor de ambos, consolando a alma dela e curando as feridas dele. As mãos de Newt começaram a descer devagar pelas costas dela até chegarem à barra da camiseta de Brenda, sem hesitar as mãos dele puxaram a camiseta para cima fazendo de cada toque um oásis.

– Newt, você não pode... – Ele deixava uma trilha de beijos pelo pescoço dela, o que embaralhava seu pensamento e principalmente sua razão.

Ele então a encarou e apenas disse:

– Não me importo, Brenda. E você não devia se importar também...

Ele a beijou pela terceira vez, as mãos voltando a subir pelo corpo de Brenda, desta vez explorando cada centímetro da pele descoberta, Brenda então se entregou e a sensação se tornava cada vez melhor. E quando não havia mais nada entre eles, somente pele contra pele, ela se entregou por completo.